Notas iniciais
Oi pessoal, espero que gostem e não briguem comigo...obrigada pelos comentários fofos, eu fico no céu com vocês...

Emma saiu do quarto e caminhou para a cozinha onde Regina estava sentada com uma caneca entre as mãos, no caminho pegou sua bolsa onde estavam seus equipamentos e sentou-se a sua frente. Regina colocou o líquido que estava na garrafa térmica em outra caneca e entregou a Emma que sorriu.

— O que tem é isso? O cheiro é maravilhoso. —Experimentou e disse: — É muito bom.

— Meu filho adora isso, é chocolate quente com um segredo especial de mãe. —Regina disse sorrindo para ela e percebeu que ela abaixou a cabeça, parecia triste.

— O que foi?

— Não, nada! É que esse assunto de mãe e filho me emociona um pouco. — Seus olhos estavam marejados.

— Você tem filhos? —A morena perguntou.

— Não, é que...Eu não tive mãe...nem pai...enfim, nunca tive ninguém.

Uma lágrima escorreu de seus olhos e a morena se comoveu.

— Me desculpe Emma, sinto muito.

— É a única coisa que me deixa assim, não gosto de me sentir assim frágil. —Emma disse enxugando o rosto.

— Mas às vezes é bom chorar, faz bem, como pode ver eu sou manteiga derretida.

Regina também enxugou as lágrimas e mudou de assunto:

— Será que molhou o seu equipamento?

— Essa bolsa é bom forte olha, está sequinha por dentro. — Disse passando a mão dentro da bolsa, pegou o celular, destravou e viu as horas. — Já são 2:42 hs da madrugada, e eu aqui atrapalhando sua noite de sono.

— Não está atrapalhando, eu não estou com sono, acho que a agitação fez o sono ir embora e você quer dormir?

— Sem chance de conseguir dormir, então Regina na nossa caminhada eu contei sobre minha profissão, mas e você de onde é, sobre o que escreve?

— Bom eu sou do Maine, a cidade é Storybrooke, uma cidade pequena litorânea, escrevi um livro sobre violência contra mulheres, estilo documentário conta a vida de uma mulher, vai ser lançado ainda mais já tenho um aqui. — Esticou o braço e pegou um livro que estava dentro de uma pasta e entregou a Emma.

— Alegria em vez de choro! Lindo seu livro...espero que não seja uma história biográfica. —Emma a olhou nos olhos.

— Não! A minha não é tão terrível assim, só sofri com a super autoridade de minha mãe, o controle total dela em minha vida por anos, até que resolvi dar um basta. Sai da barra da saia dela, fui pra Nova York conheci o pai do meu filho, achei que era “o Cara” mais quando engravidei, ele se foi, nunca quis saber do filho, depois de 8 anos conheci o meu atual “namorido” não somos casados no papel, moramos juntos, ele também parecia ser um príncipe, até conhecer o que o dinheiro podia proporcionar, ele se tornou uma pessoa totalmente diferente do que era, está cada vez mais parecido com minha mãe, e isso me assusta, quando meu pai morreu recebi minha herança e voltei para lá, desde então ele se tornou fã numero 1 da dona Cora, minha mãe.

— Nossa achei que ter dinheiro nunca seria problema! E também posso ver que o cara perfeito não existe mesmo, se nem você conseguiu!

— Nem eu?

— Sim, você que é rica, elegante, educada, certinha —Fez uma pausa — E linda, não conseguiu, então eu estou até que bem, porque tenho uma pessoa que faz tudo pra me agradar, ele deve ter sido príncipe em outra vida, sei lá, o defeito está em mim mesmo!

Esse negócio de amor não é comigo, acho que a gente aprende amar, e eu não tive exemplos de como é, então tudo o que faço é criar muros ao meu redor.

— Não diga isso, acho que é só porque ainda não apareceu à pessoa certa, você é nova, muito bonita, inteligente, quando essa pessoa aparecer ela conseguirá quebrar o muro.

— Talvez você tenha razão, mas por agora, acho melhor você ir dormir, me sinto mal por atrapalhar sua noite, não se incomode comigo.

— Não vou te deixar sozinha aqui, se não se incomodar podemos dividir a cama, já que não tem sofá, nem outra cama, vem vamos. —Regina se levantou e caminhou para o quarto, se virou no meio do caminho e viu Emma no mesmo lugar a olhando. —Pode vir eu não ronco, você ronca?

— Não (Risos) só não queria te atrapalhar.

— Atrapalhar como, olha o tamanho dessa cama. — Regina apontou para a cama, Emma se levantou e foi.

POV Regina

O que eu podia fazer, a deixar dormir no chão com uma cama de casal ali, não ter sofá era sacanagem.

Ela estava imóvel assim como eu, olhando para o teto, era estranho, não queria me virar para ela, e também não queria ficar de costas para ela, podia sentir sua respiração, e o meu coração que estava acelerado, ela se moveu e eu fiquei em pânico, mas ela só tinha tirado as mãos para fora do edredom.

POV Emma

Não acredito que estou na cama dela, ela não está me provocando, mais essa situação inesperada, não pode ser à toa, e eu sei que ela estava mexida assim como eu, será que corro o risco de perder a cama quentinha e dormir na chuva ou espero outra oportunidade, eu não ia conseguir dormir e nem ela, acho que vou correr o risco.

Me virei para ela e arrisquei:

— Também não consegue dormir? — Torcendo para que ela se virasse para mim.

Ela me olhou pra responder, mas continuou na mesma posição.

—Pois é não consigo!

— Algo te perturbando? — Tentei de novo.

— Sim, mas logo passa e você porque não consegue? — Ela perguntou sem me olhar.

— Acho que é porque tenho sentido coisas que nunca senti, e isso está me assustando um pouco.

Ela se virou dessa vez e me olhou nos olhos.

— Tem haver com sentimentos? — A morena perguntou?

— Não sei, tem haver com desejo nesse momento. —Ela suspirou profundamente e molhou os lábios, foi como um sinal verde, me aproximei e parei a centímetros de sua boca e foi ela que diminuiu a distância e tocou meus lábios com os dela, eu coloquei minha mão sobre a mão dela e subi pelo braço percebendo o quanto estava arrepiada, aos poucos ela foi se entregando ao beijo que se tornou urgente e intenso, aquela boca era maravilhosa, macia, um sabor delicioso, minhas mãos percorriam suas costas em um carinho gostoso, nos entregamos aquele beijo, como nunca aconteceu comigo antes, nossos corpos estavam colados e quando toquei sua nuca um gemido saiu de sua boca ela se afastou e disse:

— Não podemos! Eu não posso!

— Eu sei, é loucura mais não quero parar.

Busquei sua boca novamente, e não ouve resistência, o que me fez sentir borboletas no estômago, o beijo foi se tornando cada vez mais gostoso e ousado, minha mãos passeavam pelas suas costas, eu apertava, alisava suas costas precisava sentir que era real, minha boca percorreu seu pescoço, cheguei a orelha, mordi a pontinha bem devagar e ela gemeu e disse em meu ouvido: —Assim é covardia. —foi um sussurro seguido por um gemido que me enlouqueceu, as carícias se tornaram mais ousadas e parecia que minhas mãos sabiam o caminho a percorrer, desci pela sua cintura devagar queria decorar cada detalhe daquele corpo moreno, então voltei subindo com a mão por dentro da blusa dela, tocando sua pele, passava as unhas de leve e sentia ela se arrepiar e gemer, desci devagar minhas mãos e quando passei da cintura para baixo senti sua mão segurando as minhas e trazer de volta para a cintura, entendi o recado e não tentei mais, abracei-a forte e a trouxe em meus braços, ela se aninhou em meu ombro e ficou em silêncio, logo percebi que tinha dormido, ainda não acreditando no que tinha acontecido, adormeci querendo mais...

Notas finais
E então, já foi um bom começo pra Regina né, me mandem sugestões de como elas vão acordar e o que querem que aconteça...bom isso eu já sei...não prometo... Espero vocês nos comentários...quase 1000 pessoas de visualizações...falem comigo pessoas, eu não mordo...não virtualmente kkk