A cabana da praia
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Regina estava dentro do carro parada em frente ao colégio que escolheu para Henry estudar, quando o avistou vindo todo animado conversando com um menino, se despediram com um toque de mãos e Henry entrou no carro.
— Oi mãe! – Disse já pegando o controle do som do carro e trocando de músicas.
— Oi filho, que bom ver você conversando com alguém depois de dois meses. Então como é o nome dele?
— É David...e mãe eu converso com outras pessoas também, acha que eu ia estar até hoje sem falar com ninguém?
— Não filho, é verdade você nunca ficaria todo esse tempo sem amigos, e então como foi seu dia hoje?
— Hoje tive aulas de português, tem sido difícil acho que vou precisar da ajuda da Emma.
— Ela vai adorar ajudar você filho! Ei quer deixar em uma música, por favor.
— Tá bom... mais não tem nenhuma legal nesse pen drive.
— Porque são as minhas músicas, achei que você disse que só gostava de ouvir pelo foninho no celular. – Regina disse, olhando para o filho.
— Ah é que meu fone estragou, será que podemos passar no shopping para comprar outro? – Henry perguntou.
— Depois do almoço podemos, Emma vai chegar para almoçar daqui a pouco, e ela tem pouco tempo, tudo bem?
— Tá bem.
Parando o carro na frente de casa pode perceber que Emma já tinha chego, pois a porta da frente estava aberta, desceram e caminharam para a casa, Regina estava acostumada com a nova vida, sempre que parava em frente de sua casa ficava observando como a casa ficara bonita com a reforma que fizeram, começando pelo jardim lindo na entrada do portão social e na entrada de carros tinha calçadas até a varanda e a garagem e em todo o restante um gramado bem verdinho, com folhagens, coqueirinhos e flores que davam um toque todo especial, a varanda era bem grande e tinha duas portas grande de madeira na cor marfim, os pilares da varanda também eram revestidos com pisos que imitavam madeiras da mesma cor das portas, do lado esquerdo da varanda tinha um rede e do outro lado duas cadeiras de vime que davam um charme no ambiente, entre as duas portas da varanda tinha uma parede de tijolinhos a vista que Emma queria muito, Regina mesmo achando que não ia ficar bom concordou, mais depois de pronto ela acabou concordando que ficou muito bonito, a churrasqueira ficava na varada só que na lateral do lado direito, ali tinha uma mesa com pés de vime e tampa de vidro, quatro cadeiras, um balcão com pia e fogão ao lado da churrasqueira que também era de tijolinhos a vista, ao lado da área da churrasqueira ficava um árvore nativa e embaixo da árvore um balanço de madeira para duas pessoas, desses que é tipo um banco. Entrando pela varanda estão sala e cozinha, todos os eletrodomésticos são de inox para proteger contra maresia e os móveis também seguindo em madeira e aço inox, a cor predominante foi o branco para poder depois decorar os ambientes com coisas coloridas e com estilo bem praiana, da sala entra em um corredor que dá acesso aos quarto e ao banheiro social, a esquerda o quarto do Henry um quarto bem de menino, decorado com pranchas de surf e skate por todo lado, o quarto estava pintado de branco e os jogos de cama era do seu personagem preferido “O homem de ferro”, ao lado da cama um balcão com o notebook e um Playstation e na parede uma TV, onde Henry passava quase todo seu tempo livre, como todo menino de sua idade. Ao lado do quarto do Henry ficava o banheiro e ao lado do banheiro um outro quarto que foi feito de escritório para Regina escrever, ali tinha um mesa com computador, impressora, na parede uma TV, ao lado um sofá estilo chaise e um tapete bem felpudo dando um graça a mais no ambiente. Em um canto perto da porta estava um balcão com os materiais da Emma edição, revelação de fotos e onde fazia suas pesquisas para o livro que estava preparando com fotos das tartarugas.
O ultimo quarto era a suíte delas, nesse tinha uma cama bem grande as paredes foram pintadas de lilás e na parede da cabeceira tinha uma foto linda de Regina e Emma no dia do noivado, ao lado da cama um guarda roupas grande, não tinham um closed, se quisessem até poderiam ter aumentado o quarto e fazer mais não viram necessidade, pois queriam mesmo uma vida mais simples, sem tantas coisas como Regina costumava ter antes.
Henry entrou correndo como sempre jogando a mochila sobre o sofá e correu para Emma que estava arrumando a mesa.
— Oi Emma, o que vai ter hoje para o almoço? – Disse já pegando um pedaço de peixe empanado que encontrou em uma travessa que estava destampada.
— Ei garoto...não pegue...– Parou quando viu que não ia adiantar o menino já estava longe dali, olhou para Regina que acabava de entrar e sorriu.
— O que ele aprontou? – Regina perguntou.
— Pegou um empanado e correu, não deu nem tempo de falar pra não pegar com a mão suja...– Riu.
Regina se aproximou de Emma, ela estava com uma bermuda jeans um pouco acima do joelho uma blusinha verde que tinha o emblema do projeto Tamar, estava com os cabelos presos em um rabo de cavalo alto e tinha um sorriso lindo enquanto falava da travessura do Henry.
— Eu já disse que você fica linda sorrindo assim? – Regina disse parando a centímetros de distancia da loira.
— Disse sim...
— E também já disse que essa blusinha verde, destaca ainda mais esses olhos de esmeraldas?
— Você diz isso todo dia e eu adoro ouvir... – Emma disse mordendo os lábios inferiores.
Regina diminuiu o espaço e beijou sua amada colando seu corpo no dela:
— Você sabe que tem pouco tempo no horário do almoço, então não morde os lábios assim porque se não te levo pro quarto e você fica sem almoço. – Regina sussurrou no ouvido de Emma que arrepiou toda.
Nisso um garoto já sem uniforme apareceu correndo na frente delas, cortando o clima, uma apenas sorriu pra outra e sentaram-se para comer se divertindo com as coisas que Henry falava sobre a escola e algumas coisas que ele achava estranho no Brasil.
Emma ajudou Regina com a louça, sentaram-se um pouco na rede enquanto Henry brincava com um gatinho que tinha aparecido por ali àquela semana e acabou ficando.
— Amor eu nem acredito que já faz dois meses que vocês chegaram aqui, tem sido tão perfeito que nem sei como agradecer a Deus por tudo. – Falou Emma olhando para Regina que acariciava suas mãos.
— É verdade amor, eu também estou tão feliz por estar aqui, por ter você e Henry, por ele gostar tanto de você e você dele, eu não sei como agradecer também, nem se eu viver cem anos saberei agradecer. – Beijou a mão da loira que sorriu e continuou. – Mais ainda tem falta duas coisas para tudo ficar melhor ainda.
— O que? – Emma a olhou pensativa.
— O nosso casamento, ou vamos ficar noivas pra sempre? – Regina sorriu. – Precisamos escolher a data.
— É precisamos, por mim pode ser qualquer data amor, não vai fazer diferença pra mim. – Emma disse e perguntou: – Mais qual é a outra coisa?
— Eu quero te dar um filho Emma. – Regina encontrou um olhar espantado em sua amada. – Calma amor! Não fica assustada, eu fico imaginando que você nunca teve um vinculo de família e um filho pode te dar essa dimensão do que é ter alguém que você ame incondicionalmente.
— Não sei não Regina, a gente já tem o Henry eu adoro o garoto, eu não sei se posso ser mãe, se posso amar alguém assim.
— Claro que você pode... você não me ama?
— Sim amo muito, você me fez conhecer o amor, e eu já amo o Henry...– Disse olhando em direção onde Henry estava sentado com o gatinho no colo.
— Eu sei amor sei que me ama, você é capaz de amar, você é capaz de dividir seu amor, não tenha medo, pensa com carinho. – Regina deu um beijo em Emma que olhou o relógio e se assustou.
— Nossa amor! Estou atrasada. – Emma levantou deu um selinho da morena e disse: – À noite terminamos essa conversa pode ser?
— Claro, quer que eu te leve?
— Não precisa, vou rapidinho que dá tempo. Tchau amor! Tchau garoto! – Disse alto para Henry ouvir.
— Tchau Emma, até mais tarde. – Henry disse acenando.
Emma saiu rapidamente e passou o dia todo pensando nessa conversa sobre ter um filho.
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