A cabana da praia
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Eu era uma aspirante a Escritora, Ela era inspiração
E qualquer coisa nela, Despertava uma canção
Ela que sempre buscava, Em tudo um PORQUE,
Pra mim só bastava estar, Sentir, viver e amar.
( Pra você que é minha melhor lembrança)
Duas semanas se passaram e as duas estavam mais próximas ainda, Emma se mudou de vez para cabana e Regina já tinha escrito boa parte do seu livro, sua inspiração estava ótima, sempre depois de fazer amor com a loira ela escrevia enquanto a loira dormia ao seu lado na cama, tudo estava tão perfeito que elas não conseguiam pensar na partida.
Na cabana
Regina estava de olhos abertos, encarava o teto, e pensava em tudo que sentia em tudo que tinha acontecido nessas ultimas semanas e pensava em como poderia deixar Emma, quando percebeu, um choro silencioso se soltou de seu ser.
Na Praia
Emma fotografa, edita fotos, escreve suas teses no notebook, ela estava feliz, e sempre que encontrava uma foto da Regina ficava alguns minutos perdida em pensamentos, queria entender como podia ter se apaixonado tão rápido por aquela mulher.
Elas não poderiam saber o que estava por acontecer...
Um barulho muito alto tirou Regina da cama, ela conhecia muito bem aquele barulho e não queria acreditar que alguém estaria chegando ali de helicóptero, ela desconfiava de quem poderia ser. Correu para porta e viu uma loira desesperada dando sinal para que não parassem ali na areia por causa dos ninhos. Então correu para ajudá-la.
— O que esse maluco está querendo fazer? — Emma gritou para Regina.
— Não tenho certeza Emma, mas acho que é meu marido e meu filho. — Regina disse e viu o olhar aflito de Emma se transformar em dor.
O helicóptero se afastou e Regina se aproximou da loira.
— Emma, olha pra mim! Por favor. É surpresa pra mim também, mas só pode ser ele, quem mais seria idiota de vir de helicóptero num lugar de preservação. — Regina disse quase implorando.
— Tudo bem Regina, vai cuidar do seu maridinho que eu vou pegar minhas coisas na cabana. — Emma saiu correndo da frente da morena porque não queria que ela visse as lágrimas que caiam em seu rosto.
Emma entrou correndo e foi pegando tudo que era dela queria sair dali antes que encontrasse com aquele homem, não suportaria. Saiu chorando muito, não imaginava que isso poderia acontecer.
Regina seguia lentamente para onde o helicóptero estava pousando:
“Odiota, o que você veio fazer aqui.” – Regina gritava por dentro, imaginava como Emma estava se sentindo, Regina se lamentava e não podia chorar. “Agora ela nunca mais vai me querer”.
Seu rosto mudou de triste para muito feliz quando viu o seu amor maior vindo correndo em sua direção:
— Oi mãe! – O garoto disse abraçando-a.
— Oi meu querido que saudades! Quero um abraço de urso. – Era uma brincadeira entre os dois. E o pequeno apertou o quanto pode a mãe em seus braços.
— Mãe posso ir lá um pouco. – Ele disse apontando para a praia.
— Pode! Só cuidado com os ninhos de tartarugas que ficam bem ali.– Regina apontou e o menino saiu correndo em direção a praia. – E não entre na água.
Regina andou ao encontro do marido que estava vindo todo sorridente.
— Porque veio de Helicóptero aqui, ficou maluco! Não sabe que é um lugar de preservação, eu te falei isso, você quase pousa essa “coisa” em cima dos ninhos de tartaruga. – Regina falava com ódio no olhar.
— Ei tudo bem! Porque ta tão estressada, venho aqui pra fazer uma surpresa e já me recebe assim. – Robert disse se aproximando.
— Desculpa, fiquei nervosa pela Emma, ela estava desesperada com medo de vocês pousarem lá.
— E cadê a sua amiga bióloga? – Ele perguntou olhando em volta.
— Deve estar na barraca. Fica lá do outro lado. –Regina estava triste em saber que loira voltou para a barraca. – Vamos conversar lá dentro.
— Poxa não vou ganhar nem um abraço! – Ele disse olhando pra ela com cara de triste. – Estou morto de saudades.
— Claro. – Ela disse e deu um passo a frente chegando mais perto e esperou que ele a abraçasse, Regina sentia um misto de sentimentos, porque afinal ele não tinha culpa do que tinha acontecido com ela e agora ele estava ali e ela não sabia como resolver, como fazer as coisas sem magoar ninguém, preferia que ele não estivesse aparecido.
Emma na barraca estava chorando deitada de bruços:
“Que idiota eu sou, o que está acontecendo comigo? Porque está doendo tanto?” Pensava alto.
Ela estava se preparando para o dia de Regina ir embora, mas agora era diferente, não queria a ver com ele, depois de tudo o que passaram os últimos dias e em particular a noite passada.
Flashback Emma.
Estávamos a mesa conversando, Regina estava terminando de editar um capítulo eu me levantei e peguei meu celular, e procurei aquela mesma música que a gente dançou juntas e que finalmente consegui ganhar a morena de vez, eu olhava para ela, que as vezes me olhava e sorria, aquele definitivamente era o sorriso mais encantador e fazia meu corpo reagir instantaneamente, então me levantei parei ao seu lado e disse:
— Dança Comigo?
Ela me olhou e deu o seu sorriso sexy, se levantou eu peguei a pela mão e a levei para uma parte vazia próximo a mesa, ela estava linda, usava um vestido curto, florido que marcava sua cintura e mais solto na parte de baixo.
A música tocava no celular, a puxei pela cintura e iniciamos uma dança bem calma, cheia de mãos fazendo carinho uma na outra. Tudo para mim estava sendo um sonho e para Regina uma entrega. O beijo foi apaixonado, eu diria que era cheio de amor, aproveitando da boca uma da outra, o tempo havia parado, ficamos tempo indeterminado se beijando e sentindo o corpo ferver.
— Agora você é minha – Disse no ouvido de Regina que se arrepiava inteira.
— Sempre fui desde que te vi pela primeira vez – Regina se rendeu por completo. Beijei sua boca com carinho, depois com voracidade. Provava os lábios de Regina como se fosse a última água do mundo. Fui levando a escritora para o quarto entre beijos, sussurros e pequenas mordidas no queixo e orelha.
— É minha mesmo? – Perguntei enquanto tirava lentamente o seu vestido.
— Uhum – Regina não conseguia articular palavra, estava mais concentrada em mim tirando seu vestido.
— O gato comeu a língua? – Sussurrei em seu ouvido, nessas alturas Regina estava apenas de calcinha e sutiã. Enfiei as mãos nos cabelos da morena a puxando para um beijo cheio de vontade e segundas intenções.
Eu mordiscava os lábios dela, enquanto essa só sabia gemer.
— Voc...você...me leva... a loucura – Regina falava pausadamente, estava presa em meus beijos.
— Vou te matar de prazer – Com isso tirei seu sutiã lentamente, beijava o colo dela devagar e com carinho, ela fechava os olhos sentindo os beijos delicados. Fui deitando ela devagar na cama, fiquei admirando aquela deusa de mulher deitada, esperando meus carinhos. Regina respirava fundo. Iniciei beijos molhados nos seios dela, mordia, lambia devagar.
— Aaaaaah...continua.... – Regina gemia, e isso era música para meus ouvidos.
Fui descendo com beijos calmos, os gemidos da morena aumentavam, acariciei seu prazer, enquanto essa segurava nos lençóis, a beijava lentamente para depois iniciar uma tortura com Regina que agora já se contorcia inteira na cama.
— Ma...mais...aaaaaahh... por...por favor – Ela implorava por um contato maior, e eu continuava a tortura alucinante. Nossos corações batiam fortes. Chupava a intimidade, iniciei movimentos com a língua que fizeram ela gritar de tanto prazer, o orgasmo veio poderoso, o peito dela arfava. Escalei seu corpo de volta, chegando em sua boca a beijando intensamente.
— Eu te amo – Regina sussurrou em meu ouvido para depois morder a minha orelha. –Eu não podia acreditar no que meus ouvidos acabaram de escutar. –Hummm...eu...você quase... quase me mata – Continuou ainda estava ofegante e riu sapeca.
— Foi o melhor sexo da minha vida. – Eu disse.
—Hummm, pensei que fazíamos amor – Ela me disse arqueando a sobrancelha.
— Você me ama? – A encarei.
— Amo como nunca amei ninguém – Regina disse de olhos fechados, respirou fundo criando coragem.
— Fazemos amor, amor – Eu disse beijando todo o rosto dela que ria do meu jeito. Ficamos abraçadas por alguns minutos.
— Nem pense em dormir, temos uma noite toda pela frente, quero aproveitar – Regina disse com medo de eu pegar no sono.
— Ah eu pensei em dormir – Fingia descaso.
— Dormir nada – Dizendo isso, veio para cima de mim, fazia movimentos de vai e vem me deixando louca, nessas alturas já estava morrendo de tesão. Regina foi descendo a mão até meu local de prazer, iniciou uma massagem lenta, enquanto eu iniciava movimentos acompanhando as mão delicadas dela.
— Hummm...isso é bom – Eu disse para logo depois morder o ombro dela, que continuava seus movimentos, me deixando louca. O prazer completo chegou, deixando nós duas suadas e jogadas na cama. Foi assim a noite toda, nós amamos no quarto, na cozinha, na sala, banheiro, e quando voltaram para o quarto eu pensei que ia dormir mesmo mas Regina quis novamente e fizemos amor mais uma vez. Fomos dormir com o sol nascendo, Regina com a cabeça em meu peito e meus cabelos espalhados na cama. Dormimos plenas e felizes.
Flashback Off
Emma chorava desesperada.
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