A busca por memórias perdidas
1 Epílogo
Notas iniciais
Não é fácil acordar e não reconhecer a sua família.
Não é fácil de uma hora para outra esquecer a sua história, esquecer tudo o que já passou.
Quem sou? Eu não sei.
Onde estou? Eu também não sei.
Já se passaram dois dias desde que recobrei a minha consciência e, para ser sincera, não vejo muita mudança. Quando acordei tinha uma mulher ao meu lado que dizia ser minha mãe. Se eu acredito? Eu não sei.
Ela vem me ver todos os dias e passa em torna de três horas no hospital me fazendo companhia. A sua presença é boa, por mais que eu não a conheça muito, ou pense que não, ela me traz paz e tranquilidade. É tão bom ter alguém que fique com você quando parece que todos te esqueceram. E é tão estranho não saber quem são os “todos”.
É como acordar em um mundo paralelo, onde eu luto pelas minhas memórias, que estão perdidas no meio de um abismo tão fundo e tenebroso que poucos se encorajariam em se juntar ao meu exército.
Eu preciso e vou lembrar do meu passado.
São minhas joias preciosas que foram roubadas sem mais nem menos e agora eu vou precisar de toda a ajuda para recuperá-las.
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