A bruxa e o Caçador
1 Prólogo
Notas iniciais
Olá galerinha!!!Esta é a primeira postagem,espero que gostem.Aceito sugestões e críticas.
Chovia à cântaros naquela noite,seu manto negro,contudo,permanecia seco.A longa viagem o deixara,por demasiado,cansado.Se deteve junto à orla do bosque,incerto do que faria a seguir.Por um momento,observou a criança que carregava sob o manto,adormecida,como se ela fosse dar-lhe algum conselho.Eles eram os últimos de seu clã,todos os outros estavam mortos e sua aldeia... destruída.Poderiam,somente,continuar fugindo,na esperança de que não os encontrassem.
Relanceou ao redor,repentinamente receoso ,porém não havia vivalma naquelas paragens. Ainda assim,o jovem mantinha-se alerta,pois sabia que os caçadores possuíam diversos artifícios.A paisagem lúgubre à sua frente parecia um mau agouro: consistia em faias,abetos,carvalhos e toda sorte de árvores mortas.Esporeou o cavalo,seguiria rumo ao norte,onde,soubera,existia outro clã bruxo.E, embora este fosse menor e mais tradicional,talvez os aceitassem.Apesar do encantamento que lançara sobre si,a menina e sua montaria,aquele temporal ininterrupto incomodava Cédric .Tudo poderia fazer parte de um pesadelo; até a própria atmosfera aparentava ser irreal;no entanto,a pequena órfã que salvara atestava a sua desgraça:nunca mais veria sua mãe...tampouco se casaria com Meredith na próxima primavera...A lembrança da falecida noiva deixava um enorme vazio em seu coração,um vazio que,sabia,nenhuma outra seria capaz de preencher.Recordou-se da forma como o rosto dela corava quando sentia-se envergonhada,de seus longos cabelos cor de mel,de sua voz suave e melodiosa...Ele a perdera.Todos os sonhos que tivera,em uma única noite,transformaram-se em poeira diante de seus olhos.A medida que adentrava o bosque,ele tornava-se mais denso ,trovões toavam soturnamente.Sentia uma inquietação inexplicável,somada à uma paranóica sensação de estar sendo seguido.Quando a tempestade acabou,de súbito,sua tensão acentuou-se:o simples farfalhar das folhas lhe chamavam a atenção,os ruídos produzidos pelos animais e até a sua respiração se amplificaram.Pouco faltava para atravessar o bosque,o cavalo começava a dar sinais de exaustão,uma pequena e miserável cabana se destacou perto de um riacho.Mesmo temeroso,Cedric achou por certo parar e dar de beber ao animal.À suas costas uma gargalhada rouca e gutural o fez congelar—Sentimos o cheiro do seu medo,Sangue Sujo!!!-bradou um dos caçadores.O brilho espectral da lâmina de uma espada foi a última visão do jovem,que tombou,com a criança,ainda viva sob o manto.
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