A breve História de Um quase Amor

2 A breve história de um quase Amor - Nada mais


Depois de tanto ouvir o cair da chuva, nada mais reconheço, nada mais escuto, nada mais vejo, nada mais sinto, nada mais...

Agora nada mais direi, não direi mas o "Nada", não serei o "Nada", se o "Nada" vier... que diga à ele que serei o "Tudo".

Perdidas as breves memórias que antes soavam ao vento de um Outono qualquer, folhas a cair, lembranças a partir.

Estar assim, sentir-se assim, como estar ao ar, simplismente levantar e voar. Agora nada mais a pertubar.

Perfumes exalam o cheiro do amor, saudades apelam pelo sentir do seu calor, mas nada serás real se brevemente o amor acabou.

Sempre algo esteve a acontecer, inevitável, tempestades estavam a chegar, juntos a elas a gravidade a se revoltar, nada mais era impossível.

Nada mais a ser possível se o impossível for verdade, se crer era ser, eu crerei que ser era mais do que o simples viver.

Estremeci aos ventos obscuros e lentidos que estavam a pairar na escuridão, não vive, neste momento estava a morrer e apenas a sentir.

Breves histórias estava a ouvir, e quando as vi esqueci, senti, e estremeci, pois percebi que aquela que estava a ouvir foi a breve história de um quase amor pelo qual eu vivi.

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