Notas iniciais
olá meus caros leitores, fiz esta fic para vcs então se divirtam!

“Meu passado, minhas lembranças, mas que de nada recordo.

Tudo que tenho é uma sombra, que me conhece melhor que eu.

(ZARY)

A chuva congelada finalmente estava cessando e os fracos raios de sol se tornando nítidos, alguns montes de neve começavam a derreter e revelar o que estava encoberto. De um pequeno banco de madeira de cor verde uma silhueta se tornou visível. Um jovem de cabelos castanhos, sua pele estava muito pálida, pois seu corpo se encontrava debaixo da neve a dias. Ao contrário do que qualquer um pensaria, ele não estava morto. Este era Zary Jacobs, que naquela época possuía 18 anos.

O corpo de Zary era diferente de qualquer outro, poderia sobreviver um mês inteiro sofrendo as pancadas de uma chuva gélida. Zary não sentia fome, não sentia frio. Mas nada disso importava.

Ao lado do jovem uma criatura passou e sentou no banco, agaixado. O ser que emitia uma fumaça negra, que acelerava o derretimento da neve, vestia uma roupa preta e se enroscava em uma capa rasgada da mesma cor. Tinha um cabelo bagunçado e longo, seu rosto era um pouco peculiar, de cor acinzentada, com uma grande boca de dentes afiados e olhos esbugalhados. Possuia grandes asas negras como as de um morcego, mas com alguns pelos. A criatura em questão era um demônio, seu nome era Crasmus.

Mesmo depois dessa monstruosa aparição o jovem não mexeu um músculo, continuou encarando a neve branquinha com seus olhos, mas sua mente estava distante.

— Quer conversar? – perguntou Crasmus com sua voz grossa e apavorante.

O jovem girou sua cabeça noventa graus olhou com olhos frios o demônio.

— Pela milésima vez, não quero falar com você a menos que seja para me contar sobre aquilo — declarou Zary com firmeza.

— Já lhe disse que é um segredo — alegou Crasmus.

Zary se levantou com força do banco que de tão frágil quase desabou. Com passadas de ódio que deixam distinguíveis pegadas em sua trilha, ele se afastou de Crasmus e parou perto d uma lamparina.

— Tal segredo está custando minha felicidade — sussurrou o jovem.

A alguns anos atrás, quando Zary ainda não passava de uma inocente criança, o menino tinha uma verdadeira família. Uma mãe, um pai e um irmão. Mas infelizmente ele não se lembrava desses tempos, Crasmus foi quem lhe contou seu passado, pelo menos parte dele.

O demônio disse que seu pai era um cavalheiro e certo dia teve de partir para uma viagem rumo a terras longínquas, e que seu irmão mais velho, Mattew, o acompanhou.

Zary e sua mãe esperaram muito tempo per eles, mas eles nunca voltaram. Quando a neve começou a cair no inverno o menino adoeceu gravemente. Sua pele estava mais branca que o natural, seus olhos se encontravam profundos, e força alguma tinha para se levantar da cama. A mãe estava em choque, depois de perder o marido e um de seus filhos só conseguia pensar no pior.

A família não tinha muito dinheiro, até porque não podiam contar mais com o pagamento do pai, tudo que restava agora era o dinheiro ganho com o trabalho de passar roupa para fora da mãe de Zary. Mesmo tendo de passar dificuldades, Natália, a mãe, contratou um médico renomado para tratar de seu filho. O tratamento estava além de seu orçamento e quase sempre ela acabava pagando por isso, havia dias que ela só fazia uma refeição por dia, e chegou a momentos em que teve de tirar de sua boca para alimentar Zary.

O tratamento mudou de médicos muitas vezes, mas nenhum deles sabia do que se tratava, era uma doença incurável para aquele tempo. Todos já haviam perdido as esperanças, não sabiam nem mesmo como prolongar a vida da criança, que parecia piorar a cada dia em direção a uma morte certa.

Natália estava sempre em prantos, não aguentava mais aquele pesadelo. Zary era tudo o que tinha, era a razão para lutar tanto, e faria qualquer coisa.

Em uma noite um demônio surgiu na casa, era o próprio Crasmus, Natália tomou um grande susto, mas logo se comoveu ao ver que a criatura observava o menino com olhos tristes, o único motivo de não chorar era que isto era impossível para um demônio.

A mãe estava desesperada, correu até a criatura e pediu-lhe que salvasse a vida da criança custa-se o que fosse.

Crasmus explicou a mulher que havia um jeito, uma prática proibida dar longevidade a um humano e um grande risco ao demônio, e principalmente custaria a vida de Natália.

A mãe se despediu com beijos e abraços do menino e então fez o pacto com o demônio para salvar a vida de seu filho. Natália perdeu sua vida, e a alam de Zary foi ligada a de Crasmus de modo que sua doença foi curada. O garoto herdou a resistência, a força e a agilidade de um demônio, mas ainda assim poderia ser morto, e se isso acontecesse Crasmus também morreria, por isso ele passou a segui-lo, como uma sombra. No entanto, Zary também herdou o carma dos demônios, o “toque da desgraça”

Notas finais
obrigado a todos por lerem, gostaria d agradecer a minha editora ----- (Heloiza), sintam-se a vontade para comentar e até a próxima!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.