A batalha de Lore
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Nova sinopse mais clara agora :)
Segundos, minutos, horas, não sei quanto tempo se passou desde o fim da conversa,
gostaria de saber quais são os próximos planos de Naiad, de quem estava falando e o que irá acontecer com essa pessoa.Tento perceber as diferenças que Marian dá a seus soldados, e tentar notar qualquer comportamento estranho em suas atitudesSaio andando e quando dou por mim vejo que estou próxima a porta de entrada do hall principal onde me deparo com a figura mais bem apessoada que conheci até agora em Gaia, uma mistura de guerreiro com algo a mais, não como Donan, mas com uma ironia diferente onde você pode reconhecer uma pessoa mais velha e sentir que realmente está na presença de alguém mais intelectual. -Sonhando acordada novamente, já ouviu falar em um antigo conto de uma tal Alice? Ouvi falar que ela matou um jaguadarte.—Adua, bom te ver também. Digamos que jaguadartes não são exatamente a minha especialidade, mas acredito que seria capaz de fazê-lo. O que faz por aqui uma hora dessas? Não é o preferido da nossa querida Naiad, achei que gostaria de estar com ela como seu cachorrinho de estimação-digo.—Quantas palavras cruéis, não precisa me ofender e invejar simplesmente porque sou uma pessoa desejável, claro, que se fosse como eu também seria vista com olhos mais gentis. – Sua cara de plena convicção de estar absolutamente certo sem relação ao que diz quase me convence, mas sinto uma brecha, daquelas que somente ele sabe como me convencer a baixar a guarda. – Todos aqui gostamos de você, só precisamos não ter medo de nos aproximar, não pode sempre parecer que você vai atacar.—De repente eu prefiro sempre estar na defensiva, posso não conseguir bons amigo dessa maneira, mas também posso garantir que estarei pronta para quando for necessário – Sinto seu toque leve em meus cabelos e deixo-me levar pela sensação de um abraço, afinal, apesar das ofensas, quem mais saberia oque estou sentindo se ele melhor do que ninguém sabe o que eu passo. Órfão, desde que perdeu os pais em uma batalha, criado por tutores legais em Gaia até ter conhecimento e idade suficiente para assumir grandes postos, que o levaram a ser o supervisor geral, não participando dos treinos, mas sendo o responsável pelo exército e seus combates.— Entramos em um pequeno lugar onde sentamos em desconfortáveis cadeiras de madeira, e pela entrada de um balcão uma senhora vem e nos traz dois cafés, e se senta juntamente a nós, iniciando uma conversa agradável.—Espero que goste do café, fiquei sabendo que foram atacados novamente, o que houve – diz a senhora.—Eu gostaria de saber, na verdade, não tenho ideia do que acontece com Lore, porque sempre somos seu alvo sendo que não fizemos nada a eles! –Mas na verdade todos sabemos que não é exatamente assim que as coisas são – diz Hector, um sobrinho da senhora que aparece e se senta conosco – Todos sabem que na verdade ele têm medo de que Naiad consiga poder sobre algo que não possa controlar, na verdade, a impressão que eu tenho é que eles querem defender vocês de Naiad.—Nos defender com bombas e extinção não parece uma boa iniciativa – retruco rispidamente.—Meio contraditório, com certeza – diz a senhora – Mas perto do que fazem aqui talvez não sejam tão ruins assim.—Não sei como podem dizer isso – digo enquanto como algo que me é oferecido – hmmm....isso é bom mesmo, mas acho que preciso ir, Marian vai me fazer pagar caro se eu me atrasar.—Até mais querida – diz a senhora!Sem mais demoras saio em direção a sala de lutas, aos quais são destinados os diferentes tipos de soldados — agora sem contar com uma grande disposição de armas as guerras voltaram a ser o que eram no passado, com pouca fabricação de armamentos, os quais ainda estão em teste, o qual hoje é um detalhe, visto que resistir depende muito mais de preparo do que de armas atualmente — e onde encontro com Marian, que logo me aponta o chão e nenhuma arma, pelo visto hoje teremos que lutar corpo a corpo novamente. Mas dessa vez acabo chegando em desvantagem, e logo percebo que o que terei de encarar tende a ser pior do que as simples brigas, vejo isso pelo rosto resplandecente ao me chamar para o lado esquerdo onde encontro um espaço vazio, e sei que se destina a minha área de hoje.—Atrasada novamente Alana, espero que tenha bons motivos, e uma boa motivação para treinar em dobro, não serão permitidos mais desfalques, e você terá que recuperar tudo o que perdeu. – Sinto que Marian está completamente feliz ao me dizer estas palavras, não sei por que quer com tanto afinco me fazer ser castigada, mas apenas aceito.—Tudo bem, estou mesmo precisando treinar mais – Vejo a surpresa em seu rosto por reação a minha resposta. – Podemos começar?Após horas de treino, apenas sinto o quanto o dia de hoje foi exaustivo, acostumados em combates corpo a corpo e com nossas armas habituais, onde geralmente opto por espadas e adagas, já que qualquer coisa que exija mais força ou pontaria pode ser considerada altamente descartada de minhas habilidades naturais, e ainda não foi nada o qual alguém conseguiu me ensinar até hoje, mas não acho essa uma das minhas principais preocupações, já que hoje o treino me pareceu extremamente mais pessoal, como se fosse algo com o único propósito de me irritar, o que ele facilmente consegue, chego a estar com partes de minhas pernas dormentes após horas Treinando. Mas após minhas considerações que já estão saindo de minha cabeça posso ver que Marian não esqueceu sua promessa e me chama a frente depois de dispensar os outros soldados, e então vamos ao nossa briga particular para provar quem tem razão, é preciso muito mais do que tempo para poder me convencer do que ele disse durante o dia, brigas se vencem com força.
— Já que não consigo entender o que está fazendo, posso ao menos saber por que essa pessoa tem pouco tempo? – Sinto seu rosto se contrair e pela sua expressão não sei bem dizer se fui muito indiscreta ao perguntar-lhe assim tão diretamente.—ouvindo atrás da porta? Eu não apressaria o que não tenho certeza, porque depois que descobrimos as coisas, não tem com voltar atrás, permanecer sem saber pode ser um privilégio-diz Marian.—venha brigar, já que gosta tanto disso. – O tamanho de seu sorriso chega a me assustar, mas adoro ser desafiada. Avanço em cima dele com armas na mão e vejo que ele não resiste, apenas deixa-se ser derrubado. – É isso o que você gosta de fazer então, ir pra cima das pessoas sem saber do que são capazes, são pessoas como você que fazem as fraquezas da força física serem uma vantagem aos inimigos de guerra – Posso ouvir ainda um pouco de sua voz, em meio ao sangue que me escorre pelo pescoço em direção aos meus seios, posso ver ainda de relance seu sorriso, aquele mesmo sorriso sarcástico que costumo usar, e que ele usa agora, pouco antes que eu fique inconsciente.Com parte do corpo ainda dormente posso ver o quão difícil é me mexer numa superfície dura, onde imagino ser o chão, até o mais simples movimento poderia causar uma tontura excessiva ao qual não sei se conseguiria me adaptar antes de cair novamente. Ouço vozes não muito distantes e não sei ainda o que está acontecendo, não entendo, tento organizar minha memória relembrar o que aconteceu, mas as coisas não me parecem claras no momento.Lembro-me de estar com Marian, ainda tenho em minha mente a imagem de seus olhos, e sei que estava sorrindo, e depois disso não lembro mais nada, talvez eu esteja me recusando a aceitar, mas acho absurda a ideia de que ele pode ter feito algo de mal para mim, não que não seja comum brigarmos, mas nunca com a verdadeira intenção de causar algum dano, é apenas algo que faz parte do nosso dia a dia, algo como um preparo pra sempre estarmos atentos, mas pelo que parece eu era a única que via as coisas dessa maneira.Ainda não consigo levantar, mas posso mover meus braços e sei que não estou no chão, talvez em uma cama, provavelmente, mas ainda está muito escuro para reconhecer qualquer coisa nesse lugar. Apenas poucos objetos estão ao meu redor, alguns quadros na parede, um pequeno móvel onde se encontra um copo que parece ter água dentro, e uma cadeira próxima a mim, eu imagino que talvez alguém tenha vindo e ficado sentado aqui, mas imagino que não, as pessoas que conheço estão ocupadas trabalhando, e quem reside em Gaia não é próximo o suficiente de mim para ficar tão perto como se fosse algum familiar ou coisa parecida. Palavras podem vencer guerras, mas acho que Marian se esqueceu disso.—Vejo que já acordou, quanto tempo esperei para ter você aqui comigo, agora estará segura com minha proteção -uma voz desconhecida fala.—Do que você está falando? –Ainda posso ouvir tentando falar comigo, mas me sinto fraca e deixo apenas me levar pelos sons de sua voz, enquanto fecho os olhos e tento reconhecer a pessoa por detrás dela, mas não me lembro de ninguém que esteja necessariamente entre meus conhecidos. – Quem é você?-Onde estou? – Por um ímpeto mais forte que minha precaução ao tentar não me mover muito bruscamente, posso sentir meu corpo levantando-se antes de pensar nas consequências de tais movimentos, e também antes de sentir o efeito que isso causa em meu corpo, aparentemente fraco, mas ainda tenho forças para ver seu rosto antes de desmaiar novamente em seus braços, posso ainda sentir seu calor, e seus braços, fortes, muito fortes, mas não forte a ponto de me machucar, e permito-me cair em seus braços lentamente balbuciando minhas últimas palavras:— Quem é você?Não sei quanto tempo se passou desde que estive novamente inconsciente, mas não tenho mais tanta dormência em meu corpo, de modo que posso simplesmente pensar que provavelmente não foi um tempo muito grande que se passou desde então, mais firme agora, já me arrisco a me sentar na mesa.Sente-se melhor? – Sua mão diretamente toca em meu pescoço, onde agora posso sentir uma leve pontada de dor, mas procuro não demonstrar, muito embora ele pareça ter notado – Desculpe, preciso ver como está isso, parece que você não estava sendo exatamente bem tratada em Gaia.—Como assim em Gaia? Onde estou? – Seus olhos me observam assustado como se ele Tivesse receio de continuar falando. Mas por um pequeno intervalo de tempo posso notar que ele mudou seu foco novamente para meu pescoço, onde agora sinto um líquido quente escorrendo, pude supor um corte, mas não teria sentido nada, então me permito inclinar para frente já que a tontura começou a me incomodar e não tenho certeza de poder ficar reta sem desmaiar novamente.—Alana, você está bem? – pergunta enquanto encosta um pano úmido em meu pescoço o qual passa limpando minha pele e refazendo meu curativo, posso sentir a pressão em minha pele me fazendo sentir dor e sinto-o diminuir a pressão, aparentemente preocupado com meu bem estar. Sinto seu modo meio introvertido, sem saber exatamente como começar a falar, procurando as palavras certas e meio receoso do que está por vir. – Você deve me ouvir com atenção agora.—Você está em Lore, eu sou Azlan — Ele diz espera alguma reação mas apenas me mantenho reflexiva para que ele continue.Após algum tempo de conversa, na verdade quase um monólogo apenas interrompido poucas vezes por pequenas perguntas de minha parte, fico sabendo que alguns homens que trabalham em Lore fazem saídas esporádicas para buscar plantas e raízes diferentes para produção de medicamentos, e em uma dessa saídas fui encontrada ferida e sangrando próximo a Lore, então me trouxeram para a cidade onde estou supostamente sendo cuidada.— Acredito que agora você tem o que você precisa, não acho que vai conseguir me torturar muito no estado em que me encontro, mas acredito que vá desfrutar muito desse momento, então vá em frente -digo a ele.—O que você está falando? Alana acredito que você está equivocada.—Sei o que você quer! Me matar como fazem com todos os que não pertencem a Lore, atacando sem motivos—Não está aqui porque quero mata-la! – ele diz e de repente algo pior que a morte me vem a cabeça, lembrando talvez de como Naiad queria cobaias para testar métodos novos de adquirir o controle que Lore possui.—embora você tivesse grande controle você escolheu não estar aqui, você era a que tinha mais resistência quando éramos crianças! – Por um segundo fico tentada a descobrir o que querem dizer suas palavras, já que é a primeira vez que o vejo, porque ele saberia de minha infância. E ele aparenta ter no mínimo uns 20 anos, o que me faz pensar que mesmo que tivermos nos encontrado no passado, ele não era mais criança quando eu era pequena, no máximo um adolescente.—Eu Não quero ficar aqui, e tentarei sair enquanto eu conseguir -digo com medo de sua reação.—Não será obrigada! Os portões estão abertos, pode ir, ou posso pedir para alguém levá-la se não tiver forças pra isso! Espero que se lembre que estarei sempre aqui para você — Marian diz.—Não preciso de você! – Saio recusando sua mão para descer da cana, e passando reto sem olhar para Azlan, sigo em direção á porta.Por um momento de reflexão enquanto me movimento devagar tenho um ímpeto de ficar, por pura curiosidade ao que acabo de ouvir, pois como pode uma pessoa agir de tal maneira, não entendo suas intenções, mas o que isso me importa agora. Então continuo com passos demorados e saio com o corpo enrijecido aguardando ansiosamente ao primeiro ataque pelas costas, tentando esconder meu medo através de meus passos lentos, pois não tenho forças para correr, mas finjo que apenas não estou com pressa de sair do local.Pois sei que não será tão fácil assim, mas nada acontece, então preciso assumir meu estado normal, e pensar com calma, pois meu desejo de correr não pode ser acompanhado pelo meu corpo fraco, mas pouco mais de algumas horas de caminhada, estou chegando perto de Gaia, onde sei que acharei abrigo, quando noto olhos estranhos me observando, sei que são soldados de Gaia, mas noto que transparecem certa raiva ao me ver, e então, afastando-se como que ensaiados, vejo que surge apenas uma pessoa no meio deles, não é preciso adivinhar quem é, Marian, sei que deve estar arrependido de ter me deixado desmaiada e tão facilmente livre para ser levada Como aconteceu. E já sinto suas palavras de desculpas quando abre a boca para pronunciá-las.
—Alana? O que você faz aqui? – Sua cara se mistura em algo que inicialmente vejo como ironia e penso ser mais uma de suas brincadeiras, quando noto seus olhos sérios, que parecem surpresos e insatisfeitos ao mesmo tempo. Posso notar a seriedade de suas palavras. – O que você faz aqui, não tenho mais como te proteger, sinto muito, você não pode ficar aqui, não podemos abrigar você.
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