A aventura continua * Hiatus :( *
1 Prólogo
Notas iniciais

Era uma tarde ensolarada em Cambridge, os irmãos Edmundo e Lúcia Pevensie conversavam animadamente com seu primo Eustáquio sobre sua aventura enquanto admiravam a pintura que os levaram para Nárnia.
Aqueles "meses" que os dois iam passar na casa dos tios viraram dois anos e sete meses, Lúcia já tinha dezesseis anos e Edmundo já estava no auge de seus dezoito. Apesar da convivência com o primo ter melhorado, eles não estavam felizes.
– Crianças! Vocês têm visitas! — Alberta berrou da escada. A mulher de aproximadamente quarenta anos nunca foi um poço de gentileza com os sobrinhos, mas nunca os tratou mal, principalmente na frente das visitas.
– Visitas para nós? — Lúcia ergueu uma sobrancelha.
– Vamos lá ver. — Eustáquio saiu do quarto sendo seguido pelos primos.
Na sala, conversando com com Alberta, estavam dois jovens que Edmundo e Lúcia quase não reconheceram, o garoto era alto, forte e tinha cabelos e olhos claros. A menina, mas linda do que nunca, com cabelos negros presos num rabo de cavalo e os olhos azuis brilhando de ansiedade.
– Lú! Ed! — Ela se alegrou ao ver os irmãos e correu para abraça-los.
– Susana!
– E eu, não ganho abraço? — Pedro enxugou uma lágrima falsa.
– Pedro! — Lúcia pulou em seus braços.
– Como você cresceu! — Disse ele perplexo.
– Você também. — Disse Lúcia e Pedro riu.
– Pedro! — Edmundo abraçou o irmão. — Por que não avisaram que vinham?
– Estragaria a surpresa. — Disse Susana.
– Já estava começando a achar que tinham se esquecido de nós. — Edmundo se queixou e os irmãos riram.
– Vamos voltar para os Estados Unidos hoje mesmo. — Disse Susana e Lúcia baixou a cabeça. — Com vocês, é claro!
– E você Eustáquio, como está? — Perguntou Pedro, dando tapinhas nas costas do primo.
– Melhor impossível.
Susana fez uma careta e Edmundo riu.
– Digamos que o Eustáquio ficou "bonzinho".
– Como?
– Não acreditariam se eu contasse. — Afirmou Eustáquio. — Mas, o que vamos fazer hoje? É seu último dia aqui, temos que comemorar!
– Vamos à sorveteria nova! — Sugeriu Lúcia.
– Ótima ideia.
~*~
– Nós já passamos por aqui antes. — Eustáquio desviou-se de uma árvore que ele podia jurar que não estava ali dois minutos atrás.
– Eu acho que estamos perdidos. — Disse Lúcia.
– Não, se a praça fica ali, quer dizer que... — Edmundo parou de falar ao olhar para trás e notar que não havia nem praça, nem estabelecimentos, nem carro, apenas árvores e neve. Muita neve.
– Será que...? — Pedro sorriu.
– É impossível. — Susana olhou em volta. — Ele disse que não voltaríamos.
– Tá frio. — Eustáquio esfregou as mãos.
– Está. — Lúcia concordou. — Como na primeira vez.
Edmundo estremeceu ao lembrar do terrível inverno da feiticeira branca.
– Gente! — Susana apontou para um castelo muito longe dali, enquanto sua boca se abria num perfeito "O".
– Cair Paravel!
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