A assassina

2 A Casa e o começo


Notas iniciais
DESCULPA! Sério, não sei nem como me desculpar por isso ç_ç Eu prometi postar logo, e eu realmente queria, mas coisas foram aparecendo e me atrapalhando (tipo: a criatividade resolver tirar férias, meus pais inventarem uma viagem para um lugar sem Internet, e eu tinha que estudar mesmo nas férias Ç_Ç) Para quem ver a minha outra fic com os meus amigos, sabe que está parada a algum tempo... o tempo é curto e faculdade é uma loucura Eu sei que nada disso compensa, mas saibam que eu peço desculpas de verdade e espero que não abandonem a fic ^u^

Nina já se encontrava no carro preto dirigido por um homem moreno de terno e com sua mala no banco ao seu lado.

Ele não falava muito.

Todas as tentativas de Nina de iniciar uma conversa foram inúteis. Ele simplesmente a ignorava. Só informou que levaria ela para a casa de campo da família onde o senhor Bael estaria a sua espera.

No final ela ficou ouvindo musica em seu celular mesmo.

A viagem demorou pouco mais de uma hora.

Nina mal teve tempo para apreciar a faixada da grande casa de pedras, quando Tom Bael começou a falar.

– Ninguém aqui sabe que você é uma assassina. – ela falou em voz baixa e lhe passou um papel. – Ai estão todos que trabalham na casa e os que têm permissão para vim aqui. Qualquer um que não esteja na lista, mate. – Nina ficou particularmente animada com isso. – Matthew chegará em trinta minutos. Fique próxima dele.

– Quanto tempo isso vai durar mesmo? – ela perguntou prendendo seu longo cabelo perto em um coque.

– Quando chegar o momento, eu lhe avisarei. Não se preocupe, receberá por todos os dias que ficar. – ele disse rápido e olhou o seu celular. – Agora tenho que ir. Boa sorte.

Nina esperou que o carro saísse da propriedade para entrar na casa.

Era ainda mais impressionante por dentro. Vários quatros se espalhavam palas paredes peroladas. Ela não conseguiu afirmar o porquê, mas toda a decoração agradava os seus olhos.

– Você deve ser a nova governanta. – uma voz fina a tirou dos pensamentos. – Eu sou uma das arrumadeiras, Clara.

Nina se virou e viu uma garota que não tinha mais de dezessete anos. Seu cabelo era ruivo e muito liso, de modo que escorria da touca que usava. Estava com o que deveria ser o uniforme. Um vestido preto acima dos joelhos e com mangas curtas, com um avental branco amarado na cintura. Também vestia curtas luvas brancas.

Seus olhos azuis brilhavam com algo que Nina não fazia ideia. Ansiedade talvez?

– Sim, sou eu. – ela falou e estendeu a mão. – Nina Lopez.

Do mesmo modo que Nina fez com Clara, Clara fez com ela. Olhou-a de cima a baixo.

Nina tinha os cabelos muito pretos que agora estavam presos em um coque que ameaçava se desfazer. Tinha olhos amendoados que lhe fitavam fixos. Estava com um vestido vinho pouco mais curto que o seu e sandálias de salto pretas.

– Você parece nova, quantos anos têm? Nunca vi uma governanta tão jovem. – Clara perguntou genuinamente interessada.

Nina achou estranho uma menina de dezessete anos lhe perguntar isso. Mas mesmo assim respondeu sorrindo.

– Tenho dezenove. – essa parte foi verdadeira. – Conheci o Tom Bael há dois anos. Trabalhei um tempo na casa dele. – terminou com a mentira.

– Que bom que você não é uma velha chata como a ultima. Ela exigia que usássemos isso. – Clara falou apontando para a touca. – Sério, é ridículo.

Nina segurou o riso.

– Não queria falar nada, mas é mesmo. Pode tirar se quiser.

– Obrigada. – e então tirou a tão horrenda touca libertando os longos fios alaranjados. – Venha, vou te mostrar seu quarto. Sua mala já foi levada para lá.

Caminharam por uma enorme sala com sofás e poltronas elegantes e chegaram a uma escada na metade se dividida em duas, uma para a direita e outra para a esquerda. Subiram e seguiram pela esquerda.

– Esses são os quartos principais. – Clara falou quando chegaram a um corredor grande, largo e bem iluminado.

Tinham cinco portas no corredor, duas na direita, duas na esquerda e uma maior no fim do corredor.

Clara caminhou até a porta da direita mais próxima delas, e abriu.

– Esse é o seu quarto. Senhor Bael pediu, especificamente, que o seu quarto fosse um desses. – um sorriso passou rapidamente pelo rosto de Clara, mas ela o fez sumir rápido. – As roupas que você enviou antes já estão arrumas.

Nina percebeu o mínimo sorriso e pensou o que ela, e todos os empregados, estavam imaginando. E quase falou que não havia mandando roupas antes, mas percebeu que Tom Beal deveria tê-las mandado para ela.

– Obrigada. – agradeceu chegando perto dela. – De quem é o quarto no fim do corredor?

– Foi arrumado para o senhor Matthew, mas duvido que ele vá ficar no quarto do pai. – Clara disse com a expressão triste. – Acho mais provável que ele fique no seu antigo quarto. – Ela apontou para a porta ao lado da qual estavam. – Bem, agora tenho que ir lá para baixo terminar de arrumar as pequenas coisas. Você irá descer para falar com os outros?

– Claro, vou só ajeitar unas coisas minhas. – Nina falou. E pareceu ser a respostar certa porque Clara saiu caminhando com um sorriso.

Fechou a porta e foi sentar-se na cama e começou a ver a lista dos funcionários.

Cada folha era a ficha de um deles. Tinham oito fichas. Uma cozinheira, duas arrumadeiras, um mordomo, um motorista e três seguranças. Sem dificuldade ela achou a de Clara. Ela tinha mesmo dezessete anos, sua mãe trabalhava na casa, mas nos dois últimos verões Clara vinha para lhe substituir. Era de confiança.

Tinha a cozinheira, Gisele, que trabalhava com a família há nove anos. A outra arrumadeira, Melissa, tinha trinta e dois anos e, antes de vim para a casa de campo, trabalhava na casa da família na cidade. O mordomo era Carlos, marido de Gisele. O motorista, que iria trazer Matthew, tinha dois anos que trabalhava para o garoto. E os três seguranças, Marcos, Olívio e Damian sempre trabalharam para os Daxliers.

Pelo visto, não havia muito para saber sobre essas pessoas.

Nina arrumou as folhas e as colocou dentro de uma gaveta da cômoda, então desceu para falar com os empregados.

Passou pelo espelho antes de chegar até a porta. Parou para amarar seu cabelo em um rabo de cavalo. Esperava que parecesse mais profissional assim.

Andou pelo corredor fazendo o caminho de volta até o andar abaixo.

Chegando na sala com os grandes sofás marfins, percebeu que os empregados estavam lá com as costas viradas para as escadas, de onde Nina vinha, e falando com alguém que ela não conseguia ver.

Caminhou mais lentamente até o local onde todos estavam.

Claro que ela imaginava que fosse o tal de Matthew Daxlier, o herdeiro que ela teria que proteger.

Ela só não esperava esse Matthew Daxlier.

Quando os empregados viram que era a nova governanta, abriram passagem. Então Nina o viu.

Quando ouviu Tomas se referindo a ele como “garoto”, ela pensou que seria um menino de dez anos que ficaria correndo pela casa e ele teria que se certificar que não o matassem.

Mas Matthew Daxlier era mais alto que ela. Era um jovem de vinte e um anos forte com ombros largos. Os cabelos eram castanhos escuros e estavam cortados curtos, seus olhos verdes se assemelhavam a duas esmeraldas cravadas em seu rosto sereno com maxilar anguloso. Seus lábios rosados se permitiram um pequeno sorriso (por puro bons modos) quando viu Nina.

– Você deve ser a nova governanta. – ele falou se aproximando alguns passos dela e lhe estendendo a mão. – Tom me falou de você.

– Nina Lopez. – sorriu também e segurou a mão dele que era muito maior que a sua.

Notas finais
Besos amoras :*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.