A arte milenar de domar...

7 Capítulo 6 – A arte milenar de domar investigações


Notas iniciais
Hey minna, quanto tempo, não? Eu não abandonei a fic, só estava meio incerta sobre como continuar. Sinto como se eu estivesse escrevendo duas fics em uma só. Mas acho q está tudo bem. Não está tão ruim para uma iniciante ushauhsuahs Não tenho justificativa plausível a dar sobre o atraso imenso, tenho apenas um pedido de desculpas. Portanto, me desculpem. Boa leitura, até as notas finais o//

“As máquinas de pesquisa mais poderosas que existem são as pessoas.”

Jonh P. Barlow

A casa principal do Clã Uchiha estava em polvorosa. A notícia do casamento do segundo filho com a segunda filha da casa Uzumaki havia se espalhado pelo Clã como fogo em pólvora. Alguns enalteciam o casamento por saberem o quão maravilhoso seria o laço de sangue com os Uzumaki para a empresa e para o Clã, outros se portaram indiferentes, uns tantos ralharam sobre como esperavam casar suas filhas com o segundo filho e agora estavam frustrados, mas nenhum se quer se preocupou com a opinião de Sasuke ou se lembrou da fofoca que rondava o clã de que o jovem mestre tinha uma namorada. Para eles, o Clã vinha primeiro. Assim como o nome Uchiha vinha antes do nome de um membro, o Clã também vinha antes desse.

A senhora Uchiha, a que se esperava estar radiante por casar o filho mais novo, estava furiosa. Os saltos se chocavam contra o assoalho de madeira com força e ao som do eco os empregados se afastavam para lhe dar passagem, abaixando a cabeça com um misto de respeito e medo da senhora de longos cabelos negros e olhos de um ônix flamejante. Mikoto era conhecia por ser calma e acolhedora, muitas vezes sorridente e protetora em relação aos filhos. Porém, também era sabido que era impetuosa, ardilosa e não aceitava ser desobedecia. Daí vinha a fúria que sentia no momento. Sasuke havia ousado ir contra o casamento com Uzumaki Karin. A própria Mikoto havia proposto o casamento a Uzumaki Kushina, mãe de Naruto e esposa de Namikaze Minato, líder do Clã Uzumaki e prefeito de Konoha, e a mãe de Karin, Uzumaki Honoka, esposa de Uzumaki Nagato, irmão mais novo de Kushina, presidente da Uzumaki Engenharia, a maior construtora de todo o Japão. A senhora Uchiha havia se deslumbrado com segunda filha dos Uzumaki que falava do seu caçula com tanto amor! Ela amaria seu filho e traria mais força para o Uchiha, o que mais Mikoto poderia querer em uma nora?

Com isso, ela não entendia a infantilidade de Sasuke em ir contra o casamento, já aprovado pelo conselho, por causa de uma ninguém! Ela não aceitaria essa desfeita. Faria o caçula entender que o clã viria primeiro e a senhora sabia exatamente o que fazer. Abriu a porta dupla de madeira de uma vez, deixando-a escancarada enquanto adentrava o escritório milimetricamente organizado, decorado com tapeçarias e quadros antigos que contavam a história do Clã. Um homem de longos cabelos negros espetados e olhar cansado a olhou por sobre o livro antigo que lia.

— Otou-sama! – Exclamou parando em frente a poltrona do senhor de idade. – Você precisa conversar com o Sasuke. Além de Itachi e Obito, que com certeza o apoiaram nesse disparate, o senhor é o único que Sasuke escuta. O faça entender, otou-sama, o quanto esse casamento é importante para o clã.

Mikoto falava calma, apesar da raiva contida em seu tom de voz. O homem a sua frente, Uchiha Madara, antigo líder do clã, abaixou o livro e fechou os olhos por um momento. A idade lhe dera a sabedoria que ainda faltava em sua filha. Mikoto não tinha uma boa memória e puxara o comportamento explosivo da mãe. Madara custava a admitir que amava mais a filha por isso. Porém, isso o irritava muitas vezes. Sua única filha cresceu mimada e foi acostumada a ter aquilo que queria e apesar de ser mãe de dois homens feitos e ter a personalidade calma e gentil na maioria das vezes, ainda explodia quando contrariada. O velho abriu os olhos, estes queimavam vermelhos para a filha que se afastou e sentou-se de braços cruzados na poltrona a sua frente. Ela permanecia altiva, mas sabia que havia irritado o pai e que isso não sairia barato.

— Mikoto. – A voz rouca e firme a estremeceu. – Você tem que melhorar a sua memória e se controlar melhor.

— Mas otou-sama... – Calou-se sobre o olhar ferrenho do pai. – Eu apenas quero proteger o clã. – Disse baixinho olhando para o tapete tecido a mão, tão antigo quanto a própria casa principal. Ela ouviu o homem suspirar e voltar a atenção para o livro.

— Você ainda não aprendeu nada, querida? – Ela bufou, como uma criança. Ele sorriu atrás do livro. – O passado doloroso dos Uchiha. O amor sempre foi manchado por sangue em nosso Clã. Muitos morreram buscando o amor, mas nesta busca, sobre as chamas desse amor irrefreável, foi que nasceu o Uchiha. O leque que atiça a chama, o óleo que a acende. – Virou uma página do livro, fingindo ler. – Sasuke não é ingênuo, ele sabe o que faz. Se ele coloca essa menina no mesmo patamar do Clã, o seu amor deve ser forte. Como labaredas das asas de uma fênix, não vamos ser capazes de apagá-lo. – Ele olhou para a filha. Seus olhos queimando com um misto de raiva, desprezo, saudade e amor. A mulher de cabelos negros não soube para quem eram todas aquelas emoções, mas sabia que não eram para ela. – Se tentar apagá-lo, Mikoto, pode perder aquilo que mais quer proteger.

Mikoto estreitou os olhos. Não conseguia decifrar as entrelinhas da fala do pai. Estava ainda mais irritada porque ficou nítido que o senhor a sua frente não faria a sua vontade.

— O senhor está dizendo então que a vontade infantil do seu neto é mais importante que o Clã? Ora, papai, pensava que o senhor amava mais o Uchiha.

Ela mal terminou a frase e Madara já estava de pé. Ela se encolheu. A aura que o envolvia era intimidadora e quando falou sua voz soou como trovão no escritório.

— Eu sou Uchiha Madara. Não há nada que eu ame mais do que o Clã. Mas você esquece, querida filha, que o Clã não seria nada sem seus membros fortes que o mantém em pé! Casamos os nossos filhos por alianças para os manter fortes, não somente por política! Uchihas amam demais, você sabe. – Havia nostalgia em sua voz. – Nossos olhos se cegam pelo amor. Houve ira, guerra, sangue, mas ainda sim amamos como o fogo que não se apaga. Você, criança, você acha que não a conheço? Você acha que durante a sua vida eu não a protegi? Quem você acha que planejou o seu casamento? Ou você acha que foi o conselho que lhe casou com Fugaku? O mesmo homem forte por quem você se apaixonou. – Ela arregalou os olhos de ônix com a fala do pai. Havia emoções ali que ela não soube identificar. – Por que você quer tanto casar Sasuke com essa garota Uzumaki? É só pelo Clã? – Madara fitou a filha sentada na poltrona a sua frente. Os longos cabelos, os lábios finos. Uma cópia quase perfeita da mãe, se não fosse pelos olhos afiados iguais aos seus. Suspirou. – O compromisso de Sasuke é com a menina Uzumaki e será firmado no Natal, se nada mudar até lá. –E sem mais nenhuma palavra saiu do escritório.

Mikoto se perguntava o que cargas d’água queria dizer seu pai. Não se deixou abalar pela insinuação de que o seu casamento não era um mero capricho do conselho, apesar de sentir uma pontada na espinha. Ela não havia entendido muito sobre as metáforas do pai, mas o que entendeu foi que ele não moveria uma palha para impedir Sasuke de ir contra esse casamento. Ele deixaria as coisas como estavam. Mas ela não faria o mesmo. Não havia ninguém mais digna do que Uzumaki Karin para ser a senhora Uchiha Sasuke.

—.-.-.-.-

Dois dias se passaram desde que Sasuke havia tido aquela conversa com Itachi e o mais velho o questionara a respeito de Sakura. Sobre quem de fato ela era e quem era sua mãe. Todavia, havia dois dias que Sasuke não tinha notícias de Sakura. A rosada desaparecera, nem mesmo seus pais e amigos sabiam onde a jovem se enfiara, o que deixava as coisas bem ruins para Sasuke.

Itachi contara toda a conversa que havia tido com Fugaku e Sasuke sabia que o pai não dava ponto sem nó. Logo, existia algo sobre Sakura que ele não sabia e deveria descobrir e isso de algum jeito lhe ajudaria a ficar com a rosada. Mas Sasuke não conhecia Sakura? E todos aqueles anos? Conversas e confissões? Todos aqueles olhares e gestos tão significativos que eles trocaram? Por que ela esconderia algo dele para começo de conversa? O Uchiha não conseguia imaginar qual seria o segredo de Sakura e quanto mais pensava a respeito, piores eram as coisas que imaginava. Coisas mirabolantes e caóticas surgiam à mente o irritando e deprimindo. Era o cérebro lhe pregando uma peça. Sasuke estava no meio de uma dessas peças esdrúxulas quando o celular tocou. Ele si virou na cama e alcançou o eletrônico no criado mudo. Colocou-se em pé quando viu o nome de Sakura piscar no visor atendendo quase que imediatamente.

— Sakura?!

— Oi. – Havia receio na voz dela. Sasuke notou de imediato. – Desculpe não atender as suas ligações nos últimos dias, mas eu estava no meio de uma coisa importante e... – A voz feminina ia subindo conforme falava – Bem... Eu não posso contar agora. Na verdade, eu nem poderia estar ti ligando.

— Como assim? – Cortou o Uchiha.

— Não fique preocupado nem nervoso. Não é algo ruim, sabe? Na verdade, é algo muito bom.

Sasuke não tinha certeza do que escutava no telefone, estava feliz e irritado ao mesmo tempo. Feliz por ouvir a voz dela e irritado por ela não ter ligado antes. E agora essa de que não deveria nem estar ligando? Algo estava acontecendo e ele não sabia o que era, mas iria descobrir. E de quebra descobriria ainda qual era o segredo o qual Fugaku insinuara.

— Se é algo bom, por que não pode me ligar? – Questionou.

— Burocracia. – Ela respondeu com um suspiro cansado. – Não sabia que lidar com gente velha podia ser tão demorado. Tsunade-sama deveria fazer alguma coisa sobre tudo isso aqui no Clã. Por Deus, eu nem posso ficar com o meu próprio telefone durante todo esse julgamento, sei lá, nem é um julgamento, mas aqueles velhos me olham como uma ré. Eu não vou deixar eles me tratarem assim quando isso acabar, ah não vou não! – Sakura falou de uma vez rápido demais. Porém, a mente ágil de Sasuke captou cada palavra e nuance que o deixaram com o maxilar travado por se fixar as palavras Tsunade-sama e aqui no Clã. Uma fagulha se acendeu na mente de Sasuke. Ali estava a pista que ele precisava.

— Que Clã, Sakura? – Sasuke banhou a voz em desentendimento, encobrindo toda a persuasão e curiosidade.

— O meu. – Duas palavras tão simples, mas com tanto significado que fizeram Sasuke sentar-se de novo na cama. – Eu ti contarei tudo. Tentarei furar toda essa burocracia. Quando tudo estiver resolvido eu ti contarei tudo, Sasuke-kun. – O tom de voz era certeiro, firme, não abria espaço para mais questionamentos. – Espere por mim pacientemente. Eu irei resolver o nosso problema.

— Temos dois meses. – O moreno disse certeiro sabendo que a sua amada entenderia. – O prazo é até o aniversário do meu avô.

— Eu só preciso de um.

Ele suspirou e com a mão livre tampou os olhos.

— O que está planejando, Sakura? – A voz rouca do Uchiha estava relaxada, mas a Haruno sentiu toda a preocupação e nervosismo por trás dela.

— Não há nada com o que se preocupar. Não é contra a lei ou coisa do tipo. – Riu um pouco e o silencio de instaurou. – Eu voltarei para você em breve.

— Seja rápida se puder.

— Serei. Eu estou com saudades.

— Não direi de novo, mas eu também estou.

— Eu tenho que desligar.

— Mande-me notícias quando puder ou vou ficar louco. – Rendeu-se. Não havia mais o que fazer. Ele só queria vê-la o mais rápido possível.

— Pode deixar. Aishiteru¹.

— Aishiterumo².

Desligou o telefone e se deixou cair de costas no colchão macio. Ele tinha tudo o que precisava para começar a sua investigação. Ponderou sobre o que fazer a seguir, ele tinha um nome – que não lhe era estranho – e um Clã – o qual acabou de descobrir que existia – para pesquisar. Tinha certeza que os velhos a quem Sakura se referiam faziam parte de um conselho. O conselho do seu clã. E este a estava submetendo a um julgamento. Teria ela proposto ao mesmo o casamento com Sasuke? Sentiu-se envergonhado e cobriu os olhos. Sabia que se conseguisse escapar do compromisso com Karin para ficar com Sakura eles se casariam em poucos anos. O pensamento fez brotar um sorriso de canto típico Uchiha nos lábios de Sasuke. Como seria casar-se com Sakura? Como seria acordar todas as manhãs e encontrar aquela cabeleira rosa chiclete esparramada no travesseiro ao lado? Eles teriam filhos com aqueles olhos verdes tão intensos? Cabelos róseos? Ou o sangue Uchiha seria predominante e impediria a primavera esmeraldina chegar nos futuros herdeiros do clã?

Riu abobalhado com a ideia de um menino de cabelos róseos e olhos verdes, com o rosto angular como o seu e o sorriso fácil de Sakura. Fitou o teto e se permitiu imaginar um futuro assim.

— O que estou pensando? – Perguntou-se depois de um tempo e gargalhou.

— Do que está rindo, orokanaru utouto? – Sasuke olhou na direção da voz e encontrou Itachi apoiado no batente da porta.

— Nada em particular. – Voltou o olhar para o tento, tentando impedir que o irmão mais velho notasse o rubor em seu rosto. – Você não deveria estar no escritório, senhor vice-presidente?

— Já passa das seis, irmãozinho. Vim convidá-lo para jantar. – Disse adentrando o cômodo e sentando-se na cadeira da escrivaninha de mogno do caçula num canto do quarto, mexendo nos objetos que ali estavam. Livros de direito, figuras em ação, fotos, fragmentos do seu irmão menor. Sorriu ao ver uma foto de um trio de crianças amparadas por um jovem com cabelos prateados, amigo de Itachi. A única menina na foto sorria abertamente com o rosto emoldurado por longos cabelos róseos.

— Jantar? – Perguntou confuso. – E quanto a Izumi?

— A minha linda esposa já disse que não se importa que eu jante com o meu irmãozinho tolo.

— E por que quer jantar comigo? – Sasuke sorriu de canto. Itachi não abriria mão de um jantar com a esposa apenas para jantar com ele. Itachi girou na cadeira e fitou o mais novo estreitando os olhos.

— Digamos que queria conversar com você sobre uma senhora muito importante. Você conhece Senju Tsunade?

— Hm... Então é do Senju que se tratava?

O restaurante onde Itachi levou Sasuke era antigamente uma pequena barraquinha de ramen perto da escola onde estudaram. O lugar favorito de Naruto para comer, Ramen Ichiraku. O lugar estava cheio e Sasuke podia ver alguns amigos sentados no outro canto do lugar. Se Sakura não estivesse sabe-se lá onde, com certeza estariam ali no meio dos amigos, entre as brigas de Naruto e Ino e os bocejos de Shikamaru. Mas para esses dias voltarem, era necessário que o moreno se focasse na conversa que estava tendo com o irmão.

Itachi contara que um de seus homens havia visto Sakura entrar na propriedade do Clã Senju, numa área mais afastada da cidade. Tudo o que descobriram pela conversa dos criados é que a sobrinha amada de Senju Tsunade havia voltado a casa.

— A princesa lesma, como é conhecida, é a líder do Clã Senju há quase duas gerações. – Itachi continuava seu discurso enquanto bebericava um copo de sake. – Filha de Senju Hashirama, antigo amigo do nosso avô, Madara. Sua única filha, Hotaru, tem a sua idade irmãozinho.

— OK. Mas isso não me interessa. Já disse que a Sakura falou da Tsunade no telefone bom como de pertencer ao clã desta mulher. – Sasuke disse animado. – Logo, a Sakura é uma Senju, e até onde eu sabia ser um Senju te impede imediatamente de ser chamado de ninguém. Logo, posso dar um passa fora na Karin. Fim.

— Não tão rápido, Sasuke. – Itachi analisou o rosto do irmão, o pequeno sorriso de canto que não deixava os seus lábios iluminava o rosto angular. Itachi não queria tirar aquele sorriso dali. – Você gosta mesmo daquela garota, não é? Tanto que não está analisando todas as informações. – Sasuke enrijeceu. Não poderia demonstrar fraqueza agora e prestou total atenção ao irmão. – A sobrinha amada de Tsunade-sama voltou a casa, porém Tsunade é filha única. – Sasuke notou a contradição.

— Então não é de Sakura que estão falando?

— Não foi isso que eu disse. – Tomou um bom gole de sake. – Continuando, não encontramos nenhum registro de irmãos de Tsunade-sama, nem legítimos nem bastardos. Porem, Senju Hashirama tinha um irmão mais novo chamado Tobirama. Esse teve uma filha chamada Mebuki. Temos registros do nascimento de Senju Mebuki, seu histórico escolar e coisas do gênero, todavia, os registros acabam por aí. Não há nada sobre Senju Mebuki em lugar algum desde o começo da década de 90 até agora. A mulher desapareceu.

— Ou foi apagada. – Disse Sasuke pensativo.

— Exato. Para um clã como o Senju, apagar ou editar registros não é nada demais. – Itachi debochou gesticulando, tomando mais um gole de sake. A teoria que ele havia bolado com base nas informações que recebera de um de seus melhores olhos era mirabolante. Não havia como dizê-la em voz alta sem a ajuda de um pouco de álcool. – Mas sabe, Sasuke-kun, há outra Mebuki que conhecemos, não é? Uma que será sua parenta se tudo der certo.

— A mãe de Sakura se chama Mebuki.

Sorriram de canto pensando exatamente a mesma coisa. Agora só lhes restava confirmar a suspeita. E certa mulher ruiva e escandalosa era perfeita para isso.

—.-.-.-.-

Fugaku estava sentado no dojo³ do clã, limpando uma katana, quando lhe informaram que os filhos haviam saído para jantar. Não muito tempo depois, seu sogro adentrou o dojo trajando vestes tradicionais e parou em frente a uma armadura vermelha antiga que lhe pertencia. O líder do Uchiha observou o seu antecessor, seu semblante era cansado e os olhos, sempre tão afiados, estavam baixos. O mais velho se abaixou e se sentou ao lado do genro.

— Sua esposa ainda está em fúria.

— Ela passou o dia falando aos meus ouvidos o quando não entendia o que o senhor queria dizer, Madara-sama. – Continuou a lustrar a katana com cuidado. – Confesso que nem mesmo eu fui capaz de decifrar tudo o que disse a minha esposa e ela disse a mim. Eu nasci na secundária e muito do que se passava na casa principal não chegava aos meus ouvidos nos meus tempos de mocidade. Mas veja, hoje sou o líder de um dos clãs mais antigo dessas terras. – Depositou a espada em seu pedestal e virou-se para o mais velho que lhe mirava de soslaio. – Eu sei de alguns dos segredos de Madara-sama, segredos estes que o conselho me joga na cara sempre que pode. A casa principal regida por filhos da secundária ainda é uma afronta para aqueles velhos.

— Os filhos do meu irmão Izuna não devem ser menosprezados. Foi um infortúnio o líder da secundária morrer jovem e sem filhos. Meu pai agiu certo ao colocar Izuna a frente da secundária. – Madara falava com o olhar distante. Mirando as armaduras enfileiradas em uma das paredes do dojo. Para cada armadura, um nome, para cada nome uma história, e Madara conhecia cada uma delas. Parou o olhar sobre a foto do irmão mais novo Izuna, um homem honrado que deu a vida pelo Clã e pelo seu irmão mais velho. – Você e Obito tem honrado aos seus antepassados e ao Clã. Vocês me trazem honra e não afronta.

— Agradeço a sua generosidade, a sua confiança. Mas não sei se tenho a mesma força que Madara-sama para fazer o mesmo que fez por Mikoto, meu irmão e eu, pelo meu filho. – Fugaku confessou olhando nos olhos do mais velho. Ele respeitava muito o tio. Quando o seu pai faleceu, foi Madara que o colocou dentro da casa principal e cuidou de si e de Obito, como se fossem filhos. E mais, os fez herdar o Uchiha. Desrespeitá-lo estava fora de questão.

— Mas você já o fez criança. – Olhou pela primeira vez na direção do sobrinho. O jovem que entrou na sua casa inseguro e sofrendo a morte dos pais hoje era um dos melhores líderes que o clã já havia visto. – Eu sei que Itachi descobriu sobre o Senju. Ele é muito precavido. Já estava investigando a menina antes mesmo de anunciarmos o casamento, logo, não me surpreende que ele já tenha descoberto tudo com tão poucos dias. Você os criou bem, Fugaku.

Madara levantou-se e saiu do dojo. Já havia dito mais do que deveria por um único dia. Só esperava que os mais jovens soubessem lidar com suas palavras.

Notas finais
¹Aishiteru – eu te amo; dito para o alguém que se ama seriamente; namorado (a) ²Aishiterumo – eu te amo também. ³Dojo – é o local onde se treinam artes marciais japonesas. E aí? Como está ficando? O que acham q Mikoto fará agora? Já que falar com Madara não deu em nada, a senhora Uchiha vai meter o pé na jaca ushauhsausha Sasuke e Itachi já descobriram parte da verdade muhahahaha mas mal sabem eles quem é a nossa Sakura hahaha :p Pretendo contar pra vcs um pouco mais da história do Clã Uchiha e dos segredos de Madara. Vcs vão entender o porquê dele não se colocar a favor de Mikoto. Por isso a cena com Fugaku e Mikoto com o patriarca é importante. Mas tudo ao seu tempo, já conto mais disso pra vcs. e SIM, mikoto e fugaku são primos! Casei eles mesmo! E se reclamar faço a Izumi ser prima do Itachi tbm muhahahahahahaha Não sei quantos caps pretendo fazer daqui pra frente e também nao vou estipular prazos para postá-lo. Mas tenho 1/3 do cap 7 pronto. Não quero iludi-los com isso. Minha vida tem estado uma correria e nem sei como consegui postar esse cap hoje. Estou trabalhando com ele desde maio sem parar. escrevendo e reescrevendo. trabalhando os detalhes. espero que tenha ficado bom. (me contem com reviews ushaushau) Não sei se vou conseguir introduzir a comédia como eu queria, mas tentarei :P enfim, ja ne o/ ps.: me desculpem mais uma vez pela absurda demora em postar. vou tentar nao fazer de novo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.