A arte e como
27 Capítulo 27: Ataque a cidade das luzes
Capítulo 27: Ataque a cidade das luzes
Chegara então a hora de tomar Paris. Mas antes que isto se concretizasse, as tropas francesas defendiam sua capital com tudo que lhes era permitido.
Butzke: Isto aqui já não é mais como a Linha Maginot (A qual protegia a fronteira entre Alemanha e França) temos que ter todo o cuidado, e realizar ataques na linha de frente.
Os soldados corriam, tinham boa artilharia, e praticamente o dobro em numero de pessoas. Porém, como Schneider havia dito, a tropa inimiga já não tinha muito a perder.
Rainer: Georg,Georg! Se você continuar assim eles irão te atingir!
Georg: Não posso ficar me escondendo por muito tempo, isto aqui é a tática da Blitzkrieg e não um jogo de pique esconde!
Rainer: Droga!
A linha de frente francesa podia não ter forças para lutar contra os tanques alemães, que passavam por cima de todo e qualquer obstáculo, porém, a França ainda tinha na manga um exército que sempre teve facilidade contra ataques terrestres.
Butzke: Tomem cuidado, eles não irão hesitar em atirar bombas. Coloquem suas máscaras, preparem para soltar o gás.
Rainer: Senhor, o vento não está próprio, veja nos campos, ele passa diretamente para nossa direção!
Não poderiam ser utilizados os gases, os quais sem a proteção adequada iriam cegar seus adversários franceses. Com os ventos na direção do front alemão, os gases não surtiriam efeito nos adversários, sendo, portanto, inúteis.
Rainer: Nós não podemos evacuar, eles são muito experientes nos ataques terrestres. Talvez seja hora de recorrer à artilharia da Luftwaffe.
Butzke: É uma solução viável, mas não podemos ficar aqui se pretendermos iniciar um ataque aéreo. Vamos todos recuar por alguns metros.
Poderia ser uma solução, mas não era o método mais fácil. Os franceses não mantinham uma mira certeira para com o inimigo. Como o campo de batalha era muito extenso e com diversos arvoredos que dificultavam a visão, a estratégia se seguia em atirar bombas para todos os lados, destruindo tudo pela frente.
Rainer: Georg, cuidado!
A explosão fora muito intensa,logo ao lado de diversos soldados alemães. Por certo momento a visão de Rainer escureceu, mas este conseguiu se rastejar e apoiar-se numa das árvores.
Rainer: Droga, eu não consigo ouvir nada, estou sentindo um apito horrível.
Recuperando um pouco de sua visão e audição, Schlutter pode observar seu parceiro de guerra caído ao chão.
Rainer: Georg,é você?
Georg: Eles me pegaram, eu não consigo sentir meu braço.
Rainer: Seu idiota!
Georg: Fritz tinha toda a razão, eu não poderia durar muito nesta guerra.
Rainer: Cala a boca! Eu vou te tirar daqui, você vai sair com vida!
Georg: O que está fazendo? Deixe-me aqui, você deve seguir com os outros, está correndo perigo!
Rainer ia aos poucos arrastando seu amigo de guerra, em meio aos diversos arvoredos e bombas daquela região da França.
Rainer: Eu não vou te deixar aqui.
Georg: Mesmo que eu sobreviva, eu não poderei mais voltar à guerra, eu não terei serventia. Não poderei vingar meu pai.
Rainer parou por um momento. Deixou Georg embaixo de uma árvore e sentou-se.
Georg: Eu não estou me sentindo bem, minha cabeça está rodando.
Rainer: Eu estou tentando chamar os paramédicos, eles devem chegar a qualquer instante.
Rainer sabia que isto seria inviável. Como seria possível chamar ajuda em meio a uma chuva de bombas?
Aos poucos fora perdendo a esperança.
Georg: Rainer, minha mãe mora em Postdan, ela ainda está lá. Kristen Zumach.
Rainer:...
Georg: Diga a ela que eu fiz tudo que pude. Que vou estar junto ao meio pai. Diga a ela que estou feliz, e que vou sentir saudade.
Rainer: Farei o que for preciso.
Georg: Fique com isto, é um relógio de bolso que ganhei do meu avô. Será útil para que possa continuar criando suas incríveis estratégias de guerra.
Rainer: Muito obrigado.
Georg: Você as perdeu Rainer...
Rainer: O que quer dizer?
Georg: As garotas de Reims, elas pareciam anjos.
Rainer: Tudo bem, eu conheço uma garota assim também.
Rainer permaneceu sentado apoiado em uma das árvores por mais alguns minutos. Observou o céu.
Sua audição já havia melhorado consideravelmente. Decidiu progredir.
Rainer: Vou vingar a morte de seu pai,assim como a sua Georg. A França será nossa em breve.
Tamanho era o ódio que corria pelas veias do jovem soldado. A morte estava em todo lugar. Mas também havia esperança.
E então Rainer reuniu-se as tropas alemãs, conquistando e abrindo caminho para a cidade das luzes.
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