A arte e como
1 Capítulo 1: Outono
Notas iniciais
Capítulo 1: Outono
As cinzas de outono logo vieram à tona. Tempos difíceis,tempos sem paz. Fora então que a família Welringer seguira pela estrada de terra, cercada por inúmeros arvoredos e a mais completa solidão. Buscavam uma nova oportunidade, após o abalo e a doença. Um homem de certa idade e consigo três filhos, sendo duas meninas e um garoto.
Com o disparo de uma arma, as aves puseram a sobrevoar por suas cabeças, avisando que o perigo viria adiante.Já haviam, entretanto, se acostumado,pois outrora já presenciaram a fome e a doença.
Miséria e tristeza pairavam sobre suas pobres almas.
Willhelm (Pai): Prometo que iremos ficar todos bem, Rainer (lê-se Ráînnãhr), não nos desaponte, sua mãe ficará orgulhosa. Em breve poderemos vê-la sorrindo novamente.
Rainer: ...
Willhelm: Sei que ainda é cedo meu garoto, mas, Doroth e Margret realmente irão precisar da sua ajuda daqui pra frente.
Rainer: Pai, O que quer dizer com isso?
Rainer era um garoto de dezessete anos quando acontecera. Sua mãe, doente, estava perecendo a cada dia que passava (tratava-se de algo que deveria ser curado, o mais rápido possível).
Vozes se aproximaram, foi então que as crianças se esconderam em meio aos arbustos, e puseram-se a observar o pai que havia permanecido no caminho.
Apareceram dois homens de característica rude, vestidos em trajes militares. Portavam chapéus envergados e robustos, o que lhes mostrava certa patente, juntamente com seus acessórios e armamentos. Aproximaram-se de Willheim, indagando-o:
–Meu caro senhor, esta é uma estrada de milícia! sorte sua não estar passando um tanque neste momento. A propósito, o que faz aqui?
Willhelm: Me perdoem!faz muito frio nestes dias e estava apenas procurando lenha para que pudesse aquecer a minha humilde moradia.
Soldado: Hah! mas que inconveniência...Klotz, o que acha disto?
Klotz: Impertinente,mostre-me seus documentos!
Willheim rapidamente vasculhou nos bolsos,mas nada encontrara, foi então que se desesperou.
Soldado: O que há? não temos o dia todo!
Willhelm: Me desculpem,eu...
Soldado: Nem mais uma palavra! Ratos por baixo do meu nariz, que ousadia!
Fora então que o soldado apontara a arma na direção de Willhelm, que já se punha a tremer de medo.
Soldado: Diga-me!Quantos mais? quantos de vocês estão aqui?
Willhelm: Estou sozinho,por favor meu bom homem,tenha piedade!
Soldado: Não há piedade nestes tempos ,não há se quer honra para o tipo de escória que carrega o seu sangue!
Sem respostas, o soldado concretizou seu trabalho a sangue frio. Já estava acostumado com este tipo de serviço.
Agia friamente.
Pássaros voaram, juntamente com as folhas de outono, dentre as árvores. (Desesperadamente) e com um grito abafado,as crianças por pouco não se entregaram,colocando-se em grande perigo.
Soldado: Multiplicam-se como ratos. Klotz! Não posso suportar, retire este lixo do meu caminho, imediatamente!
Klotz: Positivo, Comandante!
Rainer sentiu algo que nunca havia sentido antes, fúria e dor controlavam todo seu corpo, e por um instante se imaginara na estrada, contra o militante assassino.
Rainer: Desgraçado!
Klotz e o Comandante se voltaram para os arbustos, e o primeiro, muito desconfiado começou a vasculhar pelos cantos.
Comandante: Mas o que?São apenas coelhos Klost, Faça-me o favor!
Mesmo após a ordem, Klost continuou a vasculhar, arrematando um tiro certeiro sobre um dos arbustos. Tiro o qual acabou por atingir Doroth.
A garota não pôde ser ouvida, devido à precaução tomada por seu irmão, o qual segurou uma de suas mãos sobre a boca da irmã, abafando o estridente grito.
Comandante: Viu só?São apenas coelhos...Por favor, não tente me impressionar com suas inutilidades!
Klost: Mas...Comandante Schneider!
Schneider: Vamos prosseguir!Já perdemos tempo demais aqui.
Schneider...aquele nome jamais seria esquecido.
Lágrimas e sangue seguiram o acontecido.
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