A arte e como
28 Capítulo 28: Rendição
Capítulo 28: Rendição
Era dia 14 de junho, e o exército alemão já havia então dominado Paris. Apesar de todo o esforço francês, a linha de frente alemã não deixara chance ao inimigo. As tropas estavam tomadas, era hora de conhecer a maravilhosa cidade.
Rainer nunca havia presenciado tamanha beleza. A cidade possuía inúmeros monumentos, às vezes muito próximos uns dos outros. Sem dúvida era uma cidade espelho para aquilo que viria ser a gloriosa Nova Berlim.
Butzke: Ficaremos aqui por algum tempo. Estabeleceremos diversas tropas no local, a ordem irá tomar conta desta cidade.
Rainer visitou os mais diversos pontos de Paris, e encantado pelas tão belas formas,fizera diversas representações e pinturas daquele local.
Butzke: Aposto que o Fuhrer terá enorme prazer em saber que existem soldados, que assim como ele,tanto se interessam pela arte.
Rainer: Em um lugar como este, não fica difícil. A arte está em todo lugar.
Butzke: Hitler organizará um discurso esta noite, gostaria de convidá-lo para celebrar tão grande apresentação.
Rainer: Estarei lá, muito obrigado.
Schluttz então se dirigiu a seu alojamento, e para grande surpresa, um entregador lhe trouxe duas cartas. Uma era de suas irmãs e a outra de Brunhilde, respectivamente.
“Olá! Eu e Margret conseguimos chegar em Lübeck, e ficamos muito felizes em descobrir que a mamãe esta bem. Alguns de nossos vizinhos puderam ajudá-la. Estamos com saudades, se puder, volte o quanto antes!”
Doroth
Rainer ficou muito contente por saber que suas irmãs tinham conseguido retornar a casa, e ainda mais por saber que sua mãe continuava viva. Logo prosseguiu para ler a carta que Blum havia lhe enviado.
“Como vai? Fiquei muito surpresa por ter recebido sua carta. Aquela noite na fábrica, foi uma enorme confusão! Por sorte eu e meus parentes conseguimos escapar do tiroteio. Onde você está agora? Não fique tão longe, tenho medo que se esqueça de mim. Volte logo, quero voltar a vender flores junto com você”.
Com carinho
Brunhild
Após ler as cartas, Rainer aprontou-se para ouvir o discurso e seguiu até o amontoado de militares.
Fritz: Rainer Schluttz!
Rainer: Diga.
Fritz: Fiquei sabendo do que aconteceu com o Georg, e estou arrependido por ter dito todas aquelas besteiras para ele.
Rainer: Acredito que ele não levava tão a sério as coisas que você dizia.
Fritz: Olhe lá, o Fuhrer está chegando!
E então toda a multidão de soldados alemães em Paris chocou-se com Hilter, que logo começara seu discurso sobre a hegemonia alemã.
Hitler: Fortes são os soldados que se encontram aqui hoje. E por meio da Blitzkrieg dominaram grande parte da força em uma velocidade nunca antes vista. Nada pode ser mais evidente, nossas alianças nos trarão uma unidade suficiente para conquistar tudo que estiver a nossa vista.
Fritz: Um grande poder de convicção não acha?
Rainer: Estou certo que sim.
Logo após o discurso, Rainer pode aproveitar uma pequena feira de obras primas localizadas nos arredores de Paris. E assim, aproveitou para mostrar ao público algumas de suas obras.
Fora então que, enquanto arrumava uma de suas pinturas, um homem tocou em seu ombro e disse:
–Soldado, achei sua arte muito sutil, impressionante!
Rainer congelou. Era o próprio Fuhrer falando com ele.
Rainer: Sim Senhor!
Hitler: Tais representações. Creio que estas ideias podem nos ajudar na criação de nossa cidade.
Rainer: Sim, alguns destes modelos poderiam ser muito bem utilizados para a Nova Berlim.
Hitler: O que tenho são alguns modelos. E são artistas como você que irão nos ajudar a levantar este sonho, a torná-lo realidade.
Rainer: Espero que sim.
Hitler: Garoto,quero que saiba que quanto mais aspirar, mais chances você tem de crescer.
Rainer: Obrigado.
Com sucesso, pouco depois do encontro, grande parte das pinturas de Rainer foram comprados pelo exército alemão.
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