A arte e como

2 Capítulo 2: Abrigo


Capítulo 2: Abrigo

Fora então que Klost, ainda desconfiado, dera um último tiro sobre os arbustos.

As crianças desesperadamente correram floresta a dentro, logo sendo descobertas por ambos os militares.

Schneider: Desgraçados!Há mais deles, multiplicam-se!

Rainer e suas pequenas irmãs correram o máximo que puderam, abrigando-se logo abaixo de uma grande pedra.

Klost aproximava-se.

Rainer: Haja o que houver, não vou deixar machucá-las ainda mais!

O garoto levantara-se, e, espiando por entre as folhas, vira Klost caminhando em sua direção.

Rainer dera alguns passos para trás, colocando suas mãos para cima.

Klost: Veja só o que temos aqui...acha mesmo que será poupado? Me Desculpe garoto, mas não farei diferente com pequenos lixos como você!

Rainer: Tudo bem, tire a minha vida se for preciso. Apesar de que, acredito que isto não vá lhe trazer mais uma estrela ou se quer um cargo superior ao do seu superior.

Klost: Como ousa!?

Rainer logo percebera que Klost havia se contagiado com ódio e estava tremendo. Aproveitando o momento, correra por entre a mata, o máximo que pôde.

E logo atrás vinha o soldado, que nem sequer percebera que haviam mais outras duas crianças escondidas numa pedra.

Klost: Eu irei acabar com você, executá-lo ,e pendurar essa sua roupa suja sobre um poste, seu imundo!

Rainer sorrira por um instante, o inimigo havia se posto exatamente sobre sua armadilha.

Rainer: Hum, inútil!

O garoto havia alcançado certa distância do militante, e então tomou um momento para que pudesse recuperar o fôlego, e, colocando a mão sobre sua barriga, percebera que estava sangrando.

Um frio intenso atingira seu corpo.

Sentara sobre o chão. E então os arbustos se moveram e suas pequenas irmãs o reencontraram, o que foi suficiente para que o garoto retomasse o ânimo que precisava.

Doroth: Eles já foram embora...está tudo bem?

Uma lágrima escorreu sobre o rosto de Rainer, que abraçou suas irmãs tão fortemente, como se nunca mais pudesse deixá-las sair de perto.

Rainer: Não sei exatamente o que está acontecendo conosco, mas precisamos seguir em frente. Precisamos encontrar um abrigo e cuidar de nossos ferimentos.

Por sorte, ambos os tiros haviam passado de raspão, e as crianças acabaram por encontrar um rio, ao qual atravessaram.

E, caminhando por cerca de alguns metros ,encontraram também o que parecia ser uma pequena casa abandonada.

Doroth: Pelo estado,parece estar abandonada já há algum tempo.

De fato, a casa já não era habitada por certo período. E as crianças adentraram rapidamente, pois o frio dominava, e logo o inverno iria se apropriar.

Notas finais
Próximo Capítulo: Capítulo 3: Intruso