A arte e como
13 Capítulo 13: Margaridas
Capítulo 13: Margaridas
Blum: E então... você tem família?
Rainer: Sim, sim. Claro!
Blum: Eu moro com meus avós, com meus pais, meus irmãos e minhas irmãs.
Rainer: Uau! E como você faz para ajudar a alimentar todo esse monte de gente?
Blum: Bom, na verdade eles comem menos do que você está comendo agora, exatamente.
Neste momento, Rainer levantou da mesa e se dirigiu a saída da estalagem.
Blum: Aonde você vai?
Rainer: Vou te ajudar a vender as cestas de margaridas, não posso ficar aqui!
E então Rainer saiu pela cidade .Tinha o poder da convicção sobre suas mãos.
Rainer: Margaridas! margaridas de todas as cores e gostos e para todas as idades!
Homem: Como assim? Margaridas de todas as cores? São todas brancas!
Rainer: É aí que você se engana meu caro! Existem 39 diferenciações da cor branca, e acredite ou não, apenas nesta cesta existem 38 variações e meia!
Homem: O que você está quer dizer com variação e meia?
Rainer: Acontece que esta margarida aqui é meio branca castanha e meio branca fuligem.
Homem: Ohh, posso notar agora! Vou levar algumas!
Blum ria muito. Mal podia acreditar em que seus olhos estavam vendo. Uma,duas,três,quatro...e no fim, 16 cestas completamente vendidas!
Blum: Não posso acreditar, nunca tinha vendido tantas cestas em toda a minha vida, como você?
Rainer: Está tudo bem. O importante é que você e sua família poderão comer bem.
Blum: Obrigada Rainer! Quero que fique com esta margarida, esta mesmo que estava apoiada em minha orelha.
Rainer: ...
Blum: Guarde-a de recordação, para que possa sempre se lembrar de mim e... muito obrigada!
Rainer: Nos veremos novamente certo? Que tal amanhã?
Blum: Se você quiser, podemos continuar vendendo e vendendo as cestas. E haverão margaridas para cada habitante dessa cidade!
Rainer: Seria muito bom!
Rainer percebera que, neste momento, haviam alguns militares a sua volta. Despediu-se de Blum e pois- se a correr por entre as vielas.
Militantes: Peguem-no!
Rainer olhou para trás e viu uma expressão de espanto no rosto de Blum. Correu o tanto que pôde, mas infelizmente, já estava cercado.
Fora então mandado para um reformatório.
Estava sentado sobre um banco, enquanto uma mulher de pouca simpatia preenchia seus papéis. Um homem viera até o saguão e pedira para que Rainer o acompanhasse.
Dirigiram-se até um cubículo que deveria ser seu novo quarto.
Rainer sentou-se na cama, e logo após a partida do homem, vasculhou os bolsos de sua vestimenta. E então retirou os papéis de Schneider e os colocou sobre a mesa, e logo após retirou a Flor que Blum havia lhe presenteado.
Neste momento sentiu saudade de sua mãe e de suas irmãs, e principalmente se sentiu aflito pelo que Blum poderia ter presenciado.
E então, após muito se contorcer em sua cama apertada, acabara por adormecer.
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