Notas iniciais
Desculpem a demora, pessoal, é que eu saí muito e esqueci de programar. Mas aí está, e o capítulo está bem misterioso...

O mundo não é como a gente quer.

Às vezes ele nos dá liberdade,

Às vezes ele nos dá vontade,

Às vezes ele nos mostra

Tudo o que há na realidade

E assim foi se passando o tempo.

Ia completar, naquele dia, uma semana de depressão deitada na cama reclamando da vida. Mônica não sabia mais o que fazer, e estava deitada naquela cama comendo apenas uma vez por dia e bebendo água com muita insistência de sua mãe. A garota não fazia nada. Era o sétimo dia desse lenga-lenga. Estava na hora de acabar com aquilo tudo. Mas o que ela poderia fazer? Dava muito trabalho sair da cama, e ela estava deprimida. Estava cansada de tomar atitudes que só lhe levavam ao caminho ruim, aquelas escolhas que só lhe faziam sofrer. Mas ela pensou melhor sobre isso... Que mundo sem graça seria esse se não tivesse esses desafios! Não faríamos nada de diferente, não iríamos experimentar nada sem ser nossos gostos...

– É isso! Chega de mimimi, não vou ficar parada o dia inteiro! – Mônica falou, aparentando estar disposta à mudar. Mas apenas pegou seu notebook e voltou pra cama, na mesma posição. Imagina, ela nunca ficaria parada.

Ela foi olhando o facebook, e todos os seus amigos estavam com várias atualizações em posts. Ela, por outro lado, não fazia nada, não atualizava...

Depois disso resolveu sair de casa. Dessa vez, sim, estava tomando uma atitude. Foi quando se deparou com um cara infame e bully. Que raiva lhe dava ver aquele galãzinho de araque na sua frente! Se bem que, por outro lado, ele realmente era bem gatão... Mônica nem sabia o que pensar. Então pediu licença, mas o rapaz a barrou.

– Mônica! Quando tempo! Não fala mais com velhos amigos? – O playboy falou com aquela voz de garoto propaganda.

– O que você quer, Toni?

– Eu hein, parece até que sou interesseiro (talvez só um pouco)! Só queria conversar, e não difamar ou bullyinar alguém. Pode ser? – Ele perguntou e Mônica fez que sim, depois de um pouco de custo.

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– Ah... nada melhor do que essa televisão nova na frente da banheira. – Cebola falou sentindo-se um riquinho, daqueles que vivem de sais de banho. – Só que podia ter água nessa banheira, né? De que adianta o aquecedor ligado se não tem água? Ooops... – Ele percebeu onde havia errado. Não estava enchendo porque ele não havia tampado o ralo! – Que songa! E eu gastando água à toa... Mas eu vou aproveitar que essa televisão é smart e vou navegar no face... ver se tem alguma notificação nova e... QUÊ?!

O que havia acontecido com Mônica (capítulo anterior) dessa vez estava acontecendo com ele. Ele tinha visto aquilo mesmo? Seus olhos ainda não podiam acreditar. Como assim isso estava acontecendo?

Era montagem, só podia ser montagem. Ainda bem que tudo foi mandado por mensagem privada. Mas por que ele deveria confiar no DC, e de que aquela imagem que ele o enviou era verdade? Ainda mais depois do golpe que ele havia dado na Mônica...

Novamente, ele voltou a olhar a imagem. Era impossível de acreditar que, realmente, a Mônica tinha beijado o Toni.

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– Até que enfim você entendeu o plano, Cascão! Já tem uma semana que estou tentando te explicar! – Magali falava ao telefone. Ela não sabia se comemorava por Cascão ter entendido ou chorava pela demora de entendimento.

– Minha mente está pensando em outra coisa, dá licença?

– Tipo... a revistinha número 499 do Cosmoguerreiro? – Magali pergunta, ao ter visto o lançamento na banca do Seu Jucriodes. Ela gostava de lá porque, quando era pequena, sempre que comprava uma revistinha na banca dele, Seu Jucriodes lhe dava um brócolis. E no dia que não tinha brócolis, era couve-flor.

– Pois é, você viu a revista na banca do Seu Jugrilos?

Jucriodes, Cascão!

– Dele também!

Magali fez que sim com a cabeça e Cascão pode ver seu gesto (afinal, a chamada era pelo skype) e foi correndo até a banca. Era hora de pegar aquele maravilhoso gibi, o penúltimo da primeira temporada!

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– Está dando certo! Que bom! Agora a turma toda vai sofrer as consequências... principalmente a Mônica. – Falou e entrou em casa. Será que esse ser batia bem da cabeça?

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Cebola tinha endoidado. A Mônica estava com um plano para tê-lo de volta, mas mesmo assim largou toda a história que eles tinham juntos para ficar com um bully valentão. Afe, ela tinha bom gosto apenas quando gostava dele. Daí começou a concorrência e ela não se importou mais com a validade. Estragado ou não, era concorrente. E sendo concorrente, ficava na fila. E a fila estava querendo andar. Depois disso, Cebola se viu livre para fazer o que quiser. O problema é que ele parecia não saber diferenciar liberdade de falta de noção. E todos já presenciaram momentos como esse com ações involuntárias do Cebola. Se sentindo livre, o garoto Ligou para a Magali e falou que precisava ter uma conversa muito séria com ela. Era hora de revelação. Grande revelação, aliás!

– Alô, Magali? Preciso falar pessoalmente com você. Onde posso? Ah, ok. Na praça daqui mesmo? Pode ser agora, mesmo. Tá, tchau. – O garoto conversou e se sentiu nelvoso (ops, nervoso). Ele ia desabafar uma coisa que, querendo ou não, precisava ser libertada.

E Cebola chegou na praça. Sentou-se num banco em frente a uma árvore, onde estava escrito “Magá e Quim”. Ele tratou de apagar aquelas palavras que lhe deixaram com um pouco de raiva. Só porque ele não está com a Mônica, agora queria dizer que nenhum casal poderia ser feliz? Podia até parecer que sim, mas relativamente não era isso...

– Oi, Cebola – Magali sentou-se ao seu lado – O que é que está pegando? Sem ser a Mônica, que eu tô sabendo...

– Magali, o negócio é sério! É que eu... eu... – O garoto não conseguia dizer aquelas palavras que tinha ensaiado. – Não posso dizer. Será de acordo com atos, mesmo.

E Cebola partiu pra cima dos lábios de Magali, que mesmo sem entender nada, se entregou, se rendeu àquele momento. Ninguém jamais imaginou que aquilo iria acontecer.