A ampulheta da mente

3 Beautiful Nightmare


Notas iniciais
Uhuul Atualizei TTuTT . Só pra lembrar da legenda abaixo, Espero que gostem :3 ---------- LEGENDA Para os narradores e pessoas que se metem na historia, que no caso usam as aspas para falar (" "), as falas normais são feitas por travessão (-) . - Texto normal- Contador de histórias -> Vulgo narrador Texto em Itálico - Amber -> Vulgo Sonho Texto sublinhado - ??? -> ????? Texto em negrito - Oráculo -----

Sabe aquele momento que você pensa: Vou ser livre, fazer o que eu quiser quando eu quiser, sem destino para me aprisionar, aí vida vem e NOPE.

"Sabe o momento que você se arrepende de ter deixado alguém narrar, então..."

"Por que você faz isso comigo!"

"Bem para começar, era para ser uma lenda incrível sobre, heróis e deuses, combatendo as forças do mal, pessoas centradas, com uma bravura e humildade invejáveis... Mas não o que eu consigo é um bando de retardados com problemas emocionais, que de vez em quando são heróis."

"Acho que chegou ao fim do poço quando se quando tivemos como personagens relevantes um zumbi e uma fugitiva do hospício."

"Primeiro zumbi não é o termo correto, o certo seria dizer..."

"SPOILER! CALADA!"

"Okay... E se parar pra pensar tecnicamente é culpa de..."

"SPOILER DE NOVO!"

"Tá bom, a questão é que a forma que você colocou está errada e ponto. E vou deixar o contador narrar."

"Finalmente viu como sou superior."

"Não da para narrar com você reclamando mesmo."

"Se eu ficar quieto você narra direto?"

"Talvez."

"Pode narrar então, mas que seja direito."

Sem ter conhecimento do que estava acontecendo, eu me aventurava pela floresta que separava os sonhos e os pesadelos. No horizonte aparecem as ruínas de mármore, era uma grande cidade e o lugar de origem das duas raças, mas com os conflitos entre os sonhos e os pesadelos o lugar agora não passa de um amontoado de pedras cobertas por arvores.

Este lugar deserto sempre foi o meu refugio, onde não tenho que ouvir sobre como agir ou como eu devo ser. Continuo a vagar sem rumo, e logo chego no centro, antes aqui ficavam as duas ampulhetas, uma ao lado da outra. Agora só tem uma cratera para indicar onde elas estavam. Mesmo depois de tanto tempo ainda estava com raiva, e fiz o que eu sempre faço grito para o nada.

– Sério quem ele pensa que é para fazer isso. EU GOSTO DE CAIR NA PORRADA COM OS OUTROS E SOU FORTE O SUFICIENTE PARA PODER FAZER ISSO.

– Sério quem VOCÊ pensa que é para gritar desse jeito? — Uma voz entre as sombras falam, não preciso nem ver para saber que se trata de um pesadelo, o mesmo que eu derrotei antes.

– Veio para uma revanche? Perdedor? – É claro que eu ia implicar com ele.

– Claro porque minha vida se baseia totalmente na sua existência. E se não fosse por você eu estaria morto. – Ele me responde em tom irônico.

– Então deixe te matar de uma vez... — E também é claro que já estava pronta para lutar.

– Você acha que se eu quisesse brigar, eu teria falado algo? — Nesse momento ele sai de trás de uma coluna caída. E cara... Cara... COMO ELE ERA BONITO.

“Narra direito”

Bem, ele aparentava ter um 18 ou 19 anos, como todos os pesadelos, possuía uma expressão sombria, e assustadora. Olhos e cabelos de um roxo tão escuro que chegava perto de ser preto, sua pele em contraste era branca como a neve. Do mesmo jeito que nós, os sonhos, estamos cobertos pelas areias douradas da nossa ampulheta, os pesadelos são cobertos pela areia roxa da ampulheta deles. MAS NADA DISSO IMPORTA, PORQUE ELE ERA MUITO BONITO. Ah, ele tava usando um terno preto... Tão bonito.

“Não acha estranho ela falar isso.”

“Não acho, deixa ela continuar que vai entender o porquê.”

– Cara... Você é bonito! Tipo muito bonito, eu não espera que pesadelos pudessem ser bonitos ou atraentes. — Boa garota, continua assim.

– Não me diga que esperava um cara assustador e feio. — Sim eu esperava.

– Claro que não. Além do mais estou até assustada, com tanta beleza. -Por favor, me matem.

–Você é bem fofinha também sabia? — Okay agora eu quero cair mais ainda na porrada com ele.

– Eu sou uma guerreira, eu não sou fofa, fale isso de novo que não vou deixar você nem um pouco bonitinho.

– Sabe até que você não é tão ridícula quanto achei eu fosse. — Ele diz com um sorrisinho confiante.

– Você achava que eu seria uma pessoa irritante, com um sorriso ridículo sempre no rosto, bons modos e agindo como um elfo natalino.

“Na verdade sim”

“Eu sabia”

Ele me respondeu com um sorriso confiante e ignorou minha presença, sentando em uma coluna caída, eu me sentei do outro lado do pátio. Logo um silêncio confortável se apossou do ambiente. Eu tinha meus problemas, e provavelmente ele tinha os dele. E nem sempre as pessoas gostam de falar sobre isso. Bem isso durou pouco, até eu ouvir um barulho tanto incomum.

– Ei, você ouviu? — Ele olhou para mim um pouco cansado.

– É só barulho de salto, não se preocupe pequeno sonho. — Fiz uma cara feia, para ele.

– É parece que é.

– Sonhos usam salto?

– Pesadelos usam salto?

–...

–...- Ficamos nos encarando por alguns segundos processando o que estava acontecendo.

– ESCONDE AGORA! — Ele gritou. Nós escondemos entre as ruínas. Mas de certa forma não funciona comigo. -Você está brilhando, não dá para se esconder desse jeito, faça parar.

– Não dá para fazer isso.

– Aff. Tá, vem aqui. — Nesse momento ele me abraçou, e uma névoa negra nos cercou, era algo muito esquisito. Mas pelo menos escondia, então deixei essa passar.

Logo uma figura de salto aparece, e toma posição no meio do pátio, entre as duas crateras. Era uma mulher alta e uma longa capa verde cobria seu rosto, assim como o resto de seu corpo. Acompanhada de várias outras pessoas de capa também, além de uns três com de capuz, de forma que nenhuma feição era visível. De cada lado apareceu mais uma figura encapuzada, cada um carregando algo, eram pingentes em forma de ampulheta, um dourado e o outro roxo.

– Hã? Isso tudo por causa de uns colares normal.– O pesadelo sussurra em um tom cansado, completamente desinteressado.

– Talvez porque não seja colares normal. Tipo talvez seja dos chefões.

– Para isso eles teriam que estar mortos. E isso é bem difícil.

Os pingentes são entregues a mulher do centro. Com um em cada mão ela os ergue sobre a luz da lua, sobrepondo-os. Com um sorriso no rosto ela diz:

– O que antes foi um, agora são dois. Duas metades incompletas e opostas, e sobre meu comando se completarão. Que comece o...– Enquanto ela falava podia ouvir vozes.

Vários soldados, tanto sonhos quanto pesadelos, indo em direção à dama do centro. Todos ao seu redor os ignoravam, quase como se não visse nenhum perigo neles. Nesse momento eu reparei no significado disso tudo, não era um colar qualquer que ela tinha, ou seja;

Sandman e Boogeyman estavam

– ...Somnum Sempiternum

MORTOS.

Com essas palavras os dois reinos se desintegraram, virando areia. Essa areia se juntou logo atrás da mulher de capa, uma nova ampulheta surgiu, de maior e de tonalidade verde turquesa. Os soldados pararam assustados com os acontecimentos, ficaram um tempo apenas tentando entender o que havia ocorrido. Eu senti algo de errado, meu colar estava queimando minha pele, pude ver que o pesadelo ao meu lado também estava incomodado, ele também sentia o desconforto, e o ardor gerado. Quase por impulso arranquei meu colar e o dele, ele me encarou no mesmo momento.

– Para que isso? — Ele me disse.

– Tem algo errado, algo muito errado, vamos sair daqui. - Eu respondi na mesma hora, eu estava em pânico sem mesmo perceber.

Os soldados se recuperaram do choque e voltaram ao seu objetivo, a dama do centro olhou para eles de relance e lhes disse;

– Vocês são meros fragmentos das ampulhetas, aquele que as comandam também comandam vocês, então vou dar duas opções, ou se entregam ou serão forçados a me servir.

– Só porque tem os colares não significa você pode usa-los perfeitamente, a ponto de nos controlar. — Um dos soldados disse.

– Então será assim. — Ela se virou para a ampulheta. Com os dois pingentes na mão e gritou. — Agora eu tenho o poder da deusa, agora minha vontade é a vontade da ampulheta da mente, submetam-se a ela.

Dos colares começou a sair uma areia verde, apunhalando os soldados, mas não os matando em vez disso em seus peitos ficou uma marca verde, seus olhos estavam completamente brancos. Nesse momento o corajoso pesadelo soltou um grito, nem um pouco afeminado diga-se por sinal, delatando nossa posição. Todos olharam em nossa direção.

–Mas eles não foram afetados como assim?! Isso é impossível! – Disse umas figuras de capa.

– Eles estão sem os colares então não foram afetados. — Um cara de capuz o responde.

– De nada. – Eu sussurro.

– SÉRIO! SÉRIO QUE VOCÊ ME VEM FALAR ISSO AGORA?! – Agora ele é quem está em pânico.

– Não importa. — A mulher fala, nesse momento já to com ódio dela, que ela pensa que é com esse ar de superior? Ridícula.

“Esculachou ela”

– Soldados capturem e matem eles. – Fica ordenando mesmo ridícula, não deve saber nem ferver água.

“Narra direito”

“Okay”

Eu me lembro de correr até a borda da floresta, estava correndo por minha vida, com um pesadelo muito bonito do meu lado. Chegando à borda da floresta o chão é apenas nuvens até o fim da ilha em si, embaixo de nós está um deserto. Não podemos correr mais a única opção agora é cair.

–Você tem medo de altura pequeno sonho?

– De cair tenho, mas tenho mais medo deles. — Os soldados estavam se aproximando, não podia vê-los, mas podia ouvir.

Dito isso nós pulamos. Não me lembro muito bem das coisas a partir daí, sem nossos colares, não dá para fazer muita coisa, nada de armar, nada de armaduras, nada de asas. Ouvia os gritos dos soldados, felizmente eles não perceberam nossa loucura e acharam que tínhamos sumido. Não me lembre da queda nem do que aconteceu quando cheguei ao chão, mas me lembro de duas vozes.

– Acha que eles estão mortos.

– Acho que sim, não sinto suas almas.

– Estão se mexendo

– Olha eu não estou enganado.

– Vamos leva os de qualquer jeito.

– Mas eu nunca erro. OUVIU!

Notas finais
comentários e criticas super bem vindos, principalmete sobre a narração. "Não narrei nesse capitulo. :'( "
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.