Notas iniciais
Aproveitem.

Conhecer Marlene Mckinnon com certeza entrava para a minha lista mental de coisas que eu nunca me arrependeria. Consolá-la no velório de sua mãe e entregar meu lenço foi o que nos uniu, ou a minha incrível facilidade em me aproximar das pessoas. Era bom que tivéssemos os mesmos planos quando criança, sonhávamos com Hogwarts e o dia em que o chapéu nos selecionaria para a mesma casa.

Ela foi o meu primeiro crush, e não que eu tenha me apaixonado por ela ou da maneira que vocês devem estar pensado. Marlene ou Marlesma, como preferia chama-la, foi a primeira garota que amei e amo, me sentia na obrigação de irmão protegê-la.

“Grifinória!”

Não foi nenhuma surpresa quado fomos selecionados para a grifinória, quando discutíamos sobre isso mais novos, esta era sempre a casa escolhida.

Se brigávamos? Talvez ninguém tenha brigado tanto quanto nós dois, ela vivia me agredindo quando eu falava alguma coisa inútil. Ela era insuportável.

Com o tempo, não vivíamos mais tão juntos, mesmo que tivéssemos o mesmo grupo de amigos, Marlene tinha suas amigas como qualquer garota, e eu os meus. Mudamos, até crescemos se for parar pra pensar; mesmo parecidos eramos bastante diferentes. Nossas escolhas? Nem sempre eram as melhores, mas, sempre eram as nossas escolhas e isso bastava. Ela me ajudava com Lily Evans e em troca eu não contava para Sirius que ela o amava, mesmo que fosse óbvio. Em todas as férias de verão que íamos para casa tirávamos um tempo para nós na casa da árvore que tinha na casa dela.

Estarei mentindo se disser que existe garota com a garra e a coragem que ela tinha. Marlene era uma incógnita perfeita.

Prometi a ela quando nos conhecemos que faria tudo para não vê-la chorando mais, e eu cumpri. Sim, Marlene era absolutamente forte e não houve um dia desde a morte de sua mãe que a vi chorar, e se estivesse triste, sempre a animaria. Era meu dever.

“Seja você, forte como sempre foi, Lesma.”

Abracei-a imensamente forte, era a primeira vez após onze anos que a vi chorar. Voldemort liderava uma guerra pela causa cuja qual ele acreditava ser uma solução para o mundo bruxo. Liderou um grupo nomeado de comensais da morte, e devido a isto, nós nascemos; a ordem da fênix.

Marlene chorou quando tudo isto realmente começou, chorou pela morte dos amigos que fez em Hogwarts e perdera, chorou por se sentir fraca quando na verdade era a pessoa mais forte que eu conhecia. Não foi atoa que a escolhi como madrinha do meu filho. Era exaustivo tentar viver em paz naqueles tempos, e meu dever era que, não só ela, como minha família e os meus amigos se sentissem bem.

A profecia me separaria dela, separaria Lily e Harry dela. A profecia nos separaria de todos que amávamos. Era necessário por um tempo deixá-los para que Harry pudesse ter uma chance de viver.

“Voldemort matou toda a sua família.”

Abaixei a cabeça e encarei meus sapatos sujos de lama, as mãos enfiadas nos bolsos do casaco preto e uma sensação de que uma parte de mim jamais seria feliz novamente. Agora, jogavam terra sobre o caixão onde jazia o corpo dela, minha irmã. Quando lutávamos juntos pensávamos que eramos quase invencíveis,pensávamos que juntos seriamos fortes o suficiente para derrotar você-sabe-quem. E eramos fortes. Ou ao menos era o que pensávamos até a morte de Marlene.

Juntos eramos quase invencíveis, quase.

Quando prometi que faria de tudo para que Marlene nunca mais chorasse, não imaginei que seria eu a chorar por ela.

Notas finais
Fim.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!