A alma da conquistadora.

6 Os problemas sempre vêm acompanhados


Notas iniciais
A conquistadora só queria um pouco de paz, mas os problemas não acabam será que ela vai conseguir essa paz tão desejada?

(Xena)

Os três últimos meses transcorreram normalmente quando finalmente estava em meu escritório, terminando alguns relatórios, quando recebo uma visita mais que inesperada, vejo um clarão e sinto um poder extremo dentro do cômodo.
–- Saudações Xena, como está?
–- Oi Athena! Acredito que tenha algo mais à fazer aqui que saber de meu bem estar! — perguntei irritada com aquela invasão.
–-É tenho sim. Mas, além de me receber com toda essa arrogância deveria ser mais cordial, já que sabes que sou protetora de Dylan e não gosto nem um pouco de você, logo, eu não viria aqui se não tivesse um assunto de seu interesse à respeito de minha protegida. — respondeu Athena com ar de superioridade.
–- Certo então diga logo, estou muito ocupada. — disse desinteressada.
–-Bem, você sabe que debaixo do teto de seu palácio há pessoas que estão lhe roubando e armando contra você, não é mesmo?
–- Sim isso não é nenhuma novidade, não acho que tenha vindo até aqui me dizer algo que eu já saiba e...
–- Cale-se Xena é claro que não vim aqui com esse propósito, o que vim dizer vai muito além disso, o amuleto que Afrodite te deu, fui eu quem enviei para proteção de Dylan, porém, receio não ter dado certo.
–- Como assim? — perguntei.
–- Para funcionar Dylan deveria usa-lo todo o tempo, mas disse a Cyrene que aquilo a estava incomodando, como sua filha sempre teve opinião própria, resolveu tirar o amuleto, permitindo assim que seus traidores descobrissem seu paradeiro.
–- Mas como souberam de sua existência? Poucos sabem que sou mãe de Dylan! — disse assustada.
–- Isso terá que descobrir minha cara! A questão é que agora estão tramando sequestrá-la e sugiro que seja rápida, em encontrar uma solução ou Dylan vai passar por coisas que nenhuma criança deveria conhecer.
–- Mas que PORRA! Uma desgraça nunca vem sozinha, primeiro Gabrielle agora isso? — levantei-me e soquei a parede.
–- O que houve com Gabrielle? — Athena perguntou.
–- Resolveu me tratar friamente! — bati na mesa em minha frente.
–-Também pudera, depois do que você fez, tem sorte dela ainda falar com você!
–- Ela tem que falar comigo é minha escrava! E depois, o que você tem com isso? Se já fez o que deveria aqui, pode se retirar preciso pensar no que fazer. — gesticulei expulsando a deusa.
–- Você não muda mesmo como sempre ignorante mas, vou mesmo a mim não agrada sua companhia. — dizendo isso Athena desapareceu.
" Agora o que farei? Acredito saber quem são os traidores, mas não tenho certeza e se eu estiver enganada, perderei tempo e tenho que salvar minha filha!" — pensei, ao mesmo tempo ouço batidas à porta.
–- Entre!
–- Conquistadora!- era Filemom.
–- O que quer aqui, não tenho tempo para conversas Filemom!
–- Está tudo bem senhora?
–- Não, não está tudo bem... diga-me o que tem a dizer e saia! — disse irritada.
–- Bem — ele começou — Sinto informar senhora, que desapareceram três prisioneiros e o carcereiro Jacob está morto, descobrimos quando fomos fazer a troca dos turnos.
–- Raios! Quando ele começou o turno? — perguntei agressivamente.
–- Esta noite senhora, pouco antes da reunião do conselho senhora!
–- Chame aqui os guardas e retorne preciso falar com você.
–- Sim senhora! — pouco depois Filemom retorna com os guardas do palácio em seus calcanhares.
–- Verifiquem todas as celas e vejam se há túneis, se não houver quero aqui os sentinelas. Não é possível que hajam tantos soldados nesse palácio e deixem passar despercebido a morte de um de meus homens e três fugitivos! Como se eu já não tivesse problemas demais. Vão e não retornem sem respostas. — foram e permaneceu Filemom.
–- Queria falar comigo, senhora?
–- Sim. O quê há com Gabrielle?
–- Minha senhora? — fez expressão de não entender.
–- Não se faça desentendido, ouvi você e Dália falando sobe Gabrielle a algum tempo, não pude entender o que, mas depois disso, ela mudou seu tratamento para comigo. por acaso andaram falando besteiras à ela?
–- Claro que não minha senhora, certamente a menina está agindo da forma que acha ser a correta.
–- Certo, outra coisa, sabe por que o general Tebas não compareceu a reunião do conselho ontem?
–- Não senhora mas, vi ele chegar bem tarde esta noite, vinha pela ala sul do palácio! — disse Filemom com um ar desconfiado.
–- Muito suspeito, na verdade ultimamente Tebas tem feito muitas coisas suspeitas. Ouça a ala sul é onde ficam os cárceres, à que horas Jacob começou seu turno? — perguntei.
–- Três marcas de vela após o pôr do sol senhora! — respondeu prontamente.
–- Tudo bem Filemom pode se retirar e chame o contador.
–- Minha senhora.
Após algum tempo, Cassius o contador chegou fizemos as finanças, gastos e impostos, enfim todos os cálculos e chegamos à conclusão que novamente falta muito nos cofres do império, evidentemente estou sendo roubada e isso não ficará impune. Dispensei o contador e segui para meus aposentos, precisava descansar e precisava ver minha loirinha mesmo que não falasse mais comigo como antes, só ver aquele rosto reanimava meu dia. Entro na antecâmara.
–- Minha senhora! — levantam-se Gabrielle e Cassandra minha dama pessoal, estavam sentadas à mesa conversando animadamente.
–- Ora, ora, então só não conversas comigo não é Gabrielle? — provoquei.
–- Não é conveniente que conversemos, senhora! — ela responde timidamente.
–- E o que é conveniente que converses com minha dama de companhia, em meus aposentos na minha ausência? — perguntei asperamente.
–- Não minha senhora, é que estávamos arrumando os aposentos e quando terminamos começamos á conversar e...
–- Sem desculpas — interrompi — Vá cassandra para seus aposentos. Preparou meu banho Gabrielle?
–- Sim senhora!
–- Ótimo! venha quero que esfregue minhas costas e depois uma massagem Gabrielle. Estou tensa. — Tomei meu banho e Gabrielle esfregava minhas costas, largou o pano que usava e começou a usar apenas as mãos, "deuses aquilo estava me enlouquecendo! Como essa menina podia me causar reações apenas em me tocar, sempre fui tão insensível, haviam mulheres que faziam de tudo para me dar prazer e não conseguiam chegar perto da sensação que sentia apenas com o passar das mãos daquela pequena em minha pele!"
–- Tudo bem Gabrielle, continuamos em minha cama. — ela olhou-me assustada.- quero dizer a massagem Gabrielle, farás minha massagem na cama — eu sorri com ar malicioso, ela apenas assentiu com a cabeça. Adormeci sob as mãos de Gabrielle, mas antes pude sentir que, tanto quanto eu, ela estremecia à cada toque em minha pele, pude sentir como suas mãos tremiam e suavam enquanto massageava minhas costas. Não tinha como negar, ela tentava se fazer indiferente, mas me queria tanto quanto eu a queria.

Notas finais
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