Notas iniciais
Caros leitores, perdoem - me pela ausência, mas tive problemas de saúde e com o pc, para compensar postarei um capítulo por dia durante um determinado tempo! Então vamos ao que interessa! XenaKell.

Pedi à Gabrielle que preparasse meu banho e fui relaxar em minha grande banheira. Comecei a lembrar do que havia acontecido naquela noite, do que Gabrielle havia me dito, será que aquela menina realmente era capaz de amar alguém como eu? Será que ela já me amava? Não, claro que não ela só disse aquilo pra que meu lado negro, se apaziguasse, claro foi isso! Ninguém seria capaz de amar um monstro como eu! Apesar de que seria bom ter alguém que se importasse comigo, só fui capaz de amar uma vez em minha vida e não pude viver esse sentimento por puro orgulho, talvez se encontrasse esse sentimento novamente não cometeria o mesmo erro. Não novamente!

–- Gabrielle!

–- Sim, minha senhora!

–- Meu nome Gabrielle, me chame por meu nome e vá até Dália peça que traga nosso jantar, preciso me alimentar, estou faminta!

–- Claro, Xena!

(Gabrielle)

Cheguei à cozinha Dália quase me matou de tanto susto.

–- Por Zeus menina!!! Que bicho te atacou? — Dália gritou correndo até mim, dei um salto para trás.

–- Ah não foi nada! — respondi tentando inutilmente esconder os hematomas.

–- Nada? Então a conquistadora enlouqueceu. Temos que interná-la! O que acha de uma aldeia amazona! — Dália respondeu, fingindo espanto.

–- Ela colocaria fogo!

–- Aí saberíamos que ela está bem! — Nós rimos juntas até que ... — Me diz o que aconteceu. — disse Dália me indicando um lugar para sentar.

–- Ela se irritou com um soldado que me atacou e me castigou por estar andando perto dos alojamentos, acho que pensou que tinha ido procurar um soldado ou algo assim. — começo a chorar.

–- É menina estás mesmo com um problema.

–- Como assim Dália?

–- A conquistadora gosta de você!

–- Não compreendo... gosta e me deixa assim? — respondi apontando minhas recentes marcas.

–- Veja bem, ela se enfureceu ao te ver com um soldado por ciúmes, não soube definir isso e te puniu por infidelidade, afinal és escrava dela! Não estou tentando justificar Xena só digo o que penso, pois pelo que conheço Xena se fosse uma outra escrava ela jogaria na prisão e venderia ao amanhecer, já que ela não concorda mais com a ideia de presentear os soldados com jovens escravas, elas geralmente não sobreviviam.

–- Dália você está me assustando!

–- O que quero dizer Gabrielle é que Xena mudou muito, ela ainda não sabe lidar com sentimentos, mas acho que você é importante para ela, desde que você chegou, ela vem a cozinha e diz: "Não sei o que faço com essa menina!" e vejo nos olhos dela o mesmo brilho que via na época de Demétrio! — disse essa última frase com o olhar distante.

–- Quem é Demétrio?

–- Ninguém menina, ninguém. Acho que falei demais. — Dália disse como se despertasse de um transe e me entregava a bandeja com os alimentos, quando Filemom apareceu.

–- O QUÊ ELA FEZ COM VOCÊ PEQUENA?- disse Filemom aos berros.

–- E lá vamos nós de novo! — disse eu revirando os olhos.

–- Deixa Gabrielle eu explico. Vá, leve a refeição antes que esfrie ou a própria conquistadora venha buscar, as duas! — disse dália me enxotando e Filemom não tirava os olhos de mim assustado, será que estava tão ruim assim? Deixei o jantar como de costume na mesa da antecâmara, desta vez com muitas coisas fora do lugar devido ao ocorrido anteriormente e fui até a conquistadora.

–- Xena, já está servido.

–- Certo Gabrielle, vamos jantar depois cuidarei desses ferimentos. — jantamos silenciosamente e Xena me olhava de um modo estranho como se quisesse me... me decifrar?

–- O que quis dizer, quando falou que poderia me amar Gabrielle?

–- Que poderia Xena, se me permitir posso demostrar o que sinto por você! — respondi enrubescendo.

–- Está dizendo que me ama criança? — disse rindo.

–- Não sou uma criança Xena e não, não sei se o que sinto é amor, mas gosto muito de você, creio que poderia chegar a amá-la e quero te ajudar a controlar esse monstro que parece sair de dentro de você quando se enfurece.

–- E não tem medo? — ergueu uma de suas sobrancelhas, é encantador quando ela faz isso!

–- Sim, tenho muito medo...mas, quero tentar, consegui uma vez posso conseguir de novo. — respondi alegremente.

–- Tudo bem Gabrielle, embora saiba que da primeira vez foi obrigada à isso ou a besta te consumiria! — disse como se sentisse dor ao lembrar. Ela realmente precisava lembrar isso? agora realmente estou com medo, aqueles olhos gélidos, uh assusto-me só em pensar!

–- Bom, vou deitar-me Gabrielle, quando terminar leve até a cama a caixa com os medicamentos, tentarei aliviar um pouco minha culpa por seu estado.

–- Sim Xena. — respondi prontamente. um pouco depois fui até ela com o que havia me pedido, Xena perguntou onde doía, me deu ervas para as dores, passou alguns emplastos, tratou também do braço quebrado que à essa altura doía bem mais e me pediu desculpas novamente com os olhos marejados. Não sei se sou louca mas, pude ver uma criança assustada dentro daqueles olhos e senti muito carinho por ela.

–- Não tem problema, vai melhorar e você vai ter muito tempo para mostrar-me que sente muito, estarei ao seu lado sempre "Minha Senhora". — disse em tom de brincadeira.

(Filemom)

Havia ido ver Dália na cozinha como todos os dias fazia e me arrependi muito por ter trazido Gabrielle para o palácio, quando vi o estado em que a pequena se encontrava, Dália me esclareceu o ocorrido e lamentei muito a conduta de minha senhora depois de ter conseguido se controlar por tanto tempo, já havia quase três anos desde a última vez que a besta lhe sobreveio, a última vez foi ao vingar a morte de Demétrio; agora, por ciúmes de Gabrielle. Será que Dália estava certa, será que a conquistadora se apaixonara pela menina? Se realmente for isso, ficarei feliz por Xena mas, terei que alertar Gabrielle para livra-la de outros ataques da conquistadora e seus ciúmes doentios. Na manhã seguinte Gabrielle foi à cozinha buscar o desjejum de Xena.

–- Bom dia Gabrielle- dissemos Dália e eu em uníssono.

–- Bom dia Dália, senhor Filemom.

–- Gabrielle precisamos falar com você. — disse eu um pouco receoso.

–- Sim, mas outra hora, agora preciso levar o desjejum da conquistadora e...

–- É sobre ela que precisamos falar. Você sente algo por Xena Gabrielle?

–- É eu... como assim? — Vi Gabrielle corar.

–- Gosta dela? porque não é normal sua atitude, não reclama por ter lhe batido e ainda tentou justificar à Dália o motivo dela ter feito isso com você. — respondi indicando suas marcas.

–- Mas ela teve motivos e sim gosto dela, prometi a conquistadora que a ajudaria a se libertar de seu lado negro. — disse Gabrielle sorrindo.

–- Bom Gabrielle, Dália e eu achamos que a Conquistadora também gosta muito de você só que não sabe definir isso ainda, se queres mesmo ajudá-la seria bom se conseguisse fazer com que ela admita isso pra si mesma. — disse eu pensativo.

–- Como vou fazer isso senhor Filemom, trato ela com um pouco de carinho como me permitiu, mas não devo passar disso, ela é minha senhora. — respondeu Gabrielle gesticulando e indicando que não entendia o que eu queria dizer.

–- Esse é o ponto, comece a trata-la somente como sua senhora, sem demonstrações de afeto ou intimidade ela irá sentir a mudança e provavelmente se queixará com Dália que sempre ouviu os problemas de Xena e então será a deixa, para Dália fazer ela admitir o que realmente sente por você.

–- Parece um bom plano mas, se ela não sentir nada? — perguntou insegura.

–- Impossível, menina! Nunca vi minha senhora sorrir ao falar sobre ninguém, como quando fala de você! — Dália disse para Gabrielle sorrindo e lhe depositando o desjejum em suas mãos.

–- Certo, mas quando o senhor vai admitir seus sentimentos? — Gabrielle disse com um sorriso brincalhão, olhando para Dália e para mim. ruborizei, sorrindo sem graça para Dália e erguendo os ombros.

***************************************************************************

(Gabrielle)

"Sorria? realmente Xena sorria ao falar de mim? E falava sobre mim... jamais imaginaria isso!" — pensava eu enquanto subia as escadas.

–- Minha senhora trouxe seu desjejum. — dizia enquanto Xena despertava.

–- Certo Gaby, já disse que não me agrada que me chames assim. — disse Xena, se levantando ainda muito sonolenta.

–- Mas é assim que deve ser senhora, sou sua escrava, pude entender isso depois da noite passada! — comecei a por em prática o plano de Filemom, só acho que peguei um pouco pesado... Mas, é por uma boa causa! Me arrependi ao ver a dor no rosto de Xena, pelo peso de minhas palavras.

–- Gabrielle eu...

–- Não... senhora me desculpe por minhas palavras, realmente lhe perdoei mas, isso não muda o fato de que seja minha senhora e eu sua escrava. — disse fingindo tristeza.

–- Tudo bem Gabrielle, eu entendo o que sente! — Vi o olhar triste de Xena, espero que isso acabe logo não sei quanto tempo suportarei vê-la assim!

Notas finais
Espero que tenham gostado, não esqueçam de deixar review.