A alma da conquistadora.
27 Fim do Castigo. parte 1
Notas iniciais
Desperto com um peso sobre meu corpo e vejo os fios dourados em meu peito. "Como é boa a sensação dessa mulher junto a mim" -pensei- não imaginava que iria apreciar tanto esse feito um dia. Tento retirar Gabrielle de sobre mim sem acordá-la, hoje Dylan completará seu quarto verão e suspiro lembrando-me que terei que acostumar-me a dormir sem a suavidade dessa pele, sem o calor de seus braços e sem a respiração que me arrepia e que talvez nunca mais veja minha filha, minha mãe, minha esposa..." Xena, quando passou a ser tão sentimental?"
— Não, não posso deixar me levar por emoções, preciso fazer o que tem que ser feito.- disse já me levantando.
— Xena... volta para cama...- sussurra Gabrielle manhosa ao perceber que me levantava.
— Não posso Gaby, tenho muitos assuntos a resolver. — disse dando- lhe um beijo casto em seus lábios. — volte dormir. Logo, Dália trará seu desjejum.
— Nesse caso vou me levantar também. — disse ela esfregando os olhos. — Filemom disse que precisa de ajuda na contagem dos impostos ainda não terminei.
— Fico feliz que tenha se adaptado bem aos negócios financeiros do Império, seria bom que começasse a assistir alguns julgamentos.
— Não precisarei fazer isso enquanto a imperatriz estiver por aqui. -sorriu e passou por mim indo em direção a sala de banho.
— Não enquanto eu estiver aqui. — sussurrei e segui Gabrielle para aproveitar aquela banheira ainda mais convidativa por possuir certa loirinha dentro.
— Mamãe, mamãe. — veio Dylan correndo em minha direção.
— Diga meu amor, o que quer?
— Eu me portei bem e não fugi e nem comi pão de nozes então, pensei que podia pedir um pesente!- disse com dúvida.
— Tudo bem. Diga-me o que quer e verei se você merece ganhar.
— EU QUERO AQUELE JANTAR QUE VOCÊ DISSE QUE FALIA SE EU ME COMPORTASSE. — olhou- me suplicante. Eu sorri.
— Mas se bem me lembro, eu disse que faria se você se comportasse como uma mocinha e você me disse, que não era uma mocinha e sim um bebê. – arqueei uma de minhas sobrancelhas e respondi seriamente, mas sorrindo por dentro.
— Mas... eu me portei bem e...- lágrimas começaram a descer em seus olhinhos cheios de dúvidas, me arrependi nesse instante da brincadeira que fiz com a pequena.
— Ei, ei, acalme-se! Eu farei o jantar, estava apenas brincando — ela sorriu. — Você realmente mereceu e será recompensada, vá falar com sua avó pra que prepare o serviçais.
— Sélio mamãe? Vai mesmo?
— Já não lhe disse? – a peguei em meus braços. – E tem mais uma coisa.
— O que é? — ela pergunta.
— Hoje se finda sua punição, pode comer quantos bolos de nozes quiser agora.
— Obligada mamãe! Vou contar pla todo mundo. — ela pulou de meu colo para o chão e saiu correndo porta a fora.
— Xena! Você não vem? – Gaby chamou-me de dentro da sala de banhos e corri ao seu encontro.
— Já estou aqui!
continua.
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