A alma da conquistadora.
37 Equipes de busca
Notas iniciais
(XENA)
Fazia meia marca de vela desde que o carro de Apolo havia surgido no céu e eu observava da sacada de meu palácio todas as habitações que Gabrielle havia feito para aquelas famílias de aldeões, pensava no que Cyrene disse-me na noite anterior.
Ainda não sabia que atitude tomar, mas precisava fazer algo a respeito para reconquistar o amor e respeito de minha esposa. E, além disso, sentia-me responsável por toda aquela situação. Aquelas pobres mulheres e crianças haviam sido obrigadas a saírem de seus vilarejos por uma ação de meus exércitos, ou melhor, o exército de Ares, mas sob meu comando.
— Xena... Xena... Estou falando com você! – Ouço a voz de Gabrielle.
— Sim.
— Estou te chamando há tempos, precisamos conversar.
— Estava a pensar em algumas coisas não a ouvi, mas sobre o que quer falar Gaby?
— Sobre nós, estive pensando e talvez eu deva partir, não consigo te olhar mais da mesma forma, não depois de achar que estavas mudando e ter errado tanto em meu julgamento. – olhei-a perplexa.
— Você não pode falar sério Gabrielle! – respondi.
— Nunca falei tão sério em minha vida Xena, não posso, simplesmente não consigo aceitar isso.
— Já sabias quem eu era quando aceitou ser minha esposa, entraste nesse palácio em condição de minha escrava!
— Sim, mas aceitei casar-me contigo, pois mostrara poder ser alguém melhor... Via esse brilho em seus olhos, não o vejo mais...
— Dê-me mais uma chance Gaby... Irei consertar as coisas... – disse aflita.
— Como Xena? Acaso pode devolver as vidas que findou? – ela perguntou-me triste.
— Certamente não Gabrielle, mas encontrarei uma forma de aliviar a dor dessas pessoas, sei que sou responsável por tudo isso e darei um jeito de solucionar. – disse determinada, saindo de meus aposentos e deixando uma Gabrielle pensativa a me olhar. Segui em direção ao salão principal e pedi a um guarda que solicitasse Filemon.
Após um quarto de vela Filemon é anunciado.
— Peça que entre.
— Sim Senhora. – disse o Soldado e Filemon entra em seguida.
— Mandou chamar-me senhora. – sim, Filemon preciso de sua ajuda.
— No que for útil senhora.
— Bem, trataste dos alojamentos das aldeãs com Gabrielle não é?
— Sim, desde o amparo, contratação de serviçais e tenho os cálculos da última pedra colocada nas instalações.
— Pois bem, quero a contagem de todos os que residem às mesmas e os que trabalham no palácio incluindo velhos jovens e crianças, devolveremos as terras dessas pessoas e os manteremos até que seus cultivos estejam próprios para que possam se reerguer quanto aos comerciantes forneceremos provisões para a distribuição e abastecimento das aldeias por um determinado tempo para que comecem a erguer os comércios entre as cidades e aldeias vizinhas, preciso do cálculo de famílias atingidas para retirar a quantia necessária dos cofres do palácio e levantarmos moradias dignas para cada família, em suas respectivas aldeias.
— Claro senhor, preciso ir ao escritório buscar os pergaminhos.
— Certo Filemon, pode se retirar.
— Senhora. – bateu com o punho em peito e se retirou.
Pensando nas palavras de Gabrielle, vi que Cyrene tinha razão, teria que dar o mínimo de dignidade a essas famílias para talvez reaver, meu casamento como fora um dia.
Algumas marcas depois, Filemon e eu cuidávamos dos valores que seriam investidos e como poderia ser feito para não quebrarmos o império, até por que arrasar aldeias é muito mais simples que reergue-las. Nesse momento Lyceus invade o salão em desespero.
— Xena, você precisa vir comigo.
— O que quer Lyceus? Qual o motivo de tanto alvoroço?
— Gabrielle... Ela, ela saiu do palácio determinada a te deixar tentamos intervir, mas, ela insistiu em partir.
— Eu já esperava por isso tentarei convencê-la a voltar assim que resolver o assunto das aldeias meu irmão. Gabrielle é uma mulher adulta sabe o que faz. – disse com pesar.
— Sei que sim irmã, porém o problema é que Dylan sumiu e acreditamos ter ido procurar por Gaby. – gelei... Minha criança sozinha poucas marcas antes do carro de Apolo se retirar.
— Vamos Filemon depois terminaremos isso, quero equipes de busca para encontrarem Dylan a quero em casa ainda essa noite já estará escuro e não creio que, uma criança sobreviva sozinha em um bosque denso como o que temos em torno de Corinto. Mesmo sendo esperta como Dylan é.
Retirei-me apressadamente do salão principal e pedi à meus guardas pessoais que separassem os melhores homens para partirem comigo, descendo as escadas dei ordem aos serviçais que me enviassem mensageiros caso Dylan voltasse, fui até o estabulo selei Argo e vi o cavalo de Gabriele não estava, Dylan nunca irá alcançá-la, pensei.
— Vamos Lyceus pegue seu cavalo e siga a noroeste com uma equipe, Filemon, siga á nordeste com outra equipe, levarei alguns homens ao Norte de Corinto Dylan não seguiria nenhum caminho ao sul, avante homens, bradei fortemente.
(Cyrene)
Estava aflita a espera de alguma notícia de minha neta, sempre soube que Dylan era apegada a sua outra mãe, mas não imaginei que sairia às escondidas para ir a seu encontro.
(flashback on)
Estava a procura de Dylan para que fossemos caminhar um pouco ao lago como fazíamos todas as tardes, mas não a encontrava em lugar algum entro em meus aposentos e encontro um bilhete sobre a cama.
“Vovó, não se preocupe fui buscar mamãe Gaby. Beijos Dylan”.
“Abençoada seja Gabrielle por ter ensinado Dylan a escrever.” Foi oque pensei, uma vez que não a enviaríamos tão nova à uma academia. Corri com o bilhete em mão e me deparo com Lyceus segurando meu braço.
— O que aconteceu mamãe? Parece ter visto Ades.
— quase isso Lyceus Dy...Dylan... – começo a chorar.
— O que houve com Dylan mamãe está me assustando? – respiro fundo e digo de uma vez.
— Dylan fugiu.
— Como fugiu mamãe está louca? – entrego o bilhete à Lyceus.
Ele lê o bilhete me olha assustado e segue ao salão principal. Em seguida vi uma movimentação de homens no palácio Xena sobe as escadas e me olha sôfrega depois disso não tive mais notícias.
(Flashback Off)
Fale com o autor