A alma da conquistadora.
22 De volta à Amphipolis.
Notas iniciais
O carro de Apolo já começava a desaparecer, quando chegávamos ao porto de Atenas.
– Mamãe nós vamus acampar? — Dylan dizia saltitante montada em Argo em minha frente.
– Não, ficaremos na mesma hospedaria que fiquei com Gaby quando ela foi comigo à Amphípolis. — Olhei para Gabrielle que montava meu corcel negro ao nosso lado.
– Olha eu não sei porque tive que vir nesse cavalo, ele é muito grande, porque não pude montar a Argo?
– Não recama Gaby, a Argo não deisa ninguém montar ela só a mamãe e eu. Não é mamãe?
– Não sei se ela deixaria você montá-la sem mim. — sorri para Dylan e Gabrielle me olhava como se quisesse me matar.
– Onde iremos deixa-los, quero dizer, bem iremos de barco certo? — perguntou Gabrielle querendo se livrar o mais rápido possível de sua montaria.
– Mais precisamente de Navio, espero que já tenha se habituado, creio que não irá querer comer polvos e outras coisas cruas novamente. — sorri, Gabrielle me olhou com um ar mortal.
– Eeeeca! Mamãe Gaby comeu isso? Po quê? tava espelando um neném? O Téo me dixe que quando a mãe dele tava espelando a Lalinha ela comia coisas estlanhas. Cadê seu neném Gaby? — concluiu Dylan, após uma enxurrada de perguntas e conclusões, eu desatei em uma gargalhada sem fim, por mais que tentasse não consegui me controlar com as perguntas de Dylan e a fisionomia indignada de Gaby.
– Eu não tive um bebê Dylan, é só um efeito ruim que embarcações causam em mim.
– Ah tá entendi! — deu um sorrisinho sapeca.
– Pronto chegamos. — desmontei de Argo, Dylan se jogou em meu colo e logo em seguida ajudei Gabrielle à desmontar do garanhão negro.
– Ai Xena, Graças aos deuses! Não aguentava mais cavalgar.
– Descansaremos aqui essa noite e partiremos ao nascer do sol, a próxima embarcação em direção à Trácia parte na primeira marca do amanhecer. disse caminhando em direção à pequena hospedaria.
– Mamãe poxo domir com voxê e mamãe Gaby?
– Certamente dormirás conosco Dylan, não te deixaremos sozinha em um lugar desconhecido! — Gabrielle respondeu, lançando um olhar carinhoso à minha filha.
– Ebaaa! — exclamou Dylan saltitante. — entramos no estabelecimento e aproximei-me do balcão.
– Quero uma mesa, refeição para três, água e vinho,também preciso de um lugar para meus cavalos descansarem, feno e água.
– Claro conquistadora! — o homem respondeu prontamente indicando-nos uma mesa ao fundo do estabelecimento próximo à uma janela, Dylan quase não alcançava a mesa providenciei uma almofada para que ela se sentasse alcançando seu prato.
– Preciso também de um quarto para que passemos a noite.
– Temos um aposento amplo para casal senhora, se quiser posso pedir que coloquem uma cama de solteiro para a criança. — disse o homem oferecendo um grande sorriso.
– Faça o que for preciso e seja rápido, estamos cansadas precisamos descansar o quanto antes.
– Claro senhora é claro. — nos banhamos e após colocar Dylan para dormir Gabrielle se deitou.
– Venha Xena, não irá dormir?
– Não tenho sono, vou até a taberna ao lado, beber algo volto logo.
– Mas amor é tarde!
– Sei me cuidar Gabrielle não preciso de ama! — saí batendo a porta. Gabrielle ficou sem entender certamente, mas o motivo de ter sido áspera com ela estava no salão da hospedaria, um de meus maiores inimigos Brutos, percebi que vinha nos seguindo e não estava só, me vigiava enquanto comíamos, sabia que se não fosse ao seu encontro me causaria problemas.
– Ora, ora se não é a conquistadora de nações! — disse o homem ao me avistar descendo as escadas.
– Senhor, não quero problemas em minha hospedaria, se for causar tumulto faça o favor de se retirar. — disse o dono do estabelecimento.
– Uma caneca de vinho! — aproximei-me do balcão fazendo pouco caso do sujeito.
– Ora Xena o que há? Ignora um velho amigo?
– Nunca fomos amigos Brutos! — disse entre-dentes.
– Certo, nunca fomos!- disse em minhas costas erguendo a espada e tentando me alcançar, impedi seu golpe com a bandeja que anteriormente aparava as frutas em cima do balcão, cingi a espada da bainha e desferi golpes contra o homem que se defendia com sucesso de todos.
– O que você quer comigo brutos? — dizia enquanto me defendia de contragolpes.
– Bem sabes senhora conquistadora. Quero seu pescoço desde que vingou-se de César pela morte daquele idiota de seu marido! Aquela criaturinha que chegou com você deve ser filha dele de certo! Agora sei como vingar a morte de meu amado imperador.
– Em primeiro lugar Demétrio nunca... — golpe — foi — golpe — um idiota — outro golpe , o homem caminhava para trás a cada investida com minha espada, em direção à saída da hospedaria — Em segundo lugar, encoste um dedo em minha filha e desejará nunca ter visto a luz do dia e em terceiro lugar. — girei a espada em punho golpeando a de brutos e lançando longe de suas mãos, o derrubei com um chute ao chão já fora da hospedaria e coloquei minha espada em seu pescoço... seu amado César disse antes de ver o fio de minha espada, que foi você quem executou Demétrio ao comando dele, por que achou que Demétrio o mataria, infelizmente meu general era crédulo demais e confiou em sua amizade, mesmo eu o alertando, e como eu previ você o traiu, sabe o que é o mais interessante Brutos? Você achar que eu não descobriria e não fugiu. Pior, Você vir atrás de sua morte! Diga-me com quem está, quantos são e o que querem. — nesse momento virei-me para apanhar uma flecha no ar e como não dispunha das duas mãos, desviei da segunda que acertou a garganta de Brutos, que havia se levantado para me golpear pelas costas.
– Corra ela nos viu. — disse um homem escondido entre as árvores próximas. Corri em sua direção alcançando o primeiro com meu chackram arrancando-lhe um braço, a arma bateu em uma árvore e foi em direção ao outro cravando em suas costas.
– Droga detesto quando tenho que buscá-lo. — peguei a arma cravada em um e voltei minha atenção ao arqueiro sem braço, que havia desmaiado pois o outro jazia morto. — Acorde infeliz! dei um chute em suas costelas.
– Hãm o que? — acordou desnorteado.
– O que eu lhe pergunto. O que querem comigo?
– Aiii meu Braço!
– Isso não é um problema você não mais o tem, diga o que queriam aqui e porque me seguiram?
– Ares, ele mandou que pegássemos a menina!
– Mas será possível! Eu disse à Gabrielle que deveria ter executado Tebas, aquele imbecil serviria de exemplo para esses inúteis não se meterem mais com Dylan! — disse quase inaudível, enquanto o homem rolava no chão. — Diga-me quantos mais de vocês estão aqui?
– Bem fora os dois que escaparam pela janela, carregando a loirinha e a pequena enquanto você lutava com Brutos, mais ninguém!
– MERDA!!! PRA ONDE ELES FORAM??? — ergui o homem pelos cabelos.
– Para o porto, sua vaca! — disse cerrando os dentes.
– Obrigada pela informação! — disse ironicamente e quebrei seu pescoço. Logo em seguida rumei para o porto e consegui avistar uma pequena embarcação ao longe. E não havia nenhum barco ancorado ou próximo ao mesmo.
– O que vou fazer agora? Afrodite seria uma boa hora para me ajudar, não acha!? — neste mesmo instante um cheiro insuportável de flores primaveris e uma aura rosa se materializou diante de mim.
– Sabe o que é engraçado Xena??? Eu não costumo visitar mortais com tanta frequência quanto à você! Ei esse braço está feio hein?
– Deixe de rodeios Afrodite de um jeito de me levar até lá!
– Não será preciso, Athena já está na embarcação trará suas amadas. — neste momento senti uma forte presença e uma outra aura materializou-se trazendo consigo Gabrielle e Dylan, correram até mim e me abraçaram, olhei para Athena.
– Queria encontrar aqueles filhos de uma bacante e esfolá-los vivos.
– Não será necessário, creio que não conseguirão sobreviver muito tempo no meio do oceano, sem terra à vista e sem embarcação por muito tempo. — disse Athena vitoriosa. todos rimos.
– Obrigada, às duas confesso que nunca gostei muito de vocês, mas ultimamente tenho me surpreendido, acho até que estou me afeiçoando. — sorri.
– Também nunca gostamos de você, estou aqui por Gabrielle e Athena por Dylan mas, lhe darei um bônus por ter se sujeitado à pedir minha ajuda. — então uma luz rosa envolveu meu ombro esquerdo cobrindo todo o ferimento e em segundos me sentia nova, pude movimentar meu braço com à tempos não fazia, agradecemos às deusas, fiquei devendo uma visita aos templos de Afrodite e Athena e voltamos para hospedaria para tentar dormir. Dylan ficou em nossa cama entre mim e Gabrielle.
Ao amanhecer rumamos para a embarcação, Gabrielle como sempre se sentiu mal dentro do navio e Dylan se divertia correndo de um lado para o outro no convés, vez em quando ouvia alguma reclamação do capitão dizendo que aprontou alguma, como quando invadiu a cabine dele para procurar o mapa do tesouro! Em três dias, quando o carro de Apolo alcançava seu ponto mais alto, chegávamos à mesma clareira em que tinha levado Gabrielle ao voltar de Amphipolis, ela reconheceu e rumou mata à dentro em direção oposta, a segui levando até a clareira novamente onde Dylan colhia flores.
– Gaby sei que não tem boas lembranças deste lugar, mas justamente por isso quis vir até aqui, um lugar tão lindo, não pode ser maculado por lembranças tão amargas e dolorosas, vim até aqui para te pedir perdão e fazer jus à beleza deste local com belos momentos em família ou românticos se preferir!
– Dylan dorme cedo deve estar cansada! — rimos as duas.
Preparamos o acampamento e fizemos o tão esperado piquinique de Dylan, tudo era perfeiro uma clareira com flores, muito espaço para Dylan correr e um pequeno riacho com uma nascente.
– Mamãe adolei esse lugar! Podemos molar aqui?
– Há, há, há, claro que não minha querida como poderíamos morar no meio do nada, quer viver por aí andando de um lado para outro?
– Guerreilas vivem assim e eu quelo ser uma guerreila!
– Mas você não será guerreira é muito perigoso e eu não viveria em paz, além do que você é uma princesa!
– Então eu posso ser uma plincesa guerreila! — disse com os olhinhos azuis brilhando.
O dia transcorreu bem, nadamos no riacho, contamos histórias para Dylan, que se divertia com as ilustrações de Gaby e olhamos as nuvens dizendo as formas que faziam no céu. Ao entardecer começamos a arrumar o acampamento para dormir, algumas marcas depois Dylan ressonava tranquilamente, afaguei os cabelos de Gaby e silenciosamente à levei até o rio, entramos na água e trocamos carícias, beijei o pescoço de Gaby que gemeu estremecendo, A coloquei de costas colada em meu corpo e passei as mãos por sua barriga, seios, pescoço e suavemente passei meus dedos por seus lábios, virei seu rosto e a beijei sofregamente enquanto descia uma de minhas mãos e posicionava entre suas pernas, Gabrielle gemia e se contorcia segurando minha mão que se enfiava naquele paraíso e empurrava meus dedos para alcançar uma maior profundidade e com a outra apertava a mão que acariciava seus seios, virei e levantei Gaby e ela enlaçou as pernas em minha cintura, me direcionei até uma rocha próxima e a sentei ali, desci meu corpo lentamente sugando cada pedaço de pele encontrado em meu percurso até o meio de suas pernas passei a língua por toda cavidade vaginal daquela mulher, introduzi a língua e suguei o ponto rígido com volúpia, Gabrielle começou a gemer alto, coloquei uma das mãos em sua boca com medo de que acordasse a menina, ela puxou meus cabelos erguendo meu corpo sobre o dela, nos beijamos e tocamo-nos simultaneamente, quando Gabrielle deu sinais de que iria gozar deixei meu corpo relaxar e me entreguei ao êxtase juntamente com minha amada, ficamos mais algum tempo naquela água convidativa e voltamos ao acampamento para descansar e seguir para a Taberna de Cyrene ao amanhecer.
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