A alma da conquistadora.

7 A viagem à Amphipolis


Notas iniciais
Desculpem por não ter postado ontem mais precisei resolver algumas coisas e cheguei muito tarde mas aí está o próximo capítulo. espero que gostem bjos.

(Xena)

Antes do nascer do sol me levantei e fui até a cozinha, precisava falar com Dália. Assim que cheguei a vi preparando a refeição matinal, tinha um cheiro delicioso.

–- Bom dia Dália!

–- Bom dia senhora o que faz de pé tão cedo?

–- Sempre me levanto cedo Dália, parece que não me conhece.

–- Verdade senhora, mas ultimamente tem ficado até mais tarde em seus aposentos mas, o que minha senhora deseja?

–- Preciso de uma opinião sua, é sobre Gabrielle... — parei por um momento, tentando analisar se realmente entrava naquele assunto.

–- Prossiga senhora. — Dália me incentivou a continuar.

–- Primeiro o primeiro. Dylan corre perigo Dália, parece que descobriram meu segredo, preciso ir até Amphipolis mas temo por Gabrielle, ela não sabe se defender e temo que seja o próximo alvo por que muitos já viram que tenho uma certa afeição por ela.

–- Não entendo em que posso ajudá-la senhora.

–- Acha que devo leva-la?

–- Talvez seja necessário. — disse Dália pensativa.

–- Mas, eu precisaria que Gabrielle voltasse a falar normalmente comigo. Não sei porque me incomoda tanto a distância dela.

–- Será que a senhora não possui sentimentos maiores que afeição por esta menina?

–- Talvez Dália, talvez...

–- Então leve-a senhora e descubra.

–- Dália separe mantimentos para a viagem, vou falar com Gabrielle.

Fui em direção aos meus aposentos procurar por Gabrielle. A encontrei ainda dormindo serenamente... Em minha cama? A chamei.

–- Gabrielle, Gabrielle!

–-S...senhora, me perdoe estava a aguardando e acho que cai no sono, desculpe. — disse um pouco confusa.

–-Sim, dormiu. Levante-se e separe roupas quentes. Peça à Cassandra se não tiver. Iremos viajar!

–- Sim senhora!

–- Pare já com isso Gabrielle! Não suporto mais essa indiferença, não percebe que está me fazendo mal desta forma? Gosto de você não posso mais negar e essa sua forma de me tratar está me magoando. — disse eu olhando-a nos olhos. Vi quando lágrimas rolaram por seu rosto.

–- Isso é tudo que eu precisava ouvir senhora ou melhor Xena, MINHA senhora. — ela brincou com o duplo sentido da palavra

–- Pois bem vamos então.

Gabrielle foi em direção aos aposentos de Cassandra certamente iria buscar roupas, tenho que me lembrar de comprar algumas para Gabrielle quando voltássemos. Logo em seguida Dália entra em minha antecâmara e me diz que já preparou os mantimentos, vou em sua direção.

–- Obrigada Dália.

–- Ora senhora é meu dever.

–- Não por isso Dália, por abrir meus olhos quanta à Gabrielle. Acho que me apaixonei por esta menina.

–- Eu não acho senhora tenho certeza e seria bom que a senhora também tivesse, para não fazer sofrer essa pequena, pois ela te ama!

–- Como sabe Dália ela te disse isso? — perguntei eufórica.

–- E nem precisa conquistadora, isso se vê em seus olhos somente você não viu. — disse Dália e se retirou, fiquei parada no mesmo lugar pensando em suas palavras.

Arrumei as bagagens, selei meu cavalo e vi Gabrielle assustada olhando fixamente para Argo, sorri.

–- O que é Gabrielle?

–- Nós vamos aí. — disse apontando minha égua.

–- Sim, à menos que queira seguir andando para Amphipolis.

–- Vamos à Amphipolis senhora? — me dei conta que não havia dito à ela onde iríamos.

–- Dália me disse uma vez que você ia visitar sua mãe e seu irmão, irá vê-los novamente Xena? — lembrei-me da lealdade de Dália, ela jamais revelaria meu segredo e cumpriu isso por todos esses anos.

–- Não somente à eles Gabrielle, irei ver minha filha! — Gabrielle me olhou assustada.

–- Não sabia que tinha uma filha, senhora!

–- Tem muitas coisas que não sabe sobre mim, principalmente que sou capaz de arrancar a língua de uma certa jovem insensata que não se cansa de me chamar de senhora. — disse levantando uma de minhas sobrancelhas, fingindo seriedade, Gabrielle baixou o olhar.

–- Desculpe Xena!

–- Assim está melhor. — disse sorrindo e montando em Argo e estendi minha mão para Gabrielle.

–- Ele não vai me derrubar, Xena. — me olhou assustada.

–- ELA é uma boa menina!

–- Oh! É uma menina?

–- Sim seu nome é Argo e certamente não irá te derrubar, agora vamos não podemos perder mais tempo.

Cavalgamos o dia todo, ao entardecer paramos próximos à um lago, pedi Gabrielle que estendesse as peles e pegasse gravetos para a fogueira.

–- Vou tirar a sela de Argo para que descanse e irei pescar nosso jantar.

–- Tudo bem Xena.

Quando voltei, tinha dois peixes médios nas mãos e vi Gabrielle sentada em uma das peles e à sua frente uma fogueira já acesa e um olhar curioso.

–- Como pescou sem uma rede ou essas coisas de pescar? — ela perguntou.

–- Tenho muitas habilidades — disse arqueando uma das sobrancelhas — e não pensei que soubesse acender uma fogueira.

–- Tem muitas coisas que não sabe sobre mim, também tenho muitas habilidades. — brincou ela usando duas de minhas frases.

–- Ora sua espertinha... — falei enquanto corria atrás de Gabrielle que se pôs de pé assim que terminou de brincar com minhas palavras e começou a correr, a alcancei e com o impacto caímos, Gabrielle caiu por cima de mim, ficamos um tempo que pareceu uma eternidade nos olhando, e vi naqueles olhos o mesmo desejo que eu levava dentro de mim, nos beijamos intensamente, sofregamente por um desejo reprimido à meses, nesse momento, levantei Gabrielle em meus braços à levei até nossas peles estendidas e deitei-a ao meu lado enquanto ainda à beijava. Passamos por muito tempo ainda assim. Preparamos os peixes comemos e voltamos a nos deitar lado a lado, Gabrielle deitou sobre meu braço e me envolveu com o seu e antes que adormecesse me disse as palavras mais belas que já tinha ouvido em minha vida.

–- Te amo Xena!

Notas finais
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