Notas iniciais
Ares não desiste e parece que dessa vez ele conseguiu...

( Gabrielle)
—" Submeta-se escrava.
— Como queira minha senhora."
Xena estava insaciável fizemos amor por toda a noite. Em um momento percebi que me olhava estávamos deitadas lado à lado, Xena debruçou-se sobre o cotovelo direito ficando a me fitar.
— O que foi amor? — perguntei.
— Cederia a um capricho meu? — perguntou-me com um lindo e libidinoso sorriso.
— Há algo que eu lhe negue?
— Não responda minhas perguntas com outras Gabrielle. — fingiu-se irritada.
— Certo. O que deseja imperatriz?
— Exatamente isso. — sorriu triunfante.
— Como assim? — eu não entendia.
— Submissão Gabrielle, quero que seja minha escrava essa noite. — Xena sorriu com malícia.
surpreendi-me, mais não poderia deixar de satisfazer uma fantasia de minha esposa, ainda que se tratando de Xena, esse fosse um pedido um tanto quanto assustador.
— Como quiser majestade. — ajoelhei-me sobre a cama sorrido, já entrando em seu jogo.
— Não esperava outra resposta.
Xena sorriu puxando-me os cabelos de forma violenta mas sem me causar dor, era surpreendente como conseguia ser selvagem e gentil ao mesmo tempo. Mordeu- me o lóbulo da orelha e sorriu novamente, senti todos os pelos do corpo arrepiarem, levantou-se me levando consigo e em seguida me jogou ao chão.
— Submeta-se escrava.
— Como queira minha senhora.
Ajoelhei-me aos seus pés e senti quando entrelaçou os dedos por meus cabelos e levou-me em direção ao seu sexo já encharcado, somente a minha submissão, o prazer de ter-me em seu domínio já a deixava exitada, suguei ávidamente aquele manjar que Xena me oferecia e ela apertava-me ainda mais ao centro de seu prazer, senti quando minha mulher começou a ter espasmos e sussurrava palavras desconexas, estimulando-me a continuar em meu intento e assim o fiz, até que atingiu um demorado orgasmo.
Xena me ergueu e colocou-me de bruços sobre a cama, beijou e mordeu toda a extensão de minhas costas, de meus glúteos... em seguida senti sua ausência e logo, o peso de seu corpo sobre o meu, Xena introduziu um de seus dedos em minha vagina retirando meu néctar e o levou até atrás, assustei-me e demonstrei resistência, ela sorriu maliciosa e puxou meus cabelos fazendo com que eu a olhasse.
— Quieta ou será pior escrava. — ergueu uma de suas sobrancelhas lindamente.
— Vi Xena pegar ao lado de nossa cama uma cinta com um falo de couro e atou ao seu corpo, ela introduziu aquele instrumento em mim lentamente por trás, senti a princípio uma dor dilacerante, mas aos poucos foi suavizando-se conforme ela fazia movimentos para frente e para trás, puxou-me os quadris e me penetrava com vigor. minha mulher estava insaciável, penetrou-me por trás, frente, sugou-me por inteiro, fizemos amor em diversas posições e em todas sem pedir minha permissão, ela realmente levou à sério a fantasia de ser minha dona, se bem que... de fato Xena sempre foi, dona do meu corpo e principalmente do meu coração.


(Xena)
Após a noite intensa que tive com minha pequena Gabrielle, deitei-me com os braços e pernas de Gaby sobre mim, nunca imaginei que depois de tantos anos só, conseguiria dividir minha vida com alguém, amaria outra pessoa tanto ou até mais que a Demétrio, nunca pensei que me casaria e formaria uma família, que daria finalmente uma família a minha filha, nunca pensei que seria feliz um dia tendo um passado tão negro e que me atormentava todas as noites, mas não esta, finalmente pude adormecer com uma sensação de paz e felicidade.
Ao amanhecer ouço batidas à porta.
— Quem ousa incomodar-me em meus aposentos em minhas núpcias? — já me preparava para transpassar quem quer que fosse o inoportuno incômodo.
— Sou eu mamãe e não sei o que é núcias! abri a porta da antecâmara e Dylan pulou em meus braços. — desarmei-me com aquele anjo em minha frente.
— Você não dorme criança? — perguntei enquanto fechava a porta com Dylan agarrada ao meu pescoço.
— Durmo mas já acodei. Você também dormiu mamãe?
— Sim dormi... um pouco.
— Aaa... — ela ficou pensativa — Temos que tlatar de um assunto impotante mamãe!
— Verdade? E o que seria tão importante alteza? — sentei Dylan em uma das cadeiras da antecâmara para que Gaby continuasse a dormir.
— Minha festinha... esqueceu-se impelatliz? Lembra-se de tudo nesse reino enooorme. — fez um gesto exagerado com as mãos — ...mas se esquece do quarto velão de sua única filha? — fingiu ressentimento.
— Não seja dramática Dylan é claro que não esqueci pequena. — desalinhei seus cabelos. — mas isso não é um assunto de tamanha importância que tenha que ser tradado à primeira marca do dia, eu sinceramente gostaria de estar sob meus lençóis.
— Eu também mas tenho assuntos mais impotantes à tlatar! — levantou-se de um salto correndo em direção à cama onde Gaby dormia... NUA!!!
— Calminha aí mocinha. — segurei em seus bracinhos. — aonde pensa que vai?
— Acodar a mamãe Gaby.- disse o óbvio inocentemente.
— Certo, façamos assim vá pedir à "tia Dália" que traga nosso desjejum, vou acordar a "mamãe Gaby" assim quando você voltar já estaremos prontas para resolver esses "assuntos importantíssimos". — ela me olhou duvidosa e enfim concordou.
— Tudo bem "tô" indo! — sorri.
— Gaby...amor, acorda! — chamei a minha rainha.
— Hum Xena... só mais um pouquinho. — disse manhosa.
— Tudo bem se quiser que Dylan à veja nua... — afastei-me.
— Dylan? — esfregou os olhos. — onde está?
— Foi pedir o desjejum à Dália, melhor que se vista fiz com que ela fosse até a cozinha... era isso ou ela se atiraria em cima de você, para lhe "acodar". — sorrimos juntas.
Dylan apareceu equilibrando uma bandeja com três generosas fatias de bolo de nozes e um cacho de uvas.
— Crê que comeremos apenas isso filha? — perguntei divertida.
— Não, cleio que só posso carregar ixo... Tia Dália vem com o desjejum de vocês! — sorriu.
— Mas você tem aí três fatias de bolo, presumo que seja para nós também certo?
— Não, pois esses pouco dão pla mim, por que vovó não deixou pegar mais. — franziu o cenho.
— Aqui está senhora seu desjejum.
— Obrigada Dália.
— Mamãe quelo um pouco de leite.
— Ora mais este pouco dá pra mim. — brinquei usando a mesma frase que ela havia utilizado para comigo, ela em direção à Gabrielle.
— mamãe, diz pla ela me dar.
— Xena pare de chatear a menina! — Gaby a defendeu.
— Não dou. — sorri erguendo a mão enquanto Dylan tentava tirar sua caneca de minhas mãos.
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— Arrumem uma forma de tlabalhalem juntas ou o falei eu!
Desci as escadas e avistei Dylan autoritária, em cima de uma das mesas dando instruções à... Dália e minha mãe?
— Que Ades acontece aqui?
— Mamãe a tia Dália e vovó estão bligando de novo. — abriu os braços para Gaby que a apanhou no colo.
— Mamãe você e Dália já não haviam se acertado? — perguntei.
— Bem, sim mas Dália não conhece as preferencias de minha neta e eu sim!
— Mas Cyrene há uma lista neste pergaminho... — Gabrielle pegou o pergaminho em uma das mesas- ... contendo o que Dylan pediu que fosse feito.
— Sim e uma dezena de serviçais a vossa disposição vocês só precisam se organizar e dar as instruções! Creio que não seja muito difícil fazerem isso juntas!
— Tentarei Xena, tentarei.
— Eu na verdade preferiria que ficasses descansando mamãe, mas já que não consegue sossegar que ao menos faça seus afazeres em paz!
— Está tudo pefeito agora vou blincar! — Dylan saiu do colo de Gabrielle, correndo em direção ao pátio principal do castelo.
— Não se afaste muito Dylan. — disse Gabrielle preocupada.
— Tá só vou chamar meus amiguinhos. — Dylan havia feito amizade com os filhos de todos os meus serviçais e nobres que viviam nas dependências do palácio.
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Ainda me preparava para iniciar os julgamentos da corte, quando um jovem soldado da guarda real, apresenta-se com dois infelizes acorrentados em minha frente.
— Senhora desculpe não me anunciar antes de entrar mais creio que este seja um caso de extrema importância. — ergui-me em direção ao soldado.
— O que há de tão importante em dois imbecis que trazes contigo, rapaz. — disse rispidamente.
— Eu os flagrei perto do castelo, atentando contra a vida da princesa Dylan, por sorte a menina gritou e nos alertou senhora, os dois se assustaram e por pouco não os consigo capturar.


( Narradora)
Dylan brincava às margens do lago que ficava nas dependências do castelo.
— Ei Dylan, o que acha de irmos brincar no bosque do lado de fora dos portões. — disse o filho de um dos servos de Xena.
— Não posso, mamãe Gaby pediu pala eu ficar plóximo.
— Achei que já fosse grande mais não passa da filhinha da mamãe, ainda é um bebê! — implicou Felipe o filho do duque.
— Claro que não sou. — ela irritou-se.
— Aposto que não passa pelos guardas. — desafiou Flora a irmã de Felipe.
— Pois eu aposto que sim.
— Então vamos apostar uma corrida! — propôs o primeiro.
— Espero vocês do outlo lado seus molengas. — Dylan saiu em disparada deixando os colegas para trás.
— Ei Dylan isso não vale. — foram todos em seguida.
Havia próximo aos portões uma pequena pedra solta coberta por uma espessa vegetação que fora descoberta pelas crianças à pouco, desde então eles passavam horas brincando no bosque fora dos limites do palácio sem que seus pais se dessem conta, porém Dylan não queria se encrencar e sempre voltava para seu quarto quando os demais resolviam se aventurar, mas desta vez foi diferente a menina resolveu ceder às provocações de seus amigos.
Brincavam de se esconder e correr entre as árvores e escalá-las, divertiam-se sem se darem conta que duas pessoas os observava por trás de alguns arbustos.
— Veja Imperion, parece que não precisaremos mais tramar nenhum plano para entrar no palácio, a princesa veio direto para nós. — o homem disse com ar triunfante.
— Certo Alceu, vamos pega-la logo, Ares ficará satisfeito. — disse entrando na frente da menina que começou a gritar.
— AAAAAAAAAAAAAAA XOCORRO! — com um chute na perna do homem saiu em disparada topando com um guarda que fazia a ronda e ouviu seus gritos.
— O que houve pequena... Ei o que fazem aqui fora?
— Moço aqueles homens tentaram pagar a Dy. — disse Flora puxando a pernas da calça de um outro soldado. que correu juntamente com o primeiro e conseguiram alcançar os raptores rendendo-os. Levaram os homens ao palácio e as crianças foram entregue à Cassandra que os procurava em desespero.
— Ai Dylan não quero imaginar o que sua mãe fará comigo quando souber onde você estava. — Cassandra dizia trêmula.
— Calma tia, você não teve culpa eu que não devia ter fugido. — disse Dylan chateada e visivelmente assustada.
— Queira os deuses que ela pense assim. — completou Cassandra.
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(XENA)
— Como fora do castelo, o que Dylan fazia fora do palácio?
— Isso não sei senhora eu fazia a ronda externa e encontrei as crianças no bosque, não sei como saíram. — explicou o jovem.
— Como se chama rapaz?
— Tobias senhora.
— Bem Tobias descubra como as crianças saíram e você. — apontei o outro soldado. — traga estes imbecis aqui.
— Conquistadora. — saudou-me Tobias e se retirou, o segundo se aproximou com os homens.
— Bem digam rápido e morrem rápido, por que estavam atrás de Dylan e quem os enviou?
— ...
— Eu fiz uma pergunta e não irei repeti-la. — gritei e os homens olharam-se assustados.
— A...Ares nos enviou conquistadora! — apressou-se Imperion vacilante.
— Ares! já era de se esperar... conhecem a punição para quem atenta contra a vida de minha filha não é mesmo? — perguntei rodando a espada em punho.
— Por favor senhora nos perdoe. — os homens caíram em seus joelhos.
— Terei misericórdia de vocês pois estou de muito bom humor. Como se chama? — perguntei ao outro homem.
— Alceu senhora, chamo-me Alceu!
— São soldados Persas, não é mesmo? — coloquei a espada na direção da garganta do homem.
— Sim senhora! — respondeu Alceu.
— Odeio os Persas. — dizendo isso cravei a espada no peito do homem e com um chute o tirei do punho de minha espada. Aproximei-me de Imperion que neste momento urinava-se. O imbecil parecia ver uma besta enfurecida e com um movimento em minha espada degolei o segundo homem, limpei a lâmina devolvi à bainha e segui em direção aos portões.
— Livre-se deles. — disse ao soldado.
— Sim senhora imperatriz.
— Xena o que aconteceu? — Gabrielle veio em minha direção parecia já ter conhecimento do ocorrido.
— Ainda não sei mas vou descobrir, leve Dylan para o quarto falarei com ela ao retornar sabe que fugiu não é mesmo?
— Sim Cassandra me disse, o que fez com os homens?
— O que tinha que fazer. — Gaby abaixou a cabeça e eu segui em frente, não acredito que ela ainda esperava que eles estivessem vivos!
— E então descobriu algo. — aproximei-me de Tobias.
— Sim senhora os pequenos saiam por uma pedra solta no muro perto do lago, não havíamos visto pois era coberto por uma vegetação.
— Certifiquem-se de que não hajam mais falhas e fendas nos muros.
— Como quiser senhora.
Caminhava pelos quartéis pensando em como repreenderia Dylan por sua atitude, ainda era muito pequena para entender certas coisas, senti a presença de...
— Apareça Ares!
— Xena minha amada, como ainda me percebe vejo que não me esqueceu.
— Você não permite! E sinto seu cheiro de cão sarneto à léguas de distância. Ares o que quer agora? Tínhamos um acordo não me chamou para nenhuma outra batalha por isso estou em Corinto.
— Você disse bem Xena tínhamos um acordo, até você se casar com aquela... aquela loirinha irritante, minha filha não será criada por uma coisinha insignificante como ela, por isso vim busca-la uma vez que você matou mais dois incompetentes.
— O que quer com Dylan Ares? Sei que não a ama como o pai que diz ser, minha filha é só uma criança seu problema é comigo então diga de uma vez. — gritei.
— Oh Xena que calúnia claro que amo Dylan, tanto que a treinarei e a transformarei na melhor guerreira que a Grécia já conheceu, a filha de Ares será temida por onde passar!
— Ares você ama a guerra e apenas isso então pare de devanear em alucinações ilógicas e diga-me o que quer para deixar MINHA FILHA em paz!
— Estamos chegando em algum lugar minha querida, quero você Xena! Quero que deixe essa mulherzinha e venha comigo, podemos criar nossa filha juntos e ...
— Não! Quero Dylan fora do nosso acordo, irei com você mas com a condição que Dylan fique com mamãe e Gabrielle.
— Tudo bem posso me conformar com isso, não levo jeito com crianças mesmo, darei um tempo para que se despeça, mas após o quarto verão da menina, vá até a Trácia e una sua tropas ao meu exército que já estará a sua espera. Foi uma troca justa a criança pela sua mãe, terei você em meus braços novamente princesa guerreira — sumiu gargalhando — um calafrio percorreu meu corpo.
— Em seus sonhos Ares! Pode ter-me na guerra mas jamais serei sua novamente! — disse baixo entre dentes, Ares já havia desaparecido.

Notas finais
E aí gostaram? Até o próximo capítulo bjos. XK