Grisha Callen bocejou quando o despertador começou a soar no quarto dele e de Elisa.

Novamente era segunda-feira, mas ele queria era mais puxar sua esposa para seus braços e ficar com ela até o meio da tarde, fazendo o que eles mais gostavam.

— Grisha, você sempre acorda com sua arma. – Elisa sorriu beijando o marido. – Temos que ser rápidos.

Ele sorriu. As crianças, Sophie e Chris tinham o costume de correr para a cama do casal todas as manhãs.

Felizmente, eles dois eram os reis da rapidinha e quando Sophie entrou com seu irmão nos braços, ambos estavam novamente vestidos.

— Oi, mãe. – Sophie entregou o pequeno para sua mãe. – Eu trouxe Chris para você. Ele estava se sentindo sozinho.

— Obrigada, querida. – Elisa sorriu. – Agora, vá deitar com seu pai enquanto eu troco seu maninho.

Sophie pulou na cama e sentiu Callen a pegar e dar um beijo em sua testa. Ela deu um abraço nele e suspirou antes de finalmente cair no sono novamente.

Callen sentiu seu coração bater mais rápido com sua menina em seus braços. Sophie era a primogênita e ele tinha um lugar todo especial para a pequena. O livro que ele estava terminando estava na fase em que ele havia pego a pequena nos braços e ele estava nos primeiros seis meses de Chris.

Elisa deu um banho quente em seu pequeno menino. Chris tinha os olhos azuis de seu pai assim como Sophie. Os cabelos pretos eram dela e ela sentiu um amor que não conseguia explicar.

— Você está ficando grande. – Ela começou a arrumar o bebezinho. – Talvez deva ir devagar, sabe?

— Mamãe! – Chris disse alto para que Elisa ouvisse.

Com a baba eletrônica ligada no quarto do casal, Callen ouviu a primeira palavra de seu filho e sorriu para Sophie adormecida. Ele saiu da cama, deixando a filha em seu pijama fofo de unicórnios e foi em direção ao berçário.

— Ele disse mamãe. – Ela viu Callen sorrindo e indo até ela. – Eu acho que quando eu chegar do trabalho, vou trazer uma torta para comemorar.

— Com chocolate? – A voz de sono de Sophie foi ouvida.

— Com chocolate, sempre. – Callen segurou a filha em seus braços. – Chocolate faz bem para todo mundo, menos para seu irmão.

Colocando uma das blusas de carros em Chris, Elisa o pegou e o colocou na cadeira alta, dando a mamadeira para ele.

Callen segurou as pontas enquanto ela tomava um banho relaxante, arrumando Sophie para a escolinha.

Quando a matriarca dos Callens voltou para a cozinha, ela estava pronta para mais um dia no tribunal. Ser a juíza de Los Angeles tinha algumas vantagens, além de poder mandar pessoas culpadas para a cadeia e ajudar os que eram realmente inocentes.

— Tenha um dia perfeito, querida. – Callen deu um beijo na esposa, entregando a ela a térmica cheia de café e uma lancheira com comida para o lanche da esposa. – E lembre-se que eu estou a uma ligação.

— E você se lembre de não ir para a cadeia. – Elisa o beijou, arrancando risadas de Sophie. – Tchau, princesa e príncipe.

— Te amo, mamãe. – Sophie deixou a mãe ir e terminou sua comida.

Acionando o alarme de seu carro, Elisa abriu a porta, trocando os sapatos de salto por sapatilhas. Ela tinha que dar o exemplo ao dirigir.

Seus óculos de sol no rosto e ela ligou a rádio onde uma seleção de músicas dos anos 2000 estava tocando. Ligando o carro e colocando o cinto de segurança, ela acelerou para o tribunal.

Pegando Chris e Sophie, Callen os colocou em suas cadeirinhas e os levou para a creche da NCIS. Os monitores também eram agentes federais e isso foi o suficiente para os dois se sentirem bem por lá.

Isso e o pequeno rastreador que a prima de Callen, Penelope, colocou nas roupas e calçados das crianças. Ele as deixou por lá e foi para o trabalho. Saber que elas estavam seguras o ajudava a trabalhar.

E fazer o trabalho dele o deixava sabendo que ele estava tentando livrar o mundo de todos os monstros que ele conseguia.

O vidro de esmalte em gel vinho bordo descansava sobre a mesa do tribunal de Elisa Pride-Callen. Ela tinha um esmalte que deixava o esmalte ainda mais poderoso em suas unhas.

A mulher em questão não estava sentada, mas em pé, em seu vestido de trabalho branco e saltos de rubi.

— Isso é totalmente inaceitável e você sabe disso. – Ela estava claramente dando uma bronca em alguém. – Escute aqui, eu mando nessa bosta de tribunal, não você. Se o preso não estiver aqui na hora do julgamento, considere-o condenado a prisão perpetua. Eu não ligo.

Elisa desligou o telefone, não dando uma chance do advogado se desculpar por ousar enfrentar a juíza em pessoa.

Sentando-se novamente, ela voltou a trabalhar, sorrindo para si mesma. Para uma mulher que já fez o presidente dos estados unidos chorar, enfrentar esse tipo de advogado era fichinha.

— Oie. – Any entrou e sorriu para ela. – Você está muito feliz hoje.

— Bem, eu acabei de dar uma bronca em um advogado que não soube ficar no lugar dele e meu filho disse mamãe. – Elisa sorriu. – Acho que foi perfeito até agora.

— Chris disse as primeiras palavras? – Any se sentou e sorriu. – Você quer que eu encomende um bolo para isso?

— Apenas se você e Sam estiverem lá junto. – Elisa sorriu. – Bem, qual é a pauta de hoje no tribunal?

— Além do cliente cujo advogado está desejando não ter que enfrentar você novamente, tem o julgamento daquele cara que tentou matar a mãe queimada. – Any suspirou. – Felizmente ela sobreviveu, mas está debilitada por causa das queimaduras.

— Eu juro, as vezes queria poder ter o poder de enviar todos os caras maus para a cadeia com um piscar de olhos. – Elisa pegou a pasta com as fotos do caso. – Ele vai ganhar uma passagem direto para a prisão sem volta.

— Pronta, juíza? – Any a ajudou com a capa e sorriu.

— Só estiver pronta, promotora. – Elisa sorriu para a amiga e as duas foram para o tribunal, prontas para mandar mais um lixo para a cadeia permanentemente.

Callen parou na padaria antes de pegar as crianças na creche. Ele pegou o bolo que Any encomendou e sorriu para Sam, que o segurou com a vontade de atacar a sobremesa.

— Pai! – Sophie correu para o pai e sorriu. – Eu trouxe Chris comigo.

— Você é maravilhosa, querida. – Callen sorriu para a filha. – Prontinha para uma festinha com bolo?

— Totalmente. – Ela se sentou na cadeirinha dela e sorriu.

Assim que Elisa cruzou a porta com Any, o bolo foi dividido e todo mundo da NCIS Los Angeles estava dividindo a alegria da família.

Elisa tinha um pequeno segredo em seu ventre, mas estava guardando para o final de semana. Ela sabia que Callen iria ficar totalmente sem palavras. E estava contando com isso.