A Walk To Remember
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Então a data da peça foi se aproximando, e eu estava literalmente enlouquecendo, depois do meu ataque de pelanca Bella me ignorou, no colégio, e ate mesmo na rua, ela fingia que não me via, então conseqüentemente eu estava tentando ensaiar e gravar minhas falas da peça sozinho o que estava impossível.
Em casa a situação estava mais amena já que Carlisle estava numa convenção de medicina em Los Angeles e passaria duas semanas fora, o clima estava mais pacificado, minha mãe havia me devolvido meu carro “Temporariamente” ate que meu pai voltasse da convenção já que ele parecia inclinado a me deixar andando a pe pro resto da vida.
Chegou sexta-feira, dois dias para a grande noite da peca, e eu não conseguia se jeito maneira colocar minhas falas na hora e com a entonação certa, então chutei o pau da barraca, larguei meu script na cama, peguei minha jaqueta e sai, estava cansado de tentar e de me esforçar para que minha parte na peca saísse boa.
- Ela que me pediu para ficar com o papel se tudo for um fracasso todos devem culpar ela – Falei sozinho enquanto dirigia pelas ruas de Beaufort.
Bella Swan, ela seria a culpada pelo meu fracasso, ela quem me abandonou no meio dos ensaios só por causa de uma briguinha idiota.
Já estava rodando pela cidade há uma hora quando estava passando em frente ao cemitério, olhei de relance e vi alguém entrando, e adivinhe só? Isabella Swan, estava com uma mochila nas costas e um trambolho nas mãos que parecia um telescópio grande.
Deixei que as rodas rolassem ate parar no acostamento, desliguei o carro e peguei a chave, e andei ate o portaozinho por onde ela havia entrado em poucos minutos.
- Hey – Falei alto e Bella olhou pra trás, me encarando com uma expressão não tão amigável.
- O que quer? – Perguntou sem rodeios. Sim, ela estava brava e eu achei sua expressão nervosa, estranhamente adorável.
- O que vai fazer dentro de um cemitério a essa hora da noite? – Enquanto perguntava olhei em meu relógio, já eram 9 da noite.
- A pergunta é o que você esta fazendo aqui? Esta me seguindo? – Ela retrucou e eu rolei os olhos.
- Claro que não, só estava passando e achei estranho te ver por aqui, vai me dizer o que vai fazer? – Eu tentei parecer indiferente mais estava realmente muito curioso para saber.
Ela me ignorou e recomeçou a andar.
- Hey? – Gritei de novo e ela se virou apontando uma lanterna para os meus olhos.
- Se quer saber, vem aqui e descobre – Falou e voltou a andar, eu como não sou nada curioso fui atrás dela.
Segui ela em silencio mais estava muito intrigado, ela estava realmente brava comigo e isso não era nem um pouco a cara dela, eu nunca tinha visto Bella nem se quer chateada ou irritada em toda minha vida, e duvido que alguém da cidade também não.
- Maluca – resmunguei baixinho e ela de repente parou de andar, pensei que ela tinha ouvido o que eu falei mais ela se limitou a colocar o trambolho em cima de uma pedra quadrada e ajeitá-lo, depois tirou a bolsa das costas tirou um pedaço de papel surrado e começou a olhar no papel e ajustar a lente do telescópio.
- Isso é um telescópio eu o montei quando tinha 10 anos – Ela falou depois de ter ficado alguns minutos ajustando a lente – Vá em frente de uma olhada.
Curvei-me um pouco e olhei em seu telescópio.
- Júpiter?! Bem legal – Falei e me levantei, ela apenas assentiu.
- Entendi, então esse é seu passatempo? Ficar a noite no cemitério olhando de seu telescópio para outros planetas. Legal, mais meio sinistro essa parada.
- Essa parada? – Ela retrucou confusa.
- Sim, não são muitos que curtem ficar em um cemitério a noite e sozinho, não tem medo?
- Eu tenho minhas crenças Edward, minha fé, porque teria medo dos mortos? – Ela questionou.
- Eu não sei, mais tem que concordar que não é uma atividade muito normal – Falei e ela sorriu sem humor.
- Como eu disse eu tenho minhas crenças, minhas fé...Mas você não tem – Ela falou e eu bufei.
- Você não acha que tem desgraça sofrimento demais nesse mundo para acreditar em fé? – Questionei também.
- Não, se coisas assim acontecem, estão no plano de Deus Edward, não existe compaixão sem sofrimento – Ela explicou e eu ri sem humor, cada dia mais achava ela estranha.
- Pois é, vá dizer isso pra quem sofre – Falei e ela resolveu não me questionar mais apenas riu sem humor, curtindo uma piadinha irônica interna.
- Sabe o que falam de você? Por esses costumes esquisitos? – Perguntei depois de um breve momento em silencio.
- Sei – Ela falou e deu de ombros.
- E não se importam com o que pensam de você?
Ela me encarou por longos minutos antes de suspirar e responder.
- Não.
Fiquei calado absorvendo as novas informações, ela gostava de ver outros planetas num cemitério sozinha, e não tinha medo, ela sabia o que a cidade toda pensa e fala sobre ela, mais ela não se importa. Realmente estranha.
Ela abriu sua mochila tirou uma manta e se sentou no chão.
- Bom eu tenho que ir pra casa – Falei olhando no meu relógio e por incrível que pareça já eram 10 e meia da noite, como passou tão rápido? – Você vai ficar aqui? Ou quer uma carona pra casa?
- Você não precisa desviar dois quilômetros do seu caminho só pra me levar pra casa, já que não somos amigos e você também não quer isso – Ela falou com a voz suave mais usando as mesmas palavras duras que eu havia usado com ela.
Fiquei quieto um minuto depois suspirei e me sentei ao lado dela.
- Olha Bella, eu realmente sinto muito pelas coisas que eu te disse ontem, você deve ter ficado magoada e eu não deveria ter dito aquilo – Falei e ela me olhou me soldando e me analisando, em duvida se deveria acreditar no que eu falava.
- Você tem certeza de que quer se desculpar? – Ela perguntou me analisando.
- Eu estava de mau humor ontem, mais não tinha nada haver com você, eu as vezes acabo me descontrolando.
Eu sabia que não tinha respondido sua pergunta mais ela pareceu não se importa.
- Olha eu prometo que vou apagar essa ma impressão – Falei segurando em suas mãos.
- Tudo bem – Ela falou e me deu um sorriso, verdadeiro e lindo – Você da choque.
Ela falou ainda sorrindo olhando nossas mãos unidas.
- Você também – Eu respondi sem entender muito o que estava fazendo mais naquele momento parecia o certo.
Fiquei mais alguns minutos sentado com ela, ate que deram 11 da noite e eu realmente tinha que voltar para casa antes que Esme colocasse a policia atrás de mim.
- Eu realmente tenho que ir vai querer a carona? – Perguntei e ela sorriu.
- Na verdade não, eu vou passar a noite aqui para ver o cometa que ira aparecer logo de manhãzinha – Ela explicou e eu olhei para ela como se ela tivesse dito que iria jantar bolinhas de sabão.
- Tem certeza?
- Claro, faço isso quase todas as noites sempre tem um cometa especial para ver.
- Bom, isso é sinistro demais pra mim então eu já vou, vai mesmo ficar bem aqui?
Eu realmente não sei porque estava tão cheio de cuidados por ela, talvez culpa?
- Qual é Cullen estamos em Beaufort, e eu sou filha do xerife, vou ficar bem.
Ela respondeu e eu sorri para ela.
- Claro que vai, então nos vemos no domingo – Falei e ela assentiu, andei em direção a saída do cemitério entrei em meu carro. Estranha, Isabella Swan era irrevogavelmente estranha, e eu já estava começando a gostar disso.
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A noite da apresentação estava fria, e o céu estava limpo sem nenhuma nuvem.Tivemos que chegar uma hora antes para os últimos retoques no cenário e para nos caracterizarmos.
Bella já estava no teatro quando eu cheguei estava com uma calca e seu blusão inseparável, e seus cabelos estavam cheios de bob’s literalmente no estilo dona Florinda.
Todos andavam de um lado para o outro tentando controlar o nervosismo, mais Bella parecia completamente Letárgica, ela ainda não havia colocado seu traje, um vestido esvoaçante que te daria uma aparência angelical.
Fui ate Bella que conversava com seu pai e com a professora.
- Oi Bella – eu disse. – Boa noite xerife, boa noite Sra. Cooper...
- Ola Edward – Ela me respondeu com um enorme sorriso que eu automaticamente retribui.
- Que bom que chegou Edward, vocês dois já para os camarins – Sra.Cooper disse nos empurrando, Bella se esticou e deu um beijo em seu pai que lhe sussurrou algo, depois ela segui ao meu lado para o camarim.
- Então grande noite hein – Comentei.
- Sim, estou tremendo – Ela esticou os dedos que tremiam levemente. Peguei sua mão e sorri.
- Pelo menos você decorou suas falas – Falei temeroso e paramos na porta do camarim feminino.
- Não se preocupe, a Sra. Cooper colocou Seth no palco, estrategicamente atrás da cortina se esquecer alguma fala é só olhar para lá – Bella me explicou e sorrimos um apara o outro, eu não sei porque estava sorrindo tanto com ela.
- Bom tenho que entrar agora e tirar essas coisas do meu cabelo – Ela riu apontando para os bobs – Isso realmente incomoda depois de um tempo.
Seth Cleahwater era um dos ajudantes de palco e seguidores fies da Sra. Cooper.
- Tudo bem, eu também tenho que me transformar em Tom Torthon – Resmunguei e ela riu antes de colocar a mão na maçaneta e me olhar.
- Quebre a perna – Ela disse. No teatro dizem que atrai azar desejar “Boa sorte” antes de uma peca. Por isso todos desejam que você “quebre a perna” na apresentação.
- Quebraremos juntos – Falei e ela entrou em seu camarim e eu fui para o meu.
A peça começou e rolou tranqüilamente, apesar do fato de ter 400 lugares ocupados no teatro, mais 50 bancos extras e ainda ter pessoas em pe e apertadas como sardinhas para ver a peça, o inicio correu muito bem, as primeiras cenas eram entre mim e sally, que fez a filha de Tom na peca já que ela era bem magrinha e miudinha.
O primeiro ato correu tranqüilo e eu ainda não havia visto Bella, as primeiras palavras de Tom se dirigindo ao anjo seriam, Você e linda, frase essa que em todos os meus ensaios eu não havia conseguido dizer com tanta emoção como deveria.
Quando as cortinas voltaram a ser aberta eu voltei ao mundo de Charlie, estava andando e eolhando pela vitrine em busca da caixinha de musica para minha filha.
Eu estava de costas para o local de onde Bella entrou no palco, mais ouvi o publico prender o folego, assim que ela apareceu. Eu achava que a plateia estava quieta demais, todos estavam em absoluto silencio. Olhando de canto para a plateia vi que o queixo de Charlie Sawn estava tremendo, entao respirei fundo e me virei. E quando o fiz, entendi o porque daquilo tudo.
Pela primeira vez desde que a conheci, Bella nao usava nem um coque nem um rabo de cavalo nos cabelos, eles estavam soltos e eram incrivelmente longos, por pouco nao ultrapassavam sua cintura, seus cabelos mogno estavam cheios de cachos e cobertos com um pouco de glliter, que refletiam na luz no palco e brilhavam como seu vestido branco perolado feita especialmente para ela.
Ela realmente parecia um anjo.
Eu sei que fiquei com o queixo caido por longos minutos admirando ela, ate que me lembrei que as proximas falas eram minhas. Respirei fundo e deixei que as palavras fluissem livremente.
- Voce é linda — eu disse, finalmente, e acho que todos, desde as senhoras de cabelo azulado na frente ate meus amigos no fundo do teatro notaram que eu estava sendo completamente sincero.
Eu havia acertado a entonaçao daquela frase pela primeira vez.
A peça seguia e eu nao conseguia tirar os olhos de Bella, mais tambem nao errei nenhuma das falas. Chegou a parte em que Bella iria cantar estavamos sentado " Num banco da Praça " um de frente para o outro.
- Eu nao me lembro da melodia — Eu disse minha fala olhando no fundo de deus olhos — A musica, me ajude a lembrar.
http://www.youtube.com/watch?v=MgBPP_E5MZA
Depois dessa fala o piano comecou a tocar Bella logo liberou a sua voz, ela era exatamente um anjo naquele momento, sua expressao facial, corporal e a te sua voz tornavam a melodia um doce para os ouvidos.
Em certo momento da musica ela levantou e cantou de pe, eu nao conseguia mover meus olhos um milimetro que fosse dela, mais podia sentir e ouvir os muchochos e suspiros da plateia.
Bella cantava e sua voz dancava pelo teatro e tenho certeza encantava a todos, ate Tania e as meninas que estavam la encarregadas de fotografar toda a peca haviam parado com os flashs.
A musica ia chegando aos acordes finais e Bella vontade ao seu lugar se sentando ao meu lado.
Quando ela sussurrou as ultimas melodias eu nao me segurei, nao sei o que aconteceu, ou porque fiz aquilo, eu apenas me inclinei e colei meus labios com os seus.
Depois so ouvi a chuva de aplausos e os gritos da plateia enquanto a cortina se fechava e eu ainda estava com os labios colados no dela, quando nos separamos continuamos nos olhando fixamente.
Eu nao sei como, ou quando aquilo havia acontecido mais naquele momento eu me dei conta de que, estava perdidamente apaixonado por Isabella Swan.
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