A Volta dos invocadores.

6 Capítulo 6: Um inimigo foi eliminado.


Andar de carro com Vi era como montar em um touro enfurecido, a mulher não sabia o que era freio. Indo em direção a Shurima o clima aumentava a cada momento, e eu? Bem eu estava observando o jogo que mais gostava tomando forma nas montanhas grandes das ruínas e muralhas, estranhamente eu percebia também alguma coisa grande se movendo as vezes mas achei que devia ser algum vulto ou apenas coisa da minha cabeça, eu nunca estive mais enganado.

De repente várias coisas aconteceram ao mesmo tempo, exemplos? O nosso carro virou com tudo, ouvia Vi xingando até palavrões que eu não conhecia e também notei Gnar me olhando furioso da janela.

–Saiam do carro agora!-Vi mandou e arrebentou uma das portas.

Eu e Jack saímos rapidamente logo preparando nossas armas, eu com minhas correntes e ele com sua lança em posição de defesa agora.

–Agora ele não vai ser grande desafio, Ezreal o enfraqueceu. -Jack disse.

–Vou segurar ele. -Eu disse sem emoção, ele podia não saber o que estava fazendo, mas eu estava muito ciente de que esse animal quase me matou.

Vi deu um soco forte o suficiente pra jogar ele para longe mas ele veio com tudo denovo na sua forma monstruosa saltando por cima dela e vindo em minha direção. Era hora.

Enquanto Vi dava uma investida o monstro já tentava fugir mas eu fui mais rápido que ele, cravei minha corrente em seu pescoço e não soltei de jeito nenhum, Jack usando-a de apoio saltou e cravou sua lança nas costas da besta enquanto vi gritava ao longe:

–Enterrada! -E mirava no animal correndo até socar a cabeça dele dando o ataque final.

O sangue do yordle pré histórico manchava o chão.

–Acho que demos cabo dele...-Jack disse.

–Ainda não. -Disse Vi- Picota ele mais uma vez.

–Isso é muita crueldade Vi- Jack disse.

–Agora.

Com hesitação Jack crava a lança mais profundamente no animal até ele soltar um último suspiro.

–Agora será matar ou morrer.-Vi diz.-Espero que estejam prontos pra isso.

Inexplicavelmente sabia o que ela queria dizer, e iria acabar com qualquer um que me tirasse do caminho de Shurima. Se tentassem iriam ter que alimentar minha lanterna com suas almas.

–Compreendo.-Jack disse guardando sua lança nas costas e eu pendurando minhas correntes em meu cinto.

Vimos que nosso carro ainda estava virado. Vi começou a puxa-lo e eu a ajudei colocando a corrente a ajudando a puxar o carro. Ao coloca-lo no lugar entramos e sem motivo aparente ficamos calados sem nos mexer, quem sabe o pânico não subiu a nossas cabeças.

Depois de matarmos o silêncio com um simples ''vamos andando?'' de Vi continuamos nosso trajeto.

O carro para em um desfiladeiro dando uma visão privilegiada para a visão mais linda na vida de Marck.

O por do sol no deserto acima de uma pequena cidade onde iriam fazer uma parada.

–Vamos conseguir nossa ajuda por aqui.-Vi disse.

–Sivir?-Jack pergunta.

–Ela se mudou pra Shurima, iremos ver a filha dela, Saria. Uma menina bem espera, se bem que com a mãe que tem até eu seria uma boa assaltante.-Vi fala.

–Mas você já foi assaltante.-Disse sem pensar e depois me corrigi- Pelo menos foi isso que me contaram.

Vi deu um sorriso de canto.

–Você até que sabe das coisas moleque, tirando o jeito assustador eu gostei de você. -Ela disse sorrindo.

–Muito obrigado...?-Marck disse.

–E eu Vi? -Jack perguntou.

–Você é um moleque com uma lança adotado por Demácia.

Jack olhou pro chão e Vi começou a rir.

–É brincadeira magrelo! -Ela disse sorrindo.

Nós três olhamos a cidade, tão perto, porém tão longe. Teríamos que fazer o contorno da rota talvez passando por alguns mercenários ou talvez coisa pior.

Ligando o carro mais uma vez começamos a viagem.

Ficamos horas correndo naquele carro e então fiquei curioso.

–O combustível dessa coisa não acaba não?-Perguntei.

–É hextec, pode parecer um carro normal mas se alimenta da energia ''mágica'' de hextec, Jayce me deu de aniversário, disse que é resistente e durão como eu. Um amor aquele homem. -Ela disse dando um sorriso.

Noto a areia se mexendo de uma forma estranha atrás de nós mas vi tantas coisas estranhas que nem perguntei o que era. Mais um movimento agora na esquerda do carro.

O que será que estava acontecendo? Talvez descobrisse isso mais pra frente, procurei me acalmar pra o que quer que estivesse dentro de mim não se descontrolasse.