A Volta dos Combo Niños
31 Capítulo 31 - Destruição
Notas iniciais
- E foi isso que aconteceu entre nós e o Glen. – Disse o Cabeça Velha, terminando de explicar a história. – Não soubemos mais sobre ele depois daquele dia. Apenas quando ele se apresentou depois de voltar.
- Eu nunca imaginei que o Grinto teria um passado assim. – Disse a Azul, surpresa com a história que ouviu.
Nesse momento Pilar saiu do quarto, cabisbaixa, chamando a atenção dos outros.
- Eu vou ver como ela está. – Disse o Paco para os outros, e saiu do quarto também, chegando ao corredor, onde a Pilar estava encostada na parede. – Tudo bem?
Ouvindo a pergunta, Pilar olhou para o Paco, então seus olhos se encheram de lagrimas e ela rapidamente o abraçou.
- Estou com medo. O Grinto sempre estava conosco. Sempre estava nos ajudando. E agora ele não pode, e temo que ele não possa mais. – Disse a Pilar chorando. – Além de nosso mestre, ele era nosso amigo. Sempre tinha algo para dizer, ou para ensinar, que nos ajudava. E se ele não puder dizer mais nada?
- Pilar. O Grinto já passou por muita coisa. E eu duvido que ele vá deixar isso pará-lo. Mas isso não depende de nós. – Disse o Paco para a Pilar, que continuava abraçando-o.
- Mas com tudo isso que está acontecendo. Estou me sentindo tão perdida. – Disse a Pilar sem saber o que fazer.
- Não se preocupe. Vai dar tudo certo. – Disse o Paco e, assim que ele disse isso, Pilar afastou o rosto, olhando para ele.
- Como você consegue continuar tão firme, mesmo com tudo isso acontecendo? – Pilar perguntou confusa.
- Me diz você. – Paco respondeu, deixando a Pilar mais confusa. – Nós já estivemos em tantos problemas, e em quase todos, você fazia alguma piada ou sorria desse seu jeito. Essa situação realmente está difícil, mas já passamos por situações difíceis. – Enquanto falava, Paco limpava as lágrimas do rosto da Pilar. – Apenas tenha fé, que tudo dará certo.
Ouvindo isso, Pilar sorriu calmamente e Paco sorriu de volta.
Depois disso, os dois voltaram para dentro do quarto onde os outros estavam.
- Tudo bem? – Serio perguntou.
- Tudo. – Paco respondeu sorrindo.
- Escutem. – Disse o Cabeça Velha, chamando a atenção dos quatro. – Logo vocês terão que sair. Eu ficarei aqui cuidando do Grinto, mas precisarei que vocês descubram o mais rápido que o puderem o que o Glen e o Destroctos planejam fazer, antes que eles consigam...
- Sinto muito, mas não posso mais deixar que fiquem. – Disse a enfermeira entrando, fazendo com que o Cabeça Velha parasse de falar no exato momento.
Os quatro concordaram com a enfermeira, pegaram suas coisas e seguiram em direção a porta. Enquanto seguiam, eles olharam para o Cabeça Velha, que sorriu de forma confiante para eles.
Estava quase escurecendo, enquanto os quatro andavam pelas ruas da cidade, pensativos.
- Por onde será que devemos começar a procurar? – Pilar perguntou, enquanto pensava.
- Que plano será que o Glen está planejando? – Azul perguntou enquanto olhava para os outros.
- Como o Destroctos está junto, deve ser algo muito grande. – Disse o Serio enquanto os quatro andavam.
- Ei. O que é isso? – Paco perguntou, chamando a atenção dos três, que pararam de andar, para ver o que era, então eles viram várias tábuas grandes e largas, todas fazendo uma enorme parede em volta de uma área, atrás da prefeitura.
- “Local em obras”. – Pilar leu a placa que estava na parede. – Será que é uma obra da prefeita?
- Ou o plano do Glen. – Disse o Paco, e os quatro se entreolharam, pensativos no que seria.
- Um esconderijo a céu aberto. Parece mesmo o jeito do Glen. – Disse a Azul enquanto observava.
- Então, acham que devemos observar? – Serio perguntou, curioso sobre o que fariam.
- Precisamos ter certeza sobre o que está acontecendo. – Disse a Pilar e os outros concordaram.
- Vamos nos preparar rápido. Quanto mais cedo virmos o que é isso, melhor. – Disse o Paco para os três, que em seguida foram até um local para colocarem suas máscaras.
Mudando de cena:
Já escurecendo, os quatro passaram por cima das tábuas, silenciosamente para ninguém os descobrir.
Ainda estando encima das tábuas, os quatro viram vários trabalhadores cavando um buraco enorme e muito fundo, com algo grande dentro.
- Que espécie de obras são essas? – Pilar perguntou ao ver tudo o que estava acontecendo.
- Isso não são obras. É uma escavação. – Disse a Azul, também observando tudo.
- E estão escavando algo muito grande. – Disse o Paco, enquanto os quatro olhavam o grande objeto dentro do buraco. – Precisamos olhar mais de perto.
Mudando de cena:
Glen, ainda como Nilier, estava apenas observando as obras acontecendo, enquanto Destroctos, ainda disfarçado como um idoso, estava encostado em uma parede.
De repente Destroctos sente algo, então ele começa a rosnar de forma irritada.
- Sentiu algo? – Nilier perguntou calmamente, vendo a expressão do Destroctos.
- Sim. A presença de quatro vermes, os quais, há muito tempo, eu quero esmagar. – Disse o Destroctos, começando a transformar sua mão para atacar os quatro. – E eles já estão aqui dentro. Vou dar um jeito neles, antes que estraguem o plano.
- Acalme-se. Talvez eles ainda possam nos ajudar. – Disse o Nilier, chamando a atenção do Destroctos, que deixou sua mão disfarçada novamente.
- Continue. – Disse o Destroctos se aproximando do Glen.
Mudando de cena:
Os quatro estavam andando com cuidado pelo local, para não serem vistos, quando, de repente, a luz de um holofote que estava perto da prefeitura se acendeu encima deles, revelando a todos os trabalhadores em volta, onde eles estavam.
- Vejam. – Disse o Nilier, chamando a atenção de todos. – Eles já estão aqui. Prontos para estragar o nosso plano. Dá para ver que eles vão tentar de tudo para acabar com o nosso plano de uma vida pacífica.
Ouvindo isso, todos os trabalhadores ficaram irritados, se aproximando dos quatro, com chaves inglesas, martelos e outras ferramentas, prontos para atacá-los.
- Não. Esperem um pouco. – Disse a Azul tentando acalmar os trabalhadores, que continuavam a se aproximar.
- Eu acho que eles não querem nos escutar. – Disse o Paco para os outros, enquanto olhava para os trabalhadores.
- É melhor sairmos daqui, agora! – Disse o Serio para os três, que concordaram, e se prepararam para fugir.
Assim que começaram a se afastar, os quatro se surpreenderam ao ver outros trabalhadores se aproximando por outra direção e atacando-os.
Conseguindo desviar dos ataques, e sem atacar os trabalhadores, os quatro correram em direção às paredes, por onde eles entraram.
Se aproximando das paredes, os quatro rapidamente as subiram, enquanto os trabalhadores jogavam suas ferramentas neles, as quais eles conseguiram desviar.
Enquanto os quatro subiam a parede, Nilier pegou um celular, que já estava discado.
- Eles já estão aí. Pode começar. – Disse o Nilier para quem estava do outro lado da linha e, em seguida desligou o celular. – Nossos amigos terão uma grande aventura essa noite.
Mudando de cena:
Os quatro chegaram ao topo da parede, conseguindo ir para o lado de fora, e respiraram fundo por terem conseguido sair de lá.
- Estão todos bem? – Paco perguntou para os três, que acenaram com a cabeça, concordando.
De repente os quatro são atingidos pela luz de outro holofote, e ao olharem para a direção de onde vinha a luz, os quatro se surpreenderam ao ver várias viaturas da polícia, cheio de policiais em volta, mirando suas armas na direção deles.
- Combo Niños. Vocês estão cercados. Desçam devagar, com as mãos onde possamos ver. – Disse um homem usando um alto-falante, que parecia ser o chefe da polícia. Ouvindo isso, os quatro se entreolharam e, novamente acenaram a cabeça uns para os outros, como se concordassem com algo. Os quatro se prepararam para descer, mas, de repente eles pulam encima da parede, e começam a correr, abaixados, até o prédio mais próximo. – Atirem!
Os policiais começaram a atirar, mas os quatro conseguiam evitá-las, por estarem abaixados, até que pularam no prédio mais próximo do local das obras.
- Conseguiu colocar os homens nos telhados a tempo? – Nilier perguntou, se aproximando do chefe da polícia.
- Cessar fogo! – Exclamou o chefe da polícia para os outros, que pararam de atirar. – Sim.
- Então se prepare. Quero que vocês todos sigam esses quatro o máximo que puderem. Onde você souber que eles estão, cerque o local de todas as formas possíveis. – Nilier explicou para o chefe da polícia, que concordou com tudo. – Tentem de tudo para capturá-los. E se necessário... Abatam-nos.
No momento em que os quatro pularam encima do telhado, eles pararam para tomar um pouco de ar, mas, de repente, alguns policiais rapidamente abriram a porta que dava para dentro do prédio, apontando as armas para os quatro.
- Parados! – Exclamou um dos policiais.
Vendo os policiais, os quatro rapidamente pularam do prédio.
Ao pularem, os quatro se seguraram em algumas janelas do prédio e, em seguida, pularam para um prédio mais baixo, que estava ao lado.
Depois disso, os policiais encima do prédio começaram a atirar nos quatro, que tentaram se esconder deles.
De repente um dos policias pegou uma granada e jogou no prédio onde os quatro estavam, liberando uma enorme fumaça.
- Essa não. Precisamos sair daqui agora. – Disse a Azul enquanto os quatro procuravam um caminho, até que eles conseguiram ver outro prédio ao lado e, rapidamente pularam nele, e continuaram fugindo.
Mudando de cena:
Os trabalhadores estavam conversando uns com os outros, preocupados, no local onde estava ocorrendo a escavação.
- Estão todos vendo?! – Nilier exclamou, chamando a atenção dos trabalhadores, fazendo com que todos se calassem. – Aqueles quatro vão tentar de tudo para nos impedir. E conseguirão, se continuar assim. No ritmo em que estamos, vamos terminar em cerca alguns dias, talvez até semanas, mas até lá, eles poderão impedir o nosso plano, o nosso sonho. Mas se continuarmos com toda a nossa energia, poderemos terminar isso, e trazer a segurança a todos. Vamos trabalhar firme para que possamos realizar isso?
Ouvindo a pergunta, todos os trabalhadores gritaram, concordando. Em seguida todos voltaram a escavar mais rápido que o normal. Todos mais determinados.
- Humanos tolos. – Disse o Destroctos ao lado do Glen, sorrindo observando os trabalhadores. – É como vê-los cavando, determinadamente, a própria cova.
Mudando de cena:
Os quatro estavam correndo pelas ruas da cidade, tentando fugir da polícia.
- Precisamos encontrar um esconderijo, rápido. – Disse o Serio, enquanto os quatro corriam.
- Parece que os telhados não são mais a melhor opção. – Pilar observou, ainda correndo.
- Cuidado! – Paco exclamou, empurrando os outros para o lado, fazendo-os desviar de alguns tiros, que vinham da direção para onde eles estavam indo, empurrando-os na direção de um beco.
Os quatro passaram pelo beco e saíram em outra rua, onde continuaram fugindo.
- Essa não. – Disse a Azul olhando em seu rastreador.
- O que foi? – Pilar perguntou, enquanto os quatro corriam.
- Eu olhei no mapa do meu rastreador, os locais onde a polícia nos seguiu. E, de acordo com o que estou vendo aqui, eles estão nos cercando. – Azul explicou aos três, que ficaram surpresos.
- Parem! – Serio exclamou, segurando os três. De repente vários tiros atingem o chão, na frente deles. Olhando para cima, eles viram alguns policiais no telhado, então rapidamente correram para outra direção.
- Tem alguma idéia de para onde podemos ir? – Paco perguntou para a Azul, enquanto eles corriam.
Enquanto observava seu rastreador, Azul ficou pensativa.
- Já sei! Venham comigo! – Azul exclamou para os três e, em seguida entrou em uma rua para à direita, enquanto os três a seguiam, olhando em volta, preocupados com a polícia. De repente eles viram alguns policias se aproximando pelos telhados. – Rápido. Vamos.
Dizendo isso, Azul continuou a correr, juntamente com os outros, entrando em vários becos pela cidade, até que se aproximaram de uma área da cidade com menos prédios, dificultando para a polícia que os seguia pelos telhados. Correndo mais um pouco, os quatro se aproximaram de uma floresta, conseguindo despistar a polícia por algum tempo.
- A floresta? Então esse era o seu plano? – Paco perguntou enquanto olhava em volta.
- Como capoeiristas, temos uma grande vantagem na floresta. Sem contar que a polícia conhece muito bem a cidade, mas duvido que conheçam tão bem a floresta a ponto de conseguirem nos localizar aqui. – Azul explicou para os três, sorrindo de forma confiante.
- A Azul tem razão. Agora é melhor procurarmos um lugar para nos esconder, rápido. – Disse a Pilar, e os três concordaram.
Algum tempo depois, algumas viaturas da polícia chegaram, e vários policias saíram de lá.
- Procurem o máximo que puderem. Vamos tentar encontrá-los rápido. – Disse um dos policiais para os outros, que concordaram e começaram a procurar.
Enquanto procuravam, eles passaram entre várias árvores, inclusive uma, onde estava a Pilar, deitada encima de algumas ramificações do tronco, se contorcendo para que seus braços e pernas ficassem exatamente encima das ramificações.
Esperando os policias passaram, Pilar continuou deitada. De repente um inseto começou a andar por cima do corpo dela, se aproximando do pescoço, até que, de repente, Pilar aproxima o rosto de seu corpo e come o inseto rapidamente, e em seguida, volta a ficar como estava.
Outros policiais passaram perto de algumas montanhas, olhando em volta, vendo alguns ninhos em algumas partes das montanhas, e em seguida continuaram a andar. Depois que os policias se afastarem um pouco, um pedaço de um dos ninhos se levanta um pouco, o que era, na verdade, o cabelo do Paco, que rapidamente olhou e depois voltou a se esconder.
Ainda andando, alguns policiais passaram perto de um lago, onde perto dele, encima de uma árvore, Serio e Azul estavam se segurando em alguns ramos dos troncos, escondidos entre as folhas, observando, tentando não se mover.
- Talvez eles já tenham ido mais para frente, vamos voltar para os carros e continuar. – Disse um dos policiais para os outros, e eles seguiram de volta para as viaturas.
Os policiais entraram nas viaturas e continuaram procurando mais à frente. Vendo isso, os quatro saíram de seus esconderijos e se encontraram.
- Agora acho que já podemos voltar para a cidade. – Disse o Paco para os três.
- Acho melhor não. Provavelmente têm policiais observando pela cidade, nos esperando voltar. – Disse a Pilar, pensativa. – Mesmo que voltemos sem as nossas máscaras, quatro pessoas, dois garotos e duas garotas voltando do mesmo local onde os Combo Niños foram, eles vão suspeitar de nós.
- O que sugere que façamos? – Serio perguntou curioso.
- Talvez seja melhor voltarmos por outro caminho. – Pilar sugeriu aos três.
- Mesmo se formos para outro caminho, isso vai demorar muito. Sem contar que está quase escurecendo totalmente. Mal vai dar para ver o caminho. – Disse a Azul para a Pilar, fazendo com que os quatro ficassem pensativos.
- Parece que agora é uma boa hora para acamparmos. – Disse o Paco para os três, chamando a atenção deles. – Parece que a melhor opção é ficarmos aqui. Então é melhor procurarmos algum lugar, e acendermos uma fogueira, antes que escureça mais ainda.
Mudando de cena:
Nilier estava na prefeitura, observando a escavação, quando, de repente, recebe uma ligação em seu celular, e atende.
- Sim? – Nilier perguntou, atendendo o celular.
- Sinto muito, Nilier. Mas meus homens perderam os Combo Niños na floresta. – Disse o chefe da polícia pelo celular.
- Não se preocupe. Em breve eles terão que voltar. – Disse o Nilier para o chefe da polícia e, em seguida desligou o celular.
Após desligar o celular, Nilier observou a escavação e começou a sorrir de forma cruel.
Mudando de cena:
Enquanto isso, os quatro estavam dentro de uma caverna, com uma fogueira acesa.
- Vamos rever a situação. – Disse o Paco enquanto se sentava na caverna, junto com os outros. – Não fazemos idéia do que o Glen está planejando. Apenas sabemos que tem algo a ver com aquele arco gigante. Somos os maiores inimigos de Nova Nitza, sendo caçados por quase toda a polícia da cidade, e agora temos que nos esconder em cavernas. O que faremos agora?
- Precisamos voltar para o hospital o mais rápido possível, para ver com o Cabeça Velha o que é que ele saber sobre esse arco que vimos. – Disse a Azul para os três, que concordaram.
- Bem... Podemos nos preocupar com isso amanhã. Agora acho melhor nos preocuparmos com a comida. Faz muito tempo desde que comemos da última vez. – Disse a Pilar, chamando a atenção dos três.
- Acabei de lembrar. Tenho alguns biscoitos dentro da minha mochila. – Disse o Paco pegando sua mochila e abrindo-a. – Sei que não é muito, mas pode nos ajudar por hoje. – Paco pegou os biscoitos em sua mochila cada um comeu alguns.
- Acho melhor irmos dormir. Amanhã teremos um grande dia. – Disse a Pilar para os três, que concordaram, então os quatro foram dormir perto uns dos outros, próximos a fogueira.
Algum tempo depois, Azul estava deitada, se movendo de um lado para o outro, não conseguindo dormir, então ela se levantou, olhando para um lado e viu o Paco e a Pilar dormindo, depois olhou para o outro, mas viu que o Serio não estava lá.
- Serio? – Azul falou em voz baixa, para não acordar os outros, mas não tinha sinal do Serio.
Enquanto isso, do lado de fora, Serio estava sentado encima da entrada da caverna, pensativo, olhando para o céu.
- Oi. – Serio ouviu a Azul, então olhou para baixo e a viu na frente da entrada da entrada da caverna, olhando para ele.
- Oi. – Disse o Serio surpreso ao vê-la.
- Também não consegue dormir? – Azul perguntou, ainda em pé na frente da entrada.
- Não. – Serio respondeu, sorrindo. – Se quiser, tem lugar para mais alguém aqui. – Ouvindo isso Azul também sorriu e subiu a entrada. Assim que se aproximou de onde o Serio estava, ele segurou a mão dela e a ajudou a subir até chegar do lado dele. – Com tudo isso que está acontecendo, tantos problemas de uma vez, o sono acaba fugindo.
- Acho que o Paco e a Pilar não concordam com isso. – Disse a Azul para o Serio, e os dois começaram a rir em voz baixa. Depois disso, a Azul olhou para cima atentamente. – Nossa. O céu visto por aqui é realmente muito bonito. – Serio olhou para cima também, vendo todas as estrelas brilhando.
- Muito. – Disse o Serio olhando para a Azul.
- Depois de tudo o que passamos, é bom parar um tempo para relaxar um pouco. – Disse a Azul ainda olhando para as estrelas, mas ela começou a parecer um pouco triste.
- Tudo bem? – Serio perguntou, chamando a atenção da Azul.
- Apenas estou um pouco preocupada. Nós já enfrentamos o Destroctos uma vez, e quase fomos destruídos por ele. E agora que ele está com o Glen, como vamos derrotar esses dois? – Azul perguntou pensativa.
- Vamos derrotá-los. – Disse o Serio com uma expressão determinada para a Azul.
- Como você pode ter tanta certeza? – Azul perguntou ainda com uma expressão triste.
- Não tenho. Mas isso não vai me impedir de lutar. E quanto a você? – Serio perguntou sorrindo, deixando a Azul pensativa.
- Não. – Azul respondeu sorrindo.
- Nenhum de nós tem controle sobre o amanhã. Tudo o que nos resta é continuar lutando pelo que acreditamos, e se for para ganharmos, ganharemos. – Disse o Serio ainda sorrindo de forma confiante para a Azul.
- Tem razão. Acho que eu merecia um empurrão. Obrigada. – Disse a Azul abraçando o Serio.
- Tudo bem. – Disse o Serio enquanto a Azul o soltava. – Acho que se você entrar agora, já vai conseguir dormir melhor.
- Acho que vou continuar aqui mais um pouco, olhando as estrelas. Claro, se você não se importar. – Disse a Azul olhando para o Serio.
- Não. Sinta-se a vontade. – Serio sorriu e, em seguida os dois se encostaram na parte de cima da caverna, olhando as estrelas durante a noite, sem falar nada.
Amanhecendo, Azul e Serio, que estavam dormindo, um logo ao lado do outro, Azul com a cabeça encostada no ombro do Serio, que estava com a cabeça encostada na cabeça da Azul, acordaram e, de repente olharam um para o outro, percebendo a situação e, rapidamente se afastaram um do outro, corando.
Em seguida, os dois viram que era de manhã, então desceram até a caverna, acordando o Paco e a Pilar.
Assim que fizeram isso, os quatro se prepararam, guardaram suas máscaras nas mochilas e seguiram, por outro caminho, em direção a Nova Nitza.
Ao chegarem à cidade, os quatro rapidamente seguiram em direção ao hospital. Chegando lá, os quatro foram levados ao quarto do Grinto, onde ele estava deitado na cama, do mesmo jeito de quando eles saíram e, na cabeceira logo ao lado, o Cabeça Velha estava dormindo.
- Vou deixar vocês a sós por enquanto. – Disse a enfermeira para os quatro.
- Obrigado. – Disse o Paco enquanto a enfermeira saía.
- Cabeça Velha. – Serio chamou, se aproximando do Cabeça Velha, que continuava dormindo, então ele o cutucou.
- O que?! Não fui eu! – Exclamou o Cabeça Velha, acordando. Em seguida todos fizeram sinal para ele falar mais baixo. – São só vocês quatro.
- Cabeça Velha. Precisamos de ajuda. – Disse a Azul, chamando a atenção dele.
- O que foi? – Perguntou o Cabeça Velha curioso.
- Descobrimos um pouco sobre o plano do Glen – Disse a Pilar para o Cabeça Velha.
- O que é? – O Cabeça Velha perguntou atento ao que diriam.
- Não sabemos exatamente. Ele estava fazendo os trabalhadores escavarem algo perto da prefeitura. – Serio explicou um pouco. – Algo muito grande.
- Uma espécie de arco. – Azul continuou a explicar.
- Arco... Arco... – O Cabeça Velha repetia pensativo, até que, de repente se assustou. – Essa não.
- O que foi? – Paco perguntou preocupado.
- Ei, pessoal. – Azul chamou a atenção de todos, mostrando a televisão, em um canal que ela havia ligado, mostrando a prefeitura, com o arco pendurado e preso em algumas escavadeiras por várias cordas, com um enorme pano na frente.
- Nilier convocou que todos da cidade, que pudessem, para comparecer a prefeitura hoje, para que ele pudesse dar um pronunciamento. – Disse a repórter e, em seguida começaram a filmar o Nilier na frente da prefeitura, se aproximando de um microfone, pronto para começar a falar.
- Quando eu estive aqui da última vez, eu disse a vocês que acabaria com a passagem daquelas criaturas para nosso mundo. Consegui cumprir parte disso, mostrando os verdadeiros culpados, infelizmente isso não vai impedir que as criaturas continuem aparecendo. Mas isso vai. – Disse o Glen e, de repente o pano foi tirado, revelando o arco a todos, que ficaram surpresos. – Esse é um inibidor de passagens. Foi criado há muito tempo, para impedir que todas essas criaturas passassem para o nosso mundo, mas ele foi esquecido pela história, depois de cumprir seu dever em um passado distante, mas dessa vez nós o usaremos novamente, para criar uma nova era de paz!
- Crianças. Escutem bem. – Disse o Cabeça Velha, chamando a atenção dos quatro. – Isso não é um inibidor, é um grande portal, o qual o Destroctos pretende usar.
- E o que ele pretende fazer? Mandar todos da cidade para o mundo dele, como fez conosco da outra vez? – Pilar perguntou curiosa sobre o plano do Destroctos.
- Antes fosse isso. Esse portal leva para o mundo onde está outra criatura, a qual, se vier para o nosso mundo, principalmente junto com o Destroctos, fará um caos praticamente imensurável. – O Cabeça Velha explicou aos quatro, que ficaram surpresos. – Vocês precisam acabar com aquele portal o mais rápido possível.
- Mas como? Aquele arco é enorme. Não vamos conseguir destruir aquilo facilmente. – Disse o Serio para o Cabeça Velha.
- Se vocês conseguirem fazer até uma rachadura, o portal não funcionará, demorando cerca de um ano para que ele se regenere. Tempo o suficiente para vocês darem um jeito no Destroctos. – O Cabeça Velha continuou a explicar, de forma rápida. – O que estão esperando? Vão!
Ouvindo isso, os quatro rapidamente pegaram as suas máscaras e as colocaram. Em seguida seguiram até a janela e pularam por ela, pulando pelos telhados em direção a prefeitura.
Mudando de cena:
Nilier continuava a falar na frente do povo da cidade.
- Devemos agradecimentos a todos os trabalhadores da cidade, que trabalharam firmemente, para que pudéssemos chegar a esse objetivo. Para que pudéssemos chegar a esse sonho. Mas agora isso tudo irá virar realidade. – Nilier falava para o povo, quando, de repente ele vê, de longe, os quatro se aproximando pelos telhados. – Vejam. Esses quatro tentarão de tudo para impedir o nosso sonho. – Ouvindo isso, todos olharam na direção dos Combo Niños e começaram a gritar e atirar objetos na direção deles, que continuavam a se aproximar mesmo assim. – Mas, felizmente, estamos prontos para isso.
Assim que os quatro pularam em um dos telhados, quatro policiais saíram pela porta que dava para dentro do prédio e, rapidamente pularam na direção deles, conseguindo segurar os braços dos Combo Niños para trás do corpo, usando uma das mãos e com a outra, os seguraram em volta do pescoço, conseguindo prendê-los.
- Esperem. Vocês não entendem. Estão sendo enganados. Aquilo não é um inibidor. – Paco tentou explicar para os policias.
- Acredite... – Disse um dos policiais, aproximando o rosto para perto do rosto do Paco. – Nós sabemos. – De repente o policial deu um sorriso, revelando vários dentes afiados, e os olhos dos quatro ficaram avermelhados, deixando os quatro surpresos.
Em seguida uma gosma saiu das mãos dos policias, as quais estavam segurando os braços dos quatro, prendendo mais ainda os braços deles.
Vendo que os quatro tinham sido presos pelos policiais, todos que estavam lá gritaram de alegria.
- Agora, para dar inicio a essa nova era, eu gostaria de chamar aquele que me ensinou o que eu sei. Aquele que me deu a chance de começar tudo isso. – Nilier continuou, chamando a atenção de todos. – Quero chamar aqui o meu mestre... Destroctos. – Disse o Nilier e, de repente Destroctos se aproxima do microfone, em sua forma verdadeira, assustando a todos que estavam lá. Em seguida, Glen voltou a sua forma verdadeira, deixando todos ainda mais assustados.
- Obrigado, meu aprendiz. – Disse o Destroctos se aproximando e olhando para todos. – Como vocês ouviram, uma nova era vai começar agora. A minha era!
Depois do Destroctos dizer isso, Glen atirou várias rajadas de fogo nas cordas que seguravam o arco, fazendo-o cair no chão e, cair um pouco encima da prefeitura, esmagando a parte onde tinha atingido.
De repente alguns policiais se aproximaram, apontando as armas para o Destroctos e o Glen.
- Têm certeza de que querem tentar isso? – Glen perguntou, fazendo sua mão pegar fogo. De repente os policiais atiraram nele, mas as balas derreteram antes que pudessem atingi-lo.
Vendo isso, os policias se afastaram.
- Agradeço a todos por prepararem isso para mim. E agora... Eu quero trazer um convidado muito especial para o começo dessa nova era. – Disse o Destroctos e, em seguida, fez um poder em sua mão, fazendo-a brilhar com uma luz escura.
Depois disso, Destroctos pulou para cima, há uma grande altura, e se jogou dentro do arco, atingindo o chão. De repente um raio enorme sai de dentro do buraco onde o Destroctos estava. Em seguida um tremor começou e, há dois quarteirões para a direita, um enorme braço vermelho atravessou o chão, o qual depois desceu, se apoiando encima de alguns prédios, quebrando-os. O mesmo aconteceu há dois quarteirões para a esquerda da prefeitura.
- O que é isso? – Paco perguntou surpreso, enquanto os quatro, juntamente com todos da cidade, que estavam lá, olhavam para o que estava acontecendo.
Nesse momento uma cabeça, da mesma cor dos braços, sai de dentro do arco, a qual parecia estar usando um capacete, grudado a cabeça, com a mesma cor. Um capacete que cobria em volta da cabeça, e a boca.
Assim que a cabeça saiu totalmente, o resto do corpo atravessou o chão, revelando um corpo imenso, musculoso, saindo até a cintura, do chão.
Depois que o corpo saiu até a cintura, mais dois braços saíram logo abaixo dos outros. Um abaixo de cada um dos braços dele e, em seguida, saíram duas cabeças dos lados da principal. As duas eram redondas por cima e seguiam retas até o corpo, sem fazer curvas. Não possuíam olhos, nem nariz, mas possuíam bocas imensas, que se estendiam metade da largura delas.
Em seguida, Destroctos e Glen voaram até o ombro da criatura.
- Apresento a todos, o meu irmão mais novo, Destruição! – Destroctos exclamou e, as duas cabeças dos lados rugiram e, enquanto elas rugiam, a cabeça principal, no capacete, onde parecia cobrir a boca, se abriu no meio, revelando a boca da cabeça principal, que rugiu mais alto que as outras. Em seguida, Destroctos olhou para os quatro. – Combo Niños, eu apresento-lhes os três últimos membros dos 15 Fatais! – Destroctos falou apresentando o Glen, o Destruição e a si.
Continua...
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