A Volta dos Combo Niños
5 Capítulo 5 - A briga
Notas iniciais
No colégio do ensino médio de Nova Nitza, Paco e Pilar estavam do lado de fora, até que o Serio aparece andando na direção deles.
— Oi pessoal. Como foram na prova? – Serio perguntou para os dois enquanto seguia na direção deles.
— O de sempre. Acertei oitenta por cento. – Disse a Pilar enquanto mostrava sua prova. – E você, Serio?
— Setenta por cento. – Disse o Serio mostrando a prova dele. – E você, Paco?
— Acertei sessenta e um por cento das questões. – Disse o Paco mostrando a sua prova enquanto sorria.
— Como sempre, ficando na média. – Disse a Pilar para o Paco.
— Errado. Por um por cento, eu fiquei acima da média. – Disse o Paco com forma de orgulho.
— E onde está a Azul? – Serio perguntou para os dois.
— Não sei, ela deve estar vindo. – Disse a Pilar calmamente. – Ali está ela. – Disse a Pilar apontando para a direção de onde a Azul, que parecia um pouco cabisbaixa, estava vindo.
— Oi Azul. Como você foi na prova? – Serio pergunta curioso.
— Não muito bem. – Disse a Azul, ainda um pouco cabisbaixa enquanto entrega a prova dela para a Pilar.
— Noventa e cinco por cento. – Disse a Pilar enquanto olhava a nota da Azul.
— Muito bom, Azul. – Disse o Serio parabenizando a Azul pela nota que ela tirou.
— Como assim “muito bom”? Minha nota está horrível. Acertei apenas noventa e cinco por cento. – Disse a Azul irritada.
— Calma. A prova estava muito difícil. – Disse o Serio tentando acalmar a Azul, enquanto isso, Paco e Pilar apenas ouviam, tomando cuidado para não dizerem nada. – Além disso, a sua nota foi melhor que a de nós três. Provavelmente a melhor de toda a nossa turma.
— Mas eu ainda não acertei tudo! – Azul exclamou ainda irritada.
— Na próxima você pode conseguir. – Disse o Serio ainda tentando acalmar a Azul.
— É. Sabia que você não entenderia. – Disse a Azul chateada enquanto seguia de volta para a escola. – Vamos. É hora de ir para o treinamento.
— O que eu falei de errado? – Serio perguntou ao Paco e a Pilar.
— Até hoje, a Azul tem se conformado a acertar cem por cento das questões de todas as provas. Acho que essa nota chegou a incomodá-la um pouco. – Pilar explicou para o Serio enquanto os quatro seguiam em direção ao salão de treino.
— Mas mesmo assim, ela ainda é uma das mais espertas da turma. – Disse o Serio sem entender muito.
— É, mas é como se fosse uma meta pessoal. Assim como o Paco possui a meta dele de ficar acima da média. – Disse a Pilar enquanto os três continuavam a andar. – A diferença é que a Azul se esforça muito mais com a meta dela. E provavelmente se importa mais.
— Eu ouvi isso. – Disse o Paco chamando a atenção da Pilar enquanto os três continuavam andando até o salão de treino.
Mudando de cena:
Enquanto isso, Glen estava encima de um prédio, pensativo enquanto se comunicava telepaticamente com o Destroctos.
— Não importa quem você solte, aqueles quatro sempre conseguem derrotá-lo. – Disse o Destroctos para o Glen.
— Se não fossem aqueles símbolos do totem que eles tocam para se transformarem, seria mais fácil derrotá-los. – Disse o Glen pensativo.
— Infelizmente não podemos evitar que esses símbolos apareçam nos destroyers. É um sistema de defesa que os antigos Combo Niños conseguiram criar. Sem contar que, mesmo sem o símbolo do totem para tocar, esses quatro conseguem se igualar com destroyers a essa altura. – Disse o Destroctos também pensativo.
— Tenho uma idéia. Precisamos de um desafio grande para esses quatro. Um desafio muito grande. – Disse o Glen enquanto começa a andar.
— O que você pretende fazer? – Destroctos pergunta curioso.
— Libertar um destroyer muito grande. – Disse o Glen enquanto continuava a andar. – E de preferência, um que dificulte a transformação deles.
Mudando de cena:
Os quatro estavam no salão de treino desviando de vários objetos que eram lançados na direção deles enquanto o Grinto tocava o berimbau.
Enquanto os quatro desviavam, Serio se aproximava da a Azul para poder falar com ela.
— Azul, vamos conversar calmamente. – Disse o Serio vendo que a Azul ainda estava irritada com ele.
— Serio, eu não quero falar com você agora. – Disse a Azul enquanto os dois continuavam a desviar dos objetos.
— Vamos lá Azul, duvido que qualquer outro aluno da sala possa ter tirado alguma nota maior que a sua. – Disse o Serio enquanto os dois continuavam desviando.
— Mas era para eu ter tirado mais do que essa nota. – Disse a Azul ainda irritada.
— Mas por que você está tão obcecada por isso? Me responde. – Disse o Serio ainda tentando falar com ela.
— Não adianta Serio. Não quero falar com você. – Disse a Azul enquanto os dois continuavam a desviar dos objetos.
— Chega. Já que é assim, então eu também não vou mais falar com você também. – Disse o Serio ficando irritado.
— Ótimo. – Disse a Azul também irritada.
— Ótimo. – Disse o Serio, então os dois ficaram um de costas para o outro demonstrando o quanto eles estavam irritados um com o outro.
De repente uma tábua que é lançada, atinge os dois, jogando-os para trás.
— Alguém pode me explicar o que está acontecendo? – Grinto perguntou, parando de tocar o berimbau, vendo a briga que estava ocorrendo entre o Serio e a Azul.
— Não é nada de mais. Apenas uma briga boba. Logo os dois fazem as pazes. – Disse o Paco para o Grinto.
— Lembrem-se do que eu já ensinei crianças. Uma briga pode afetar os Combo Niños de uma forma muito perigosa, sem contar como pode afetar uma amizade. – Disse o Grinto para os quatro e depois olhou para o Serio e para a Azul. – Agora me digam o que aconteceu.
— O Serio que fica me incomodando. – Disse a Azul enquanto os dois continuavam um de costas para o outro.
— A Azul que fica irritada sem motivo. – Disse o Serio retrucando o que a Azul disse.
— A Azul não tirou cem por cento na prova dela e ela e o Serio viram isso por... Ângulos diferentes. – Pilar explicou para o Grinto.
— Acontece que um dos ângulos está certo e o outro está errado. – Disse a Azul ainda irritada.
— Concordo plenamente. – Disse o Serio também irritado.
De repente o berimbau do Grinto começa a tocar sozinho.
— Um destroyer está à solta. É melhor vocês quatro checarem. – Disse o Grinto para os quatro que concordaram e depois foram transportados para fora do salão de treino.
— Preocupado com o que pode acontecer com os dois brigões? – Perguntou o Cabeça Velha para o Grinto.
— Uma parte de mim está. – Disse o Grinto pensativo. – O Serio e a Azul possuem uma linda amizade. Nem sequer lembro quando esses dois possam ter brigado.
— Por outro lado, isso pode fazer com que essa briga seja mais difícil de se resolver. – Disse o Cabeça Velha também pensativo.
— E é essa a parte que me preocupa. – Disse o Grinto ainda pensativo. – Só espero que essa briga não os prejudique na luta contra esse destroyer.
Mudando de cena:
Glen estava encima de um destroyer imenso que possuía um corpo de um caranguejo, mas possuía uma boca enorme cheia de dentes afiados, garras na frente do corpo, mas que possuíam espinhos na parte inferior dos braços, fazendo com que os dois juntos possam se tornar uma garra enorme, também possuía quatro patas como as de um caranguejo que se esticavam para os lados, mas também possuía quatro patas enormes e grossas com garras afiadas nas pontas.
O destroyer estava comendo vários prédios e destruindo outros com as suas patas.
- De uma enorme variedade de destroyers, você escolhe um enorme, destrutivo, e que, por muito pouco, possui um cérebro. Poderia me explicar os motivos da escolha? – Destroctos pergunta ao Glen, se comunicando telepaticamente.
— Razões simples. Em primeiro lugar, não preciso perder tempo explicando a ele que ele possui uma missão importante que lhe foi entregue pelo Destroctos. A destruição já é natural dele, e se os Combo Niños tentarem atacá-lo, o que imagino que façam, então ele os atacará com certeza. Segundo, ele possui uma grande defesa, que impedirá que golpes comuns o derrotem. Sem contar que ele também possui mais alguns truques. – Glen explicou para o Destroctos. – Agora é melhor eu ficar aqui em cima. – Disse o Glen enquanto pula de cima do destroyer para um prédio que estava parcialmente destruído. – Parece que os Combo Niños estão se aproximando. Vamos ver como eles lidam contra esse destroyer.
— Nossa. Essa coisa é enorme. Quase o dobro do tamanho da maioria dos prédios da cidade. – Disse o Paco impressionado com o tamanho do destroyer.
— Estou vendo aqui no meu rastreador, que o nome desse destroyer é Snap-Crab. Está longe de estar entre os mais espertos, mas a altura, a força e a resistência dele, já compensam. – Disse a Azul, enquanto olhava em seu rastreador.
— Precisamos fazer essa coisa descer. Vamos! Ataquem as pernas dele! – Paco exclamou, então cada um foi em direção a uma perna e atacaram.
Mesmo atacando o máximo que podiam nas patas do Snap-Crab, os ataques não surgiam efeito algum, não chegando nem a chamar a atenção do destroyer.
— Não adianta. Essa coisa é realmente muito resistente. – Disse o Serio enquanto os quatro se reuniam. – Precisamos bolar um novo ataque contra essa coisa.
— Já sei. – Disse a Pilar chamando a atenção dos três. – Esse destroyer anda sobre as patas mais grossas, ou seja, as patas mais finas devem servir para o equilíbrio. Se atacarmos todos juntos em cada uma dessas patas, poderemos fazer com que o destroyer perca o equilíbrio.
— Boa idéia Pilar. Vamos lá! – Paco exclamou e os quatro seguiram até uma das patas mais finas no Snap-Crab.
Ao se aproximarem de uma das patas mais finas, os quatro deram um chute ao mesmo tempo na pata, quebrando um pedaço dela, tirando um pouco do equilíbrio do Snap-Crab.
Depois fizeram o mesmo ataque em outra das patas mais finas, depois fizeram mais uma vez em mais uma pata, até que quando eles fizeram na quarta pata mais fina, o destroyer perdeu muito o equilíbrio e acabou caindo.
— Agora precisamos achar o símbolo do totem antes que essa coisa recobre a consciência. – Disse o Paco, enquanto os quatro procuravam em volta do Snap-Crab.
— Finalmente chegou o momento mais divertido. – Disse o Glen para o Destroctos enquanto olhava atentamente para os Combo Niños, que estavam procurando pelo símbolo do totem.
— Não estou achando. – Disse o Paco enquanto procurava por um lado do destroyer.
— Nem eu. – Disse o Serio também procurando.
— Nada por aqui. – Disse a Azul procurando em outro pedaço do Snap-Crab, que continuava caído.
— Também não estou achando nada. – Disse a Pilar enquanto procurava em outra parte do destroyer.
— Onde pode estar o símbolo do totem? – Paco perguntou enquanto os quatro procuravam.
— Não estamos achando em lugar nenhum. – Disse a Azul ainda não encontrando nada.
De repente, Snap-Crab abre os olhos e se levanta. Dessa vez, olhando para os quatro.
— E agora? O que faremos? – Serio perguntou ao Paco enquanto os quatro se afastavam calmamente do destroyer.
— Pelo menos conseguimos a atenção dele. – Disse o Paco enquanto o Snap-Crab olhava atentamente para eles até que, de repente, ele abre a boca e se joga na direção dos quatro, que desviam do ataque por pouco, pulando para trás.
Depois Snap-Crab continuou a atacá-los, ou tentando comê-los, ou esmagá-los.
— Uma batalha muito interessante. Não acha? – Glen perguntou ao Destroctos enquanto assistia a batalha.
— Admito que estou gostando dessa luta. – Disse o Destroctos enquanto observava a luta.
Enquanto desviavam dos ataques, os quatro tentavam atacar o destroyer, mas os golpes não causavam um arranhão sequer.
A luta continuou desse jeito, até que a Azul teve uma idéia. Então, ela correu na direção do destroyer até ficar bem na frente dele, depois ela começa a balançar os braços, chamando a atenção do Snap-Crab, que ao vê-la, se preparou e então ele abriu a boca e foi na direção dela, pronto para devorá-la.
— Azul! – Serio exclamou ao ver isso, então ele correu na direção dela para tirá-la de lá, mas assim que ele chegou onde a Azul estava, Snap-Crab conseguiu pegar os dois com a boca.
Depois disso, Snap-Crab os jogou para cima e então os pegou com a boca novamente e os engoliu.
— Serio! Azul! – Paco exclamou ao ver o que tinha acontecido. Mas ao fazer isso, Paco chamou a atenção do destroyer, que começou a atacar a ele e a Pilar.
Mudando de cena:
Enquanto isso, dentro do Snap-Crab, Serio e Azul estavam recobrando a consciência.
— Que idéia foi essa Azul? Por que chamou a atenção do destroyer daquele jeito? – Serio perguntou sem entender.
— Porque eu queria vir para cá. – Disse a Azul enquanto se levantava e começava a andar.
— Mas por quê? – Serio perguntou ainda confuso.
— Porque me passou pela cabeça, “se não consigo achar o símbolo do totem em volta do destroyer, talvez eu consiga achá-lo dentro dele”. – Azul explicou.
— É esse o seu plano?! – Serio exclamou assustado.
— É. Por quê? Acha que eu não sou capaz de bolar um bom plano? – Azul perguntou mais irritada para o Serio.
— Não, não é nada disso. Mas você não acha que deveria ter nos avisado? – Serio perguntou curioso.
— Talvez não desse tempo se eu avisasse, por isso já resolvi agir sozinha. – Disse a Azul enquanto os dois seguiam em frente. – Se quiser tentar ir embora, pode ir, mas eu vou continuar seguindo a diante.
— Eu vou com você. – Disse o Serio andando ao lado da Azul.
— Não preciso que você fique me protegendo. – Disse a Azul ainda irritada com o Serio.
— Mesmo que você consiga achar o símbolo do totem, como tem certeza que vai ser o seu? – Serio perguntou chamando a atenção da Azul. – Se eu for com você, existe cinquenta por cento de chance do símbolo do totem ser de um de nós dois. Agora é melhor acharmos o símbolo do totem antes que a digestão dessa coisa comece.
Mudando de cena:
Enquanto isso, Paco e Pilar continuavam a desviar dos ataques do Snap-Crab.
— E agora? Como conseguiremos derrotar essa coisa sem o símbolo do totem, e sem o Serio e a Azul? – Paco perguntou enquanto os dois continuavam a desviar dos ataques.
— Dá pra ver que essa coisa não vai nos deixar sair daqui. Precisamos arranjar alguma forma de derrotá-lo e rápido. – Disse a Pilar para o Paco, que concordou enquanto eles continuavam a desviar dos golpes do Snap-Crab.
Mudando de cena:
Enquanto o Serio e a Azul andavam por dentro do Destroyer, eles olhavam em volta para ver se encontravam alguma coisa.
— Quer conversar sobre o que houve hoje de manhã? – Serio perguntou para a Azul.
— Não quero falar com você. Principalmente sobre isso. – Disse a Azul enquanto continuava a andar.
— Escuta, deve demorar algum tempo até acharmos qualquer coisa. Acho melhor usarmos esse tempo para conversarmos sobre isso. – Disse o Serio para a Azul, que continuava não querendo falar com ele.
— Escute, essa nota que eu tirei já me irritou demais por hoje, e logo depois eu tive que ouvir você falando sobre isso, falando de como não é grande coisa e tudo mais... – Enquanto a Azul falava, Serio olhava em volta como se escutasse algo. – Agora eu ainda vou ter que aturar você dentro desse... – De repente Serio tampa a boca da Azul, deixando-a mais irritada. – O que quer dizer isso? Você me incomoda, dizendo que quer conversar, mas não quer ouvir o que eu tenho a dizer...
— Azul. Escute. – Disse o Serio chamando a atenção da Azul, que parou de falar e apenas escutou. Então os dois escutaram alguns barulhos como se fosse alguma coisa rastejando em volta. De repente esse barulho fica cada vez mais alto até que eles olham para trás e vêem uma criatura gosmenta e branca, que era da mesma altura que eles, vindo na direção dos dois, pronta para atacá-los. Nesse momento os dois pularam para trás, desviando do ataque da criatura.
— O que é essa coisa? – Serio perguntou, então ele vê mais criaturas iguais a essa aparecendo por toda parte.
— É o sistema imunológico do destroyer! – Azul exclamou ao olhar para todas as criaturas.
— O que? – Serio perguntou sem entender.
— É como se fossem os glóbulos brancos, as células que protegem o corpo por dentro. – Azul explicou para o Serio.
— A sim. Agora me lembro. – Disse o Serio entendendo o que a Azul tinha dito.
— O problema é que essas células são compatíveis ao tamanho do destroyer. – Disse a Azul enquanto os dois se preparam para lutar contra todas as criaturas.
As células começaram a atacar os dois, que as atingiam com chutes, jogando-as para trás, mas com o tempo vinham mais criaturas, fazendo com que o Serio seguisse para uma direção enquanto lutava e a Azul seguisse para outra direção.
Enquanto lutava, Serio atingia algumas das células com chutes, desmontando-as até que, de repente, uma célula se prende no braço dele e começa a sugá-lo para dentro dela. Vendo isso, Serio atinge a criatura com um soco usando a outra mão, desmontando essa célula também.
Nesse momento, Azul estava enfrentando outras células, também atingindo-as com vários chutes. Algumas pulavam na direção dela, mas Azul se deitava com as costas no chão e usava as pernas para impulsionar e jogar as criaturas para longe até que duas células pulam na direção da Azul, cada uma por um lado. Vendo isso, ela se prepara para atingir as duas células, mas, de repente, as duas células esticam um pedaço delas até a outra, se juntando e, nesse momento, as duas caem na direção da Azul, que pula para o lado para desviar, mas as células ainda caem sobre o lado esquerdo dela.
Depois disso, as células puxaram a Azul para alguma direção enquanto a sugavam. Vendo isso, Azul tentou se soltar o máximo que podia, mas não conseguia, e a cada momento as células conseguiam absorvê-la mais, impedindo-a de fazer qualquer movimento para se soltar.
— Socorro. Socorro! Serio! Serio, socorro! – Azul gritava enquanto era puxada pelas células. Mas mesmo gritando ela não conseguia nem ver nem ouvir o Serio. – Me desculpe Serio. – Disse a Azul enquanto uma lagrima corria pelos seus olhos, enquanto isso ela era absorvida cada vez mais pela célula, ficando apenas a cabeça e o braço direito dela de fora.
De repente Azul sente algo segurando o braço dela e quando ela olha, vê que é o Serio.
— Se segura Azul. Vou te tirar daí. – Disse o Serio para a Azul, animando ela.
Serio apoiou o pé em uma parte da parede de onde quer que eles estivessem dentro da criatura. Quanto mais o Serio puxava, mais ele aproximava a Azul dele, até que ele conseguiu fazer com que o outro braço da Azul fosse solto.
— Azul, se segure em volta do meu pescoço. – Disse o Serio para a Azul, que fez o que ele pediu, mas mesmo assim, a célula conseguia absorver a Azul cada vez mais.
— E agora? – Azul perguntou e o Serio ficou pensativo por um momento até que teve uma idéia.
— Se segure firme. – Disse o Serio para a Azul, que se segurou firmemente nele.
Nesse momento Serio se joga para trás e depois se deixa ser puxado pela célula.
— Serio, o que está fazendo?! – Azul perguntou assustada, vendo que os dois estavam indo na direção da célula.
Assim que chegou bem perto, Serio atinge a célula com um chute, jogando-a para longe, fazendo-a soltar a Azul.
Depois disso, a célula atingiu um pedaço da parede, dentro do destroyer, fazendo com que a célula desmontasse.
— Então era esse o seu plano? – Azul perguntou curiosa.
— É. Por quê? Acha que eu não sou capaz de bolar um bom plano? – Serio fez a mesma pergunta que a Azul tinha feito para ele antes. – Está tudo bem com você?
— Tudo. É melhor continuarmos a procurar pelo símbolo do totem. – Disse a Azul e os dois voltaram a andar por dentro da criatura, procurando pelo símbolo do totem.
— Azul. Me desculpe. – Disse o Serio, chamando a atenção da Azul. – É obvio que o que eu disse te deixou muito chateada. Desculpe por ter te deixado assim. Sabe, você é a minha melhor amiga, e eu não gosto de quando nós brigamos, por isso eu quero me desculpar.
— Eu também peço desculpas. – Disse a Azul, chamando a atenção do Serio. – Sabe... Antigamente, quando éramos mais jovens, nós quatro fazíamos muitas coisas juntos, brincávamos, treinávamos, nos divertíamos... E quando você viajou para Paris, era como se ficasse um vazio. O Paco, a Pilar e eu ainda fazíamos as mesmas coisas, mas sem você não era tão bom e isso me deixava muito chateada. Então eu tentei achar alguma coisa para tirar a minha atenção disso. E essa coisa foram as minhas notas, e parece que eu fiquei muito presa a isso desde então.
— Nossa. Desculpe, eu não sabia disso. – Disse o Serio ao ouvir a explicação da Azul.
— Está tudo bem. – Disse a Azul para o Serio.
— Não. Não está. Pode deixar que eu vou compensar esse tempo que eu fiquei fora. – Disse o Serio sorrindo para a Azul, fazendo-a sorrir também.
-Olha ali. – Disse a Azul apontando para uma parte dentro do destroyer que parecia um símbolo do totem. – Vamos.
Os dois correram até onde estava o desenho e viram que era realmente um símbolo do totem, mas metade era do símbolo do totem do Serio e outra metade era da Azul.
— O que é isso? – Serio perguntou sem entender.
— Parecem os nossos símbolos do totem. – Disse a Azul enquanto observava.
— E o que faremos? – Serio perguntou curioso.
— Vamos tentar tocar no símbolo do totem juntos. – Disse a Azul para o Serio, que concordou. – Pronto?
— Pronto. – Disse o Serio e os dois encostaram no símbolo do totem, cada um com uma das mãos.
— Totem tocar, transformar! – Os dois exclamaram e os quatro se transformaram.
Mudando de cena:
Paco e Pilar se transformaram também enquanto enfrentavam o Snap-Crab.
— O que aconteceu? – Paco perguntou sem entender.
— Olhe! – Pilar apontou para o destroyer que cambaleava de um lado para outro, como se estivesse tonto, até que ele, de repente abre a boca e a Azul sai voando de dentro do destroyer, segurando o braço do Serio, depois os dois se aproximaram do Paco e da Pilar.
— O que aconteceu? – Paco perguntou aos dois.
— Nos tocamos no símbolo do totem. – Disse o Serio sorrindo.
— Agora vamos derrotar esse destroyer. – Disse a Azul confiante.
Paco e a Pilar concordaram e os quatro se prepararam para lutar contra o Snap-Crab, que se aproximava deles.
Nesse momento, Snap-Crab vai na direção deles, pronto para comê-los, mas os quatro pulam para trás, desviando.
— Paco! Se prepare! – Serio exclamou para o Paco, que entendeu o que ele quis dizer. Então Paco fica na forma de uma bola e então Serio corre na direção dele e o chuta na direção do rosto do destroyer, atingindo o destroyer e jogando-o para trás.
Enquanto isso, Azul estava voando pelo lado direito do destroyer, enquanto segurava a Pilar pelas pernas.
— Pronta Pilar? – Azul perguntou e Pilar concordou.
Então Azul puxou a Pilar e depois a empurrou para frente, mas sem soltá-la, fazendo com que a Pilar se esticasse até uma das pernas mais grossas do lado esquerdo do Snap-Crab.
Assim que chegou bem perto, Pilar segurou a perna do Snap-Crab firmemente. Então, vendo isso, Azul puxou a Pilar com bastante força, fazendo com que a perna do destroyer fosse puxada para perto das outras pernas, fazendo-o perder o equilíbrio e cair.
Depois disso, Snap-Crab se levanta novamente, e começa a andar até que vê o Paco em pé na frente dele. Ao ver isso, Snap-Crab vai na direção do Paco, pronto para comê-lo.
— Agora Serio! – Paco exclamou, então Serio apareceu correndo na direção do destroyer e, assim que o destroyer se aproximou bastante, Serio pulou para cima e o atingiu no queixo, jogando o Snap-Crab um pouco para trás.
Nesse momento, Azul cai encima do destroyer, atingindo-o com um chute, jogando-o no chão.
— Paco! Vamos! – Pilar exclamou, chamando a atenção do Paco, que a viu segurando um poste com as mãos e outro com os pés.
Vendo isso, Paco corre na direção da Pilar e começa a rolar na direção dela até que a atinge, fazendo com que a Pilar fosse empurrada para trás e depois voltasse para frente, jogando o Paco na direção do rosto do destroyer novamente, atingindo-o e jogando-o para trás de novo.
— Parece que esses quatro conseguiram de novo. – Disse o Glen assistindo a luta sorrindo do jeito de sempre.
— Esses quatro são um problema cada vez mais irritante. – Disse o Destroctos irritado.
— Mas devo admitir que o Grinto os treinou muito bem. – Disse o Glen enquanto observava a luta.
— Precisamos mandar essa coisa de volta para o mundo dele. – Disse o Paco para os outros.
— É melhor aproveitarmos enquanto ele ainda recobra a consciência. – Disse a Pilar, vendo o destroyer se levantando calmamente, ainda um pouco tonto.
Nesse momento, Serio e a Azul se entreolharam curiosos de como fariam o ataque, até que o Serio teve uma idéia.
— Azul. Se prepare. – Disse o Serio para a Azul, que concordou.
Então o Serio começou a correr o mais rápido que podia na direção do destroyer. Assim que chegou bem perto, Serio pulou na direção do rosto do Snap-Crab e se preparou para atingi-lo com um chute.
— Combo... – Disse o Serio, atingindo o chute no rosto do Snap-Crab, jogando o Snap-Crab um pouco para trás. Enquanto isso, Pilar segurou em um poste com uma das mão e em outro poste com a outra mão e se esticou para trás.
— Niños... – Disse a Pilar se jogando para frente, atingindo uma das pernas do destroyer, aproximando essa perna de outra, fazendo-o perder o equilíbrio. Nesse momento, Paco começou a rolar na direção do destroyer, até chegar em baixo do destroyer, e assim que ele chegou, ele se jogou para cima.
— Combo... – Disse o Paco atingindo o destroyer com um soco bem forte no queixo. Logo depois, Azul voa na direção do destroyer, com o Serio logo ao lado dela, se segurando nela, com os dois prontos para atingir o destroyer com um chute.
— Ataque! – Os dois exclamaram ao atingirem o Snap-Crab no rosto com um chute.
Assim que foi atingido, o Snap-Crab começou a se desmontar pouco a pouco até se transformar apenas em uma pequena bola cinza, que cai no chão.
— Mais um destroyer para a coleção. – Disse o Serio se aproximando e pegando a bola cinza no chão.
— Bom trabalho pessoal. – Disse a Azul sorrindo enquanto se apoiava no ombro do Serio.
— Ei. Vocês dois finalmente fizeram as pazes. – Disse o Paco animado vendo os dois.
— Percebemos que brigar não iria ajudar em nada. – Disse a Azul enquanto ela e o Serio se entreolham e depois olham novamente para o Paco e para a Pilar.
— Que bom. Agora vamos até o mestre Grinto. – Disse o Paco para os três, que concordaram.
Assim que a Pilar se vira para ir junto com os outros, ela olha pelos prédios até que, de repente, sem perceber, ela olha por um prédio que tinha alguém sentado encima virado para a direção deles. No momento em que a Pilar percebe o que viu, ela se vira e olha de novo para ver o que era, mas assim que ela faz isso, ela vê que não tinha mais nada encima do prédio. Vendo isso, Pilar fica um pouco confusa, sem entender se era apenas a imaginação dela, ou se realmente tinha alguém ali.
— Vamos Pilar. – Disse o Paco, chamando a atenção da Pilar, que foi junto com os três em direção ao salão de treino.
Mudando de cena:
— Muito bem crianças. – Disse o Grinto enquanto guardava a pequena bola cinza onde estava o destroyer. – Estou orgulhoso de vocês. Principalmente de vocês dois – Disse o Grinto para o Serio e para a Azul. – Conseguiram resolver o problema que vocês estavam tendo, mesmo em uma situação tão difícil.
— Não valia a pena ficar brigando. – Disse o Serio sorrindo. – Agora que tal um sorvete por minha conta? – Serio perguntou para todos no salão de treino.
— Claro. – Disse o Paco feliz com a idéia do Serio.
— Sorvete! – Pilar exclamou animada.
— Podem ir. Divirtam-se. – Disse o Grinto para os quatro.
— Como eu disse, eu vou compensar esse tempo que eu fiquei fora. – Disse o Serio em voz baixa para a Azul, que sorriu ao ouvir isso, depois os quatro foram em direção a sorveteria aproveitar.
Continua...
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