A Volta dos Combo Niños
27 Capítulo 27 - O grande plano: Parte 1
Notas iniciais
Paco ainda não conseguia acreditar no que estava acontecendo. O que ele tinha feito. Todos olhando para ele assustados com o que tinham visto.
— Eu sabia que eles ainda fariam algo assim. – Disse o Nilier, olhando de forma irritada para o Paco, e em seguida se virou para a multidão. – Espero que agora acreditem em mim.
— O que está acontecendo? – Serio perguntou confuso.
— Polícia! – Nilier exclamou e a policia se aproximou. – Prendam todos eles.
— Paco! – Serio exclamou. – Precisamos ir.
Ouvindo isso, Paco começou a correr, enquanto a policia se aproximava. Em seguida os três também correram de lá.
— Não pensem que escaparão de mim! – Disse o Smoket se levantando e voando na direção deles.
Depois de os quatro correrem bastante, conseguindo despistar a polícia, eles viram o Smoket se aproximando.
Paco, que já estava confuso do que sentir, ao ver o destroyer se aproximando, se irritou.
Então Paco olhou bem, conseguindo ver bem pouco a parte solida do destroyer. Assim que viu, Paco se preparou e se jogou rapidamente na direção da parte sólida, entrando na fumaça.
Ao vê-lo se aproximando, Smoket o fez ser atingido por vários socos, mas Paco não se importou.
— Combo... – Paco exclamou passando por cima da parte sólida do destroyer, a qual era do tamanho dele, e atingindo-a com um soco, jogando-a na direção dos outros.
— Niños... – Serio exclamou, chutando a parte sólida assim que ela se aproximou, jogando-a na direção da Azul, que se preparou.
— Combo... – Azul exclamou, atingindo a parte sólida do Smoket com um chute, jogando-a na direção da Pilar, que esticou seu braço para trás e se preparou.
— Ataque! – Pilar exclamou puxando seu braço de volta, impulsionando-o na direção da parte sólida do destroyer, atingindo-o, transformando-o em uma pequena bola cinza, e fazendo com que toda a fumaça se dissipasse.
Pilar pegou a pequena bola cinza no chão enquanto os quatro voltavam ao normal. De repente eles escutam as sirenes da policia se aproximando.
— E agora? O que faremos? – Azul perguntou enquanto os quatro olhavam em volta.
Assim que se aproximaram, os policiais olharam em volta, mas não encontraram ninguém, e continuaram seguindo.
— Depois de tantos anos, é difícil pensar que voltaríamos a nos esconder aqui. – Veio a voz do Serio de dentro de um container de lixo em um beco.
— Isso até que me trás lembranças. – Disse a Pilar sorrindo.
— Acho que a polícia já deve ter ido embora. – Disse a Azul abrindo um pouco o container e olhando em volta, depois ela abriu totalmente e Serio, Pilar e Azul saíram, mas Paco ficou dentro do container, cabisbaixo.
— Paco? O que foi? – Serio perguntou enquanto os três se aproximavam do container.
— Ainda não consigo acreditar no que fiz. – Disse o Paco olhando para as próprias mãos.
— Vamos até o Grinto e contar tudo a ele. Então vamos ver o que podermos fazer. – Pilar explicou e Paco concordou.
Mudando de cena:
Os quatro estavam com o Grinto, assistindo a televisão que tinha dentro do salão de treino.
— O cidadão que foi atacado brutalmente por um membro dos Combo Niños, foi em seguida para o hospital no centro da cidade, onde foi examinado, mas foi considerado morto. – Disse a repórter. – Agora passaremos para o médico que o examinou.
— Foi um ataque brutal. Todos os ossos no torso dele foram esmagados, como vimos através do exame que fizemos por dentro do corpo. Esse pobre homem não tinha nem chance. – Disse o médico, e em seguida, Grinto desligou a televisão.
— Grinto. Entenderei se eu não for mais um membro dos Combo Niños. – Disse o Paco, com sua máscara na mão, pronta para entregá-la ao Grinto.
— Paco. Não se trate dessa forma. Foi um acidente. – Grinto explicou ao Paco, que continuava cabisbaixo.
— É curioso. – Disse o Cabeça Velha.
— Como assim? – Azul perguntou.
— Você disse que tinha visto o rosto do destroyer na fumaça, certo? – Perguntou o Cabeça Velha ao Paco.
— Sim. Era exatamente como o rosto do Smoket. – Disse o Paco se lembrando do que tinha acontecido.
— Mas será que ele não confundiu, por estarmos procurando pelo destroyer? – Serio perguntou ao Cabeça Velha.
— Pode ser, mas seria difícil confundir coisas tão distintas. – O Cabeça Velha continuou pensativo. – Sem contar que um destroyer como o Smoket gosta de lugares mais altos, com mais espaço. Por que ele iria para dentro de um beco daquele jeito?
— Realmente é algo muito curioso. – Pilar observou.
— De qualquer forma, eu vou andar um pouco lá fora. – Disse o Paco seguindo ainda cabisbaixo em direção ao centro do salão de treino, onde foi transportado.
— É melhor vocês irem com ele. Não sabemos o que ele pode tentar, estando assim. – Disse o Grinto para os três, que concordaram e depois seguiram até o centro do salão de treino, onde também foram transportados.
Mudando de cena:
Os três se aproximaram do Paco, que continuava andando, sem sequer olhar para eles.
— Paco. Calma. – Disse o Serio, tentando fazê-lo parar.
— Calma?! – Paco exclamou olhando para o Serio. – Como eu posso ficar calmo, sabendo que tirei a vida de alguém. E ainda nos coloquei em uma situação assim. Tudo isso é culpa minha.
— Talvez não. – Disse a Pilar pensativa, chamando a atenção dos três. – Como o Cabeça Velha disse, isso é muito curioso.
— Do que está falando? – Paco perguntou sem entender.
— Pensem bem. Não é curioso que o nome desse cidadão não tenha sido mencionado em nenhum momento, nem mesmo no noticiário? Sem contar que não ouvimos um depoimento sequer de qualquer parente dele. – Pilar explicou. – Além disso, o nome do médico também não foi mencionado durante o noticiário.
— E o que você acha que tudo isso quer dizer? – Azul perguntou curiosa com tudo o que a Pilar disse.
— Apenas que talvez seja melhor analisarmos isso mais de perto. – Disse a Pilar para os três.
Mudando de cena:
Já estava escurecendo e os quatro estavam encima do hospital onde o cidadão, que tinha sido atingido pelo Paco, estava.
Serio se aproximou do duto de ventilação e tentou abri-lo, mas não conseguia.
— Preciso de uma ajuda. – Disse o Serio para os três.
— Pessoal. Acho que nós não deveríamos estar fazendo isso. – Disse o Paco se afastando um pouco.
— Paco. Estamos tentando chegar ao fundo dessa história, mas para isso precisaremos que você nos ajude. – Azul explicou.
— Por favor, Paco. Não desista agora. – Disse a Pilar se aproximando do Paco, que ficou pensativo.
Em seguida Paco foi até onde o Serio estava e os dois puxaram com força a tampa do duto de ventilação, até que os dois conseguiram arrancá-la.
Depois os quatro se arrastaram por dentro dos dutos. Serio na frente, seguido pelo Paco depois pela Pilar e depois a Azul, passando por cima da recepção, que estava com pouca gente.
— Não acredito no que os Combo Niños fizeram hoje. – Disse uma das recepcionistas para a outra. – E pensar que eu costumava confiar que eles eram heróis.
— É. Meu filho era um grande fã deles. – Disse a outra recepcionista, deixando o Paco que ouviu as duas, muito irritado.
— Vamos, Paco. – Disse a Pilar em voz baixa, e os quatro continuaram, até chegarem em uma sala, onde tinha apenas um médico, e uma pessoa deitada na cama, sem se mover.
— Acho que é aqui. – Disse o Serio para os três, então ele se aproximou de uma tampa do duto e a atingiu com um chute, jogando-a no chão, e depois os quatro desceram na sala, vendo que era realmente o corpo do cidadão, que o Paco atingiu, que estava encima da cama.
— O que vocês pensam que estão fazendo aqui? Já não fizeram estragos o suficiente? – Perguntou o médico, vendo os quatro.
— Apenas queremos dar uma olhada nesse cidadão, se você não se importar. – Disse a Pilar andando em direção ao corpo, junto com a Azul.
— Eu vou chamar a segurança! – Exclamou o médico, indo em direção a porta, mas o Serio entrou na frente.
— Acalme-se um pouco. Não faremos nenhum mal. Queremos apenas checar algo. – Serio explicou, enquanto Paco apenas permanecia em um canto, olhando em volta.
— Vamos ver o que temos aqui. – Pilar observou o corpo.
— Não vejo nada de incomum. – Disse a Azul, observando.
Nesse momento, Paco se surpreendeu ao olhar o corpo do cidadão, que ainda estava com os olhos abertos.
— Mas eu vejo. – Disse o Paco se aproximando. – Quando eu vi esse homem, depois de atingi-lo, percebi que os olhos dele estavam abertos.
— E daí? – Perguntou o médico sem entender.
— Os olhos dele eram castanhos. Por que agora estão verdes? – Paco perguntou, chamando a atenção de todos.
— Provavelmente você deve ter visto errado no momento. – Respondeu o médico para o Paco.
— Mesmo assim, você disse que fez um exame dentro do corpo dele. – Disse a Azul, olhando para o médico e andando na direção dele. – Quem faria esse exame, deixando o paciente ainda com as suas roupas, incluindo os tênis?
— Sem contar que eu não vejo nenhuma cicatriz nele. – Disse a Pilar, levantando a gola da camisa do corpo do cidadão, olhando por dentro.
— Doutor. Acho que você nos deve explicações. – Disse o Serio para o médico, que não soube o que dizer.
Enquanto isso, Paco olhava para o corpo, observando-o, até que o olho do corpo se move na direção dele e, de repente, a mão do cidadão fica rosa se estica na direção do Paco e da Pilar, que desviam, pulando para trás.
Vendo isso, o médico olhou na direção do Serio e da Azul e esticou os braços na direção deles, mas os dois conseguiram desviar, pulando para os lados.
— O que está acontecendo? – Paco perguntou, olhando para o médico e o cidadão, que ficaram lado a lado, então os dois sorriram e se transformaram em duas criaturas de gosma rosa.
De repente uma das criaturas esticou o braço na direção do pé da cama, o segurou e lançou a cama na direção dos quatro, que conseguiram desviar, mas a cama afundou um pouco na parede. Em seguida, as duas criaturas começaram a atacá-los, mas os quatro desviavam dos golpes.
— O que está acontecendo aqui? – Serio perguntou enquanto os quatro desviavam dos ataques.
— O Glen deve ter soltado esses destroyers, para fazer com que o Nilier, que já estava suspeitando de nós, ter agora uma prova. E fazer com que todos pensem que somos criminosos. – Pilar explicou, enquanto desviava dos golpes das criaturas.
— Uma dessas criaturas deve ter ficado com a forma da cabeça do Smoket, para que você o atingisse, e depois ficou com a forma de um cidadão. – Azul explicou, pensativa, ainda desviando dos ataques. – Precisamos ir até a prefeitura, avisar o Nilier sobre isso.
— Mas eu duvido que essas coisas vão deixar. – Disse o Serio enquanto as criaturas continuavam a atacá-los.
Uma das criaturas esticou o braço na direção da Azul, que pulou para o lado, mas foi atingida pelo braço da outra criatura, que a atingiu na parede e a prendeu em uma gosma que ficou em volta dela. Nesse momento, Paco se aproximou rapidamente da criatura e a atingiu com um chute, jogando-a para trás, atingindo-a contra a parede.
Enquanto isso, Serio estava desviando dos ataques da outra criatura, então Paco foi ajudá-lo, enquanto Pilar tentava tirar a Azul da parede.
Pilar se afastou um pouco e deu um chute de cima para baixo na gosma, partindo-a no meio, soltando a Azul. Em seguida as duas olharam para o lado e viram a cama na parede, então se entreolharam e sorriram.
A outra criatura continuava atacando o Serio. De repente Paco a atinge com um chute no lado da cabeça, empurrando-a para o outro lado. Depois Serio atingiu a criatura com um chute no rosto, empurrando-a para trás e, logo depois Paco correu na direção da criatura e a atingiu com outro chute no rosto, jogando-a onde a outra criatura estava.
Nesse momento, Azul e Pilar pegaram a cama, que estava sem o colchão e correram na direção das duas criaturas e as atingiu com força contra a parede, fazendo-as derreter pelo chão.
— É melhor nós irmos agora avisar o Nilier sobre o que está acontecendo. – Disse a Pilar para os três, que concordaram. Então os quatro saíram pela janela da sala e correram em direção a prefeitura.
Mudando de cena:
Nilier estava assinando alguns documentos, até que, sentiu um vento nas costas, então olhou para trás e viu os quatro na frente da janela, que estava aberta.
— Vocês têm muita coragem em aparecer por aqui depois do que fizeram. – Disse o Nilier para os quatro, voltando a ficar de costas para eles, ainda assinando os documentos.
— Nilier. Podemos explicar. O que aconteceu não é o que você pensa. – Paco tentou explicar.
— Um homem chamado Glen, que é quem realmente solta essas criaturas, fez com que duas ficassem na forma do cidadão que foi atingido e do médico, para enganar a todos. – Pilar explicou.
— Eu sei disso. – Disse o Nilier sem olhar para eles.
— Então ajude a provar nossa inocência. – Paco pediu ao Nilier, que continuava de costas, assinando documentos.
— Desculpe. Mas não posso fazer isso. – Disse o Nilier, colocando os documentos de lado.
— Por que não? – Azul perguntou.
— Porque isso...– Disse o Nilier se virando na direção dos quatro. Enquanto se virava, sua forma mudava, até que revelou ser o Glen. – Acabaria com os meus planos.
— Glen?! – Os quatro perguntaram assustados.
— Vocês chegaram atrasados. – Assim que o Glen disse isso, duas gosmas saíram de perto das paredes e subiram até a mão dele. – Esses dois chegaram já há algum tempo. – Depois de dizer isso, Glen colocou as gosmas de volta em sua testa.
— Onde está o verdadeiro Nilier?! – Paco perguntou para o Glen, que começou a rir.
— Vocês ainda não entenderam? – Glen perguntou, ainda rindo. – Era eu quem estava por trás disso o tempo todo.
— Mas... Como...Quer dizer.... – Azul tentava falar, mas não sabia o que dizer.
— Imagino que não estejam entendendo direito. Permitam-me explicar. Depois de algum tempo pensando, eu percebi que não importava qual destroyer eu soltasse, vocês sempre o derrotariam. Nem mesmo os poderosos membros dos 15 Fatais conseguiam derrotá-los. Então eu pensei. Qual seria a forma mais apropriada... E divertida de derrotá-los, do que colocar a cidade que vocês tanto protegem e amam, totalmente contra vocês? – Glen explicou aos quatro.
— Eu vou dar uma surra nele! – Paco exclamou enquanto andava na direção do Glen, se preparando para dar um soco nele.
— Sinta-se a vontade. Pode até escolher um lado do meu rosto. – Disse o Glen, aproximando o rosto até o Paco. – Até consigo imaginar. “O único homem que se opõe aos famosos Combo Niños, tem sua sala invadida pelos quatro e é atingido pelo mesmo que matou o cidadão no centro da cidade”. Daria uma ótima notícia para amanhã. Não concordam? Mas sei que você não vai fazer isso. Afinal você não quer matar outro cidadão, certo? – Disse o Glen, deixando o Paco cada vez mais irritado.
— Contaremos a todos sobre você. – Disse a Pilar para o Glen.
— Claro. Um homem mostra a toda a cidade quem os Combo Niños são realmente, e de repente é ele o vilão. Isso chega a soar patético. – Disse o Glen enquanto andava de volta em direção a mesa onde ele estava preenchendo os formulários. – Me digam crianças. Como se sentem com o fato de que eu posso fazer o que bem entender com vocês, e vocês não podem nem sequer encostar em mim, sem que toda a cidade fique contra vocês quatro? – Assim que o Glen perguntou isso, os quatro nem reagiram. Enquanto isso, Glen apertou calmamente um botão embaixo da mesa. – Espero que não se importem. Estou esperando companhia. – Enquanto falava, Glen tomava a forma de Nilier novamente.
— O que está havendo aqui?! – Perguntou um policial entrando de repente, junto com vários outros pela porta do escritório.
— Homens! Esses quatro invadiram o meu escritório, e me ameaçaram, mandando que eu montasse uma história ridícula para que o povo confiasse neles novamente. Se vocês não chegassem, não sei o que aconteceria. – Disse o Glen para os policiais de forma ofegante enquanto andava na direção deles.
— Não. Espera... – Paco tentou explicar, mas não conseguia.
— Combo Niños, vocês estão presos. – Disse o policial se aproximando dos quatro, que pularam pela janela, fugindo, mas os policiais foram atrás.
— Está tudo bem, senhor Nilier? – Perguntou um dos policiais para o Nilier.
— Vou ficar bem. Agora tente capturá-los. Não sei do que são capazes depois de tudo o que todos viram sobre eles. – Glen explicou e todos os policiais foram atrás dos quatro. Vendo isso, Glen sorriu de forma cruel, enquanto observava a situação.
Os quatro correram o máximo que podiam, enquanto a policia os seguia. Mesmo assim a os policiais não conseguiram segui-los por muito tempo, sendo deixados para trás.
— Rápido! Não podemos deixá-los escapar! – Disse um dos policiais para os outros. Então eles sacaram suas armas e começaram a atirar na direção dos quatro.
Enquanto corriam, os quatro conseguiram evitar as balas, até que uma atingiu um pouco o braço do Serio.
— Serio! – Azul exclamou, enquanto os três olhavam para o Serio, que estava com muita dor.
— Continuem! – Serio exclamou para os três, então os quatro continuaram correndo, passando por entre os prédios, mas cada vez mais viaturas se aproximavam por uma direção, cercando-os cada vez mais.
Depois de algum tempo correndo, os quatro entram em um beco, sem saber para onde ir, mas pararam para descansar, aproveitando que nenhum policial estava por perto.
— Ei! – Os quatro ouviram uma voz, e viram alguém se aproximando do beco onde eles estavam.
— E agora? – Serio perguntou enquanto segurava seu braço, que estava sangrando.
— Será que é outro destroyer que o Glen mandou? – Pilar perguntou, enquanto olhava em volta, vendo por qual direção poderiam fugir.
— Se corrermos pelo outro lado, provavelmente encontraremos um policial. – Disse a Azul, pensativa.
— Se for preciso, teremos que lutar. – Disse o Paco, e os quatro se prepararam enquanto a pessoa se aproximava.
— Encontrei vocês. – A pessoa se aproximou e os quatro o viram melhor, e perceberam que era o colega deles, e amigo de infância, Miguel.
— Miguel?! – Os quatro perguntaram, surpresos por verem um amigo deles em um momento como aquele.
— Nossa! Nem acredito que vocês se lembram de mim. Venham comigo. – Disse o Miguel para os quatro, deixando-os confusos. – Eu posso ajudá-los a fugir da polícia. – Ao ouvirem isso, os quatro se entreolharam e concordaram. Depois disso, os cinco seguiram pela cidade, com cuidado para a policia não os encontrar. Permaneceram nesse ritmo, até chegarem na porta de uma casa. – Entrem. – Miguel abriu a porta e os quatro entraram, e depois, rapidamente, ele a fechou. – Meus pais não estão, mas eles devem chegar em breve, então é melhor vocês se esconderem no meu quarto. – Assim que disse isso, Miguel os guiou até seu quarto e, assim que eles entraram, ele fechou a porta. – Não consigo acreditar direito que os Combo Niños estão no meu quarto. Vejam. Tenho até hoje as máscaras que vocês me deram. – Disse o Miguel mostrando ,em uma estande, as máscaras que os quatro tinham entregado para ele, quando enfrentaram o Cachorro Cérebro.
— Legal! A lagosta! – Pilar exclamou sorrindo, se aproximando da lagosta que ela tinha usado como máscara uma vez.
— Miguel. Por acaso você tem visto as notícias ultimamente? – Paco perguntou chamando a atenção do Miguel.
— Claro. Mas sendo um grande fã, sabendo o que vocês já fizeram, e como vocês agem. Eu não acreditei nessas notícias, mas quando vi que vocês estavam em perigo, resolvi tentar ajudar. E parece que eu consegui. – Miguel explicou.
De repente, Serio se abaixou, não agüentando a dor no braço.
— Serio! – Azul exclamou, ajudando-o a se levantar.
— Miguel. Será que você teria algo para me ajudar com esse problema que estou tendo no meu braço? – Serio perguntou enquanto se levantava.
Mudando de cena:
Glen estava em seu escritório, pensativo.
— Está tudo de acordo com o plano. – Disse o Glen sorrindo.
— Muito bem, Glen. Devo admitir que estou impressionado com o seu plano. – Disse o Destroctos rindo.
— Está na hora de passar para a próxima parte do plano. – Disse o Glen, observando.
— Tem certeza de que está pronto para isso? – Destroctos perguntou curioso.
— Tenho esperado por esse momento há muitos anos. – Glen respondeu com um sorriso cruel. – Mas antes disso, está na hora de libertar alguém.
Mudando de cena:
Os quatro estavam dentro do quarto do Miguel. Pilar estava deitada no chão, Paco estava olhando pela janela e Azul estava enfaixando o braço do Serio.
— Oi pessoal. – Disse o Miguel, abrindo a porta calmamente. – Eu trouxe um pouco de comida. – Assim que Miguel disse isso, todos agradeceram, então ele fechou a porta e colocou a bandeja com comida em cima da sua cama. Depois olhou em volta e viu que os quatro continuavam no mesmo lugar, parecendo chateados. – Vocês já estiveram mais animados.
— É porque não é sempre que nos encontramos em uma situação como essa. – Disse o Paco olhando para o Miguel.
— Se importam se eu fizer algumas perguntas? – Miguel perguntou para os quatro, que se entreolharam.
— Claro. – Disseram os quatro para o Miguel.
— Será que vocês poderiam me dizer o que está acontecendo? – Miguel perguntou, deixando os quatro pensativos.
— Vou tentar explicar. – Disse a Pilar se sentando no chão. – Tem um homem chamado Glen, que é quem está libertando essas criaturas que aparecem várias vezes. E ele está usando essa identidade de Nilier, e usou duas criaturas que se transformam, para que pudesse nos confundir e fazer com que atingíssemos uma delas, que ficou na forma de um cidadão, para que ele pudesse ter mais com que nos acusar e colocar todas as pessoas da cidade contra nós.
— E por que vocês não dão uma surra nele? – Miguel continuou a perguntar para os quatro.
— Dois motivos. – Disse o Paco, chamando a atenção do Miguel. – Primeiro, porque ele é muito esperto e conseguiu nos deixar em uma situação em que não podemos nem sequer tocar um dedo nele sem que toda a cidade nos odeie.
— E segundo... – Serio continuou. – É porque ele é muito habilidoso e consegue atirar fogo.
— Já tentamos enfrentá-lo antes. – Disse a Azul, continuando a explicar. – Mas todas vezes que o enfrentamos, ele nos derrotou sem muito esforço.
— Entendi. – Depois de dizer isso, Miguel olhou para o Serio e par a Azul . – Eu gostaria de fazer apenas mais uma pergunta. E essa é para vocês dois. – Disse o Miguel, chamando a atenção do Serio e da Azul.
— Qual a pergunta? – Serio perguntou, enquanto os dois prestavam atenção.
— Por acaso vocês dois são namorados? – Ao ouvirem a pergunta, o Serio e a Azul se entreolharam e coraram.
— Como assim? – Serio perguntou olhando em volta.
— Por que você acha isso? – Azul perguntou, também olhando em volta.
— É que vocês dois são tão próximos... – Disse o Miguel tentando explicar. – Eu não sei. Parecia ter algo entre vocês. Bem... Se vocês quiserem dormir aqui hoje, não tem problema. Apenas peço para que não façam muito barulho, para não chamar a atenção dos meus pais.
— Obrigado. Acho que vamos aceitar a oferta. – Disse o Paco para o Miguel, se aproximando dele e cumprimentando-o.
Mudando de cena:
Grinto estava dentro do salão de treino, vendo, junto com o Cabeça Velha, as notícias pela televisão.
— Apesar de várias buscas em várias partes da cidade, a polícia ainda não conseguiu descobrir o paradeiro dos Combo Niños... – Disse a repórter, até que Grinto desligou a televisão e permaneceu cabisbaixo.
— Relaxe Grinto. Aqueles quatro vão ficar bem, afinal de contas, são seus alunos. – Disse o Cabeça Velha, tentando deixar o Grinto mais animado.
— Eu sei disso. Mas fico pensando... Se o Glen tem algo a ver com isso. O que será que ele pretende agora? – Grinto perguntou e depois ficou pensativo, fazendo com que o Cabeça Velha também ficasse pensativo a respeito da situação.
Mudando de cena:
Todas as luzes do quarto do Miguel estavam apagadas. Miguel estava dormindo em sua cama e os outros estavam dormindo no chão, usando lençóis, exceto o Paco, que estava em pé, ainda olhando pela janela.
Nesse momento, Pilar acordou e o viu olhando pela janela. Então ela se levantou e seguiu até onde o Paco estava.
— Paco. É melhor você ir dormir. – Disse a Pilar, chamando a atenção do Paco, que olhou para ela.
— Não estou com sono. – Disse o Paco, voltando a olhar pela janela com um olhar chateado.
— Se você não dormir, vai estar exausto pela manhã. – Pilar explicou, mas Paco continuou olhando pela janela.
— Não precisa se preocupar. – Paco respondeu, sem mudar a sua expressão.
Vendo como o Paco estava agindo, Pilar ficou pensativa, até que teve uma idéia, então ela se aproximou e se apoiou com os braços na janela.
— Bem. Como você não vai dormir, por que não divide comigo o que você está pensando? – Pilar perguntou, chamando a atenção do Paco, que ficou pensativo.
— Bem... Em primeiro lugar, eu devo admitir que, por um lado, eu fiquei aliviado por ser tudo um plano do Glen. – Disse o Paco olhando para a Pilar.
— Por quê? – Pilar perguntou curiosa.
— Fico aliviado em saber que eu não tirei, realmente, a vida de alguém. – Paco explicou, começando a sorrir.
— Imagino pelo que você deve ter passado. – Pilar observou.
— Mas por outro lado, estou preocupado com o que poderá acontecer. Eu me preocupo com todos vocês, e olhe a nossa situação agora. O Serio levou um tiro. Estamos sendo procurados pela polícia. O Glen está na prefeitura, armando o próximo plano dele, sem contar que aquele cara é imprevisível, não dá pra saber o que ele vai armar. – Paco explicou para a Pilar, ficando cada vez mais preocupado.
— Sabe uma coisa que eu percebi? Nós já passamos por situações assim. – Disse a Pilar para o Paco.
— Não iguais a essa. – Disse o Paco, ainda preocupado.
— Na verdade iguais. Sempre que enfrentamos um destroyer. Se olharmos de uma forma geral, é assim. Nos encontramos em uma situação complicada. Somos surpreendidos. E muitas vezes levamos uma surra. Mas nós continuamos lutando, e não desistimos, e até hoje conseguimos derrotar os destroyers que enfrentamos. – Pilar explicou, fazendo com que o Paco sorrisse. – Não fique se preocupando por causa disso. Agora... Se não se importa, eu vou voltar a dormir. Estou precisando.
— Eu também vou. De repente me deu um sono. – Disse o Paco sorrindo para a Pilar, que sorriu de volta. – Obrigado, Pilar.
Cada um foi para baixo de um cobertor e dormiram.
Mudando de cena:
Na manhã seguinte, Glen estava andando pela floresta, com um pedaço de madeira enorme na mão direita.
— Para alguém tão simples, abrir a passagem dele é bem complicado. – Disse o Glen enquanto andava.
— Não poderia se esperar menos dele. – Disse o Destroctos para o Glen que continuou andando até chegar em um ponto da floresta que tinha um circulo de pedras no chão com quatro outros troncos em uma das direções desse circulo. – Agora entendo porque você começou a montar a passagem antes de começar seu plano.
- Para abrir o portal, apenas com os pedaços de madeira certos, que estavam espalhados por vários pontos remotos da floresta. Felizmente agora apenas faltava esse, embora ainda tenha sido complicado encontrar. – Assim que disse isso, Glen jogou o enorme pedaço de madeira no chão, entre os outros, formando um corpo com os pedaços de madeira, tendo o circulo no chão como a cabeça. Em seguida, Glen se preparou e lançou uma enorme rajada de fogo dentro do circulo, mas nada aconteceu.
Glen começou usou as duas mãos, mas ainda não ocorreu nada, vendo isso, ele usou cada vez mais força, aumentando sua rajada de fogo, até que depois de muita força, o circulo começou a brilhar. Vendo isso, Glen parou e se abaixou por causa do cansaço. De repente os pedaços de madeira são absorvidos para dentro do circulo, que brilhou cada vez mais, até que de repente, sai de dentro do circulo, um destroyer, que era apenas um boneco de palitos, que era um pouco mais baixo que o Glen, com uma cabeça redonda, dois olhos roxos e apenas gemia de uma forma calma.
— Aí está. O décimo segundo membro dos 15 Fatais. Simple. – Disse o Destroctos, enquanto o Glen observava.
— Olá Simple. Como vai? – Glen perguntou ao destroyer, que apenas gemeu. – O Destroctos tem uma missão para você. Tem uma cidade aqui perto. Tudo o que você precisa fazer é ir até lá e, quando estiver pronto, dar um jeito nela. O que acha? – Ouvindo isso, Simple apenas gemeu novamente. – Se quiser. A cidade é logo em frente. – Glen apontou a direção da cidade e, vendo isso, Simple seguiu em direção a cidade, andando de forma desajeitada, enquanto o Glen apenas olhava. – Gostei dele. É fácil de se comunicar. De qualquer forma, está na hora de continuar com o plano.
Mudando de cena:
Os quatro se despediram do Miguel, depois seguiram até um beco, onde tiraram as suas máscaras e depois seguiram, ainda com cuidado, até o depósito da escola e, assim que chegaram, os quatro foram transportados até o salão de treino.
— Crianças! – Grinto exclamou feliz ao ver os quatro. – Vocês estão bem?
— Sim. Desculpe por não termos dado notícias. – Disse a Pilar para o Grinto.
— Tudo bem. – Disse o Grinto sorrindo.
— O que vocês vão ter que pensar é como vão dizer isso aos pais de vocês. – Disse o Cabeça Velha para os quatro.
— Tudo bem. Já ligamos para nossos pais e dissemos que estávamos na cada de um amigo e iríamos dormir lá. – Azul explicou para o Cabeça Velha.
— O que houve com o seu braço, Serio? – Grinto perguntou surpreso ao ver o braço do Serio.
— Bem... – Serio tentou encontrar uma forma de contar o que tinha acontecido.
— Antes de tudo, Grinto... – Paco chamou a atenção do Grinto. – Precisamos contar. O Glen é o Nilier. Ele está usando esse disfarce para colocar todos da cidade contra nós. Inclusive, o cidadão que eu atingi e o médico que o examinou, eram dois destroyers, que estavam sendo comandados por ele.
— Isso explica melhor tudo o que está acontecendo. – Disse o Grinto pensativo.
— Precisamos achar um jeito de limpar o nosso nome... – Disse a Pilar para o Grinto até que, de repente, o berimbau do Grinto começa a tocar sozinho.
— Tem um destroyer a solta. E pelo tom do meu berimbau, é um membro dos 15 Fatais. – Disse o Grinto para os quatro.
— Mas como o enfrentaremos, tendo toda a cidade contra nós? – Paco perguntou curioso.
— De qualquer forma, vocês ainda são os Combo Niños. – Grinto explicou. – A missão de vocês ainda é proteger a cidade. Não acham? Eu acho.
— O Grinto está certo. As pessoas vão precisar de ajuda. – Disse a Azul para os outros.
— A Azul tem razão. Essa ainda é a nossa cidade. – Disse o Serio firmemente e todos concordaram.
— Muito bem. Combo Niños, vamos! – Paco exclamou, então os quatro colocaram suas máscaras e foram transportados.
Mudando de cena:
Os quatro seguiram em direção ao centro da cidade por cima dos prédios. Assim que chegaram, os quatro olharam em volta e não viram ninguém. De repente eles vêem um boneco de palitos andando de forma desengonçada pelas ruas.
— Parece que encontramos. – Disse o Serio observando.
— Até que ele é bonitinho. – Disse a Pilar sorrindo, enquanto olhava para o destroyer.
— Aquele é um membro dos 15 Fatais? – Paco perguntou sem entender o que estava acontecendo.
— De acordo com o meu rastreador, sim. – Disse a Azul, olhando o seu rastreador. – Aqui diz que o nome dele é Simple. Não tem muitas informações sobre ele, mas aqui também diz que ele é o segundo membro do terceiro nível dos 15 Fatais, então é melhor tomarmos cuidado.
— Vocês ouviram. Combo Niños, vamos! – Paco exclamou e os quatro seguiram em direção ao destroyer.
Mudando de cena:
Grinto estava treinando no salão de treino quando, de repente alguém começa a ser transportado para dentro de lá.
— Será que os quatro já voltaram? – Perguntou o Cabeça Velha.
— É estranho. Parece que essa pessoa não está sendo muito bem reconhecida. – Grinto observou.
— Mas era para os quatro serem transportados imediatamente. Sem contar que não tem outra pessoa que saiba desse lugar. – Disse o Cabeça Velha pensativo.
— Essa não. – Disse o Grinto assustado, então ele começa a olhar em volta até pensar em algo.
— O que foi Grinto? – Perguntou o Cabeça Velha. De repente Grinto o segura e depois anda até uma pilastra e aperta alguns botões, abrindo um compartimento. – O que está fazendo?
— Cabeça Velha. Não faça nenhum barulho. Tente não ser descoberto. – Grinto explicou para o Cabeça Velha.
— Do que está falando? – O Cabeça Velha perguntou, até entender o que estava acontecendo. – Grinto, não. Você não pode enfrentá-lo sozinho.
— Ele vai fazer de tudo para me enfrentar frente a gente. Não sei quais cartas ele tem na manga, mas se algo acontecer, você ainda poderá fazer algo. – Grinto explicou.
— Não vou deixar você enfrentar esse cara sozinho. – Respondeu o Cabeça Velha.
— Desculpe Cabeça Velha, mas eu não pedi. Disse o Grinto jogando o Cabeça Velha para dentro do compartimento. – Me desculpe por isso, Cabeça Velha. E obrigado pelo que você fez por mim.
Assim que o Grinto disse isso, ele fechou o compartimento, em seguida, ele pegou seu bastão e se preparou até que, de repente aparece o Glen no centro do salão de treino.
— Olá, Grinto. – Disse o Glen sorrindo cruelmente, enquanto os dois se entreolhavam firmemente.
Continua...
Notas finais
Espero que tenham gostado. Postarei o próximo capítulo até dia 10 ou até 2 da manhã do dia 11, até lá ;)
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