A Volta dos Combo Niños
24 Capítulo 24 - Enfrentando o tempo
Notas iniciais
Era uma bela manhã em Nova Nitza, os Combo Niños tinham acabado o treino de antes das aulas, e estavam se alongando. Enquanto se alongavam, Serio, Azul e Pilar perceberam que Paco estava com um enorme sorriso enquanto fazia seu alongamento.
— Por que está sorrindo tanto, Paco? – Azul perguntou, enquanto os três olhavam para ele.
— Estou apenas me lembrando de como nós já conseguimos derrotar tantos membros dos 15 Fatais. – Disse o Paco, deixando os outros pensativos. – Pensem bem. Nesse ritmo, logo derrotaremos todos eles.
— Não seja tão confiante, Paco. – Disse o Grinto se aproximando, falando de forma firme, chamando a atenção de todos. – Devemos lembrar de que cada membro dos 15 Fatais é muito mais poderoso que o anterior.
— Eu sei, Grinto. – Disse o Paco se levantando. – Apenas estou feliz por conseguirmos chegar tão longe.
— Tem razão. – Disse o Grinto, começando a falar mais calmamente, como faz normalmente. – E vocês estão de parabéns por chegarem tão longe. Apenas peço que tomem cuidado. Entendido?
— Por enquanto eu só vou precisar ter cuidado com o Nori e os amigos dele. – Disse o Serio enquanto pegava sua mochila.
— Aqueles três voltaram a te incomodar? – Pilar perguntou enquanto também pegava sua mochila.
— É que... Depois do que aconteceu, quando eu estava sendo transformado, Nori e os amigos dele, começaram um boato de que eu era um monstro, e esse boato começou a circular pela sala lentamente, até que todos lá começaram a pensar assim. Então eu contei a todos que naquele dia eu estava me sentindo mal, que não era eu mesmo, e consegui acabar com o rumor, fazendo todos pararem de pensar assim de mim. Infelizmente, Nori e os amigos dele também pararam de pensar assim, e voltaram a me incomodar. – Serio explicou, enquanto os quatro se preparavam.
— Simplesmente dê uma surra neles. – Disse o Paco colocando a mochila nas costas.
— Eu acabei de fazê-los parar de pensar que eu sou um monstro. Acho que bater neles não é a melhor opção. – Disse o Serio a respeito do plano do Paco.
— Não estou dizendo para você tentar matá-los, como daquela vez. Mas apenas dar um golpe neles. – Paco explicou sua idéia.
— Vamos, crianças. A aula já vai começar. – Disse o Grinto para os quatro, que seguiram até o centro do salão de treino, e foram transportados. Assim que isso aconteceu, Grinto pareceu mais chateado, e começou a respirar fundo.
— O que foi, Grinto? – Perguntou o Cabeça Velha se aproximando. – Parece mais preocupado que o normal.
— Apenas estou pensando. Nesse ritmo em que os quatro estão indo, derrotando os 15 Fatais, não demorará para chegar nele. – Disse o Grinto enquanto se sentava.
— Não se preocupe. Vamos achar um jeito de deter o Glen, antes que ele consiga chegar a tanto. – Disse o Cabeça Velha, consolando o Grinto, que sorriu para ele, demonstrando um pouco de confiança.
Mudando de cena:
Glen estava andando pela floresta de Nova Nitza, até encontrar um relógio solar.
— Então esse é o seu plano. – Disse o Glen se aproximando, observando o relógio solar.
— Sim. Estou cansado de esperar. Está na hora de me libertar. E este é o destroyer que pode fazer isso. – Disse o Destroctos para o Glen que, depois de observar bem o relógio, o atingiu com um chute, destruindo-o, revelando uma pedra logo abaixo, com o desenho de uma ave.
— A Ave do Tempo. – Depois de dizer isso, Glen estende a mão na direção da pedra, e lança uma rajada de fogo nela, mas nada aconteceu com o desenho. Vendo isso, Glen se preparou e lançou outra rajada também com o outro braço. Vendo que nada acontecia, Glen usou cada vez mais força, até que o desenho na pedra começou a brilhar.
Percebendo isso, Glen parou de lançar sua rajada, e começou a respirar fundo, demonstrando estar muito cansado. De repente uma ave com cerca de cinqüenta centímetros, verde, com um bico longo, que tinha cerca de dez centímetros, e com um relógio no peito, saiu de dentro da pedra, fazendo sons agudos, como os de uma águia, voando para vários lados.
— Ave do Tempo! – Glen exclamou, chamando a atenção do destroyer, que voou até ele. – Meu nome é Glen. Sou aprendiz do Destroctos. – Assim que Glen disse isso, ele estende o braço e a ave do tempo pousa nele.
— Agora diga para que ele volte no tempo, para o tempo quando eu fui derrotado pelos Combo Niños, há quatro anos, e me traga para este tempo. - Destroctosexplicou ao Glen.
— Destroctos quer que você volte para o momento que ele foi derrotado, há quatro anos, e o traga para este tempo em que nós estamos. – Glen explicou para a Ave do Tempo, que abriu suas asas, e o ponteiro do relógio em seu peito começou a girar rapidamente, e um portal se abriu em volta dos dois, mas, de repente se fechou, deixando Glen um pouco confuso. – Isso era para acontecer?
— Ainda estou preso aqui! – Destroctos exclamou irritado.
— Acho que isso é um não. – Disse o Glen, olhando para o destroyer. – O que aconteceu, Ave do Tempo?
Ouvindo a pergunta, a Ave do Tempo começa a fazer vários sons agudos, mas Glen não entendia.
— Essa não. – Disse o Destroctos, chamando a atenção do Glen.
— O que ele disse? – Glen perguntou curioso.
— Essa prisão onde estou, interfere nos poderes da Ave do Tempo, impedindo que ele volte em qualquer parte do tempo onde eu estive. – Disse o Destroctos ficando cada vez mais irritado com o que estava acontecendo. – Mais um membro dos 15 Fatais que demonstra sua inutilidade.
- Não sejamos tão precipitados. – Disse o Glen, sorrindo.
— Do que está falando? – Destroctos perguntou sem entender.
— Apenas que há mais de uma forma de alguém mostrar sua utilidade. – Disse o Glen olhando para a Ave do Tempo, e sorrindo de uma forma cruel.
Mudando de cena:
Era hora do recreio no colégio onde os Combo Niños estavam.
— Recreio. Minha parte favorita na escola. – Disse o Paco deitado em uma mesa do lado de fora das salas de aula, perto das quadras, enquanto os outros permaneciam sentados na mesa, comendo seus lanches.
— Você deixa isso bem claro todos os dias. – Disse a Pilar, olhando para o Paco, que apenas sorriu.
— E ai, Serio. – Ao ouvir isso, Serio é atingido por um tapa na nuca. Então ele olha para trás e vê o Nori e os amigos dele, que continuam andando em frente.
— Se quiser, eu dou uma surra neles. – Disse o Paco se sentando na mesa, junto com os outros.
— Depois eu dou um jeito nisso. – Disse o Serio, parecendo não se importar, e voltou a comer o seu lanche.
— Crianças. – Os quatro ouviram uma voz e olharam para a direção de onde veio, e viram o Grinto, usando seu uniforme de zelador da escola. – Tem um destroyer a solta. É melhor vocês irem até o centro da cidade.
Ao ouvirem isso, os quatro concordaram e saíram escondidos da escola, colocaram suas máscaras e seguiram em direção ao centro da cidade.
Mudando de cena:
Os quatro seguiram por cima dos prédios, até chegarem ao centro da cidade, mas assim que chegaram, se surpreenderam ao ver que estava tudo normal.
— Já não era para termos ouvido uma explosão, ou algum prédio já não deveria ter sido jogado na nossa direção? – Serio perguntou enquanto os quatro olhavam em volta.
— Vamos procurar pelo destroyer. Cada um em uma parte da cidade. – Disse a Azul para os outros.
— Isso. – Disse o Paco, concordando. – quem não encontrar, volte para esse ponto onde estamos.
Os três concordaram com o plano e cada um procurou em um canto da cidade.
Alguns minutos depois, Pilar voltou para o prédio onde eles estavam antes, e viu que os outros já estavam lá.
— Parece que vocês também não se deram bem nessa nossa procura. – Disse a Pilar olhando para os três, que concordaram.
— Será que o mestre Grinto se enganou? – Azul perguntou um pouco preocupada.
— Ele nunca se enganou sobre isso antes. – Disse o Serio pensativo sobre a situação.
— Talvez seja melhor falarmos com ele. Vamos voltar. As aulas já vão começar. – Disse a Azul para os três, então os quatro seguiram de volta para a escola, sem saberem que estavam sendo observados pela Ave do Tempo, que estava embaixo de um telhado, escondida, e depois voou até pousar no braço do Glen, que estava com o braço estendido, mostrando que estava esperando por ele.
— Siga-os. E quando tiver a chance, mande-os para um tempo onde você saiba que eles serão eliminados. – Glen explicou para a Ave do Tempo que, ouvindo isso, começou a voar, seguindo os quatro, sem que percebessem.
Mudando de cena:
Chegando na escola, os quatro foram até o salão de treino, onde estavam o Grinto e o Cabeça Velha.
— Foram rápidos dessa vez. – Disse o Cabeça para os quatro.
— Não encontramos nenhum destroyer. – Disse a Pilar, deixando o Grinto e o Cabeça Velha surpresos.
— Como assim, não encontraram nenhum destroyer?! – O Cabeça Velha perguntou irritado.
— Procuramos em toda parte da cidade. – Paco tentou explicar.
— Então é melhor voltarem lá e procurarem melhor, antes que eu chute vocês até lá! – O Cabeça Velha exclamou mais irritado. – Posso não ter pernas, mas ainda posso fazer isso!
— Calma, Cabeça Velha. – Disse o Grinto se aproximando. – É melhor vocês irem para as suas salas. A aula já começou. Vou conversar com o Cabeça Velha para ver o que está acontecendo.
Enquanto isso, a Ave do Tempo voou por cima da escola, até pousar encima do telhado da escola e, assim que pousou, começou a se concentrar.
Nesse momento, Paco estava em uma sala, cochilando enquanto o professor falava, Pilar estava em outra sala, prestando atenção na aula em alguns momentos, e em outros apenas olhava para o teto da sala, pensativa. E em outra sala estavam a Azul, que prestava atenção na aula e anotava tudo que o professor falava, e Serio, que em alguns momento prestava atenção na aula e em outros momentos olhava para a Azul, e sorria enquanto olhava para ela.
No salão de treino, Grinto andava de um lado para outro, tentando entender o que estava acontecendo.
— O que pode ter acontecido? Um membro dos 15 Fatais tinha sido libertado. Mas por que não começou um desastre na cidade, ou tentou atacar os quatro? – Grinto se perguntava enquanto andava de um lado para outro.
— Temos que pensar. – Disse o Cabeça Velha, também pensativo. – Vamos tentar lembrar dos 15 Fatais. Todos os membros do primeiro nível foram derrotados. E quatro membros do segundo nível também.
— Essa não! – Grinto exclamou, parecendo se lembrar de algo.
Assim que disse isso, Grinto se transporta para o depósito e depois corre em direção as salas de aula.
Enquanto Grinto corria, a Ave do tempo começou a abrir as asas e um portal começou a surgir em volta da escola.
Todos estavam tento aula nesse momento, quando, de repente, um tremor enorme começa, e a escola parece que começa a girar por alguns instantes, até que para.
— Estão todos bem? – Perguntou o professor na sala do Serio e da Azul, enquanto todos se levantavam do chão. – Acalmem-se, por favor. – Vou abrir a cortina e a janela, para vocês respirarem um ar fresco.
Assim que o professor abre a janela, ele vê o rosto de um tiranossauro na sua frente, assustando-o, fazendo-o gritar e cair no chão, chamando a atenção do dinossauro.
— Rápido. Se abaixem. – Disse a Azul para todos, sem falar muito alto. Então todos se abaixaram e seguiram em direção a porta calmamente, até passarem por ela, e a fecharam.
Depois disso, todos os alunos, e o professor, permaneceram esperando no corredor, todos com dúvidas.
— O que aconteceu? De onde aquele dinossauro veio? – Serio perguntou para Azul.
— Será que é o destroyer que foi solto? – Azul perguntou, pensando na possibilidade.
— Mas você notou o ambiente atrás do destroyer? – Serio perguntou, se lembrando.
— Sim. Não tinha nada da cidade. Era apenas uma floresta. – Disse a Azul, pensativa. – É melhor procurarmos o Paco e a Pilar para entender melhor o que está acontecendo.
— Olha. Eles estão ali. – Disse o Serio, apontando para um lado do corredor, onde as turmas do Paco, da Pilar, e outras turmas, se aproximavam. – Parece que vocês também notaram algo estranho acontecendo. – Disse o Serio para o Paco e para a Pilar, assim que se aproximaram.
— Notei quando um dinossauro de pescoço longo se aproximou da janela da minha sala e começou a comer as plantas que estavam próximas, assustando a todos. – Disse o Paco, explicando o que aconteceu.
— A única coisa estranha que aconteceu na minha sala, foi um pássaro gigante com escamas, passando pela janela e voando de um lado para o outro, assustando todos que estavam lá dentro. Mas, graças a Deus, todos conseguimos sair de lá a salvo, e depois conseguimos fechar a porta, para que aquelas coisas não nos seguissem. – Pilar explicou para os três.
— Acalmem-se! – Exclamou um dos professores, chamando a atenção de todos os alunos. – Vamos nos acalmar. Precisamos achar um jeito de sair daqui.
— Não vai adiantar. – Todos ouviram uma voz, então olharam para a direção de onde vinha, e viram o Grinto se aproximando. – Zelador Grinto.
— Precisamos bloquear todas as portas e janelas, e permanecer calmos, aqui dentro. – Grinto explicou para todos.
— Do que está falando? – Perguntou uma professora.
— Existem dinossauros para todos os lados, lá fora. Fazendo com que não seja seguro sair. E esses dinossauros vão vir para cá, e entrarão, se não bloquearmos as passagens. – Disse o Grinto, deixando todos assustados e pensativos. – Não há muito tempo para explicar o que está acontecendo. Existem quatro portas principais para o lado de dentro da escola. Vamos nos dividir em quatro grupos. Cada grupo vai até uma porta. Depois todos vão até as salas, e bloqueiem todas as janelas, usando mesas, cadeiras, e o que mais puderem.
Ouvindo isso, todos começaram a se dividir em quatro grupos.
— O que está acontecendo? – Azul perguntou em voz baixa, enquanto os quatro se aproximavam do Grinto.
— Infelizmente, realmente não dá tempo de explicar. Cada um de vocês vá com um grupo, e proteja-os. – Grinto explicou para os quatro, que concordaram. Cada um foi com um grupo, e começaram a bloquear tudo.
Enquanto bloqueavam todas as passagens possíveis, Paco seguia com seu grupo, quando começou a contar as salas que eles haviam bloqueado.
— Já foram três do segundo andar, duas no corredor perto das escadas, as duas perto da sala do diretor... – Assim que contou essa parte, Paco se assustou ao lembrar. – Essa não.
Nesse momento, na sala do diretor, que ficava na parte de fora da escola, em frente ao local onde todos estavam, o diretor estava se levantando do chão.
— Nossa. Acho que bati a cabeça e acabei desmaiando depois daquele tremor. Acho que ainda estou um pouco tonto. Talvez seja melhor eu sair para tomar um pouco de ar fresco. – Disse o diretor, que saiu da sala e, assim que saiu, começou a respirar fundo. – O ar parece mais fresco que o normal. – Depois de falar isso, o diretor olha em volta e se surpreende ao ver a floresta onde se encontrava. – O que é isso?
O diretor se virou e olhou atrás de onde ficava sua sala, e se surpreendeu mais ainda ao ver dois deinonychus se aproximando de onde ele estava.
Nesse momento, Paco estava abrindo a janela da sala em frente a sala do diretor, quando viu o que estava acontecendo.
— Diretor! – Paco exclamou ao abrir a janela, chamando a atenção do diretor. – Vem!
Ouvindo isso, o diretor correu o máximo que pôde, mas os dinossauros correram atrás dele. Vendo que o diretor iria ser pego, Paco se preparou. Assim que viu os dois dinossauros se aproximando, o diretor se abaixou e fechou os olhos.
Os deinonychus abriram a boca, para pegá-lo, mas nesse momento, Paco pulou e atingiu o fusinho dos dois, cada um com um pé, empurrando os dois para trás, depois pegou o diretor pela camisa e o puxou.
— O que? – Perguntou o diretor, assustado.
— Vem! – Paco exclamou, e os dois correram, enquanto os dois dinossauros voltavam a correr atrás deles. Assim que passaram pela janela, Paco a fechou, mas os deinonychus a quebraram, passando metade do corpo para dentro. – Corre! – Paco exclamou para o diretor, que correu para fora da sala. Depois Paco pegou uma cadeira, saiu da sala, fechou a porta e prendeu a maçaneta com a cadeira, depois correu em direção a parte da escola, onde todos estavam antes.
Enquanto isso, todos os grupos estavam se aproximando de onde o Grinto e alguns professores estavam.
— Parece que estão todos aqui. – Disse uma professora, enquanto Grinto olhava em volta, observando.
— Onde está o Paco? – Grinto perguntou, quando, de repente todos vêem o diretor se aproximando, com o Paco logo atrás.
— Diretor? – Perguntou um dos professores.
— O que houve, Paco? – Grinto perguntou ao Paco, que tomava fôlego depois de ter corrido tanto.
— Alguns dinossauros conseguiram entrar em uma sala. Consegui bloquear um pouco a porta, mas duvido que vá segurar por muito tempo. – Paco explicou a situação.
— Talvez seja melhor levar todos até o depósito. – Disse a Pilar, chamando a atenção do Grinto.
— Boa idéia. – Disse o Grinto para a Pilar, depois olhou em volta. – Todos. Vamos seguir em direção ao depósito. Mantenham-se todos juntos. Entendido?
Todos concordaram e seguiram em direção ao depósito. Enquanto isso os dois deinonychus conseguiram quebrar a porta, e seguiram pelos corredores.
Estavam todos se aproximando do depósito, se mantendo juntos o tempo todo.
— Dinossauros! – Um dos garotos, no final da fila que seguia, exclamou, chamando a atenção de todos, que viram os dois deinonychus se aproximando.
Vendo isso, Serio, que estava perto do final da fila ficou assustado, então ele olha em volta, para ver o que fazer, então ele vê o Paco que estava do seu lado. Paco olha para ele confiantemente e Serio faz o mesmo.
Todos tentavam correr, enquanto os deinonychus se aproximavam, então, alguns garotos no final da fila se abaixaram com medo, vendo que não conseguiriam escapar. Assim que os dois dinossauros se aproximaram dos garotos, Serio e Paco se aproximaram por baixo, e atingiram os dinossauros, cada um chutando abaixo do queixo de um dos deinonychus, e depois os dois atingiram os dinossauros com um chute no peito, jogando-os para trás.
— Vão! – Serio exclamou, chamando a atenção dos garotos que estavam abaixando, então eles se levantaram e correram. – Precisamos afastar esses dinossauros daqui.
— Já sei para onde levá-los. – Disse o Paco sorrindo, enquanto isso, os dois dinossauros se recuperavam.
— Venham aqui. – Disse o Serio, enquanto ele e o Paco chamavam a atenção dos deinonychus.
— Venham aqui, lagartixas crescidas. – Disse o Paco, então os dois correram passando pelos dinossauros, que tentaram comê-los, mas eles conseguiram desviar, e depois correram o máximo que podiam, enquanto eram seguidos pelos dois dinossauros.
Depois de correrem um pouco, os dois se aproximavam da sala, onde o Paco tinha prendido os deinonychus.
— É ali. – Disse o Paco, até que os dois chegaram na porta da sala, que estava quebrada acima da maçaneta.
— Rápido. Entre. – Disse o Serio, vendo que os dois dinossauros estavam se aproximando, então os dois entraram.
— Agora só precisamos achar um jeito de mandá-los para o lado de fora. – Disse o Paco para o Serio.
— Essa não. – Disse o Serio enquanto olhava para o lado de fora.
— O que foi? – Paco perguntou então também olhou e viu cerca de vários outros deinonychus se aproximando, mas ainda um pouco longe de onde eles estavam. – Essa não. Se sairmos, ainda mais com aqueles dois atrás de nós, seremos o almoço deles. E agora, o que faremos?
Serio olhou em volta, pensativo, até que teve uma idéia.
— Paco. Gostaria de testar sua força? – Serio perguntou sorrindo, e Paco sorriu de volta, demonstrando estar gostando da idéia.
Assim que os dois dinossauros entraram, eles vêem o Serio e o Paco do outro lado oposto da janela.
— Podem vir, lagartixas. – Disse o Paco, enquanto os dois deinonychus se aproximavam cada vez mais.
— O que foi? Perderam a fome? – Serio perguntou. Os dois dinossauros começaram a correr na direção dos dois, até chegarem bem perto. – Agora, Paco!
Ao dizer isso, Serio se abaixou, Paco pegou uma cadeira que estava atrás dele e atingiu os dois deinonychus com ela, jogando-os para fora da janela.
Depois disso, os dois pegaram uma mesa e a prenderam firmemente na janela. Então pegaram outra mesa, saíram da sala e a prenderam na porta, depois seguiram até o depósito.
Assim que chegaram lá, os dois viram todos sentados.
— Tudo bem? – Azul perguntou para os dois.
— Tudo. Conseguimos prender os dois dinossauros de novo do lado de fora. Pelo menos, do jeito que prendemos, deve demorar mais tempo para eles quebrarem o bloqueio. – Paco explicou.
— O que está acontecendo aqui?! – Um professor exclamou. – Estou cansado de não ter respostas.
Ouvindo isso, Grinto respirou fundo.
— Escutem todos. – Grinto chamou a atenção de todos que estavam no depósito. – Todos devem se lembrar das criaturas que aparecem algumas vezes na cidade. Certo? – Ouvindo a pergunta, todos concordaram. – Aparentemente um desses possui a habilidade de controlar o tempo. E usou essas habilidades, nos mandando para a pré-história.
— Quer mesmo que acreditemos nisso? – Uma professora perguntou, sem acreditar.
— O nome dele é Ave do Tempo. – Disse a Azul lendo em seu rastreador sobre o destroyer.
— O que é isso? – Alguns alunos perguntaram, deixando a Azul sem saber o que dizer.
— Mas por que, de tudo que essa coisa pode fazer, ela escolheria mandar um colégio cheio de alunos e professores para a pré-história. – Outro professor perguntou. – Por que ele está atrás de nós?
— Mas ele não está atrás de nós. E sim dos Combo Niños. – Grinto respondeu com uma expressão incomodada.
— Os Combo Niños estão aqui? – Um aluno perguntou animado com a possibilidade.
Grinto olhou para os quatro, que olhavam para ele, preocupados com o que estava acontecendo.
— Não há mais motivos para esconder isso. Há muito em jogo. – Grinto explicou para os quatro, que concordaram, então cada um abriu sua mochila, pegaram suas máscaras e as colocaram, deixando todos surpresos.
— Vocês são os Combo Niños? – Um aluno perguntou assustado.
— Mas se o destroyer estava à solta. Como não o percebemos? – Azul perguntou curiosa para o Grinto.
— Diferente de outros membros dos 15 Fatais. A Ave do Tempo é mais cuidadosa em suas aparições. – Grinto explicou mais.
— Mas como saberemos onde ela está? Pode estar em qualquer lugar. – Disse o Serio preocupado.
— A Ave do Tempo é um observador. Deve estar em um local onde possa ver bem o que está acontecendo. – Disse o Grinto, deixando os quatro pensativos.
— Mesmo que a derrotemos. Como vamos voltar ao nosso tempo? – Pilar perguntou depois de pensar um pouco.
— A Ave do Tempo possui uma habilidade. Se for derrotada, ela voltará no tempo, para o momento de antes de ser solta. E os únicos em que a memória permanece intacta, são aqueles que o derrotaram e quem o libertou. – Assim que Grinto explicou isso, os quatro ficaram mais pensativos.
— Mas então, se conseguirmos derrotá-lo, ninguém aqui, inclusive você, se lembrará de nada? – Paco perguntou, e os quatro ficaram com essa dúvida.
— Sim. – Grinto respondeu, parecendo um pouco chateado.
Os quatro se entreolharam e concordaram.
Enquanto se preparavam, outros alunos se aproximavam, fazendo perguntas a eles.
— É um trabalho muito difícil, ser um Combo Niño? – Um aluno perguntou para a Pilar.
— Eu não vejo como um trabalho. Vejo mais como um hobby. – Pilar respondeu sorrindo.
— Vocês treinam muito, sempre? – Outro aluno perguntou para o Paco.
— Claro. Treinamos antes e depois das aulas. – Paco respondeu, se exibindo, mostrando os músculos de seus braços.
— Que aparelho é esse? – Uma aluna perguntou para a Azul, vendo o rastreador dela.
— É o meu rastreador. Fala sobre os destroyers, para podermos enfrentá-los. O nome deles, a força deles, as habilidades. – Azul explicou, deixando os alunos surpresos.
— Onde você conseguiu? – Outra aluna perguntou a ela.
— Fui eu que fiz. – Azul respondeu para ela, deixando todos muito mais surpresos.
— Nossa, Azul. Você é tão esperta. – Disse outra aluna, deixando a Azul um pouco sem graça.
Enquanto os quatro respondiam algumas perguntas, Nori e seus amigos se aproximaram do Serio.
— Então você era um Combo Niño o tempo todo. – Disse o Nori, tentando confirmar.
— Sim. – Serio respondeu normalmente.
— E você poderia ter nos dado uma surra a qualquer momento. Não é? – Nori perguntou, olhando para o Serio.
— É. Acho que sim – Serio respondeu, sem saber o que dizer.
— Desculpe. Se soubéssemos que você era tão legal, não te perturbaríamos tanto. – Disse o Nori cabisbaixo.
— Talvez vocês devam aprender nisso. – Disse o Serio, chamando a atenção dele. – Não fiquem perturbando as pessoas aqui. Você nem mesmo nos conhece.
Depois disso, Serio, Azul, Paco e Pilar foram até o Grinto.
— Tomem cuidado, crianças. – Disse o Grinto e os quatro sorriram para ele.
— Pode deixar. – Disse a Pilar e os três concordaram com ela.
— Como o zelador sabe tanto sobre tudo isso? – Um professor perguntou sem saber.
— Quem você acha que nos treinou? – Paco perguntou sorrindo.
— Talvez seja melhor levar a todos para o salão de treino. – Disse a Azul para o Grinto.
— O salão de treino não foi transportado. O salão de treino ficava abaixo da escola, e apenas a superfície da escola para cima, que foi mandado para cá. – Grinto explicou. – Podem ir. Eu vou ficar aqui e proteger a todos, enquanto vocês vão atrás da Ave do Tempo.
Os quatro saíram do deposito e começaram a andar pelos corredores da escola.
— Como vamos sair daqui? – Serio perguntou enquanto os quatro andavam.
— Passar pela janela por onde eu trouxe o diretor, não é uma opção. – Disse o Paco para os três.
— Vamos sair pelo andar de cima. Do lado contrário da sala do diretor. – Disse a Azul e os outros concordaram.
Os quatro seguiram até a sala do Serio e da Azul e passaram pela janela. Depois continuaram andando.
— E agora? Onde encontraremos esse destroyer? – Paco perguntou para os três.
— De acordo com o Grinto, a Ave do Tempo é um observador. E ele está atrás de nós. Vamos seguir por um caminho, para sair da visão desse destroyer, fazendo com que ele nos siga. Então vamos nos manter focados para encontrá-lo assim que ele se aproximar. – Pilar explicou seu plano.
— Aqui tem uma imagem dele. – Disse a Azul, mostrando seu rastreador para os três, para que vissem a imagem do destroyer.
— Uma ave verde, de cinquenta centímetros, com um bico um pouco longo e um relógio no peito. Acho que não é difícil percebê-lo. – Disse o Paco, observando a imagem.
— O fato dessa coisa ter penas, já facilita muito. – Disse o Serio, também vendo a imagem.
De repente os quatro sentem um tremor e então, aparece um tiranossauro, saindo de trás da escola, surpreendendo-os. Depois o tiranossauro se aproximou e tentou pegá-los com os dentes, mas os quatro pularam para trás.
— Acho que precisamos de um novo plano. – Disse a Azul, enquanto os quatro permaneciam em posição de ataque.
— Esse tiranossauro vai ser um grande problema. – Disse o Serio para os três. Nesse momento Pilar olha para trás, e se assusta.
— E parece que ainda vai piorar bastante. – Disse a Pilar, chamando a atenção dos três, que olharam para trás e viram vários deinonychus se aproximando.
O tiranossauro os atacou novamente com os dentes, mas os quatro pularam para trás de novo, desviando. De repente os deinonychus começaram a atacar, mas os quatro conseguiam desviar, fazendo com que o tiranossauro também atacasse alguns dos deinonychus. Mesmo assim, com tantos dinossauros atacando ao mesmo tempo, os quatro acabaram se afastando um pouco uns dos outros.
Paco e Pilar começaram a desviar mais dos ataques do tiranossauro, enquanto o Serio e a Azul desviavam dos ataques dos deinonychus.
— Vamos precisar seguir em direções diferentes! – Paco exclamou, chamando a atenção do Serio e da Azul. – Se encontrarem a Ave do Tempo, sigam-no! Assim que dermos um jeito nesse grandalhão estressado, vamos procurá-lo também!
Ouvindo isso, Serio e Azul concordaram e levaram os deinonychus para outra direção, para não prejudicarem o Paco e a Pilar, que desviavam dos ataques do tiranossauro.
Enquanto corriam e desviavam dos ataques dos deinonychus, Serio e Azul se depararam com uma descida muito grande e muito íngreme.
— E agora? – Azul perguntou, vendo que os dinossauros se aproximavam cada vez mais.
Vendo também isso, Serio ficou pensativo, olhando em volta, até que tomou uma decisão.
— Vamos precisar pular. – Disse o Serio, deixando a Azul assustada com o que ele disse.
— O que?! – Azul perguntou assustada.
— Aquelas coisas bloquearam qualquer caminho. Se não pularmos, seremos feitos em pedaços.
— Mas a descida é muito íngreme. – Disse a Azul, olhando a descida. – Não sabemos onde vamos parar.
Nesse momento, Serio segura a mão dela.
— Não se preocupe. Eu vou estar com você. – Disse o Serio, confortando a Azul.
Assim que os deinonychus chegaram bem perto, os dois pularam. Quando caíram, Azul atingiu o braço direito em uma pedra maior, e os dois começaram a rolar a descida, que era cheia de pedras.
Depois de rolarem pela descida, os quatro chegaram em uma superfície mais plana, com o Serio caindo encima da Azul, abraçando-a, como se estivesse tentando protegê-la. Assim que os dois recobraram um pouco a consciência, Serio se levantou um pouco e os dois ficaram com os rostos próximos um do outro. Assim que perceberam, os dois coraram um pouco, e Serio se levantou rapidamente.
— Tudo bem? – Serio perguntou, tentando achar algum assunto.
— Acho que sim. – Disse a Azul começando a se levantar, mas começou a sentir uma dor enorme no braço direito.
— O que foi? – Serio perguntou assustado.
— Acho que quebrei meu braço. – Disse a Azul colocando a outra mão por cima do braço, sem saber o que fazer.
— Já sei o que fazer. – Disse o Serio, tirando a blusa que estava usando por cima da camiseta que ele usava. Depois disso, Serio enrolou a blusa e a passou em volta do ombro da Azul, fazendo com que ela pudesse usar como uma tipóia.
— Obrigada. – Disse a Azul sorrindo para o Serio, que sorriu de volta para ela. De repente os dois escutam algo se movendo, não muito distante de onde eles estavam.
— Vamos. É melhor sairmos daqui. – Disse o Serio ajudando a Azul a se levantar.
— Olha! – Azul exclamou, apontando para cima. Serio se vira e vê a Ave do Tempo voando.
— A Ave do Tempo! – Serio exclamou sorrindo. – Vamos.
Serio e Azul então correram atrás do destroyer.
Enquanto isso, Paco e Pilar estavam desviando dos ataques que o tiranossauro dava.
— Vem! Pode vir! – Paco chamava a atenção do tiranossauro, enquanto desviava. Até que o dinossauro correu atrás dele, pronto para devorá-lo, mas Paco correu de costas, desviando.
Assim que o tiranossauro se aproximou bastante, Paco pulou para trás, mas uma pedra atrás dele o impediu de se afastar mais. Vendo que o tiranossauro estava prestes a comê-lo, Paco se abaixou, mas notou que nada tinha acontecido, então ele olha para frente e vê que a pedra que o tinha atrapalhado, também atrapalhava o dinossauro de pegá-lo, impedindo de aproximar sua boca de onde o Paco estava, mas ainda assim, o tiranossauro continuava tentando.
Percebendo o problema do Paco, Pilar olha em volta e vê uma pedra pontuda no chão, então ela a pega.
— Paco! – Pilar exclamou e jogou a pedra perto do Paco. – Use na boca dele!
Ouvindo isso, Paco pegou a pedra e a atingiu na gengiva do tiranossauro, prendendo entre os dentes dele fazendo o dinossauro rugir de dor, se movendo de um lado para outro, tentando achar um jeito de tirar a pedra.
— Valeu pela ajuda. – Disse o Paco se aproximando da Pilar.
— Precisamos sair daqui, rápido. Antes que nosso amigo queira brincar mais. – Disse a Pilar para o Paco,
— Olhe ali! – Paco apontou para frente, e os dois viram a Ave do Tempo voando em direção às arvores. – Verde, com penas, e um relógio no peito. É realmente a Ave do Tempo.
— Vamos atrás dele! – Pilar exclamou e os dois correram atrás do destroyer.
Enquanto corriam em direção às árvores, onde a Ave do Tempo tinha ido, Paco e Pilar encontraram com o Serio e a Azul.
— Paco! Pilar! – Azul exclamou.
— Vocês estão bem? – Pilar perguntou, quando viu que a Azul estava usando a blusa do Serio como tipóia. – Azul? O que houve com você?
— Apenas um acidente. Mas não se preocupe com isso. – Disse a Azul sorrindo.
— Vocês também viram o destroyer vindo para cá? – Serio perguntou para o Paco e a Pilar.
— Sim. Agora vamos até lá, derrotá-lo. – Disse o Paco confiante.
A Ave do Tempo estava entre algumas arvores, procurando algum ponto bom para observar os Combo Niños, quando, de repente, Paco pula em um galho em sua frente, fazendo com que o destroyer voasse para outro lado.
Assim que virou, Pilar pula em um galho tentando pegá-lo, mas o destroyer desvia. Mesmo assim Serio e Azul pulam na direção dele, tentando pegá-lo, mas a Ave do Tempo desvia, voando por cima dos dois.
No momento que a Ave do Tempo passa por cima deles, Serio vê o símbolo do totem da Azul na asa esquerda dele. Depois os dois caíram encima de um galho de uma arvore.
— Azul. Abaixo da asa esquerda dele. É o seu símbolo do totem. – Disse o Serio para a Azul.
— Agora precisamos achar um jeito de pegá-lo. – Disse a Azul, tentando pensar em uma forma.
— Deixa comigo! – Paco exclamou, pulando na direção do destroyer, mas assim que ele se aproximou, o ponteiro do relógio no peito da Ave do Tempo começou a girar em sentido anti-horário, mandando uma onda no Paco, fazendo com que ele voltasse para trás, até chegar no momento antes dele pular, deixando-o confuso. – O que aconteceu.
— Parece que ele te fez voltar no tempo. – Disse a Azul, observando o que aconteceu.
Nesse momento Pilar pula na direção do destroyer, por trás dele, mas, assim que ela faz isso, a Ave do Tempo some, e aparece em outro lugar, fazendo com que a Pilar caísse em direção ao chão, mas consegue se segurar em um galho a tempo.
— Agora esse destroyer consegue se transportar também? – Pilar perguntou, enquanto Azul pensava no que aconteceu.
— Acho que não. – Disse a Azul, enquanto ela e o Serio se aproximavam. – Acho que a Ave do Tempo deve usar o próprio tempo nesse truque. Voltando no passado, mudando de lugar, e depois voltando para cá.
Nesse momento a Ave do Tempo aparece perto deles. Vendo isso, Serio pula de um lado para outro nas arvores, para confundir o destroyer e depois pula na direção dele, mas a Ave do Tempo manda no Serio, o mesmo golpe que usou no Paco, fazendo com que ele voltasse para trás.
Vendo isso, Paco pula na direção do destroyer para atacá-lo, mas a Ave do Tempo para o ataque que estava usando no Serio, e voa para cima, desviando.
Assim que viu o que aconteceu, Pilar se surpreendeu. Depois se aproximou da Azul e contou algo em seu ouvido.
— Tem certeza disso? – Azul perguntou para a Pilar, que sorriu.
— Mesmo tentando confundi-lo, aquele destroyer ainda conseguiu me atingir. – Disse o Serio se levantando.
— Serio. Preciso que você o ataque de novo. – Disse a Pilar se aproximando do Serio.
— Mas como eu vou conseguir atingi-lo? – Serio perguntou sem saber o que fazer.
— Apenas faça. Mas dessa vez ataque pela frente. – Disse a Pilar para o Serio que, ouvindo isso, se preparou e foi na direção do destroyer, pronto para atacá-lo.
No momento que o Serio se aproximou do destroyer, foi atingido novamente pela onda, fazendo-o voltar para trás. Nesse momento, Azul se aproxima do destroyer pelas costas dele e pula por cima dele, conseguindo tocar no símbolo do totem.
— Totem tocar, transformar! – Azul exclamou ao tocar no símbolo do totem e os quatro se transformaram.
— Como você conseguiu, Azul? – Paco perguntou curioso depois que os quatro se transformaram.
— É simples. – Disse a Pilar, chamando a atenção do Paco e do Serio. – A Ave do Tempo possui habilidades com o tempo, podendo usar em si mesmo ou em nós, mas só pode fazer em um de cada vez. Percebi isso quando você atacou o destroyer enquanto ele atingia o Serio com aquela onda. Percebendo isso, bolei um plano e contei para a Azul.
— Agora vamos dar um jeito nesse destroyer. – Disse o Paco e os quatro se prepararam, quando de repente, sentem um tremor, e escutam alguns barulhos, então eles olham para uma direção e vêem o tiranossauro de antes se aproximando, depois olham para outro lado e vêem vários deinonychus se aproximando.
Mudando de cena:
Enquanto isso, vários outros deinonychus tinham entrado no depósito, estando prontos para atacar os alunos, mas Grinto enfrentava todos eles, usando uma vassoura como bastão.
Grinto conseguia atingi-los várias vezes, mas algumas vezes era atingido por algumas mordidas e arranhões. Mesmo assim, Grinto continuava lutando firmemente.
Mudando de cena:
Serio e Pilar enfrentavam os deinonychus, que os atacavam o tempo todo. Pilar usou sua elasticidade, conseguindo desviar dos ataques dos dinossauros.
Alguns deinonychus tentaram morder o Serio, mas ele consegue desviar e depois atinge alguns com suas garras e com chutes, depois Pilar estica sua perna,a tingindo vários deinonychus de lado, jogando-os no chão, fazendo com que alguns fugissem.Mas outros andaram em direção a Pilar, que já estava cansada, mas Serio ficou entre ela e os dinossauros.
Ao verem o Serio, os deinonychus rugiram, se preparando para atacar. Vendo isso, Serio rugi de forma bem mais alta, assustando os deinonychus, fazendo-os fugir.
— Agora sim. – Disse o Serio sorrindo.
— Se quiserem me ajudar, eu não me importaria. – Disse o Paco, segurando a mandíbula do tiranossauro com uma das mãos e o maxilar dele com outra, impedindo que o tiranossauro conseguisse fechar a boca.
— Deixa comigo. – Disse a Azul, que voou por cima do tiranossauro e usou seu grito sônico, deixando-o atordoado. Depois Paco aproveitou, rolou na direção do dinossauro e se jogou nele, atingindo-o no lado esquerdo do rosto, fazendo com que o tiranossauro cuspisse a pedra, que antes estava entre seus dentes. Depois o tiranossauro se afasta, ainda atordoado.
Os quatro se entreolham e depois olham na direção da Ave do Tempo que, vendo-os, começa a levantar vôo e faz um pequeno portal em volta de si.
— O que está acontecendo? – Paco perguntou preocupado.
— Acho que ele vai correr ou voltar no tempo. – Disse a Azul para os outros. – Rápido. Não podemos deixá-lo.
Os quatro correram na direção do destroyer o mais rápido que podiam e, assim que a Ave do Tempo estava prestes a se transportar, Pilar consegue se segurar na calda dele, Serio consegue se segurar na asa direita, Azul consegue se segurar na asa esquerda e Pilar, vendo que o Paco não iria chegar a tempo, esticou um pouco seu braço, conseguindo segurar a mão dele, fazendo com que todos fossem transportados juntos.
A Ave do Tempo voava em alta velocidade, deixando os quatro muito confusos.
— Onde estamos. – Paco perguntou, enquanto os quatro continuavam a se segurar no destroyer. De repente eles olham para baixo e viram um coliseu com uma luta de gladiadores.
— Estamos em Roma? – Pilar perguntou curiosa.
— Em cerca de 68 a 79 depois de Cristo. – Disse a Azul para os três, quando, de repente, eles mudam de lugar.
— Estamos no Japão. – Disse o Serio olhando em volta. – Olhem. E estamos na época dos samurais.
Os quatro viram várias lutas de espadas, casas mais simples, ferreiros fazendo espadas, homens com armaduras de samurais. De repente os quatro mudam novamente de lugar.
— Voltamos para Nova Nitza. – Disse a Pilar olhando em volta.
— Ei! Olhem! Somos nós quando enfrentamos o Amnezium. – Paco apontou para a direção onde estavam os quatro mais jovens, lutando. De repente a Ave do Tempo começa a mudar de lugar novamente.
Vendo isso, Serio atinge a Ave do Tempo, com um soco no queixo, fazendo-a perder um pouco a direção, começando a voar em círculos, até que, novamente, começa a mudar de lugar.
Pouco antes de serem transportados, Azul olha para onde os quatro mais jovens estavam, e vê ela mesma caindo de um prédio, com o Amnezium segurando-a dos lados da cabeça, olhando fixamente nos olhos dela, e vê também que, os olhos do Amnezium estavam girando.
De repente eles mudam de lugar, ainda estando em Nova Nitza, mas a cidade estava um pouco diferente.
— Ainda estamos em Nova Nitza. – Disse a Pilar olhando em volta. – Mas não lembro de a cidade se assim. – Os quatro vêem que tudo está um pouco mais tecnológico.
— Olhem! – Exclamou o Serio apontando para a direção onde tinha o que parecia ser uma cobra gigante, com vários braços saindo do corpo, atacando alguns prédios.
— Nunca vi aquele destroyer. – Disse a Pilar observando.
— Acho que estamos no futuro. – Disse a Azul pensativa.
— Olha! – Pilar exclamou e os quatro viram quatro crianças, as quais eles não conseguiam ver direito, pois estavam muito longe, e essas quatro crianças corriam na direção do destroyer, atacando-o em vários pontos.
De repente o destroyer se prepara para se transportar de novo.
— Agora chega! – Paco exclamou, então ele se puxou pelo braço da Pilar na direção da Ave do Tempo e o atingiu com um soco por cima, fazendo-o cair enquanto eram transportados, até que eles caíram no chão, mas estavam no tempo deles.
— Hora de acabar com isso. – Disse o Paco, enquanto os quatro se levantavam, assim como a Ave do Tempo também. Então Paco corre na direção do destroyer, que lança uma onda do relógio do seu peito, mas Paco pula por cima, desviando, indo na direção da Ave do Tempo. – Combo... – Paco exclamou atingindo o destroyer com um soco, jogando-o para frente, deixando-o atordoado. Então Pilar, que já tinha corrido na frente, estica os braços para frente, segura uma mão na outra, e levanta os braços na direção do destroyer.
— Niños... – Pilar exclamou, atingindo o destroyer com o soco, jogando-o de volta na direção do Paco, fazendo com que passasse por cima dele, indo na direção do Serio, que se prepara.
— Combo... – Exclamou o Serio, atingindo o destroyer com um chute por baixo, jogando-o para cima, na direção da Azul, que estava voando, pronta para atingi-lo com um chute.
— Ataque! – Azul exclamou, jogando o destroyer com um chute em direção ao chão, e ele se transformou em uma pequena bola cinza, e caiu no chão.
Azul pegou a pequena bola cinza no chão, enquanto os quatro voltavam ao normal. De repente uma luz surgiu em volta deles, e os corpos dos quatro começaram a tremer, deixando-os preocupados, até que, de repente, os quatro olham em volta e estão de volta em suas salas de aula, ouvindo tudo que ouviram antes da hora do recreio.
Percebendo isso, Azul olha para o seu braço direito e percebe que não estava mais quebrado, depois ela olha para sua mão esquerda e vê que estava segurando a pequena bola cinza. Azul olha para trás e vê o Serio, que olha para ela e sorri.
Mudando de cena:
Na hora do recreio, os quatro se juntaram no corredor.
— Toma, Serio. – Disse a Azul entregando para o Serio a blusa dele. Sorrindo. – Obrigada pela ajuda.
— Disponha. – Disse o Serio sorrindo de volta.
— Parece que o que o Grinto disse estava certo. Parece que apenas nós nos lembramos do que aconteceu. – Disse o Paco para os três.
— Melhor assim. – Disse a Pilar olhando em volta, sorrindo.
— É. Mas vou sentir falta da admiração. – Disse o Paco, e os quatro começaram a rir.
— Algo engraçado? – Os quatro olharam para trás e viram o Grinto em seu uniforme de zelador.
— Como é bom te ver, Grinto. – Disse o Serio e todos sorriram, olhando para o Grinto, que ficou um pouco confuso.
— Aqui, Grinto. – Disse a Azul, entregando para o Grinto a pequena bola cinza.
— Onde conseguiram isso? – Grinto perguntou mais confuso.
— Grinto. Temos uma longa história para te contar. – Disse o Paco e os quatro se entreolharam, sorrindo.
Continua...
Notas finais
Espero que tenham gostado. Postarei o próximo capítulo até dia 29, ou até 2 da manhã do dia 30. Até lá ;)
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