A Volta de Kratos
12 Capítulo 11 - Luxúria
Notas iniciais
Kratos entrara no portal.
Ele se viu em um turbilhão negro e vermelho, cheio de faces torturadas e gritos, gritos agonizantes, gritos de dor, gritos de socorro...
Kratos então sentiu abater-se na pedra cinza-arroxeada e meio azulada de um local, com um céu roxo cheio de estrelas, mas havia turbilhões, e então Vergil disse:
– Esse é o círculo da Luxúria, os guardiões são os Demônios da Luxúria, a punição para os luxuriosos é nunca mais poderem se tocar, ficará sem nada pelo resto da vida, rodopiando em um furacão eterno...
Kratos viu uma torre enorme, com furacões roxos no topo, nas planícies vastas e montanhosas e havia demônios quase humanos, mas sua pele e seus olhos eram completamente cinza, eram carecas e usavam mantos vermelhos, empunhavam foices, havia Shades andando por lá, almas fugindo, e até mesmo mulheres nuas, com um corpo bem definido, seios fartos, cintura fina, um rosto fogoso.
Kratos se sentiu tentado á ir até elas, mas então se lembrou da esposa, e Dante se sentiu exatamente igual á Kratos.
Vergil disse:
– Esse lugar é perigoso para quem não tem a mente preparada e resistente, a tentação os levará a morte.
Então seguiram o caminho de uma murada de pedra, matando ocasionais Demônios da Luxúria, Shades, demônios portando sabres e espadas, magos demoníacos...
Seguiram o caminho até este acabar em uma vasta planície ao redor da torre imensa e espaçada: Se houvesse arqueiros, magos ou mosqueteiros no topo da torre, poderiam facilmente atingi-los, mas não havia, pois chegaram aos portões só tendo que enfrentar os Demônios da Luxúria com seus mantos vermelhos.
Depois de terem despachado todos, eles entraram na torre.
Foram “recepcionados” por dois Demônios da Luxúria e três Enigmas, e três das mulheres esbeltas que haviam visto nas planícies.
Um deles talhou o braço de Dante, e o outro tentou atingir o ombro de Kratos, mas atingiu a ombreira dourada de Kratos, e teve a foice rebatida, que atingiu o pescoço do mesmo, se afastou do Kratos, gorgolejando, e antes que Kratos fizesse algo, ele recebeu três flechas, uma atingiu o outro ombro, e as outras duas atingiram suas costelas.
Dante girou e decepou o Demônio que lhe atacara, o outro teve a cabeça dividida em dois verticalmente. E então Dante sacou a cruz e apontou-a para os Enigmas, e disparou três cruzes reluzentes grandes de energia sagrada, que ao impactarem-se com as estátuas vivas, as detonaram, e seus cacos saíram voando.
Eles acharam que havia acabado, mas então viram as mulheres, que sorriam maliciosamente, e chamou Kratos com o dedo, como se estivesse em um transe, Kratos foi até ela, à outra fez o mesmo com Dante.
Kratos sentiu os seios fartos da mulher se espremendo em seu peito, e ela tinha arroubos de prazer, Kratos nem notou quando ela sorriu, revelando suas presas afiadas.
Ela se aproximou de Kratos, para morder-lhe o pescoço e cortar sua veia, Kratos sorriu tolamente, imaginando-se com aquela mulher linda.
Mas seu sorriso se apagou quando se lembrou da esposa, assim quebrando o transe.
Então ele se afastou da mulher, levou ambas as mãos ás costas e sacou as Lâminas, mas antes que golpeasse, a mulher ficou de quatro, empinando o traseiro enorme, e ela ronronou igual á uma gata e soltou um gemido de prazer, e saltou em Kratos, com as unhas dos dedos se expandindo em garras.
Kratos simplesmente a deixou chegar perto o suficiente dele, e ele cravou a Lâmina no queixo dela, e a ponta saiu pelo topo da cabeça.
Ela arquejou por um momento, mas caiu, morta, Dante já havia decepado a que tentara matá-lo, e enfrentava a última.
Kratos ia interferir, mas a mulher saltou até Dante, mas Dante a partiu em dois no meio do ar em um movimento vertical da Foice.
As partes separadas da mulher caíram uma de cada lado dele, as tripas arruinadas se espalhavam pelo chão.
Então Kratos disse:
– Elas tentam nos seduzir para nos matar, igual às sereias.
Dante olhou torto para Kratos e disse:
– Sereias não existem, ou pelo menos, nunca vi.
Kratos assentiu, entendia aquilo, o homem vivia em Florença, e o Arno era fedido demais para uma Sereia morar lá.
Seguiu até o topo da torre, enfrentando quaisquer inimigos em seu caminho, as Lâminas ensanguentadas, a Foice manchada de sangue inimigo e corpos mortos se espalhavam, como um rastro de que Kratos e Dante deixavam ao passar.
Então eles chegaram ao topo da torre, Dante olhou para cima e franziu as sobrancelhas e disse:
– Eu esperava algo...
Kratos olhou para trás de Dante e disse:
– Como aquilo?
Dante se virou e compartilhou a visão de Kratos: Uma mulher enorme e de pele cinza, íris arroxeadas e uma roupa egípcia, porém, ela mostrava os seios grandes, mesmo para um ser grande, quase tão grande quanto um titã.
Dante disse:
– Cleópatra.
A Rainha Cleópatra disse para Dante:
– Eu te desprezo, Dante Alighieri, você traiu sua esposa, vai condenar sua própria morte, e fez ela se casar com Lúcifer, tudo pelas tetas de uma garota escrava!
Dante a olhou, ainda envergonhado, porém, furioso e disse:
– E você, que ficou presa aqui por ser a maior puta do século?!
Ela disse:
– Tome cuidado... Eu lhe castigarei severamente por essa ofensa.
Kratos grunhiu:
– O que vai fazer? Dar a bunda para nós até morrermos?
A Cleópatra olhou para Kratos e sua expressão se suavizou um pouco e ela disse:
– Pobre Kratos, perdeu a esposa e a filhinha não foi? Agora vão ficar com o titio Lúcifer, não é?
Kratos ficou furioso, e ela prosseguiu:
– Eu sei que você tem um grande... Talento. E eu acho que poderia me satisfazer, mas provavelmente, não aceitará a oferta.
Kratos resmungou:
– Acertou sua vadia, eu faço isso com gente melhor do que você.
A Cleópatra sorriu e disse:
– Não existe NINGUÉM melhor do que eu. Entende? NINGUÉM!
Kratos disse:
– Minha esposa era melhor.
Então ela disse:
– Por essas blasfêmias, vocês morrerão!
Então, dos mamilos dela, começaram á brotar Demônios da Luxúria, Shades, bestas, cérberos pequenos, minotauros...
As almas que rodopiavam no furacão acima deles observaram a luta, e Kratos girou as Lâminas, despachando Shades e Demônios rapidamente, enquanto Dante balançava a Foice, despachando os cérberos e minotauros que se aproximavam qualquer monstro que chegava perto deles era despedaçado.
Então, depois de certo tempo, ela disse:
– Chega!
Então ela vomitou uma pessoa, que caiu de pé na arena, tinha cabelos brancos, pele cinza, olhos brancos, armadura de aço e bronze e uma espada de aço, e o homem disse:
– Deixe que eu cuide dele, meu amor.
A Cleópatra disse:
– Obrigado, Marco Antônio.
Kratos espantou-se: Aquele homem fora um dos mais importantes da época de César...
Então ligou os pontos: Marco era o amante de Cleópatra quando esta abandonara César!
Marco avançou, golpeando duro e rebatendo ataques.
Ele era muito bom, conseguiu ferir Kratos na barriga e no ombro.
Dante também fora ferido, na perna e no peito, mas Marco também não estava muito melhor, com um corte de foice no peito e uma perfuração na barriga.
Kratos rodopiava, com chamas encobrindo as Lâminas, aquilo cansava Kratos, a magia o cansava, é verdade, mas sem monstros para matar e roubar-lhes a energia vital, aquilo o cansava mesmo.
Marco Antônio uma hora recuou, com Dante e Kratos se aproximando dele, cansados.
Até que Kratos agarrou as costas de Marco e levou a barriga dele contra a outra Lâmina da Morte, e esfaqueou-o brutalmente três vezes seguidas.
A Cleópatra gritou enquanto Marco morria, com as tripas caindo no solo e sangue manchando o local, ele gorgolejava e vomitava sangue.
Dante sacou a cruz e deu o golpe final em Marco, com um raio da cruz, assim absolvendo a alma dele do inferno.
A Cleópatra entrou em um tamanho humano, e chorou sobre o cadáver de Marco, mas então ela levantou a cabeça e viu Dante, ela perguntou:
– Dante... Por favor, fique comigo... Preciso-me reestabelecer...
Mas Dante ergueu a Foice e a levou contra o coração dela.
A Cleópatra caiu no chão, morta, e então a torre começou á se despedaçar e cair, e então Kratos usou as Lâminas para prender-se nas paredes e balançar-se rapidamente, até cair no solo, seguro.
Dante pulou e cravou a Foice na mureta exterior da torre, e enquanto caía, a Foice cortava a torre, e ela reduzia a velocidade, até que tocou o chão em segurança.
Então Kratos perguntou:
– Então, pra onde vamos agora?
Vergil disse:
– Temos de descer o abismo, e entraremos no próximo círculo.
Kratos perguntou:
– Qual?
Vergil disse:
– O Terceiro Círculo do Inferno: A Gula.
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