A Volta Dos Vingadores
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Quando acordei, uma luz forte ofuscou os meus olhos, e demorei para descobrir onde eu estava.
Senti que estava em uma maca, usando uma camisola fina, que me deixava com frio. Um pipipipi das máquinas davam uma música de fundo. Vi alguns rostos olhando para mim. De longe, ouvi alguém falar “ela acordou”. Senti uma picada em meu braço, e tudo ficou escuro novamente.
Quando acordei pela segunda vez, minha visão ainda estava embaraçada, e eu estava sonolenta. Tentei mexer meus dedos dos pés, das mãos, e pensei aliviada “ótimo, ainda está tudo aqui”.
Conforme meus olhos se acostumavam à luz, pude perceber que um delicioso cobertor me cobria. Eu estava em uma cama. Ao lado havia uma pequena mesa, onde um enorme buquê de rosas cor-de-rosa estava em um lindo vaso. Sorri. Tentei me lembrar do que havia acontecido antes.
“Festa do prefeito? Confere. Dança com Clint? Confere. Dança com Steve? Confere. Luana?” torci o nariz “Confere. Enchanted da Taylor Swift? Confere. Uma luz ofuscante? Confere.”
Mas e depois? Como vim parar aqui? Mexi minha perna, incomodada com alguma coisa que apertava. Gemi quando senti dor. A porta se abriu, e uma enfermeira com um sorriso acolhedor entrou, trazendo um copo de leite e biscoitos.
- Olá querida, finalmente acordou! – ela disse, nunca parando de sorrir.
- Onde eu estou? E o que aconteceu? A quanto tempo estou aqui?
- Calma, — ela riu – uma pergunta de cada vez. Deixa eu ver, você está no hospital. Aquele rapaz loiro e bonito a trouxe, logo depois de você levar um tiro na perna, querida. Você passou por uma pequena cirurgia para a retirada da bala, mas já está tudo bem. E você está aqui a uns 2 dias.
- 2 DIAS? – Sentei rapidamente na cama, sentindo uma grande tontura.
- Calma – a enfermeira disse – levante mais de vagar, você está muito fraca.
Ela me ajeitou em uma posição que eu pudesse comer alguma coisa. Minha garganta estava tão seca, que o leite parecia gilete descendo pela minha garganta.
- Quando vou sair daqui? – eu perguntei
- Só daqui a alguns dias, não queremos que você force sua perna. Ela ainda está cicatrizando. Vou deixar alguns remédios aqui, caso você sinta dor.
- Obrigada. Hmm, você disse que um homem loiro me deixou aqui. Ele ainda está por aí?
- Sim querida, ele só deixa você sozinha quando vai comer alguma coisa ou telefonar. Ele dorme naquela poltrona ali. – ela apontou para uma linda poltrona cor de caramelo – e se permite me dizer, que rapaz lindo. Tem sorte de ter um namorado assim.
- Ele não é meu namorado. – respondi rapidamente.
- Ah, é que como ele sempre está aqui, eu pensei que...
- Só trabalhamos juntos – a interrompi.
- Ah, me desculpe – sorri para ela, como se quisesse dizer: tudo bem, não tem problema. – bom, preciso sair um pouco, volto daqui a algumas horas para ver se está tudo bem.
Agradeci por tudo. Fiquei olhando para as paredes por algum tempo, desejando ter meu notebook aqui, ou um simples livro para me distrair. Mas eu estava tão sonolenta e cansada, que caí no sono, sem perceber.
Acordei mais tarde, me sentindo bem melhor. As flores rosa haviam sido substituídas por lindas tulipas lilás.
- Finalmente acordou – uma voz conhecida disse. Sorri ao ver de quem pertencia.
- Não é a primeira vez que eu escuto isso, acredite – respondi. Steve sorriu e me deu um leve beijo na testa.
- Como está se sentindo? – ele perguntou, preocupado – como está a perna?
- Estou ótima – mexi levemente a perna, a dor foi mínima – a perna está... melhorando. A propósito, obrigada pelas flores.
- Na verdade – ele pigarreou – elas são do Clint – eu corei na hora. Flores? Clint? Por que essas duas palavras não combinavam juntas na minha cabeça? – Ele passou aqui duas vezes, mas você estava dormindo. Eles estão trabalhando numa coisa, e precisam dele.
- E não precisam de você também? – perguntei.
- Eu não sou um gênio da matemática ou superespião – ele riu. – Eu sempre entro na parte da luta ou do trabalho pesado.
- Ai que dó – fiz biquinho. Ele riu da minha ironia. – Mas então, eles estão trabalhando no quê?
- Nada com que tenha que se preocupar agora – ele disse rapidamente. Percebi sua súbita mudança de humor. Algo estava o preocupando. – Hmm, eu vou ter que dar uma passada na Torre Stark, pra ver se eles precisam de ajuda. Vou ficar algumas horas por lá.
- Ok – forcei um sorriso – Tudo bem.
- Trouxe isso pra você – Ele trouxe uma bolsa repleta de livros – estavam no seu quarto. Sei que gostaria do seu computador. Mas fui proibido pelas enfermeiras de trazê-lo. Fique boa logo. Ele sorri, e sai do quarto.
Escolho um livro aleatório da bolsa. “Bem, vamos lá, capitulo 1”
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