A Volta Dos Vingadores
3 Capítulo 3
– Pessoal, essa aqui é a Emma Stark – anunciou Fury – filha do Sr. Stark e uma grande física e excelente com a tecnologia que trabalhamos. Ela irá trabalhar com o Dr. Banner no laboratório principal.
Banner, que estava sentado, levantou-se e estendeu a mão para a garota. – Ouvi falar muito de você – ele disse – vai ser ótimo trabalharmos juntos esse ano.
– Espera – Emma interrompeu e se virou para Fury – Esse ano? Ainda estamos em janeiro!
– Significa que queremos que você trabalhe conosco, para a SHIELD. – respondeu.
– O QUE?! – Tony e Emma exclamaram ao mesmo tempo. Emma não conseguia conter sua animação, mas Tony estava preocupado.
– Não aceite, Emma – ele disse – O salário é péssimo...
– Na verdade – Nick Fury disse – o salário é melhor do que você pode imaginar.
Stark fez sinal para Fury se aproximar, e sussurrou:
– Isso é perigoso, ela só tem 20 anos, e não tem como se defender sozinha.
– Calma Stark, ela só irá ser pesquisadora, não vai correr risco algum.
– Assim espero.
– Ora ora ora – uma voz conhecida e não muito agradável surgiu da porta à esquerda. – Quem é vivo sempre aparece.
Emma se virou, já com fogo no olhar. Natasha Romanoff, a viúva negra. Emma não queria briga, estava ali para trabalhar. Mas o sorriso sarcástico de Natasha a deixava com raiva. Muita raiva.
– A dona aranha subiu pela parede, mas parece que infelizmente, a chuva não a derrubou – a garota disse. O sorriso da agente Romanoff desapareceu. A mulher murmurou “pirralha” ou algo do tipo. Mas antes que Emma pudesse responder, outro homem saiu pela mesma sala. Emma reconheceu num instante. Clint! Ou Gavião Arqueiro para o resto do mundo.
– EMMA!! – Ele gritou.
– Vocês se conhecem?! – disse Natasha, com certa irritação na voz. Alguém estava com ciúmes?
– Sim – Clint respondeu – Emma frequentava o mesmo clube que eu, há 3 anos atrás. Eu praticava arco e flecha, e ela fazia aula de esgrima. Nos víamos todos os dias. Mas desde então, perdemos o contato.
– Sorte sua – a agente disse, girando os olhos.
– Por que não vai terminar sua teia hein?! – Emma retrucou.
– Pelo menos eu não sou uma perdedora. – Romanoff falou. Pegou pesado demais.
Emma deu um passo a frente, pronta para a briga. Mas sentiu a mão de Clint em seu braço. Imediatamente, Nick Fury disse:
– Sr. Rogers, por favor, poderia mostrar a sala de pesquisas para Emma, pode ser?
Capitão América assentiu, e fez um sinal para Emma o acompanhar. A garota passou por Natasha com um olhar mortal. Os dois passaram por tantos corredores, que a garota sabia que ainda ia se perder ali. Eles permaneceram em um silêncio incomodo.
– Você não é muito nova pra estar aqui? – ele finalmente quebrou o silêncio. Porém, uma das coisas que Emma mais odeia, é que mexam com a sua idade. Desde quando alguém é novo ou velho demais para ser inteligente?!
– E você não é muito velho para ser um super-herói? – Ela retrucou. Steve percebeu que havia a deixado magoada, e se arrependeu de ter falado aqui no mesmo instante. Ele parou na sua frente, trancando a passagem da garota.
– Ei, me desculpa, não quis ofender – ele disse, tocando em seu ombro. – É que você tem a aparência tão... – ele parou no meio da frase. Emma arqueou a sobrancelha. — ...eu realmente não quis ofender.
– Nem eu – Respondeu, afastando a mão dele, e seguindo pelo longo corredor.
Após passar por mais uma grande quantidade de portas e guardas, eles finalmente chegaram a sala. Era muito iluminada, não muito grande, mas o suficiente pra deixar Emma de boca aberta. Em cada canto que ela olhava, havia um computador de última geração. Além de milhares de outros equipamentos que ela nem sabia que existia.
– Incrível – ela sussurrou.
Dr. Banner deu uma leve risada. – Está cheio de brinquedos não é? – ele disse – Pode mexer a vontade. Por hoje, não vamos ter muito trabalho. – Ele lhe entregou um pequeno fone preto – Preciso que use isso sempre. Não tire por nada. Isso será necessário para se comunicar com todos.
Ela colocou o pequeno fone, e logo escutou uma voz conhecida. – Emma?! – a voz chamava.
– Sr. Rogers – ela respondeu.
– Ótimo, está funcionando. E a propósito, me chame de Steve.
– Ei, vocês dois, isso é uma coisa séria. Parem de ficar conversando pela escuta.
– Já paramos, pai – respondeu Emma.
O resto do dia, Emma e Dr. Banner ficaram no laboratório, pesquisando e explorando incansavelmente. Os dois estavam se entendendo muito bem. Bruce era um ótimo professor, e Emma, uma ótima ouvinte.
Ninguém passava muito por lá. Uma vez ou outra, Fury e seu pai passavam por lá, perguntando se tava tudo bem e etc.
De noite, Fury levou-a até seu quarto. Não era muito grande, mas muito moderno. Ela já estava cansada, e não demorou muito para dormir.
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