A Volta Dos Vingadores
17 Capítulo 17
Notas iniciais
- Amanhã — Loki disse — ao nascer do sol, na ponte do Brookling. Quero o Tesseract. A faladeira e a ruivinha vão estar lá.
Loki sumiu tão rápido quanto apareceu. Ele estaria mentindo? Não tinha roubado o Tesseract mesmo? Mas então... quem?
No canto do olho, vi a figura do Stark socando uma parede próxima, abrindo um buraco na mesma. Thor murmurava alguma coisa, mas eu não conseguia realinhar meus pensamentos. Ficamos algumas horas ali, esperando mais alguma coisa acontecer. Loki aparecer novamente, um meteoro cair do céu. Qualquer coisa! Eu não conseguia falar nada. Não conseguia pensar em nada.
Depois de algumas horas torturantes de um grande nada, decidimos ir embora. Assim que entramos no negócio que Emma disse que era um observatório. Emma...CONCENTRA. Contnuando... Depois que entramos, a luz invadiu nossos olhos novamente, e a náusea nos atingiu de uma forma maior do que antes. Provavelmente por conta do desespero, Me lembrei de como eu a tinha abraçado enquanto éramos sugados para Asgard. Mas agora, meus braços estavam vazios. E era como se faltasse uma parte de mim.
Quando chegamos novamente a base da SH.I.E.L.D, Bruce e Fury estavam na sala de controle, observando a vista. Se viraram ao mesmo tempo quando nos ouviram chegando. Desabei na cadeira mais próxima. Assim como Tony e Clint. Ninguém tinha forças para responder quando os dois perguntaram onde Emma estava. Suas vozes soavam distantes e eu não consegua formular palavras.
- Quem foi o responsável por capturá-la? — perguntou Fury
Pelo canto do olho, vi um dos guardas levando Bruce, que respirava fundo, tentando se controlar, logo após de Tony sussurrar o nome Loki, quase inaudível, mas mesmo assim, dando para perceber a raiva e a dor em sua voz.
Tirei meu celular do bolso, esperando que magicamente, surgisse notícias dela. Alguma mensagem falando que estava bem, ou alguma frase com aquele famoso "sarcasmo a la Stark" me chamando de Capitão Picolé, do jeito que ela me chamava quando queria me irritar. Clint começou a contar o que aconteceu, mas aquilo já havia sido tortura mais do que suficiente na primeira vez. Eu não conseguiria escutar de novo.
Então, me levantei, e aos tropeços, segui pelo longo corredor que levava ao meu quarto. Passei rapidamente por entre os vários laboratórios, e finalmente cheguei na porta de um quarto. Mas não era o meu, era o dela. Entrei sem hesitar, e sentei na cama. Olhei para os lados, e descobri que o buquê de rosas que eu havia levado para ela no hospital ainda estava ali. Sorri involuntariamente, lembrando do sorriso que ela mostrou quando me viu... ou viu as flores... provavelmente foi por causa das flores.
Não me lembro com quanto tempo depois eu adormeci, ainda pensando nela. Só senti alguém me chamando pela escuta em meu ouvido. Logo descobri que era Bruce. Precisava de mim no laboratório.
Levantei, imaginando quanto tempo tinha dormido. Meus músculos doíam, como quando eu fazia exercícios, antes de... virar o Capitão América.
Segui até o laboratório, onde Tony, Clint, Fury, Bruce e Thor, estavam em volta de uma pequena mesa. Me aproximei a tempo de ver um objeto azul, um cubo para ser mais exato, reluzindo diante de meus olhos. Tesseract! Por um momento, meu coração se encheu de esperanças. Porém, após analisar o objeto, meu sorriso foi diminuindo aos poucos.
- Esse não é o Tesseract! — Falei, com o sangue subindo até minha cabeça. "Era bom demais para ser verdade" pensei
- Conseguimos enganar por alguns segundos — disse Bruce — Essa foi a melhor réplica que consegui fazer em apenas algumas horas. Espero que seja o suficiente para enganar Loki, e pegar Natasha e Emma. Vamos logo com isso, ou vamos nos atrasar! Se aprontem! Sairemos em 10 minutos.
Não perguntei, mas era óbvio que eu havia dormido o resto daquela maldita tarde, e a noite praticamente inteira. Fui para meu quarto (dessa vez, o meu mesmo) e lavei meu rosto.
Fui até a área de decolagens, e encontrei todos prontos já dentro do pequeno jato que nos levaria até Nova York de novo. De lá, pegamos um carro, e fomos à ponte do Brookling. Com o Tesseract em uma maleta, rezamos para que o plano (por mais simples que fosse) desse certo. Do carro, conseguimos ver o sol nascendo, mais devagar que nunca.
De repente, as coisas a nossa volta pararam. Os carros, pessoas, até um pássaro ficou imóvel em pleno ar. Um jato (o jato mais estranho que eu já vi) surgiu no horizonte, e se aproximou da ponte. Todos saímos do carro, e observamos a coisa parar bem na nossa frente.
Uma rampa desceu e Loki saiu de lá, acompanhado de dois guardas, que usavam armaduras e capacetes. Ele abriu um sorri maligno assim que viu a maleta a qual eu estava apertando forte entre meus braços.
- Ah meus amigos, sabia que iria encontrá-los aqui. — ele disse, se divertindo muito com a situação.
Dei um passo à frente — Estou com o que você quer aqui, traga Emma e Nastaha e nós fechamos negócio. — disse, entredentes.
Seu sorriso se intensificou, e ele murmurou algo para os guardas. Alguns minutos depois, as duas apareceram, descendo pela mesma rampa, ambas com a cabeça abaixada e as mãos para trás. O guarda as soltou, e Loki fez sinal para que elas se aproximassem. Assim que Fury as segurou, joguei a maleta para ele. Loki abriu e fechou rapidamente. engoli seco, pensando que ele havia descoberto que era uma réplica. Porém, ele deu as costas e subiu pela rampa. O jato decolou, e eu consegui respirar aliviado.
Olhei para Emma, e ela estava conversando com Tony. Sorri e fui até lá. Stark me olhou com um olhar de censura, que logo mudou para o mesmo olhar de dor de quando ele viu Emma sendo levada de Asgard.
Olhei para ela. Seu olhar não transmitia doçura, nem sarcasmo, nem... nada. Seria quase impossível decifrar seu olhar.
- Bem Vinda de volta — eu disse, mal contendo minhas lágrimas. — Já podemos ir pra casa!
Seu olhar passou de Tony, para mim, para Clint, e todos os outros que nos acompanharam até a ponte. Então ela respondeu:
- Tudo bem, mas quem são vocês, e de que casa estão falando?
Fale com o autor