A Volta Dos Vingadores
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Meu Deus! Esse homem deve passar o dia inteiro na academia! Me afastei devagar de Steve, e olhei rapidamente para frente, com a intenção de ele não ver o rubor intenso que estava nas minhas bochecha. Tony estava andando em direção a luz na qual Thor havia saído. Clint, Steve e eu estávamos paralisados no lugar. Já vi muita coisa estranha, mas isso era demais para meus olhos.
- Vocês não vão vir? — Tony parou de repente, e olhou para nós, três adultos com medo de entrar na luz estranha. Relutantes, caminhamos para junto do meu pai, e entramos no faixo de luz no meio da sala.
A náusea tomou conta de mim, e eu fazia força para não vomitar. Fechei os olhos, e sentia alguma coisa puxando minha cabeça e as minhas pernas ao mesmo tempo. Fiquei pensando quanto tempo demoraria até eu sei rasgada ao meio.
Finalmente acabou o que parecer ser uma eternidade. Meus pés tocaram o chão. Não só meus pés, como também meu joelho, barriga e cara. Sim, eu caí de cara no chão. Fiquei ali deitada por um instante, até a náusea passar e eu finalmente perceber que não ia ser rasgada no meio. Senti braços fortes me puxando para cima, e percebi que minhas pernas tremiam com a viagem. Olhei para o lado, e Clint apoiava as mãos no joelho, afim de retomar o fôlego. Steve, que acabara de me levantar do chão, estava com o rosto pálido, e com a respiração profunda. Tony estava apoiado em um homem que tinha quase o dobro da minha altura, ele era ainda mais alto que Thor. Ele vestia uma armadura pesada na cor dourada, e tinha um rosto sério, seria impossível adivinhar o que ele estava pensando ou sentindo.
- Nossa, vocês parecem péssimos — Thor anunciou, como se não fosse óbvio — Somente crianças de Asgard sentem algo quado viajam pelo Bifröst! — Ele riu com desdém.
- Somos humanos Thor, não Deuses! — Avisei, irritada com o comentário. Steve ainda me segurava pelos cotovelos, ainda que as minhas pernas tenham parado de tremer.
- É um bom argumento — ele respondeu — Vocês estão bem?
- É claro que sim! — Tony respondeu. — Isso foi moleza! — No mesmo instante, ele largou o grande homem em quem estava se apoiando, e caminhou em direção à Thor, quando chegou ao seu lado, suas pernas cederam, e ele teria caído se não tivesse apoiado no ombro de Thor.
- Moleza né pai? — perguntei.
Assim que todos se recuperaram, caminhamos para fora do observatório (tinha formato de um, e ninguém me disse o que era, então, na minha cabeça, era um observatório), e caminhamos por uma longa ponte suspensa. Não tenho medo de altura, nunca tive, mas quando olhei para baixo, uma vertigem muito grande me atingiu, e eu segurei com força a mão de Steve, que estava do meu lado.
- Tem medo de altura? — Ele perguntou, parecendo que estava se divertindo com aquilo.
- Não! — respondi, um tanto irritada — Esse é o problema, eu não tenho medo! Mas você já olhou para baixo?
Ele negou com a cabeça — Não, e nem pretendo olhar. Obrigado pelo aviso.
Ele me olhou com aqueles olhos profundamente azuis, e só então, percebi que ainda estava segurando a mão dele. Larguei sua mão rapidamente e meu rosto assumiu um tom intenso de vermelho. Pelo canto do olho, percebi que ele se divertia com tudo aquilo.
Escutei um pigarro vindo de trás de mim. Quando virei para ver de onde tinha vindo o som, vi meu pai com um olhar bravo, e balançando a cabeça em sinal de desaprovação. Rolei os olhos, e segui em frente.
Fale com o autor