A Volta Dos Vingadores
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Acordei com o meu despertador tocando. POR QUE DIABOS EU SONHEI COM O CLINT? Ele é meu amigo, nunca pensei nele como sendo outra coisa. Além do mais, eu sei que ele e a Natasha andam de rolo.
Tomei um banho, para ver se conseguia tirar aquela cena estranha da minha cabeça, coloquei uma roupa confortável. e saí, pronta para ir à Asgard. Aquilo sim, seria legal.
Todos já estavam na sala de reuniões, menos Fury. Tony estava comendo froot loops com leite. Dei bom dia a todos, me sentei, evitando olhar para Steve e Clint. Roubei o cereal do meu pai, o qual fez uma cara feia, mas pegou uma outra colher, e sentou-se ao meu lado, para dividir a tigela.
Cinco minutos mais tarde, Fury chegou a sala, e fez uma cara de decepção ao olhar o nosso cereal colorido. Rapidamente, empurrei a tigela para o lado do meu pai, que sorriu, e continuou a comer.
- Qual é o problema? – Tony perguntou, enquanto Fury continuava a olha-lo com a mesma cara – Qual é! É café da manhã! Pega uma colher e senta aqui.
Fury giros os olhos, em sinal de desaprovação. Segurei o riso, pois a voz de ironia do meu pai era engraçada demais para ficar séria.
- Muito bem – Fury disse – quando vocês terminarem de tomar café da manhã, vamos voar para Nova York, onde Thor vai estar esperando. Stark, Steve, Emma e Clint. Por favor, não façam nenhuma besteira, e tragam a agente Romanoff de volta.
Ele saiu da sala, e um silêncio desconfortável ficou no ar. Eu olhava pro teto, pra mesa, pro cereal colorido que meu pai nunca parava de comer. Meus olhos se encontraram com os de Steve por um milésimo de segundo, e ele sorriu. Sorri de volta, e meu coração começou a bater mais forte. Desviei o olhar, levantei, e saí da sala.
Caminhei por aquele longo corredor branco. Sem janelas ou portas. Virei a primeira a esquerda e cheguei no laboratório do Sr. Banner. Ele sorriu quando me viu. Se tinha alguém naquela nave que eu sempre podia contar, era Bruce.
- Você não tinha que ir para Asgard? – ele perguntou
- Daqui a pouco, meu pai ainda não terminou o cereal – respondi rindo. Ele rolou os olhos e riu. Ele sabia que não era brincadeira. Stark fazia as coisas mais imprevisíveis a todo momento – Ahm Bruce, posso fazer uma pergunta?
- Desde que eu não tenha que te explicar como são feitos os bebês, claro!
- NÃO É NADA DISSO! – não pude segurar a gargalhada – Estudei tudo isso na escola, obrigada – ele gargalhou. Fala sério! Como ele conseguiu me fazer rir? – Sonhos significam alguma coisa, ou são meras imagens?
Ele arqueou a sobrancelha – Hm, me pegou de surpresa. Andou sonhando com quem? – um sorriso surgiu no canto da sua boca, eu corei. – Bom, muitos dizem que sonhos são memórias. Nosso subconsciente trabalhando enquanto dormimos. Outros dizem que são previsões, antecipações de acontecimentos. Mas não sei, alguns são só boatos. Isso respondeu sua pergunta?
- Sim – forcei um sorriso. No mesmo instante, escutei a voz do meu pai no meu ouvido “Emma, estamos nos preparando para embarcar. Venha logo” – Obrigada Bruce, mas eu preciso ir.
- Boa sorte! – consegui escutar ele dizer, enquanto corria para a saída. Corri novamente pelo longo corredor branco. quando cheguei na porta para o acesso aos jatos, coloquei meu polegar no leitor de digitais, a porta se abriu com um pip.
Enquanto corri para achar meus companheiros de viagem, ouvi alguém falar algo logo atrás de mim. Virei a cabeça por um instante, mas nada vi. Quando voltei a olhar para frente, bati em alguém, e perdi o equilíbrio, caindo para trás.
Fechei os olhos, esperando que o chão alcançasse minhas costas, mas alguém me segurou, e quando abri os olhos, percebi que o rosto de Steve estava muito próximo ao meu. Se fosse uma situação normal, eu teria corado tanto que poderia ser comparada a um tomate. Mas naquele momento, só fiquei feliz por não ter caído.
– Obrigada – eu disse – me salvou de um tombo muito vergonhoso.
- Que isso – ele disse, olhando para mim com aqueles olhos azuis penetrantes, que faziam qualquer perna tremer – só acho que não devia correr olhando para trás.
- Esse é um ótimo conselho – respondi – e aí? Já estamos indo?
- Sim. Só estamos esperando o piloto que está um pouco atrasado. Mas já podemos embarcar.
Nesse momento, percebi que eu ainda estava na metade do tombo, e sua mão ainda estava nas minhas costas, me segurando – Ahm, Steve... eu acho que agora eu já posso ficar de pé.
Ele me levantou, delicadamente, e nós dois caímos na gargalhada. O que melhor pra fazer em uma situação constrangedora, do que dar risada? Seguimos até o jato, que já estava com os motores ligados. Clint e Tony já estavam lá dentro, conversando algo que não consegui escutar.
O jato era maior do que aquele que eu peguei para ir pra SHIELD no outro dia. Havia duas fileiras de bancos, uma de frente para outra. Tony e Clint estavam sentados um do lado do outro. Steve se sentou, e me sentei no banco ao lado. Meu pai me lançou um olhar zangado, por eu ter ficado lá fora com Steve. Não sei se ele reparou, mas eu já sou grandinha para ele dizer quem eu possa, ou quem eu não possa namorar. Não que eu queira namorar Steve. Ele era só meu amigo. Né?
Apertamos os cintos, e reparei que havia paraquedas por tudo quanto lugar. Respirei fundo. Espero que não tenhamos que pular do avião. Ia ser muito desconfortável, pra mim.
- Próxima parada, Times Square – Tony anunciou.
Fale com o autor