A Volta Dos Revoltados
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Era apenas mais um dia comum na Cidade do RIO DE JANEIRO localizado no Brasil,Wellington,de 23 anos, foi aluno da escola WILLIAN SHAKESPEARE até a 8ª série (9º ano atualmente).Wellington, ex-aluno
dirigiu-se a pé para a escola na manhã de 7 de abril de 2011, portando doisrevólveres um de calibre 38 e outro de calibre 32 e carregadores do tipo speedloader, que, segundo os policiais, exigem treinamento para uso (MAS QUEM TERIA O TREINADO) ALGUEM QUE JÁ SÁBIA O QUE IRIA ACONTECER?. Ele estava bem vestido e, por volta das 8h (UTC-3), identificou-se como um palestrante que iria conversar com os alunos naquela manhã. Depois, subiu para o primeiro andar e entrou numa sala de aula da 8ª série (9º ano atualmente), onde estava ocorrendo a segunda parte de uma aula dupla de língua portuguesa com a professora MARCIA. Wellington entrou sem pedir licença, calmamente, e então pegou suas armas, uma em cada mão, e começou a atirar nos alunos, nos braços e pernas dos meninos e nas cabeças das meninas, visando a matar somente elas. Segundo testemunhas, ele se referia às meninas como seres impuros e posicionava a arma em suas testas de forma cruel antes de matá-las. Morreram dez meninas e dois meninos, todos com idade entre 12 e 14 anos. Ele conseguiu dar mais de cem tiros, graças ao uso dos carregadores.
Houve pânico e os alunos e funcionários começaram a correr. Agentes do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), que faziam uma fiscalização em uma rua próxima, foram avisados por uma criança baleada que acabara de fugir do local. Policiais militares do Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário e Urbano (BPRV), que acompanhavam a ação do Detro, foram até o local e imobilizaram o suspeito com um tiro. Ele então atirou contra a própria cabeça.
O atirador foi detido pelo 3º Sargento da Polícia Militar Márcio Alexandre Alves, de 38 anos. Segundo ele, o atirador chegou a apontar-lhe a arma, sem contudo atirar. Alves atirou no terrorista, fazendo-o cair e, em seguida, cometer suicídio. "O sentimento é de tristeza pelas crianças. Eu tenho filho nessa idade. Mas também é sentimento de dever cumprido, impedi que ele chegasse ao terceiro andar e fizesse mais vítimas", declarou.
Wellington Oliveira deixou uma nota de suicídio no local. Na missiva, já havia por escrito a intenção de se matar após a sua ação premeditada.
A MOTIVAÇÃO
A motivação do massacre não é conhecida ao certo. Cogita-se a hipótese de que o assassino possuía traços de psicopatia. Porém, não é de todo certo que o assassino de Realengo fosse psicopata, uma vez que uma das características principais da psicopatia é a falta de remorso do sociopata e o prazer que tem ao ver o sofrimento de suas vítimas. Do ponto de vista psiquiátrico, o sociopata não tem ideação suicida, sente prazer em matar mas não atenta contra sua própria vida. Com rigor científico, o assassino de Realengo sofria de algum distúrbio neuropsiquiátrico com traços psicóticos, aliando ideação persecutória, delírios, alucinações, fantasias e distorção da realidade.
Com a de mau tratamento durante os tempos de escola, um amigo próximo de Wellington afirmou que ele "sofria bullying, era viciado em jogos violentos e em ataques terroristas". O colega disse que o apelido de Wellington na adolescência era Al Qaeda, em referência à organização fundamentalista islâmica, apontada como autora de diversos atentados. Ainda segundo o colega, Wellington era reservado e, entre os assuntos de suas conversas, destacavam-se os atentados terroristas, como o ocorrido em 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas, que teria sido o "seu preferido".
Na casa de Wellington, encontraram-se cartas nas quais revelava ter ligações com grupos extremistas islâmicos e que praticava o islamismo, lia o Alcorão quatro horas por dia, meditava sobre atentados e tinha interesse em visitar países muçulmanos. Ao visitar um barbeiro, segundo o depoimento deste, disse que não poderia raspar a longa barba que ostentava e que lhe cobria todo o rosto porque seria expulso do grupo ao qual pertencia e com o qual se reunia periodicamente no Rio de Janeiro (a barba, de fato, faz parte da tradição islâmica como símbolo de masculinidade, motivo de orgulho e objeto de redobrada atenção, além de representar há muito tempo a reputação do fiel).No momento do crime, o atirador já não estava mais com a barba e, de acordo com um comerciante da região que o conhecia frequentemente, Wellington já havia raspado totalmente a barba na véspera do massacre.
As cartas encontradas em sua casa mencionam também dois extremistas com os quais Wellington se corresponderia pela Internet e um deles teria declarado que quase participou doatentado de 11 de setembro. Contudo, a polícia desconsidera seguir estreitamente essa linha de investigação, pois acredita que tais ligações com terroristas podiam ter sido meros delírios do rapaz
Notas finais
Ana Carolina Pacheco da Silva, 13 anos
Bianca Rocha Tavares, 13 anos;
Géssica Guedes Pereira, 14 anos;
Igor Moraes, 12 anos;
Karine Chagas de Oliveira, 14 anos;
Larissa dos Santos Atanásio, 13 anos;
Laryssa Silva Martins, 13 anos;
Luiza Paula da Silveira Machado, 14 anos;
Mariana Rocha de Souza, 12 anos;
Milena dos Santos Nascimento, 14 anos;
Rafael Pereira da Silva, 14 anos;
Samira Pires Ribeiro, 13 anos.
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