A Volta Do Titã
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Meu nome é Madline, mas podem me chamar de Maddie. Na época, eu era apenas uma criança quando tudo aconteceu. Na época, eu morava na frança, em uma pequena cidadezinha no interior , e, com seis anos, tive minha vida virada do avesso. Mas depois, é claro, descobri que o avesso era o lado que me pertencia.
Era um dia comum, até o "incidente". Eu fui à Paris com meu pai para comprar algumas mercadorias para nossa loja. Minha mãe, bem, eu não conhecia minha mãe, mas logo iria conhecer. E de bônus, ia conhecer outra parte bem... exótica da minha família.
Quando estávamos para entrar na loja, uma mulher chamou pelo nome de meu pai, o que era estranho. Ele não era do tipo "imã de mulheres". E eu não a conhecia. Mas parecia que meu pai sim. Seu rosto parecia queimar, de tão vermelho, e eu jurava que ele ia começa a soltar fumaça pelas narinas ou algo to tipo. Então, ele fez calmamente uma sinal para mim esperar.
Logo, eu percebi que havia alguém me observando. Me virei, e não vi ninguém, mas é claro, eu estava enganada.
Eu sempre estava.
Então, quando eu me virei, vi uma garota de doze anos, com olhos de uma cor azul-piscina como os meus. Ela parecia uma daquelas modelos mirins, mas sem maquiagem e roupas de grife.
– Oi- disse a garota, sorrindo tanto que eu jurava que seu rosto ia rasgar ao meio.
– AAHH- eu gritei. Talvez tivesse dito algo mais inteligente, mas, por favor, eu tinha seis anos.
– Não tenha medo- disse ela. Minha nossa, você é tão linda. Não me surpreende que seja minha parente. Mas agora tenho que te avisar de algo importante e todas essas coisas chatas, ai eles são tão paranoicos. Apenas... prepare-se. As coisas vão tomar um rumo bem diferente do esperado.
E ela desapareceu. Isso mesmo, desapareceu. Estranho.
E, na mesma velocidade que ela desapareceu, meu pai apareceu. Parecia tenso, como se tivesse acabado de sair de uma discussão com a "mulher misteriosa". Que aliás, também desapareceu.
– Vamos para casa- meu pai disse, em tom severo.
Eu, é claro, obedeci. Meu pai podia ser um tanto... enérgico. Era melhor não questionar.
Chegamos em casa. Tudo bem, "casa" não era a palavra certa, Estava mais para casebre.
– Faça suas malas- ele disse.
–Vamos viajar?- eu perguntei, ansiosa.
Ele não respondeu. Estava com raiva de mais para isso. Então, fui para meu quarto. Coloquei minhas roupas na mala, e fui com meu pai para o quintal, enquanto ele trancava a porta. Eu não sabia, mas era a última vez que eu veria aquele lugar.
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