A Volta Da Cerejeira.
1 Você é famosa agora!
Notas iniciais
Minha nova fic *----*
A muito tempo venho pensando em algo do tipo, e acho que vai ficar bem bacana, leiam e depois me digam o que acharam.
Boa Leitura!
Bom, o que posso dizer sobre mim?
Me chamo Haruno Sakura, tenho 23 anos, arrisco todos os dias minha vida em um trabalho que por incrível que pareça me faz feliz, mas minha história de verdade, eu deixei pra trás a alguns anos, mas vejam só que ironia do destino, tanto tentei esquecê-la e hoje estou voltando aquela mesma realidade. Terei que desafogar as magoas do passado, quem sabe espantar os fantasmas que me cercam e agir naturalmente seguindo em frente. Afinal, o que pode acontecer em apenas 2 meses?
Perdi meus pais quando tinha 10 anos, como os perdi? Sim é uma boa pergunta, mas pra contar isso tenho que falar do inicio de minha vida, e como cheguei até aqui.
Raiden e Yuri Haruno eram meus pais, trabalhavam como agentes especiais em Konoha, minha cidade natal, viajavam o mundo realizando missões e arriscavam a vida assim como eu arrisco hoje. Eles se conheceram em serviço, se apaixonaram, se casaram, e por fim tiveram uma filha, que é conhecida como Sakura, ou no caso eu também serve.
Eles eram pais presentes na medida do possível, passavam pouco tempo comigo, mas quando estávamos juntos eram momentos maravilhosos, que compensavam toda a solidão infantil que eu sentia. Aos 5 anos ganhei minha primeira arma de brinquedo. Irônico não? Enquanto mães do mundo todo não querem que seus filhos brinquem com armas eram meus próprios pais que me presenteavam com tais objetos. Aprendi a atirar rapidamente, no começo sendo apenas uma brincadeira inocente, com a qual eu me divertia, pois sempre ficávamos juntos mirando em alvos no jardim de nossa casa. Aos 7 anos, comecei a tomar realmente gosto pela coisa, as armas ainda não eram de verdade, mas já tinha autorização pra atirar com balas de borracha. Assim que completei 9 anos, meus pais acharam que era o momento ideal para me surpreender com meu primeiro revolver, acreditem foi o melhor presente que ganhei na vida.
Meus pais eram maravilhosos, e nossos amigos eram melhores ainda, os superiores de meus pais eram Jiraya e Tsunade, um casal muito bem humorado que vivia na minha casa, para almoços, jantares, reuniões ou apenas tardes na piscina. Eles faziam parte da família Haruno e depois de um tempo passou a tornar-se estranho quando acordava e não esbarrava com algum deles em minha residência.
Quando meus pais ficavam fora, era com eles que eu ficava. Nunca tiveram um filho legitimo, mas criaram um garoto que tinha perdido os pais ainda bebê, ele era Uzumaki Naruto, meu melhor amigo e o menino mais irritante de Konoha.
Estava com 10 anos, já atirava de verdade, era feliz com minha família e amigos.
Estava tudo muito bom pra ser verdade não?
Realmente, estava, e minha felicidade se foi no mesmo momento que atendi um telefonema em uma manha fria de inverno. A única coisa que pude ouvir foi uma Tsunade chorosa do outro lado da linha me dizendo que precisava ser forte, mandando eu me arrumar que logo Jiraya estaria lá para me pegar. Aquela altura, mesmo sem me falarem nada eu já sabia o que havia acontecido.
Meus pais tinham saído em missão na noite anterior, tinham me dado diversas recomendações, para eu ser uma garota boazinha e me comportar enquanto estivesse sob os cuidados de Jiraya e Tsunade, apenas assenti, quando eles me deram as costas algo sussurrou em meu ouvido e simplesmente corri e os abracei, eles se abaixaram até mim e deram um beijo em cada bochecha, e com um abraço familiar me disseram um sonoro “Te Amamos Sakura”. Só pude responder com um “Eu Amo Mais”
Arrependo-me até hoje de não ter dito mais nada, de não os ter abraçado mais forte, de não ter impedido ambos de partirem, mas também como poderia saber? Nem eles sabiam que nunca mais voltariam pra casa, nunca mais voltariam pra mim.
Depois daquele telefonema minha infância se perdeu, e a única coisa que vi foram cerimônias de homenagem a meus pais, Jiraya e Tsunade tentando me consolar e Naruto sempre ao meu lado com palavras amigas. Porém nada me confortava, pois meus pais haviam partido e nunca mais estariam ao meu lado pra ver meu progresso ou pra me dar um simples beijo de boa noite seguido de um melodioso “Eu te Amo”.
O tempo passou, a ferida se fechou mais nunca fui capaz de cicatrizá-la, ali em meu peito ainda havia uma grande marca do que havia passado com minha família e sabia que ficar em Konoha só piorava as coisas. Quando completei 14 anos participei da minha primeira missão na agencia, Tsunade ficava preocupada sempre que eu saia, e Jiraya se incomodava com a frieza que eu havia adquirido com os anos.
Passei por varias funções na agencia, mas foi em uma delas que me destaquei, me aperfeiçoei e fiz meu nome, a mesma que meu pai ocupava, me tornei atiradora de elite. Precisava de apenas uma bala para tirar uma vida, e de verdade, não me importava em tirá-las. Sempre tomei o devido cuidado pra não matar nenhum inocente, e na maioria das vezes era bem sucedida.
O que um atirador faz?
Ah! Claro, bom eu atiro nas pessoas. Sou aquela agente que se posiciona em cima de prédios ou em qualquer lugar que dê para ter uma visão do alvo, depois é só mirar e atirar. Simples, rápido e fácil.
Aos 16 anos fui embora de Konoha, deixei pra trás a minha história e recomecei uma vida nova, Tsunade e Jiraya não apoiavam totalmente minha idéia, e Naruto gritava a toda hora comigo dizendo que estava louca de deixar minha cidade, mas já tinha tomado minha decisão e não voltaria atrás. Porém para poder ir embora, aceitei a condição que Jiraya me impôs, eu teria um tutor fora de casa, porque não? Afinal, eu estava indo embora pra trabalhar não pra aprontar.
Passei pela Espanha, Itália, França, Inglaterra, Alemanha, Rússia, EUA, Canadá entre outros mas foi pelo Brasil que me encantei e foi lá que onde estabeleci residência. Gostava do clima e da gente, e lá meu trabalho era útil, aprendi muito naquele país, e de lá tirei diversas experiências de vida.
Sempre estava junto com meu fiel escudeiro também conhecido por Hatake Kakashi, ele tornou-se um amigo, não tão melhor amigo quanto Naruto, mas bem mais discreto, e isso me agradava. Conversávamos muito e ele me ensinou uma infinidade de coisas, e foi ele com aquele olhar simpático e aparentemente um sorriso debochado no rosto que me acordou um dia de manha batendo o jornal em minha cabeça e dizendo “Veja Sakura, você é famosa agora”
“Você é famosa agora” essa frase pairou pelos meus pensamentos naquela manha, como se eu tentasse entende-las, e se querem saber, não a entendo até hoje.
Vou explicar rapidamente o porquê do “Você é famosa agora”. Quando bandidos, traficantes, chefões de máfia e tudo quanto é meliante começam a aparecer mortos com uma bala no peito, sabe-se que é alguém que está fazendo isso. E sim, era eu, eu matava todos quanto podia e queria, governos do mundo todo me contratavam, varria cidades inteiras sem ao menos ser vista pelo atingido ou por qualquer um a minha volta. Todos, absolutamente TODOS começaram a venerar um herói oculto, e um dia por descuido fui vista em cima de um prédio, quando tentei correr uma mecha de meu cabelo rosa saiu do boné, e aquilo foi suficiente pro herói sem nome ganhar sexo e tudo. Naquele jornal, como matéria de capa estava a foto do prédio no qual fui vista, agradeci a Kami por já ter conseguido sair de lá e escrito com letras enormes “A heroína da cidade – Nossa Cerejeira”
Na ocasião a única coisa que pude dizer foi “Cerejeira? Estão me chamando de Cerejeira Kakashi? Da onde tiraram isso?” Ele deu de ombros e disse “ Com esse seu cabelo rosa, melhor cerejeira do que bobaloo não acha?” Não disse mais nada, apenas segurei o jornal nas mãos enquanto via Kakashi sair de meu quarto.
A partir daquele momento, cada meliante que aparecia morto a tal Cerejeira era matéria de capa, eu não conseguia e até hoje não consigo entender como podem me admirar, sem nunca ao menos terem me visto. Ser a Cerejeira, tornou-se um problema sério.
Enfim, depois daquele dia e da minha fama repentina minha vida deu uma volta que nem eu esperava. Quando sai de Konoha jurei a mim mesma que nunca mais voltaria pra lá, não que não gostasse ou algo do tipo, longe disso, o problema é que lá eu tinha péssimas lembranças, de tristezas que passei e pessoas que perdi. Kakashi controlava todas as minhas missões, aonde eu deveria estar, quem eu deveria matar, até as armas que deveria usar. Era tudo ele que controlava, inclusive ele vinculou uma foto de uma garota feia e desdentada de cabelos rosa dizendo ser a Cerejeira, realmente, ele tinha tido uma boa idéia, afinal, eram poucas as garotas com aquela tonalidade de cabelo. Seria mais fácil se ninguém soubesse quem eu era. Seria impossível me manter viva e longe dos mafiosos se soubessem minha identidade. Porém, estava difícil trabalhar, a mídia estava atrás de noticia, e eles queriam a heroína, então Kakashi deu um jeito na minha situação sem ao menos me consultar, e era pra essa solução problemática que eu estava embarcando nesse exato momento.
Notas finais
Aprovada? Reprovada?
Me digam o que acharam, para que eu possa continuar.
Deixem um review e deixem uma autora novata feliz Onegai!
Beeijos
Ja ne *-*
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