A Volta Da Cerejeira.
40 Epilogo - O Fim de Tudo.
Notas iniciais
E é com esse capitulo que me despeço totalmente de vocês, espero que gostem!
Boa Leitura!
-- O alvo se mexeu.
-- Já estou em posição -- Respondi com a voz abafada pela chuva. A arma apontava para a porta do luxuoso e seleto prédio que estendia-se a minha frente e nem seque vacilava, os óculos especiais para a noite auxiliavam na localização do alvo e também impediam que as gotas me atrapalhassem caindo nos olhos.
-- Sakura, está me ouvindo? -- A voz de Sasuke me chamou a atenção fazendo com que eu me posicionasse firmemente atrás do gatilho.
-- Hai -- Respondi -- Localização do alvo?
-- Acabou de entrar no elevador -- Respondeu com a típica voz rouca e sedutora -- Hora de agir? – Indagou aparentemente curioso sobre minha próxima ação.
-- Que horas são? -- Perguntei por desencargo de consciência, já que imaginava passar das 02:00 da manha.
-- 02:17 e ele está saindo nesse exato momento acompanhado de Matarazzo -- Respondeu com a voz ligeiramente baixa -- Naruto está na recepção e Shikamaru é camareiro do apartamento que você está, sabe o que tem que fazer depois do tiro certo?
-- Eu sempre sei Sasuke -- Curvei-me sobre a arma -- Mande Kiba e Lee para a decima quarta janela do 25° andar, vou precisar de cobertura quando descer.
-- Certo, agora prepare-se, eles chegaram ao saguão -- Disse -- Dois minutos pras portas de entrada abrirem.
-- Okay e você Sasuke, cuidado!
-- Tomarei se você tomar também, lá vêm eles.
Esse momento era um dos poucos que eu esquecia que possuía uma família e pensava apenas em meu serviço e um modo eficaz de cumprir aquilo que me foi solicitado. Respirei fundo observando minhas laterais, havia deixado à bolsa organizada a meu lado e seria fácil correr para guardar as coisas.
Estávamos ali, em uma grande operação por causa de Murdock e Matarazzo, irmãos de sangue e de gangue, que atuavam como traficantes de entorpecentes na Itália e na Ásia.
Como nunca ninguém conseguia qualquer prova de sua culpa e a invasão e prisão de homens e apreensão de armas e drogas em seu galpão não surtiu efeitos decidiram por bem colocar a Cerejeira no caso, afinal comigo o único modo possível para que eles saíssem dali eram mortos
Prendi o ar nos pulmões quando vi a porta negra de vidro se abrir e por ela passar os irmãos, Murdock possuia 57 anos, enquanto Matarazzo acabara de alcançar os 40, ocidentais de cabelo loiro, olhos claros e uma beleza típica europeia que infelizmente acabaria agora, pois eu havia aprendido a duras penas que a morte tomava o brilho dos olhos e a luz da alma, algo realmente triste!
Sai de meus pensamentos quando mirei sobre o primeiro coração, meus dedos deslizaram sob o gatilho de modo leve e automático, assim rapidamente Matarazzo foi ao chão já morto, no segundo seguinte Murdock ia ao solo com um tiro na jugular. Levantei já destravando a arma que eu utilizava e a desmontando, joguei as três partes na bolsa e retirei as duas 9mm e a 380 prendendo no cinto especial nas calças, enquanto corria para a saída fechei a bolsa e a joguei sob as costas.
Desci um lance de escadas e logo ouvi a movimentação de homens subindo, como imaginei os irmãos teriam uma guarda pessoal discreta.
Como o plano ditava, quando cheguei ao 25° andar, um cartão que abria uma das portas estava jogado no chão, o recolhi e entrei no apartamento, arrumei a bolsa o melhor que pude e passei o cartão por debaixo da porta, Shikamaru recolheria quando passasse pelas escadas. Antes que os homens decidissem verificar todos os quartos prendi a corda de metal sob o abdômen e a ponta do aparelho coloquei sob a grade exterior da janela, a pulei me equilibrando no parapeito do prédio e fechei-a com todo o cuidado para que sequer pensassem que alguém havia estado por ali. Olhei para baixo tomando fôlego e me lancei ao solo, à corda de titânio acabou quando faltava mais ou menos 1m para que eu alcançasse o solo e sem outras opções me soltei caindo firmemente com os pés no chão.
-- Demorou -- Ouvi uma voz atrás de minhas costas e com uma velocidade que espantou até a mim desprendi uma 9mm do cinto e girei sob os calcanhares apontando a arma no meio da testa de quem quer que fosse -- Po-Por Kami Sakura, sou eu! -- Disse erguendo os braços em rendição
-- Desculpe Kiba, mas você não pode chegar assim atrás de uma agente e... – Tentei me desculpar recuperando o folego pelo susto, mas fui bruscamente cortada.
-- E podíamos parar de falação, porque tem gente vindo ai -- Ouvi a voz de Lee e logo sete homens apareceram armados.
-- Caros colegas -- Joguei a bolsa no chão e desprendi a outra 9mm do cinto, vendo os outros dois fazendo o mesmo -- Vamos acabar com isso!
Nenhuma briga é bonita de ser vista, entretanto aquela parecia ser diferente. Lutávamos sob uma torrencial tempestade, batíamos, atirávamos, esgotávamos nossas forças e quando eu dei o último tiro encarei os meninos enquanto pegava minha bolsa e a jogava sob as costas.
-- Vamos embora! -- Disse com a voz cansada já caminhando, com os irmãos mortos e os comparsas também, aquilo tudo havia terminado e agora cabia a policia retirar os corpos caídos. A turma que era comandada por Sasuke já havia me mandado uma mensagem que haviam terminado o serviço e agora seguiam para a casa de Jiraya, onde era nosso maior refugio depois das missões.
Andamos rapidamente e logo entramos no meu carro, dirigi até a casa de Jiraya e finalmente as dores começaram a me acometer, o sangue enfriando fazia com que todas as pancadas tomadas fossem sentidas.
Kiba e Lee atravessaram a porta e assim que eu cruzei fechei-a atrás de mim e me recostei sobre ela. Respirei profundamente jogando a bolsa em um canto qualquer e me encaminhando finalmente a sala, onde todos já comemoravam mais uma missão realizada. Assim que cruzei a segunda porta da minha trajetória até a sala, Jiraya me puxou pelo ombro e rindo disse.
-- Novamente você foi peça fundamental em nosso sucesso Sakura, a cada dia você se supera e impressiona cada um de nós!
-- Eu só faço meu trabalho Jiraya -- Sorri me afastando -- É o que gosto de fazer, então realiza-lo da melhor forma possível é meu dever.
-- Se vocês acharam legal o que ela fez em cima do prédio é porque não viram o que ela fez lá embaixo né Kiba -- Lee disse animado.
-- Verdade, ela batia em dois de uma vez e soco pra lá, chute pra cá e coronhada acolá -- Sorriu fazendo a posição da garça retirando risadas de todos.
-- Sakura é surpreendente -- O moreno de porte magnifico disse -- E é minha esposa, então acho muito bom vocês tomarem seus rumos -- Aproximou-se de mim me puxando pela cintura do seu típico modo possessivo.
-- Sakura, você está ensopada -- A voz de Ino soou das escadarias junto com as demais meninas – Vai acabar pegando uma pneumonia.
-- Deve ser porque fiquei tomando chuva durante uma hora -- Respondi pegando a toalha que Hinata me ofertava -- Obrigada!
-- O que todas vocês fazem aqui? -- Naruto perguntou puxando Hinata pela mão.
-- Trouxemos as crianças para cá, elas ficam muito sozinhas -- Temari respondeu aproximando-se de Shikamaru.
-- E também dividimos nossas angústias, já que não é fácil aguentar a pressão de ver nossos maridos saindo rumo a perigos e nós ficarmos em casa.
-- Vocês precisam cuidar das crianças e pra isso tem que ficar seguras -- Sai abraçou Ino -- Por mais que os anos tenham passado, vocês não se prepararam o suficiente para fazer missões desse nível.
-- Oras, mas Riki kun tem nove meses e Sakura já sai em missões -- Ino disse e todos viraram para nos encarar. Sasuke secava meu cabelo enquanto eu retirava a jaqueta que pesava bons quilos devido à água da chuva.
-- Saio porque minha presença é necessária -- Disse abraçando Sasuke -- Mas vocês não podem reclamar, pois são poucas as vezes que não saem em missões e também, tem que haver revezamento. Tsunade não pode cuidar de todos sozinha e Naruto inventou de ter dois filhos.
-- Isso é inveja -- Naruto sorriu -- Porque Sasuke não dá conta do recado!
-- Hey Dobe -- Sasuke exaltou-se enquanto todos já começavam a rir da talvez milésima vez daquela situação.
-- Nada de brigarem por isso a essa hora -- Disse puxando Sasuke pela mão -- Vou ver Riki e depois tomar banho e dormir, estou toda dolorida, levei algumas boas pancadas!
-- Riki está no berço e todos os pestinhas estão dormindo ao redor -- Tsunade sorriu -- Boa Noite Sakura! -- Despedimo-nos e logo chegai ao quarto com Sasuke para ver meu filho.
Sasuke e eu estávamos a cinco anos casados, hoje tínhamos 29 anos e vimos nossos melhores amigos casando e tendo filhos. Por uma opção nossa adiamos o momento da maternidade/paternidade ao máximo e na verdade, ela chegou por um deslize de nossa parte, mas foi o deslize mais bem vindo que nos ocorreu.
Riki é uma criança tranquila como Sasuke, não sorri muito e não pode-se dizer que adora uma interação social com pessoas que querem pega-lo no colo a todo o momento, entretanto é tão curioso como eu e graças a isso Sasuke diz que já imagina que profissão ele deva seguir.
Os cabelos são tão escuros quanto os de Sasuke e seus olhos do mesmo modo escuro e intenso, porém quando a claridade bate nos grandes olhinhos pode ser visto um brilho esverdeado, apontando que o filho também é meu.
-- Sou grato por ele ser uma criança tão tranquila -- Sasuke disse apoiando-se ao batente da porta.
-- Também sou -- Sorri me desencostando do berço e caminhando até meu marido – Sou realmente grata por ter uma criança tão tranquila com um homem tão maravilhoso – Passei meus braços por seu pescoço.
-- Koishiteru Sakura – Sasuke sussurrou e eu apenas sorri levemente, alisei seu rosto perfeito com a mão e parando sobre sua bochecha disse.
-- Koishiteru Sasuke – Nossos lábios se encontraram levemente e logo o beijo calmo e contido tornou-se luxurioso e desejoso.
Afinal, não importava quantas vezes nos amassemos, sempre precisaríamos mais e mais um do outro. Agora éramos uma família completa, com pai, mãe e um lindo bebê, seu nome significava poder e era com esse poder que Riki conquistaria o mundo e se transformaria em uma pessoa melhor do que eu e Sasuke.
Eu continuei sendo a Cerejeira por muitos anos, e Sasuke transformou-se em Thunder. Apelidos que nos foram colocados pela mídia, mas que acabaram sendo adotados, pois nunca desistimos de nossos ideias, e continuamos limpando cidades até o fim dos nossos dias.
Porque éramos um casal de agentes, perigosos e conhecidos, que enfrentavam qualquer coisa, pois tínhamos um proposito e daríamos a vida por ele.
Notas finais
Gente, já agradeci tudo que tinha pra agradecer no capitulo passado e então não vou ficar aqui falando e falando. Mas saibam que sou muito grata por terem me acompanhado até agora e espero que gostem do capitulo.
Bom, foi um prazer trazer essa história pra vocês e espero de coração que um dia nos reencontremos por ai, afinal por mais que eu não possua projetos agora, não tenho pretensão de aposentar minha escrita.
Beeijos e fiquem com Deus!
E digam adeus a nossa pequena Cerejeira.
Fale com o autor