A Volta Da Cerejeira.
31 Encontrando a Felicidade
Notas iniciais
Oi Oi' Minna
Não fiquem furiosas comigo está bem, tenho bons motivos HAHA' Sem mais delongas.
Boa Leitura!
No Capitulo Anterior
–- Não precisamos de proteção – Deidara falou – Você sim precisa, ele está atrás de você!
–- E nada aqui aconteceu por sua causa – Sasori disse firmemente – Orochimaru...
–- Orochimaru quer a mim – Virei-me encarando todos – Então que venha buscar!
oOo
Havíamos acabado de chegar do cemitério, Konan e Kakuzo haviam sido enterrados no mesmo local e já era noite quando pudemos finalmente voltar para casa. Os membros da Akatsuki já se encontravam na residência de Jiraya e o silencio que se formava era pesado e sepulcral, todos lamentavam a perda de bons amigos e eu sofria em silencio, assim como Yahiko e Hidan.
Sentei no sofá jogando a bolsa ao lado e vendo as pessoas andarem pela sala, todos vestiam preto o que deixava o ambiente carregado e altamente desagradável. Ouvi passos vindo até mim e quando olhei para frente deparei-me com Itachi sorrindo tristemente.
-- Sakura – Me chamou e reparei que todos estavam parados a seu redor sorrindo levemente para mim – Sei que não estamos em clima, mas Feliz Aniversário minha pequena – Sorriu me puxando pela mão e me tomando em um abraço, prontamente o retribui e sorri do melhor modo que pude.
Um a um me cumprimentaram, a partir de hoje a data não seria lembrada com tanta felicidade como antes. O dia que havia começado tão bem, agora terminava de modo tão trágico. Sasuke me enlaçou pela cintura selando nossos lábios levemente, nossas testas coladas e olhos atentos um no outro, sorriu e sussurrou um “Feliz Aniversário” juntamente com um “Eu te amo” completando a frase, tornei a sorrir e conseguir falar “Obrigada” e emendei um “Também te amo” com um beijo rápido, porém significativo.
-- Minha pequena cerejeira – Tsunade abriu os braços me enlaçando pelos ombros – Desejo a você tudo de melhor querida, te amamos muito e quero de coração que todos os seus sonhos se realizem.
-- Obrigada Tsunade – Sorri me separando dela, estávamos cansados, porém nos recusávamos a subir para dormir.
Caixas e mais caixas espalhavam-se pelo chão com armamentos dos Akatsukis, quartos e até mesmo a sala seriam ocupados por colchoes e edredons para que dormissem pelo menos naquela noite, e vendo a tristeza de todos eles senti culpa. Sim, a mais terrível culpa, pois Orochimaru queria a ultima Haruno, aquela que ninguém entregaria, aquela que todos queriam proteger, mas porque? Sabia que nunca admitiriam a sua culpa, mas ela sabia, tinha culpa SIM.
Desviei minha mente a outras lembranças, estava completando 24 anos de notei que a mais de 10 não passava um aniversário em casa junto a meus amigos, recebendo felicitações e presentes. Uma voz ecoou em minha cabeça “Minha casa”, por mais que eu vivesse com Tsunade depois da morte de meus pais, eu tinha uma casa a qual não visitava desde o dia do velório deles “Minha casa” conclui que estava na hora de enfrentar meus medos e temores, estava na hora de sair da zona de conforto de ser Sakura, para ser a temida Cerejeira.
Suspirei levantando e atraindo olhares, peguei minha bolsa e sai caminhando rapidamente.
-- Aonde vai Sakura? – Jiraya me chamou quando eu já estava indo em direção à garagem.
-- Dar uma volta – Não dei tempo para respostas, corri para o carro e disparei garagem a fora vendo Naruto e Sasuke parados ao portão chamando meu nome e chutando o chão por não conseguir me acompanhar.
Dirigi o mais rápido que pude, atravessei Konoha em menos de 10 minutos e logo parei em frente a uma grande mansão, os imensos portões de aço branco agora apresentavam-se descascados, os muros que eram tomados pelas plantas unha de gato haviam sumido sob a densa mata que crescia, mata essa que prendia-se ao portão fazendo partes dele sumir também.
Estacionei o carro em frente e desci admirando o local, continuava exatamente igual aquilo que eu conservava na memoria. A única iluminação era a da rua e por esse motivo voltei ao carro pegando uma lanterna no porta luvas, focalizei a luz nos portões e ali estava cravado em bronze no formato de um arco “Familia Haruno”.
Era estranho voltar a minha casa depois de mais de 10 anos sem entrar nela, sem colocar um único pé lá dentro, porém naquela noite eu senti uma necessidade fora do normal de visita-la, talvez fosse pelo meu aniversário e minha vontade insana de relembrar meu passado ou apenas fosse pela vontade de chorar sozinha. Aproximei-me do portão com cautela e o empurrei com força, as trincas cederam e logo estava dentro.
O jardim não chegava nem aos pés daquele que minha mãe conservara por anos, agora não passava de um mato mal cuidado e alto, as arvores de Cerejeira da entrada estavam praticamente mortas e as demais flores estavam sem vidas há tempos. A passos lentos e cuidadosos cheguei a porta de entrada subindo os largos degraus que ainda me separavam dela, a porta branca carregava uma pequena inscrição “Nada nos fere, nada nos abala! Somos Haruno” sorri abertamente lembrando-me de meu pai falando isso, era um homem sempre confiante e que não temia a morte, assim como minha mãe.
Sorri fechando os olhos brevemente e me lembrando de uma cena que ocorrera poucos meses antes deles partirem.
FLASHBACK ON
-- Veja doutor Hiboshi – Tsunade apontou Raiden sentado na cama segurando o ombro ensanguentado – Tomou outro tiro.
-- Impetuoso como sempre não é Raiden? – Dr. Hiboshi era ligeiramente mais jovem, e sempre mantivera o mesmo bom humor. Caminhou até meu pai analisando o ferimento. – Por poucos milímetros essa bala não atingiu uma veia, o risco de hemorragia seria imenso.
-- Eu digo doutor, esse imbecil não tem medo de morrer – Tsunade cruzou os braços enquanto Jiraya levava as mãos até sua cintura.
-- Querida, não chame Raiden de imbecil na frente de Sakura – Apontou para mim que estava parada em um canto junto a minha mãe.
-- Raiden não é imbecil – Minha mãe sorriu afagando meus cabelos – Talvez um pouco idiota, nada mais!
-- YUMI – Reprendeu meu pai enquanto Dr. Hibochi cuidava de seus ferimentos – Não me difame assim e... AI AI AI doutor – Puxou o braço e levou um peteleco na orelha.
-- Paradinho ai rapaz – Sorriu amigavelmente – Você levou um tiro, agora arque com as consequências!
-- Por quê? – Tsunade levou às mãos a cintura – Porque vocês Haruno tem essa mania irritante de não ter medo de morrer?
-- Pra que medo Tsunade? – Meu pai sorriu gloriosamente – Todos um dia iremos, de um jeito ou de outro e isso é irremediável, porém o importante no final é escolher pelo que compensa morrer!
FLASHBACK OFF
Pelo que compensa morrer? Suspirei pensando naquelas palavras das quais jamais me esqueci, talvez pelo país, ou pela família, pelos amigos ou quem sabe pelo amor. Meus pais morreram pelo país, cumprindo seu dever e obrigação, morreram lutando do modo que eles queriam, e por isso eram meu maior orgulho, meus grandes heróis!
Sai de meus devaneios quando ouvi algo mover-se em meio ao mato em frente à casa, girei sobre os calcanhares do modo mais rápido que pude, já estava com arma em punho e a lanterna sobre ela iluminando o perímetro quando vi um gato saindo da relva pulando o muro e correndo apressado pelas ruas iluminadas.
Respirei fundo voltando a encarar a porta, rodei a maçaneta que não estava muito firme e com apenas um chute a abri de modo barulhento e estrondoso. O pó e o cheiro de mofo invadiram minhas narinas me fazendo espirrar, antes de entrar por via das duvidas coloquei a pistola em frente ao corpo e segui caminhando.
Explorei a sala que possuía moveis cobertos por lençóis antes brancos, agora quase negros, o assoalho rangia um pouco sobre meus pés e a poeira era escorregadia me fazendo tomar redobrado cuidado ao caminhar. Lembrava-me de cada detalhe e principalmente, de cada momento passado dentro daquela casa, andei até a estante e puxei o lençol com brusquidão revelando assim uma televisão enorme e diversos quadros que lotavam as prateleiras.
Fotos consumidas pelo tempo, amareladas, esbranquiçadas, rasgadas e devoradas por insetos, mas em todas podia-se ver claramente as pessoas e os locais. Fotos minhas com meus pais, com Tsunade e Jiraya, com Naruto, e até mesmo com os meninos da Akatsuki pequenos, fotos do Natal e Ano Novo também estavam presentes e foi inevitável deixar algumas lagrimas escorrerem. Bons Tempos!
Voltei a caminhar deixando a estante para trás, segui para a sala de jantar e a cozinha que permaneciam do mesmo modo que fora deixado, decidi por fim subir ao andar de cima. As escadas rangiam com minhas passadas, mas continuavam firmes como há 10 anos, rapidamente deparei-me com um longo corredor que possuía aproximadamente oito ou nove portas, não precisava abrir todos, apenas três me importavam nesse momento.
Na primeiro que abri encontrei a biblioteca de meus pais, olhei ao redor lembrando-me do tempo que passava com eles aqui dentro e mais lagrimas brotaram escorrendo levemente pelas bochechas de modo incomodo Odiava chorar. Caminhei em meio a grande prateleira onde os livros já estavam bem deteriorados e assim que cheguei à mesa de meu pai vi uma foto em família. Minha mãe e eu estávamos sentadas no gramado, assim como meu pai e sorriamos abertamente.
O vidro do porta retrato estava rachado e os papeis em cima da mesa completamente bagunçados, não ousei mexer em nenhum, pois era assim que meu pai havia deixado antes de sair de casa naquele fatídico dia. A poltrona de couro negra e imponente que estendia-se por trás da mesa estava rasgada e empoeirada, como todos os outros moveis. Sorri involuntariamente quando recordei-me de meu pai me pegando no colo e me girando na cadeira enquanto eu gritava alegremente.
Sai da biblioteca e passando duas portas abri à próxima, deparei-me com um quarto enorme em tons de bege claro e branco, a cama de casal gigantesca era ladeada por criados-mudos de madeira escura, o armário estava com as portas escancaradas e algumas roupas estavam jogadas no chão perto de uma mala aberta. Meus pais deviam ter arrumado as malas para partir, porém tiveram que ser mais rápidos e decidiram sair em missão com a roupa do corpo, suspirei profundamente e dei o primeiro passo adentrando o imenso recinto, aquele ali era o quarto dos meus pais.
Tão grande, tão lindo e antigamente tão acolhedor, hoje não passava de um amontoado de poeira e lembranças, a poltrona que minha mãe costumava me tomar no colo estava ali, no mesmo canto, rasgada e suja, apenas para variar um pouco. Deslizei os dedos por tudo até chegar à penteadeira de minha mãe e ver suas tão preciosas maquiagens e seus maravilhosos perfumes, estavam todos estragados, porém continuavam ali, do modo que ela havia organizado. Assim como muitas coisas, não ousei tocar, não queria tirar nada fora do lugar, varri o local com os olhos uma ultima vez e sai fechando a porta.
Encostei-me a porta e mais uma vez e chorei aquilo já começava a me irritar profundamente, mas sabia que desde o momento que havia saído de Konoha e abandonado minha casa esse reencontro um dia deveria acontecer. Por breves momentos desejei que Sasuke estivesse aqui comigo, porém rapidamente percebi que aquilo era um conflito meu comigo mesma.
Respirei fundo endireitando-me e voltando a caminhar até a ultima porta, assim que encostei a mão na maçaneta suspirei e sem perceber prendi o ar nos pulmões, rodei o objeto e quando a porta escancarou-se me deparei com um quarto lilás e branco, uma grande cama de solteiro, criados-mudos brancos talhados, ursos de pelúcia e diversos bichinhos fofos, um armário enorme e pó, muito pó!
Entrei no local e me dirigi direto a cama, onde estava Fuji, meu pequeno raposo cinzento que fora dado de presente no Natal dos meus quatro anos. O peguei batendo a poeira de seu pelo e o encarei, seus olhos azuis continuavam brilhantes e lindos, colocando-o em baixo do braço estendi minhas mãos alcançando o edredom da cama o batendo ferozmente logo em seguida, a poeira agitou-se me fazendo espirrar e logo que a nuvem baixou pude ver que já conseguiria sentar, e foi o que fiz.
Sentei e continuei admirando o quarto, afinal o que diabos eu estava fazendo ali? Sofrendo de modo gratuito, relembrando coisas que queria esquecer e...e lembrando de meus pais.
Não que eu tivesse me esquecido deles, isso jamais, porém perde-los foi um golpe muito forte para uma criança e acabei não tendo maturidade suficiente para supera-lo, por isso fugi de Konoha como um rato que foge do gato. Nunca achei isso errado, mas agora, estando aqui sentada sobre minha cama começo a pensar que talvez devesse enfrentar meus problemas de frente.
Havia me tornado uma atiradora de elite e uma das melhores do ramo, matei legiões de bandidos, fiz uma fortuna do dia pra noite, era temida e odiada por todos que ouviam meu nome, mas e a felicidade? Até chegar a Konoha eu vivia uma ilusão, eu havia encontrado felicidade aqui, junto aos meus.
Havia encontrado felicidade quando ouvi Naruto gritar meu nome no aeroporto assim que desembarquei, havia encontrado felicidade quando Jiraya e Tsunade me abraçaram, havia encontrado felicidade quando fiz amigos, havia encontrado a felicidade quando revi os Akatsuki e principalmente havia encontrado felicidade quando me apaixonei por Sasuke, não era uma felicidade falsa ou fingida, era sincera e pura e estava bem embaixo do meu nariz.
Eu era uma agente sim, mas acima de tudo era um ser humano como outro qualquer, não estava acima de ninguém, muito menos abaixo, porém eu era um ser humano ferido que perdera uma parte da felicidade e precisava vinga-la. Precisava acima de tudo corrigir os erros do passado.
Já havia me decidido por ficar em Konoha, mas agora algo mais importante estava em jogo, Orochimaru havia me tirado meus pais e agora tirava parte da minha família de coração, e isso não ficaria assim. Levantei e caminhei até a janela, abri as cortinas e encarei o local onde ficava a piscina e a churrasqueira, sorri me lembrando de um pequeno dialogo com meus pais.
FLASHBACK ON
-- Vingança não leva a nada Sakura – Minha mãe dizia enquanto jogava água em mim – Mas em algumas situações ela é a única coisa que alivia nossas angustias.
-- Exatamente – Meu pai que também estava dentro da piscina me puxou para seu colo e sorrindo completou – Infelizmente está em nosso sangue a vontade de vingança, mas ela apenas compensa em determinados casos.
-- Em quais? – Perguntei brincando com um patinho em minha frente
-- Quando mexem com nossos amigos ou nossa família – Minha mãe sorriu – Quando fazem isso Sakura, seu pai e eu não nos vingamos como agentes e sim como Yumi e Raiden.
-- Isso hime – Meu pai sorriu – Para que aprendam a não mexer com os Haruno!
-- Otousan – Chamei atraindo sua atenção a mim – Qual o melhor jeito de se vingar?
-- Oras minha hana – Meu pai afagou meus cabelos – Admiro sua curiosidade desde pequeno, sabia que teríamos uma musume assim Yumi.
-- Uma guerreira – Minha mãe sorriu – Nossa pequena guerreira.
-- Respondendo sua pergunta – Meu pai me fitou profundamente – O modo mais eficaz de ferir seus inimigos é fazer o mesmo que foi feito a você!
-- Pagar na mesma moeda? – Perguntei levantando o queixo.
-- Às vezes fico em duvida se você realmente tem apenas sete anos Sakura – Ambos riram e eu apenas sorri – Sim hana, pagar na mesma moeda, pois o que fazem aos outros é aquilo que ninguém gostaria que fizessem a si mesmo.
-- Hm, interessante – Suspirei
-- Mas agora, é minha vez de me vingar – Minha mãe sorriu nadando até a gente – Porque dois danadinhos molharam meu cabelo, agora minha vingança será maligna – Riu de modo cômico e saiu nadando atrás de nós.
Naquela tarde, nos divertimos muito, meus pais conversavam comigo de modo que pudessem me explicar às coisas da vida e as missões de agentes, naquela altura eu já havia visto e passado muita coisa e por isso já estava praticamente preparada para o mundo que me esperava.
FLASHBACK OFF
Voltei à realidade e suspirei pesadamente, aquela lembrança havia me trazido uma sensação de que faltava interpretar algo para entendê-la corretamente, porém eu não tinha condições de fazer isso agora, voltei-me a cama e me lancei sobre ela fitando o teto como se minha vida dependesse disso. Respirei fundo uma ultima vez e adormeci presa em lembranças.
Tive sonhos conturbados, imagens, pessoas, vozes e principalmente meus pais, talvez ter vindo até aqui não tenha sido uma ideia tão boa assim. Abri os olhos e resmunguei como de praxe “Droga de Terra do Sol Nascente”, voltei a fitar o teto e suspirei fechando os olhos novamente, algo estralou em minha cabeça me fazendo arregalar os olhos e sentar na cama, eu ainda possuía sérias duvidas de como pegar Orochimaru e naquele momento todas elas foram sanadas.
Levantei-me da cama batendo a roupa enquanto minha mente trabalhava de forma apressada, porém organizada. As ideias se encaixavam perfeitamente e enquanto eu saia pelo corredor a fora a passos rápidos um plano ia se formando. A cada passo uma ideia, e a cada ideia uma possibilidade de ver aquele homem repugnante morto.
Desci as escadas de modo rápido, a casa iluminada pelo sol ficava bem mais bonita e mesmo suja me lembrava do lar aconchegante que eu tivera há anos atrás, sai pela porta a batendo em seguida, corri pelos jardins alcançando o portão e o abrindo para em seguida fecha-lo com um estrondo.
Fazer o mesmo que foi feito a você
Abri o carro me sentando em seguida, passei o cinto de segurança pelo torso e liguei a Ferrari, ela fez seu típico barulho estridente e eu sorri. Ainda doía a perda de Konan e Kakuzo, porém eu era uma agente bem treinada, sabia que não poderia chorar e me lamentar para sempre, e também se tudo desse certo o que meus pensamentos formulavam Orochimaru juntamente com Kabuto entrariam em extinção muito em breve.
Pagar na mesma moeda
Sorri pensando nas possibilidades e pisando fortemente no acelerador abaixo do meu pé, cheguei a casa de Jiraya rapidamente sem ao menos me dar ao luxo de abrir o portão e entrar na garagem com o carro. Apenas estacionei em frente à mansão, desci, entrei pelo portão lateral que continuava aberto, me esgueirei pelo corredor de ligação até a cozinha e de modo afoito despontei em meio a um calmo café da manha.
-- Por Kami Sakura – Tsunade levou a mão a boca levantando-se em seguida – Onde você estava?
Todos me olharam espantados, sabia que minha roupa preta não estava nas suas melhores condições, afinal depois de passar a noite em uma casa que poeira era totalidade, ficaria difícil mantes a roupa impecável. Sasuke levantou-se de supetão e veio até mim me abraçando em seguida.
-- Liguei no seu celular a noite toda – Disse com a voz baixa encostando seus lábios nos meus – Nunca mais, eu disse NUNCA MAIS me deixe preocupado desse modo – Murmurou apoiando a cabeça em meu ombro, afaguei seus cabelos e rapidamente me soltei.
-- Onde estava? – Jiraya perguntou secamente se levantando, logo Gaara e Kakashi apareceram na porta.
-- NUNCA MAIS SAIA CORRENDO DESSE JEITO – Repreendeu-me Gaara – Ficamos preocupados!
-- Desculpem – Falei pela primeira vez desde há hora que adentrei a cozinha – Mas dessa vez tive bons motivos.
-- Oras Sakura você es... – Tsunade foi cortada por Itachi que sorria de canto
-- Ela quer falar alguma coisa – Disse seriamente depois voltando a me fitar – Diga pequena!
-- Tenho um plano para pegar Orochimaru – Todos arregalaram os olhos e logo sorrisos maliciosos surgiram de todos, principalmente dos Akatsuki. A perda podia doer, mas tínhamos que lidar com ela da melhor maneira possível, e por isso Hidan e Yahiko já sorriam maldosamente em antecipação ao que poderia vir. – E dessa vez, precisarei de todos vocês!
-- E o que você tem em mente? – Kakashi sorriu
-- Algo bom o suficiente, para mandar Orochimaru e Kabuto para o inferno de uma vez! – Sorri – Senhoras e Senhores, eis que nossa vingança está próxima!
Notas finais
Meninas, estou exausta. Semana passada teve Jornada de palestras na faculdade e eu fui monitora, sabe como é né, ficar mendigando por horas complementares. Eu tinha que sair de casa 17h da tarde, pra poder estar lá as 19h e as palestras acabavam só as 22h, sendo assim eu chegava em minha humilde residencia 00h00.
Vocês imaginam que não tive tempo de escrever o capitulo (nem de viver, diga-se de passagem), e como se não bastasse a professora adiou uma prova e eu simplesmente esqueci dela, ♪ RAIOS ♪
Mas enfim, as coisas vão começar a se normalizar, só preciso apresentar dois últimos trabalhos e pronto, só em Novembro maratona de provas novamente.
Peço desculpas pela falação, mas achei direito dar uma explicação a vocês, quem aqui acha que mereço uma recomendação levanta a mão o/
Beeijos e Boa Semana a todos!
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