Jogo.

Como que coisas assim, acontecem em um simples jogo? Essa mania de desafios que todo ser humano tem... vou te contar viu? Minha vida poderia estar BEM...... mais fácil agora, sabiam? Mas querem saber de uma coisa? A prefiro também, BEM.....mais assim.

Hehe... devem estar confusos... não é? Relaxem... podem deixar, eu explico tudinho.

Há uma semana atrás....

Era noite. Em uma sexta-feira. Estava com duas amigas minhas numa feira... não era um programa que costumávamos marcar para fazermos juntas mas... vai lá né ? Lá estávamos nós... Euzinha aqui, também conhecida por Bruna, ou Bruninha se preferir... a Natália, ou simplesmente Naty, uma ruivinha super simpática, divertida e meia louquinha que fiz amizade recentemente no colégio, e por último... minha gata, inteligente, legal, atlética, artista, vizinha de apartamento, Yazmin, ou Yaz, como costumam chamá-la.

Andávamos feito loucas desesperadas na feira... o que típicas garotas de quinze anos ( ou no caso de Naty, dezesseis), fariam. Sabe lá quanto gastamos nesta feira, mas garanto que pouca coisa é que não foi... tudo estava “de boa” até que Naty resolve comprar uma ICE. Eu e Yaz nos olhamos preocupadas e em seguida, baixamos os olhares com reprovação encima da ruiva, que fez o gesto de “to nem aí” com os ombros e ó... virou a garrafa de uma só vez. Fiquei boquiaberta. Minha vizinha do nada começou a rir... de vez em quando ela é meio besta mesmo, quem a conhece no colégio, diz que é santa, por ser nerd, diferente de mim, e por não aprontar nada na troca de professores, na sala de aula. Mas quem a conhece de verdade como eu... sabe que ela não é exatamente assim... hoje mesmo ela tá com uma saia jeans pregueada suuuperrr curta, um all-star de cano alto preto com cadarços rosa escuro, e uma blusa de um ombro só, com a única manga na forma morcego, preta com a escrita rosa choque... em inglês... “ Hot Lips”, tradução... hunf... “ Lábios Quentes”. Muito santa, né?

Bem... vocês devem estar pensando: “e o que é que tem que a garota bebeu ICE?”. Respondo... ela não pode com um pouquinho de álcool que seja por que simplesmente ela...

— Caraí... que gostoso! – fala assim que passa um loirinho super bombado na nossa frente,assim mesmo, na CARA DURA.Ele escuta e sorri maliciosamente , chama a garota com a mão, numa espécie de aceno, Naty sorri, e vai até ele... começa a agarração.

... bem, como podem ver... ela PIRA. Quando digo agarração, é agarração mesmo viu?

Yaz olha aquilo de uma forma sarrista... ela desaprova geralmente, mas no fundo AMA uma bagunça. Já eu a bagunceira de sala de aula... não gosto, muito (hehe), deste tipo de coisa... claro que adooorooo beijar, mas... quem não gosta ?!

Naty volta (aleluia!) com um semblante safado, mostrando sua satisfação com o loirinho.

— Só na curtição, hein?! – cutucou Yaz. – E aí? O beijo foi bom?

— Rumm... “bom” é apelido amorzinho... bom é apelido.

— Aff! Menos cara-de-pau, impossível, né? – falei com um sorriso malicioso.

Começamos a rir bem alto, na rua mesmo. O povo todo nos observando. Após isto, demos mais e mais voltas na feira, jogando papo fora, falando dos gatos do colégio, dos que mais beijavam bem, de como uma das garotas mais bonitas da sala havia ficado ridícula com o novo corte de cabelo (momento sádico teen...), o professor careca chatoníldo que passa muita tarefa, a dificuldade que está a matéria de física pra prova desta semana, a bunda redondinha do professor de educação física, o livro Cabeça de Vento da Meg Cabot, a nova matéria da revista teen “Capricho”, o jogo de verdade e desafio do colégio que gerou muitos boatos...

- Vocês ouviram falar do jogo verdade e desafio que aconteceu com os alunos do terceirão? – falou Naty em tom de suspense.

— Eu não... por quê? – aleguei curiosa.

— Eu sim, mas tipo... só que rolou muita bagunça, e uma porrada de gente para a coordenação! Nada sobre os bastidores... mas admito ter ficado cuiriosa... – falou Yaz, com seus cabelos com luzes loiras bagunçando sobre o vento a deixando ainda mais gata do que ela era... foi neste momento que pensei: “Mas em que droga eu estou pensando?”... após isto me lembrei de que... “ Aff... não é a primeira vez que sinto uma admiração estranha por ela... como naquela vez que ela acertou a pergunta do professor de história , que era super difícil, e que assim que respondeu olhou para mim e sorriu deixando à mostra seus belos dentes me deixando corada, ou então, na educação física, quanto ela se abaixou para pegar a bola de basquete e eu observei seu corpo, sem entender o por que de eu ter ficado agitada... Ah! E também aquela vez que ela sem querer esbarrou em meus seios na escada do colégio e eu meio que gostei da sensação e ter corado pra caramba e ela, sem se tocar, falou que eu ficava uma “gracinha” toda vermelha”. Enfim... vocês podem perceber que eis que surgiu a dúvida... “ Deus... eu hei de ser BISEXUAL?”.

Voltando ao bate-papo....

— Não ficou sabendo dos bastidores é? Hehe... pois eu, sim! E muito bem!!! – Naty picou para nós com aquela sua famosa cara safada. Eu e a quase loira nos entreolhamos e voltamos os olhos com a famosa expressão... “conta aê vey”. E foi que mais rapidamente a ruiva fez. – Girls... vocês vão pirar! Sabem que Júlio e a Gabrilela se odeiam né? Ou fingiam se odiar... e aí caiu um desfio... e eles ficaram!

— NÃO! – falei junta com a Yaz.

— SIM! E eles gostaram! – procedeu Naty.

— NÃO! – nós duas já com a mão na boca.

- SIM! E falaram que nas escadas de incêndio eles repetiram a dose! – falou agitada já, Naty.

— NÃOOO!!! – já pulávamos feito duas idiotas com a notícia.

— SIM! E mais... o Ricardão é GAY! – Já contava batendo as mãos... Naty estava tão eufórica quanto eu e Yaz.

— NÃO! – falamos já sacudindo as mãos.

— Mas ele tem fama de pegador!!! – falou Yaz, icrédula.

— SIM! Pois é! Quem diria!!! E ainda no mesmo ramo... a Letícia e a Karina se beijaram num DESAFIOOO!!!

— NÃO!!!!! – falamos já meio que nos abraçando de tanta euforia... Yaz estava me abraçando com força... e confesso que não era só as notícias que estavam me deixando sem ar...

— SIM! E agora começaram a namorar!!! Parece que elas gostaram da experiência, e se assumiram como namoradas e BI !!! – arregalava os olhos.

— NÃO!!! – mais uma vez, como duas patetas...(isso já está cansando....)

— SIM! E mais... rolou um carnaval de ficadas com todo mundo junto no final!!! E a coordenadora pegou... NO FLAGRA!!!

— CARALHOOOO!!!! – falamos juntas novamente. Yaz segurava minha mão... seus finos e delicados dedos estavam em um encaixe perfeito com os meus... nesta altura eu já tinha certeza... eu era BI... e gostava de minha amiga e vizinha... Yazmin... ME FERREI!

— Povo mais otário! Aprontar assim?! No colégio? Aff! Que gente burra! – falou Yaz, e do nada, olhou para mim, e em seguida para nossas mãos dadas... sempre fizemos isto, coisa de amiga... ela não separaria nossas mãos.... até que...

— Yazyyy... – e lá veio a Naty com seu famoso tom de provocação.- Tô’ de olho em vocês duas, viu?! – e em seguida deu um sorrisinho sacana para nos duas, caprichando com seu olhar em nossas mão, unidas.

De súbito, Yaz as desgrudou, super corada (aliás fica linda, assim...) e eu também, claro, o que gerou mais provocações vindas da ruivinha... que neste momento já estava em sua quinta garrafa de ICE.

— Hummm... sabe que vocês até que ficariam muito legal, juntas? Já pensaram em virarem BI? – olhei para ela com uma cara do tipo... “cale a boca, ou te quebro”, Yaz de corada, passou para “vermelho-ferrari”. – Hahaha!!! Olha a carinha da Yazyyy.. tá’ fófis... amorêêê!!

E quando Yaz ia rebater... Toca o celular da ruiva louca...

— Alô? [...] Ah! Oiê Papy! [...]...[...] FA-LA SÉ-RI-O!!! Eu, hein?!! [...] Nem! Ela já tem 13 anos! Já sabe se cuidar! [...] Aff.... tá certo então... vou lá buscar a mana... mas ainda sou à favor dela vir à pé sozinha! Rum!!! – em seguida desliga o celular de mau-humor.

— O que aconteceu? – perguntei para Naty,porém, notando o semblante sem-graça e ainda com uma pigmentação avermelhada da aloirada. Aquilo me deixou feliz.

— Nem... Ow... fiquem por aqui sozinhas, valeu? Tenho que buscar minha maninha lá num lugar, que ela está com medo de voltar sozinha para casa... acredita? Aff... até mais garotas...

— Até... – falei, com Yazmin seguido de um breve aceninho... tudo estava ótimo... a não ser pelo fato do clima tenso que Natália deixou entre nós duas.

Seguimos ainda um passeio na feira, apenas trocando algumas palavras... certo que foi uma brincadeira sem graça de Naty... mas ainda assim, juro que não entendi o por que desta garota estar assim, meu Deus! Afinal... ela não poderia achar que, realmente faríamos um belo par... ou podia?! Neste momento meu coração começou a acelerar... seria aquilo que Yaz possuía em mente? Ou até mesmo que eu...

— Bruninha? – acordo de meus devaneios levemente confusa, minha cara devia estar as mil maravilhas... já que Yazmin me olhava incognitamente. – Está tudo bem com você, gata?

— T-t-tudinho, flor...! – respondi nervosa.

Ela volta a olhar para frente, mas em seguida, balança a cabeça de um lado para o outro negativamente, espalhando mais seus lindos cabelos, e por fim, girando a cabeça para meu lado e falando decidida.

— Vamos tomar um suco! Anda! – e quando foi me puxar para a barraquinha de sucos, pega em minha mão, por um breve instante ela paralisou... e eu levemente corei, seguimos andando para a barraca e pedimos, ambas, um suco de uva.

Por esse momento, havia voltado tudo ao normal, conversamos sem aquele péssimo clima que nos rondava agora a pouco, falávamos rindo, sorrindo, zoando... mas como as coisas não são perfeitas, um cara meio bêbado e bastante barrigudo passou perto de mim com uma latinha de cerveja na mão e... adivinhem? Se falaram que ele derrubou a porra do líquido em cima de mim... acertaram!

— Ow! Tome mais cuidado, vey! – falou Yaz já com guardanapos em sua mão, na tentativa inútil de me ajudar a me limpar onde o líquido caíra em minha regata BRANCA, agora TRANSPARENTE... simultaneamente eu também me limpava. Minha amiga estava muito sem graça.

— Pode parar, Yaz! Deixa que eu cuido do resto, você já me ajudou, e muito! – falei, numa espécie de súplica... vira e mexe ela esbarrava em meus seios, e eu estava realmente desejando que aquele cara passasse por lá novamente e derrubasse outra lata encima de mim. É... certeza, eu estava super atraída por uma de minhas melhores amigas.

— Ah! Fala sério, Bruninha!! – disse enquanto olhava para o meu rosto e me limpando. – Ainda vou continuar a te ajudar, afinal, você é minha AMIGA! – estranhei o por que dela ter destacado a última palavra, e mais ainda o por que dela começar a tremer a sua mão direita do nada.

Olhei-a com a expressão... “ Tá tudo bem com você ?”, até que eu percebo... COMO SOU SEM-NOÇÃO! Yaz estava com a mão direita dela inteira, sobre meu seio, e o pior, ela petrificou, ali mesmo e eu? Nada fiz! Fiquei tão assustada quanto ela. Só nos ligamos do lugar onde estávamos quando um moreno de cabelo arrepiado passou perto de nós e comentou com o amigo.

— Putz... aquelas lá devem estar se divertindo hein? Como eu queria estar no lugar da “loirinha”... minha mão nos peitos daquela “morenassa” não seria mole não, Haha!!!

Ficamos roxas! E ela retirou no mesmo instante sua mão de lá. Falei de súbito: “Bora para casa!” Ela concordou. E foi neste momento, que ouvimos o barulho de um trovão.

Resultado... haveria chuva.

Novamente o clima pesado nos rodeava. Nas ruas nem nos olhávamos, muito menos conversávamos. Até que começou uma garoinha... nem nos importamos eu só comentei.

— Temos que apressar o passo.

— Sim.

Aproximadamente, dois minutos depois que falei aquilo, a chuva aumentou e... tharám! Ficou super forte! Eu até reclamaria se... bem, se eu não gostasse de pegar chuva... é um ótimo momento pra zuar! Lembram que eu adoro uma bagunça? Coloquei todas as sacolinhas com as compras, em um braço, e fiz uma ‘concha’ com as mãos, assim que meu alvo se distraiu, passei correndo em seu lado e joguei o líquido em seu rosto.

— BRUNA! SUA BESTA!!! – hahaha! Yaz saiu correndo para me pegar, e começamos a aprontar todas na chuva. Parecíamos dois pintos molhados pulando o carnaval. Girávamos uma a outra, pulávamos, bebíamos um pouco a água, gritávamos... feito duas idiotas. Bem... só sei dizer que a chuva era muita, mas suportável... até aquele exato momento. Ela aumentou muito e desta vez nos encaramos sérias.

— Bruninha, vamos buscar um abrigo provisório! Alí ó ! – apontou para uma lanchonete fehada, mas com uma tolda por cima bemmm grande. Saímos em disparada para lá. Olhamos uma para a outra e começamos a rir.

— Estamos ensopadas! – disse gargalhando.

— Só você mesma pra me fazer dar uma de louca! – reclamou na curtição.

— Rumm! E você não gostou?! – a desafiei.

— A-DO-REI! – mais gargalhadas. – Bem... agora que tal um jogo?

- Boa! – concordei. – Mas qual?

— Verdade ou desafio! – estranhei o jogo. Mas concordei novamente. – Você começa!

— Humm... verdade ou desafio? -

- Verdade!

— Você ficaria com o John? – falei me referindo ao seu amigo de infância.

— Ele é um gato! Mas não mesmo! Parece que eu teria que beijar um irmão! Cruzes!! Minha vez Bruna! Verdade ou desafio?

— Verdade! — Qual foi a maior quantidade de caras que você pegou em uma só balada? – perguntou marota.

— Ahhh!!! – fiquei sem-graça. – Quarenta e três ?! – o queixo dela caiu.

— Sério?!! Sua louca!

— É que eu havia feito uma aposta... mas ganhei, né? – em seguida pisquei.

– Verdade ou desafio?

— Humm... desafio! – em seguida Yaz me olhou mais ou menos... “quero só ver”.

— Ligue para o Anderson, e diga que topa ficar com ele! – falei malvada. Ela não suportava aquele garoto.

— Ahhhhh... não mesmo! Fala sério Bruna!!

— Yazmin...

— Okey, okey... – e ligou.

Fiquei rindo. Após uma série de desafios sem pé nem cabeça....

- Desafio – falei.

— Humm.... irei te fazer três perguntas consecutivas de verdade, e se você responder sim em todas haverá uma conseqüência, okey? – falou ela levemente corada.

— Hunf... espertinha... vamos nessa então....

- Bem... er... hã... Bruninha você ficaria com uma garota? – perguntou olhando em meus olhos.

Congelei. Meu coração tinha ido para a boca. Agora eu não poderia mentir.... saco!

- Fi-fi-ficaria se estivesse à fim.... – falei desviando o olhar.

— Certo. Já sentiu atração por alguma?- ainda olhava para meus olhos.

Mas que droga de perguntas são essas?! Tô ferrada!

- Glup... j-j-j-já! – falei muito nervosa... qual o motivo de tudo isso?

— Okey... sente atração por mim, Bruna? – falou dando dois passos para minha direção. Estava muito perto de mim. Fiquei ofegante.

— COMO?!!! – tentei fingir que não havia entendido.

— Você me ouviu, senhorita espertinha. – mais um passo. Já sentia sua respiração, não ofegante igual a minha... mas levemente descompassada, apenas.

— E-eu... eu sinto, Yaz. – falei com convicção.

Ela sorriu de leve. Um meio passo é dado (já estávamos muito próximas), nossas respirações já eram trocadas. Virei a cabeça. Ela sussurrou em minha orelha.

— Lembra que se todas as respostas fossem “sim”, resultaria a uma consequência? – afirmei com um ‘hurrum’ – Pois é... me beije na boca, Bruninha. – olhei para ela espantada.

Aquilo só podia ser tortura... uma coisa é admitir tudo aquilo, deixar por isso mesmo. Outra é quem te perguntou, te beijar... mas é surreal, ordenar para que quem admitiu é que beije e tome a iniciativa. Mas tive outra escolha? Não. Ela me olhava séria.

Com a mão esquerda trêmula, tiro uma mexa do cabelo de Yaz do rosto, e coloco para trás de sua orelha. Yaz olha fixamente para meus olhos. A mão com a qual afastei a sua mexa, permanece naquela altura. Olho para seus olhos cor de chocolate, e desço para seus lábios levemente rosados... ao mesmo temo que aproximo minha boca deles, aproximo minha outra mão para aquela fina cintura. Encaixo ambos.

Yaz treme ao sentir o toque de meus lábios com os dela, faço com que ela fique mais próxima de mim a puxando, com isso, envolvo sua cintura e pressiono os nossos lábios, comecei a movê-los lentamente, e em seguida Yaz faz os mesmo, ficamos com aquela troca gostosa de movimentos labiais até que ela entreabre seus lábios, já querendo me impor uma invasão de minha língua em sua boca. E o engraçado era que eu que iniciei o beijo (obrigatoriamente) e ela que me dominava... eu A-DO-REI este jeito dela.

Bem... realizei sua vontade. Aos poucos , adentrei minha língua e pude sentir o choque com a dela, muito aveludada, quente, úmida, e com um leve toque de uva. Neste momento ela coloca suas duas mão em minha cintura, praticamente colando nossos molhados corpos, que em contraste com a temperatura, jaziam-se muito quentes.

E assim, começamos aquele delicioso bailado com nossas línguas, hora a minha que dominando, hora a dela... sempre num combate sem pressa e enquanto suave com atitude, ambas estávamos soltas! Eu sugava, seguia com movimentos circulares, com vai-e-vem, com aquele revezamento nas posições num ritmo perfeito, mordia de leve seu lábio inferior...quando nos demos conta, os movimentos haviam se acelerado, uma competia com a outra pelo domínio, as mãos delas passeavam entre minhas costas até minha nuca, hora com as pontas dos dedos junto com a palma, e hora dando leves arranhadas as quais me faziam tremer e sentir um prazer único.

Já as minhas... a que estava em sua cabeça fazia com que ela aprofundasse o beijo com uma leve pressão e a que estava em sua cintura, eu acariciava a região e de vez em quando descia fazendo o mesmo com sua coxa. Tudo estava maravilhoso , não queríamos acabar com aquele momento, nos separarmos encontrava-se quase impossível! Mas infelizmente a falta de ar nos obrigou a parar, claro que aos poucos, ela finalizando com uma mordidinha em meu lábio inferior.

Estávamos sem fôlego.

Levemente sérias, levemente coradas, e com um leve sorriso agora brotando em ambos os lábios. Nos abraçamos ternamente, nesta hora, a chuva já havia se amenizado. Caia uma fina garoa. Demos as mãos e saímos pelas ruas, sorridentes.

Estávamos próximas do prédio. Ela morava até mesmo no mesmo andar que o meu, o oitavo. Não trocamos uma única palavra no caminho. Não era preciso.

Enfim chegamos, e o porteiro, Seu Manoel, nos atende:

— Certas pessoas brincaram muito na chuva, hein? – falou brincando.

— Demais da conta. – ela falou com uma cara de malandra me olhando. Ri.

— E foi a melhor brincadeira da minha vida. – olhei para ela de forma apaixonada.

— Sabe que da minha também? – e piscou para mim.

Seu Manoel, tadinho, não estava entendendo mais nada. Haha, acho é pouco!

Subimos o elevador, ainda de mão dadas, ficamos nos encarando felizes. Chegamos no andar. Pegamos a chave de cada apartamento, o meu 801 o dela 803.

Me despedi com um selinho e quando fui em direção à porta, ela me puxou pelo braço, e novamente tivemos “Aquele Beijo”, novas emoções mais intensas desta vez, o por quê?

Simples.

Desta vez estávamos certas de uma coisa...

- A amo. – falamos juntas após o término daquele beijo. Nos abraçamos e seguimos para cada lado.

Atualmente...

Pois é... tirando o resfriado com o qual ficamos, eu e a Yaz estamos super bem... começamos a namorar, a primeira que soube foi Naty... pensávamos que ela fosse se assustar. Que nada! Ela falou um : “aleluia” e nos disse que já era óbvio que já estávamos a fim uma da outra faz tempoooo, e que apenas percebemos isto na feira.

Aff... é pirada mesmo! Fazer o quê,né? Deixa quieto! Acreditem... o jogo mudou minha vida, acho que muitos para quem estou contando isso, gostariam de ter uma “Yaz” da vida que ordenasse um beijo, não é mesmo? Como é que um simples jogo, pode ser tão útil? Pode resolver seus conflitos... não é mesmo? E então...

- Bruninha!!! Vai me fazer ficar esperando neste chuveiro mesmo?!

Hã... er.. ahh... bemm.. hehe.. – coçando o pescoço de forma sem-graça – devem estar pensando o que a Yaz faz no meu banheiro não é? Pois bem... é que resolvemos reviver aquele dia na chuva... e como já terminou a temporada da mesma...

— Você não vem não, é?!

Hã... nada contra nos divertimos um pouco não é mesmo pessoas... afinal, não queremos pegar um resfriado com roupas coladas no corpo, melhor ficarmos nuas de uma vez...

- Olha aqui senhorita Bruna... – Yaz me puxa pela orelha enquanto está enrolada numa toalha — se você não for neste instante exato pra droga daquele Box... este corpijo aqui vai demorarrrrr pra ser seu. Tá avisada, né?! Vambora’! – a loira vai me empurrando em direção do Box.

Hã... até a próxima! (super envergonhada). Talvez façamos mais além, desta vez... hehe.

The End

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