A Vizinha
5 A entrega
Robin jamais mandaria Nami de volta para a casa dela naquela madrugada friorenta. E nem se estivesse calor. A ruiva deveria saber disso. E sabia, é claro. Por isso estava ali, com seus grandes olhos cheios de brilhos, diante da mulher sorridente, de olhos azuis tão brilhantes e expressivos quanto os dela.
Quando Nami olhava para Robin, não via mesmo os sinais de idade que Mariko insistia em dizer que ela tinha em volta dos olhos, e a expressão do sorriso marcado. Longe disso. Via uma mulher tão bonita e exótica, que parecia ter saído das páginas das revistas de moda que lia.
Não havia rugas, nem aquelas marcas de expressão. Mesmo que ela sorrise. Talvez isso fosse implicância da loira para perturbar. E mesmo que tivesse, qual o problema? O rosto maduro, as atitudes e tudo aquilo deixava a ruiva mais excitada.
Nami nunca falou abertamente com a amiga, palavra por palavra sobre o que acontecia com ela e Robin, mas Mariko não precisava ouvir com todas as letras, era tão óbvio. Tão claro e transparente como a água. Apesar de nunca ter conhecido alguém assim. Assim, que realmente assumisse gostar de outra pessoa do mesmo sexo. Talvez existam aos montes por aí, mas devem manter discrição. Como era aquele caso. Mariko só teve certeza de que realmente acontecia algo mais sério entre elas duas, depois que foi falar com a arqueóloga. Ela olhou nos olhos de Robin, e de alguma forma, soube ver que os sentimentos dela por Nami eram mais do que o de uma irmã mais velha, uma amiga. Como era Nojiko, ou as outras garotas.
Uma amiga. Mariko estava com tantas dúvidas, mas não disse nada para Nami. Ela sabia que a essa hora a amiga estava na casa de Robin. Antes de ir dormir, ela foi até a casa de Nami e conversou com ela. A ruiva parecia muito certa do que ia fazer. Estava segura de que aquela noite as coisas iam mudar. Sejam lá quais fossem.
Mariko foi pra casa e ficou deitada na cama, encolhida debaixo do seu cobertor, imaginando como seria se as coisas também mudassem com elas?
A loira sacudiu a cabeça embaixo do cobertor e resmungou qualquer coisa, obrigando-se a ir dormir logo e parar de pensar besteiras.
Nami explicou para Robin que sua mãe estava bebendo saquê e por isso logo ia dormir e só acordaria bem tarde, aproveitando que ainda estava de folga do trabalho. Quando questionada sobre Nojiko, sua irmã mais velha, que poderia dar por falta dela na cama ao lado, já que dividiam o mesmo quarto. Nami pôs as mãos no queixo, sentindo o corpo ficar mais aquecido embaixo daquele casaco que Robin colocara sobre seus ombros.
— Ela saiu antes de mim. Deve ter ido ver o namorado. Achou que eu estava dormindo.
Robin voltou para a cama, após fechar as cortinas da janela, e apagar a luz, deixando apenas a luzinha do abajur acesa. — Vem deitar aqui comigo.
Ela puxou o cobertor fofinho, e Nami arrastou-se pelo colchão deixando o casaco na beirada da cama mesmo, enfiando o corpo embaixo do cobertor, aconchegando-se lá embaixo.
Robin sentou na cama, cobrindo até a cintura com a mesma coberta. Ela pegou o livro que estava na cabeceira da cama e os óculos para voltar à leitura. Nami arqueou a sobrancelha, incrédula com o que a morena estava fazendo.
Ela pigarreou algumas vezes, querendo chamar a atenção de Robin, mas sem sucesso, pelo menos não o tipo de atenção que ela estava desejando. A morena esticou o braço e fez um carinho nos cabelos de Nami, que ficou ainda mais injuriada com aquilo.
Não era um cachorro para ficar recebendo um cafuné e ir dormir logo. Também não tinha mais dez anos.
Por favor, né? Ela não pulou a cerca e entrou pela janela na madrugada, fugida da mãe para ganhar um mísero cafuné.
— Você vai ficar lendo esse livro aí até que horas? — Nami perguntou, espichando o corpo para ver que livro era o que Robin lia, mas era de alguma língua estrangeira que ela não conhecia.
— Estou apenas lendo umas partes interessantes. — Robin tirou os dedos dos cabelos da ruiva e virou a página do livro, sem notar a cara de brava que a garota fazia.
— Se você já leu, por que tá lendo de novo? — Dessa vez ela sentou-se na cama, emburrada e com os braços cruzados na frente do corpo, fazendo uns ruídos irritantes com a boca, como se quisesse perturbar a morena. Ela não conseguiria fazer isso porque Robin além de ser uma pessoa muito paciente, não via nada de irritante naquele barulho que ouvia.
Nami se mexeu no colchão, puxando o cobertor mais um pouco, até conseguir descobrir Robin, que puxou levemente a ponta para o lado dela, sem dizer nada. Ainda com os olhos pregados no livro, interessada mesmo nas palavras.
A ruivinha começou a achar que não ia adiantar nada aquilo. Nem se ela dançasse em cima do colchão. Se botasse fogo na casa, ou se falasse alguma coisa que deixasse Robin surpresa.
Mas Nami não sabia o que falar, era envergonhada demais pra dizer algo. Pelo menos era assim que se sentia na frente daquela mulher. Ela não devia se impressionar com qualquer coisa, ainda mais com o que uma garota de sua idade poderia dizer.
Pensou em Mariko. Ela era bem desbocada, e falava sem rodeios o que queria. Mas ela também era assim, exceto com Robin. Nunca. Era difícil, talvez com o passar do tempo, confiança e intimidade com a morena. Todo esse conjunto de coisas poderia resultar numa Nami mais falante e cheia de atitudes. Que agora se resumia apenas em uma Nami teimosa, que só queria chamar a atenção da mulher mais velha.
Ela então mudou de tática, pensou que talvez Robin estivesse fazendo aquilo somente para fugir do que realmente interessava, sabe? Nami apertou os olhos e girou o corpo devagar na direção da morena, observando-a. É, poderia ser isso. Estava sem jeito, com medo ou algo parecido.
Nami encolheu as pernas e passou as mãos por elas embaixo da coberta, abraçando-as. Ela não tinha nenhuma experiência, fora aqueles beijos que trocaram, mais nada. Então, só poderia ser por esse motivo que Robin não tomava nenhuma atitude mais ousada. Porque Nami ainda era uma garota sem experiência. E como resolver isso? Simples, ou parece ser.
Nami não ia se jogar pra cima dela... Não? Por que não?
Ah, é. Ela era tímida demais na presença de Robin.
Novamente a ruiva pensou na amiga, Mariko. Talvez a loira do jeito que era espevitada e cheia de atitudes, essa noite já estava garantida.
Nami passou a mão nos cabelos, rindo baixinho com os pensamentos malucos que vinham em sua cabeça.
Robin folheou novamente a pagina do livro, e virou dando um sorriso para a garota, oferecendo a ela alguma coisa para comer e beber.
Nami sacudiu as mãos, dizendo que estava satisfeita com a ceia, ela queria era outra coisa.
Ah! Ela ia mesmo fazer isso então. Precisava de um pouco de força e cara de pau para falar de uma vez, sem ficar com vergonha de Robin e o sorriso desarmante dela.
— Se estiver com frio, posso aumentar o aquecedor — Robin já ia sair da cama, quando Nami a segurou pela mão, dizendo que não era exatamente esse tipo de coisa que queria. — Se não está com sono, tem algumas revistas na sala. Pode te distrair até se sentir sonolenta. Ou ligar a televisão.
— Não é isso que eu quero. — Nami falou zangada, soltando a mão do braço da arqueóloga.
— Por que você não me fala o que é então? — A morena lhe lançou um sorriso meigo. Aquele que Nami estava com medo de ver, porque desarmava qualquer pessoa.
Nami sentiu o rosto esquentar instantaneamente. Um arrepio tomou-a de assalto, fazendo se afastar instintivamente para o lado. Ela apertou o cobertor com força e gaguejou um pouquinho, fazendo Robin rir com o embaraço da ruiva.
— Você está me tratando como se eu fosse sua irmãzinha. — Nami desviou o olhar, estava que nem um pimentão de tão vermelha, mas aquela luz amarelada poderia ajudar a disfarçar.
— Nami-chan, olhe para mim. — A morena pediu e Nami a olhou. — Você pulou a janela da minha casa, está aqui sem a permissão de sua mãe. Eu não posso quebrar a confiança que Bellemere-san depositou em mim.
— Ela não precisa saber.
— Quer criar uma relação de mentiras com a sua mãe? — Robin deixou o livro na mesinha de cabeceira e sentou-se melhor de frente para Nami, na cama. — Mentiras nunca são sólidas. Elas desabam, você não pode construir uma relação baseadas nelas.
— O que você acha que eu deveria falar pra minha mãe? — Nami saiu debaixo do cobertor, porque sentiu calor de repente. Gesticulando com as mãos enquanto falava rápido. — Olha mamãe, vou ali na vizinha porque estou pensando em passar a noite com ela. Você não se importa né?
A ruiva tampou a boca imediatamente com as duas mãos, como se tivesse acabado de falar alguma coisa errada, e que Robin pudesse repreender. Era bobagem, sim, era. Mas ela não conseguia evitar ficar daquele jeito. Acanhada e boba. Muito boba.
Mas havia tomado uma decisão naquela noite. Uma que era para mudar sua vida, a de Robin, e até mesmo a de sua melhor amiga, mas ainda não sabia que chegaria tão longe suas atitudes daqui pra frente.
— Eu acho que você deveria ser mais sincera, não que devesse contar a Bellemere-san agora o que pretende fazer na minha casa, mas digo, sincera com você mesma, antes de ser com as outras pessoas.
— Eu estou sendo sincera, vim por você. Pra ficar com você. Eu quero isso. Pelo menos enquanto eu puder estar ao seu lado, quero aproveitar. Não me importa que vai viajar, ficar longe, quero ter uma lembrança. Entende? Quero poder dormir e sonhar com algo real, e não uma fantasia.
Robin acariciou o rosto delicado e jovem de Nami, apertando-lhe o queixo por último.
— Você quer me provar algo. Mas não precisa provar nada, eu gosto de você, como é. Exatamente como você é.
— Eu sou uma garota, sem graça. Sem experiência. Muito diferente daquela sua amiga, a ruiva. — Ela encolheu os ombros, fazendo bico.
— Você quer dizer a Kori? — A morena não conteve um risinho, mesmo que fosse deixar Nami zangada. Mas era tão impossível comparar as duas. De onde ela havia tirado aquela ideia? Robin se perguntou. — Vocês duas são totalmente diferentes. Quando tiver a idade dela, será tão encantadora ou até mais ainda. — Ela tentou fazer um carinho em Nami, que recuou um pouco.
— Posso te perguntar uma coisa?
— Claro. — Robin adorava conversar com Nami, ela sempre pareceu ser tão curiosa, desejando todas as respostas. Fossem elas de histórias antigas, a bobagens cotidianas. Sempre a respondia com total sinceridade, paciência, o que fosse. Mas não esperava por uma Nami curiosa e ciumenta.
— Vocês duas já foram mais que amigas? — A garota piscou os olhos, esperando pela resposta quietinha, com um olhar inocente. Como se aquilo escondesse sua histeria interna. Sem saber o que fazer se a resposta fosse um sim. Deveria se sentir ameaçada por isso? É claro que já se sentia assim. Como competir com uma mulher daquelas?
— Isso é importante para você? — Robin voltou a sentar ao lado de Nami, puxando o cobertor para cobrir as duas. Ela analisou a garota, que praticamente se escondeu debaixo da coberta, esperando ainda a resposta. — Nós nos conhecemos há muito tempo, era mais nova que você até. Sempre fomos muito amigas, então, o que aconteceu nunca foi exatamente algo que eu pudesse classificar como sério. Entende?
— Na verdade, não. Vocês tiveram algo a mais do que a amizade, sim ou não?
Robin sorriu, às vezes Nami era mesmo uma cabeça dura, mas não podia negar que gostava daquele ciúme todo.
— Não houve nada sério, eu garanto a você. — ela passou o braço pelos ombros da ruiva, e a beijou nos cabelos. — Atualmente meu interesse é totalmente voltado para você.
— Então, vocês já ficaram, foi isso?
— Sim. — Se é o que ela queria saber, então Robin iria falar de uma vez, sabendo que poderia desencadear uma porção de outras perguntas. Mas não negaria resposta, sempre sincera. — Não era nada sério como eu disse, nós somos bem diferentes. Acabou que cada uma queria algo diferente, e não houve como tentar nada mais sério.
Nami repousou a cabeça no peito de Robin, segurando a mão livre dela, enquanto recebia o carinho nos cabelos. Ela tinha dúvidas, e agora estava com ciúmes, por sua própria culpa. Já que foi ela quem resolveu desenterrar essas perguntas. Agora tinha é que aguentar tudo, não ia brigar com Robin por ser sincera.
— Vocês tiveram alguma coisa nessas últimas expedições? — E cada vez que abria a boca, perguntava algo que provavelmente a deixaria mais irritada e ciumenta. Robin a essa altura já sentia o desconforto da ruiva nos seus braços, apertando vez ou outra a mão delicada no cobertor.
A conversa também poderia acabar estragando a noite, isso Robin também pensou. Então ela achou melhor dar um ponto final naquilo.
— Eu já falei que você era e é ainda a única pessoa que me interesso. Eu viajei a trabalho, e não para me divertir.
— Mas... — Nami ainda insistiu um pouco, abaixando a cabeça quando a morena a repreendeu, pedindo para esquecer daquilo. — Eu tenho receio de você não gostar mais de mim, porque eu não sou como ela, experiente. Vim aqui apenas para ficar com você, seja lá como fosse. Esperando que entendesse meu lado.
Robin suspirou, e riu baixinho. Ela era mesmo um encanto de garota, ainda mais com aqueles olhos tão vivos.
Ela então se mexeu na cama, sentando de frente, olhando-a nos olhos. Robin acarinhou a nuca de Nami com uma das mãos, mexendo nos cabelos dela, e passando os dedos pelo contorno de seu rosto. Era de uma beleza tão pura e doce. Um anjo, se fosse contar apenas por aquele instante, a menina que estava ali entregando seu amor a ela, não a garota lá de fora que todos os outros conheciam. Ali, naquele momento, ela era alguém precisando do carinho que somente Robin poderia lhe dar.
— Você é tão linda. — disse baixinho, deixando-a totalmente ruborizada. — Eu desejo tanto poder estar sempre com você.
— Então fica. — Nami sussurrou, mesmo que fosse inútil aquele pedido.
— Não quero que me esqueça, Nami, porque eu nunca vou esquecer você. — Robin inclinou o seu corpo para frente, acolhendo a ruiva em seus braços, trazendo-a para bem perto do seu corpo. Beijou-lhe o alto da cabeça nos cabelos, logo depois na testa, roçou os lábios na pele rosada e quente de Nami até chegar à carne macia dos lábios dela. Massageando seus próprios lábios por sobre o dela, num ritmo lento, quase sem muitos movimentos bruscos, apenas deixando os toques crescerem conforme as necessidades de ambas que aumentavam com aquele beijo que se iniciara tímido. Robin estava ainda mais encantada com aquela garota de olhos fechados, com as mãos em volta de seu pescoço. E o beijo, ficava mais exigente. As línguas se encontravam, às vezes até mesmo fora da boca, buscando ar para continuar, e voltando a se tocar.
As mãos de Robin, mais ágeis e espertas, alcançando a barra da blusa do pijama que Nami vestia e erguendo-o para cima.
Nami encolheu os ombros, relaxando em seguida, erguendo os braços, deixando que Robin tirasse por completo a blusa de seu pijama. Ela deu um sorriso mais descontraído, colocando uma mexa do cabelo que caía sobre seu rosto, detrás da orelha. Sentindo um arrepio na espinha somente com o olhar que Robin lançava para seu corpo descoberto. Não sentia vergonha pela nudez, ao contrário, estava bem. Uma sensação muito boa de conforto tomava conta do seu corpo e também crescia a confiança dela em Robin. Tinha certeza que era ali onde deveria estar.
Robin a abraçou carinhosamente, passando os lábios nos ombros dela, e beijos pequenos pela pele desnuda, alternando em mordidas que fazia Nami retesar o corpo, sentindo novamente aquele arrepio, porém era gostoso demais senti-lo. A morena beijava-lhe o colo, apertando o corpo de Nami com as mãos cheias de desejo, logo em seguida os seios grandes da jovem já eram cobertos pelos seus beijos também.
Nami fechou os olhos, apertando os dedos nas costas de Robin, jogou a cabeça para trás, apoiando o corpo na cabeceira da cama. Respirou, devagar. Tentando ordenar os pensamentos, mas não era hora para isso. Ela abriu os olhos então, os cabelos negros de Robin lhe roçavam a barriga, junto com as mordiscadas, criando cócegas. A ruiva sorriu, fazendo com que a outra erguesse a cabeça para ver o que ela tinha.
Nami balançou a cabeça, como se dissesse que não houve nada. Robin sentou-se sobre as coxas dela, sem deixar seu peso abater sobre o corpo da mais jovem, mesmo porque não era muito mais pesada, apesar de ser mais alta. Puxou o nó do roupão e tirou-o, jogando para o lado da cama. A lingerie preta destacava-se ainda mais sobre a pele branca dela. Os seios grandes pareciam bem apertados dentro do justo sutiã, sem falar na calcinha pequena, que fez Nami pensar duas vezes, achando que deveria ter pelo menos colocado alguma coisa que não tivesse algum desenho. Mas já era tarde.
Nami desencostou as costas da cabeceira. Ela levou a mão ao rosto de Robin, tocando a pele com a ponta dos dedos, alisando os contornos dos lábios finos, e o sorriso sereno. Os olhos azuis acinzentados, observando cada pequeno movimento que ela realizava. As mãos menores e menos experientes explorando o corpo feminino sobre o seu, curiosa pelo que encontrava. A ruiva puxou as duas alças do sutiã de renda preta, deixando-os cair pela lateral dos braços de Robin, ela passou a mão sobre o colo dela, sentindo a quentura de sua pele. Parou, e levou as mãos até as costas da morena, para soltar o fecho que ainda prendia a peça no corpo da mulher, deixando então os seios livres. Nami os tocou da mesma forma que Robin fizera com ela anteriormente, excitada com aquela novidade, os gemidos baixinhos de Robin. Aquilo tudo fazia o sangue da ruiva ferver. As reações de seu corpo eram tão intensas, tanto quanto fosse ela a receber a carícia. Era bom, era melhor do que seus pensamentos lhe mostravam, ou os sonhos que tinha. Ela sempre sonhava com aquele momento, em que Robin a tomaria nos braços, como se ela mesma não pudesse fazer igual. O que era bobagem da cabeça dela. Robin deu um sorriso encorajador, fazendo Nami sentir-se mais confiante.
As mãos foram substituídas pela boca da ruiva, em seguida a língua. Ela lambeu e chupou os bicos rijos dos seios de Robin, como se ela já soubesse há muito o que precisava fazer e como fazer. Nami apertou as mãos nas coxas bem torneadas de Robin, cravando suas unhas ali, subindo pela cintura fina, de volta aos seios e depois às costas, abraçando-a e recostando sua cabeça nos seios da morena.
Robin mexeu nos cabelos dela, enquanto Nami a apertava as costas com as pontas dos dedos, como numa massagem. Ela olhou pra cima, recebendo alguns beijinhos na testa. Sorriu ao descolarem os lábios, partindo o beijo.
— Robin... — Nami apertou os olhos, mexendo as pernas, fazendo Robin balançar um pouco.
— O que foi minha querida? — ela ergueu um pouco o corpo, saindo de cima das coxas de Nami, que massageou os músculos logo em seguida.
— É que deu cãibra. — Robin riu, enquanto Nami passava as mãos nas coxas, por cima da calça do pijama. — Não que você seja gorda, longe disso.
A ruiva deu uma analisada no corpo de Robin, estava mesmo longe dela ser dada como gorda, mesmo sendo tão alta, ela era a mulher mais linda que já conhecera. Mesmo que não tenha visto muitas mulheres nuas, senão sua mãe e sua irmã, o que não conta, ela tinha a certeza disso. Robin era a mais linda.
— Deixe-me ajudar com isso. — Robin sentou-se de frente a Nami, pegando uma das pernas dela e colocando sobre a sua para massagear. — Às vezes ficávamos horas parados numa mesma posição, nas escavações. As peças são muito delicadas, e precisa de um trabalho minucioso. Eu trabalhava com uma escovinha pequena. — ela foi narrando o trabalho que fazia, enquanto massageava a região em que Nami reclamava do incomodo.
— Você sempre tem histórias para contar.
— Acho que sim. — Robin girou o corpo e pegou a outra perna de Nami, fazendo a mesma massagem na coxa dela olhando para as flores estampadas na calça dela.
Nami começou a rir e Robin acreditou que ela deveria estar sentindo cócegas novamente, mas não era isso.
— É bobagem a minha. — Robin insistiu para que ela dissesse o que era, porque duvidava que fosse bobagem. Pelo menos não acreditava que seria. — Tá. É que, eu ficava imaginando essas coisas, sabe. Antes de dormir eu imaginava nós duas fazendo compras, ou assistindo um filme no sofá, ou na cama conversando. Ou... — O rosto dela ficou corado no mesmo instante. Nami não completou a frase, apenas manteve o sorriso nos lábios.
É claro que Robin também tinha pensamentos parecidos com esses, talvez não tão sonhadores, mas ela os tinha.
Robin deixou a perna de Nami sobre o colchão, e engatinhou por cima dela, ficando entre suas pernas, para não ter o perigo da cãibra retornar. Encarou os olhos castanhos, a pele avermelhada. Os lábios dela tão rosados, e convidativos, esperando por um beijo seu.
Nami apertou os lábios, passando a língua e mordendo o canto inferior. Dobrou a perna direita, tocando levemente seu pé nas pernas de Robin, descendo da coxa até a panturrilha. Atiçando-a conforme se roçava nela.
Robin deitou novamente sobre o corpo de Nami, encontrando os lábios rosados para o beijo que tanto necessitava, os seios chocando-se conforme a mais velha se movimentava sobre aquele corpo, agora não tão inocente assim. Ela descolou os lábios, e lambeu-lhe o pescoço, tocando um dos seios com a mão, apertando o bico levemente, enquanto a outra mão passeava da cintura até o bumbum.
Sua língua deslizou do pescoço aos seios, sentindo as batidas rápidas do coração de Nami. A respiração quente, e os gemidos que não conseguiam ser mais contidos dentro de sua boca, que saíam ainda tímidos, mas saíam para o deleite da morena. Robin continuou os beijos até a barriga dela, fazendo cócegas com as pontas dos cabelos em sua pele. Nami apertou as pernas em volta do corpo da morena, encolhendo-se um pouco, ate passar aquela sensação. Robin achou graça, ela era bem sensível a toques, isso era mais do que aprovado, mas poderia provar mais.
Robin voltou a beijar o corpo de Nami, falando com uma voz tranquila, mas sensual, ligeiramente alto, para que a ruiva pudesse ouvir. Chamando-a tantas vezes de sua, e como ela era bonita, gostosa e que a desejava mais do que qualquer outra coisa. As palavras de Robin causavam um furor em Nami. Não somente isso, é claro. A forma como a envolvia naquele clima, o jeito que cuidava dela, com tanto carinho, como amava o seu corpo, tudo aquilo esclareceu as muitas dúvidas que rodeavam a cabeça de Nami. Ela estava totalmente entregue nas mãos da morena. E feliz.
Devagar, Robin se soltou das pernas de Nami, que no começo ficou confusa, mas depois relaxou na cama. A morena fechou as pernas dela, podendo assim puxar pelo cós, o pijama que ela vestia. Nami dobrou as duas pernas, ajudando-a a tirar a calça, que foi jogada para o lado, caindo no chão.
As mãos macias de Robin acariciaram a cintura fina de Nami, passando as unhas não muito longas, pintadas de rosa claro, pela pele da garota em volta do umbigo, arrepiando-a completamente, ela parou sobre a calcinha de algodão amarela, tinha algum desenho ali, mas não distinguiu o que era. Robin pôs um dos joelhos entre as perna de Nami, e o outro ao lado dela, apoiando seu corpo no colchão, também com uma mão.
Ela puxou para cima o elástico da calcinha, soltando-o em seguida, enfiando a mão por dentro do tecido, olhando o tempo todo para as reações de Nami, que estava com seus belos olhos cerrados, impossibilitando Robin de poder olhá-la nos olhos, como desejava.
Nami abriu a boca, soltando o ar quente preso em seus pulmões, ela apertava o lençol da cama, conforme Robin avançava as carícias por dentro de sua calcinha, fazendo movimentos vagarosos com dois dedos em seu clitóris.
Ela inclinou o corpo, para alcançar os seios de Nami, que balançavam, conforme ela própria se mexia. Robin chupou o bico rijo, mordendo sem muita força para não machucá-la.
Nami ergueu mais o quadril, mexendo-se em baixo de Robin, ela sentia o sangue entrar em ebulição nas suas veias, o coração bater mais ligeiro, e o corpo todo se render diante daquela sensação prazerosa. Até Robin diminuir os movimentos e receber uns gemidinhos roucos em protesto por ter parado o que fazia.
Ela sorriu com o olhar zangado da garota, passando sua língua pelo umbigo dela. Seu corpo fazia uma maravilhosa inclinação, proporcionando a Nami uma visão incrível das costas dela e do quadril empinado. Ela mexeu nos cabelos negros de Robin, no início apenas um carinho, alisando-os, mas depois os puxou com um pouco mais de força do que necessário, com as investidas dos dedos de Robin em seu sexo. Nami afastou um pouco as pernas, imaginando que as deixaria mais confortável. O que foi bom.
Robin lambeu-a entre seus dedos, e introduziu a língua, sentindo as reações de Nami, ao puxar os fios de seus cabelos. Não doeu, ela esperava por algo assim, talvez. Ela segurou-se nas coxas de Nami, com certa força também, explorando-a cada vez mais. Ouvindo os gemidos mais desinibidos da garota, além de algumas palavras soltas que ela pronunciava, excitada. Muito excitada pelo o que Robin sentia ao penetrá-la novamente com o dedo. Mas apesar dos incentivos de Nami, com o seu corpo sinuoso entregue a sua vontade, Robin conteve-se. E Nami sentiu a respiração ofegante dela em seu sexo, causando-lhe um arrepio, que tirou qualquer força que ainda tinha dentro dela.
— Não para, Robin. — pediu manhosa, apertando as coxas nos braços da morena entre suas pernas. Robin a segurou pela cintura, puxando-a mais para baixo, deitando sobre seu corpo.
Os seios dela apertavam os de Nami, roçando os mamilos. Elas se beijaram com tanta urgência e cobiça, buscando o ar quando foi vital. Robin saiu de cima de Nami, e deitou ao lado dela, puxando-a pelo bumbum, fazendo a ruiva erguer uma das pernas sobre a sua. Nami afundou a cabeça entre o colchão e o pescoço de Robin, beijando a pele suada dela; estavam tão quentes. Sentia seu corpo tão quente, como se fosse explodir a qualquer momento. Robin pegou a mão de Nami, guiando-a até entre suas coxas. Nami apertou a carne macia quando a sentiu, um pouco tensa no momento, mas logo em seguida, sentindo a respiração abalada de Robin conforme a tocava, ela sentiu novamente aquela confiança de continuar.
Robin não esperou pela iniciativa dela. Da mesma forma que Nami, estava em total fervor. Seu corpo preenchido por aquela prazerosa sensação de desejo. E como ela queria, ansiava por Nami, pelas palavras desconexas, o cheiro dela misturado com o suor da pele, seus gemidos tão gentis e cheios de uma malicia que ela nunca provara antes na vida. Aquela garota tão doce e apimentada. Ela era uma mistura de tudo. Como se precisasse apenas de um pequeno incentivo para explodir como um vulcão em fúria.
Nami gemeu da mesma forma que Robin descrevia em sua mente, logo que sentiu ser tocada novamente, dessa vez com mais pressa. A ruiva tentou acompanhar os movimentos. Queria retribuir da mesma forma que Robin a masturbava. Mas ela não conseguia concentra-se. Seu corpo todo estava pronto para aliviar-se daquela tortura delirante.
Ela desistiu, segurando-se nos ombros de Robin num abraço completo com todo o seu corpo, na ânsia de amenizar aquela agonia, que em segundos converteu-se em alegria, contentamento, deleite. Ela gozou, mas não se soltou daquele abraço apertado.
Nami estava deitada ao lado de Robin, com a cabeça apoiada no seio dela, acariciando-lhe o umbigo por debaixo da coberta. Estava bem acordada, de olhos abertos, mas como se ainda sonhasse com cada segundo que fosse daquela noite. Enquanto que a arqueóloga mexia nos cabelos de Nami, com os olhos fechados, mas também acordada.
— Robin? — Nami a chamou, mais duas vezes antes que obtivesse resposta. Ela esticou o pescoço para poder enxergar os olhos de Robin. Ela só queria saber se a morena estava dormindo.
— Estou com fome, quer comer alguma coisa comigo? — Robin se sentou na cama, e procurou pelo roupão que vestia, vestindo-o em seguida, cobrindo seu corpo. Pegou um para Nami, que também vestiu. Elas foram para a cozinha e a única coisa que tinha lá para comerem era uma lasanha de micro-ondas. Mas estava perfeito para as duas.
Elas voltaram para a cama e comeram a lasanha, dividindo a mesma embalagem. Robin ligou a televisão e deixou em um canal qualquer somente para fazer um pouco de barulho.
Depois, Robin foi buscar água, já que Nami estava bem aconchegada debaixo das cobertas, trouxe um copo para a garota, que se sentou rapidamente para beber metade da água no copo. Robin deitou na cama, e Nami foi logo a abraçando e puxando o cobertor para cobri-las.
Não tinha ideia se tudo aquilo poderia ser melhor do que já era, mas estava maravilhoso do jeito que estava. Nami não demorou muito para dormir, mas Robin continuou acordada, acariciando os cabelos da ruiva. Era muito bom estar com ela, difícil seria agora viver distante.
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