Notas iniciais
Espero que gostem, quero agradecer a Lindy e Danny por gostarem de minha fic, espero não te desiludir

Á tarde alguém bate á minha porta. Quando a abro vejo que é Caleb entra de repente.

– Tu e eu temos de falar! — diz ele.

–Porquê...

–Tu andas com a minha irmã e já reparei que não tens problemas em mostra-lo em público — tenho vontade de rir, é óbvio que já não é um abnegados mas está a agir como um — Como irmão mais velho dela tenho de saber quais são as tuas intenções.

– Não acho que seja preciso preocupares-te com nada.

–Talvez não, mas talvez sim, tu és um Intrépido e eu admito que não sei quais as suas formas de namorar mas posso imaginar que não são as melhores. Podes gostar muito dela mas tens de tem lembrar que ela só tem 16 anos.

Eu sei que tudo o que ele está a dizer é verdade, ela só tem 16 mas a sua mentalidade é a de uma pessoa muito mais velha, tal como eu.

– Como disse é bocado não precisas de preocupar. E e ela não pensamos em fazer as coisas em que tu estás a pensar.

– Como é que a conheces-te? — pergunta, vejo que já não está desconfiado, mas sim curioso.- Quer dizer, normalmente os iniciados de qualquer fação não costumam conviver com os outros membros da fação.

– Eu era o seu instrutor da iniciação — digo

– A sério, e iniciação dos intrépidos em consiste?

– É essencialmente uma parte física, tipo aprendem a lutar usar armas, uma parte emocional em que são sujeitos a simulações sobre situações de medo, e a paisagem dos medos em que têm de lutar contra os seus piores medos.

– Bem a Tris deve se ter saido mesmo mal durante a iniciação física não?

Ele deve pensar que ela não é forte e isso irrita-me, ela é uma das pessoas mais fortes que conheço, não me admira que que ela tenha saído da sua antiga fação

–Mesmo nada, não sei se sabes mas ela é mais forte e corajosa do que parece — digo abruptamente.

– Desculpa, não leves a mal o que disse, é só que antes ela era bastante desajeitada, deves gostar mesmo dela para ficares irritado só por eu dizer que ela era fraca.

–Bem, sim porque toda a gente olha para ela como se ela fosse uma empata, mas na realidade ela é mais do que isso, ela é mais do que qualquer fação.

– Como a conheceste?- pergunta

– Queres mesmo saber?

– Claro — diz ele sentando-se na beira da minha como que se preparando para ouvir uma história de encantar, tenho a certeza que vai ficar desiludido.

Começo a contar desde o momento em que ela caiu na rede, e quando vou na parte em que a alvejei com punhais ele interrompe-me

– Atiras- te punhais á minha irmã?!- diz ele incrédulo- sei que és um intrépido mas devias pensar que se calhar ela quer continuar a viver ou não.

– Vá lá, ela nunca esteve mesmo em perigo, não sei se sabes mas sou um ótimo atirador de punhais- digo presunçosamente.

– A sério?Mostra- pede ele.

– Até mostrava, se tivesse uma faca e um alvo.

– Isso arranja-se — diz ele saindo a correr do meu quarto, perece mesmo entusiasmado.

Quando volta trás as mãos atrás das costas como faz uma criança quando quer esconder algo, e quando as afasta vejo uma faca de manteiga e um queijo.

– Sei que não é um punhal nem nada que se pareça mas foi isto que consegui arranjar — diz ele.

– Ok, acho que consigo fazer com isto- digo.

Vou ter com ele e pego no queijo, meto-o do outro lado do quarto em cima da pequena mesa de cabeceira que me deram os cordiais e afasto-me. Já não lanço facas á algumas semanas a sua técnica está-me enraizada, levo a faca atrás do meu corpo inspiro, expiro e ao mesmo tempo lanço a faca em direçaõ ao queijo, ela fica espetada mesmo no seu centro.

– Uau, fantástico — diz Caleb maravilhado — Deixa- me tentar.

Vai lá e arranca a faca pelo o cabo, afasta-se e atira a faca de uma maneira muito estranha, mas por incrivel que pareça não falha por muito o alvo.

– Vês também consegui — diz ele todo orgulhoso.

– Não, não é assim — digo isto afinal até é divertido, como estar de volta á sala de treinos dos intrépidos com os meus iniciados.

– Que queres dizer com isso de não ser «assim»?! Consegui imitar-te na perfeição.

– Não, não conseguis-te.

– Então faz lá outra vez — diz ele tirando a faca e dando-ma

No exatato momento em que lanço a faca e ela acerta no queijo Tris entra no meu quarto.

– Diz-me que ele é uma espécie de prodígio dos intrépidos, ou tu também consegues fazer isto? — Pergunta-lhe Caleb.

Ela olha para ele e depois para mim como se não nos conhecesse, e depois diz:

– Com a minha mão direita talvez, mas sim o Quatro é uma especie de prodígio entre os intrépidos — Porquê «Quatro», fiz alguma coisa que não devia?- E posso perguntar porque é que estão a atirar facas a esse queijo?

– O Caleb veio falar comigo de uma coisa e acabámos, nem sei porquê a atirar facas.

– Como tantas vezes isso acontece — diz ela sorrindo.

Fico a olhar para ela, ela é realmente muito bonito, não acredito que ela ache o contrario, passado algum tempo de olhares Caleb diz:

– Bem , tenho de voltar para o meu quarto — diz ele olhando para mim e para ela á vez — Estou ler um livro sobre sistemas de filtragem de água. O miúdo que mo dei olhou para mim como se fosse maluco por querer lê-lo. Parece que é um manual de instruções mas é fascinante, Desculpem. Vocês também devem pensar que sou maluco.

– De modo algum — digo eu fingindo estar interessado, depois viro para Tris e digo-lhe — Talvez tu também devesses ler esse manual de reparações, Tris. Penso que vais gostar.

– Posso emprestar-to — Diz Caleb todo contente.

– Talvez mais tarde — diz ela olhando furiosamente para mim. Mal Caleb se vai embora ela diz irritada — Obrigadinha, agora vai moer-me o juizo com sistemas de água e o seu funcionamento. Embora me pareça que prefiro isso ao assunto que ele gostaria de abordar comigo.

– Ah, sim? E qual é? Aquaponia?

– Aqua... quê?

– É uma das maneiras como cultivam os alimentos aqui. Não que queiras saber.- digo eu lembrando-me de quando dei esta matéria na escola.

– Tens razão, não quero. De que é que ele veio cá falar contigo?

– De ti, penso que foi para fazer de irmão mais velho. Do tipo « Não te metas com a minha irmã» e essas coisas.

Digo levantando-me do chão onde estava sentado.

– O que foi que lhe disseste?

– Disse-lhe como nos conhecemos e como ficámos juntos... foi ai que surgiu a questão das facas. E disse-lhe que não andava a brincar contigo.

Digo aproximando-me mais dela, mete-lhe as mãos na cintura e encosto-a á porta os meus lábios poisam nos dela e ela abraça-me encostando-me o máximo possível a ela, os seus dedos pesquisam por baixo da minha T-shirt e deslizam para o seu interior.

Volto a beija-la desta vez com mais insistência, de repente lembro da tarde em que enfrentou a sua paisagem dos medos, de quando me disse que tinha medo de «estar» comigo, não podemos continuar não quero que ela tenha medo de mim, por isso recuo mas apenas alguns centímetros.

– Não foi para isto que aqui vieste — digo.

– Não

– Porque foi, então?

– Que interessa? — diz ela beijando-me de novo, deixo-a beijar mas assim que se liberta para respirar afasto-a

– Tris... — murmuro o seu nome

– Está bem, está bem.

Sentamos-nos na minha minha cama e Tris conta-me uma conversa que ouviu entre Marcus e Johanna sobre o motivo do ataque aos abnegados, quando acaba pergunta:

– Então, que te parece?

– Parece-me... que o Marcus está a fazer-se mais importante do que é.

– Então achas que ele está a dizer disparates?

– Penso que é provável que haja alguma informação que os abnegados tivessem que a Jeanine queria, mas ele está a exagerar quanto á sua importância. E a tentar fortalecer ainda mais o seu próprio ego ao fazer a Johanna pensar que ele tem algo que ela quer e ele não lhe dá.

– Não acho... não acho que tenhas razão.

– Não o conheces como eu. Ele é muito bom a mentir.

Coiso que faz constantemente, mente sobre o facto de a sua mulher estar morta, sobre o facto de ser um ótimo pai e agora mesmo sobre a sua importância.

– Talvez tenhas razão, mas devíamos tentar descobrir o que é que se passa? Só para termos a certeza?- parece-me que ela não acha que ele está a mentir, não sabe do que ele é capaz.

– Eu acho que é mais importante tratarmos da situação em que nos encontramos — respondo — Devemos voltar á cidade. Descobrir o que lá se passa. Encontrar uma maneira de derrubar os eruditos. E talvez nessa altura, depois de tiver-mos resolvido isso tudo, possamos descobrir de que estava o Marcus a falar? Está bem?

Ela acena afirmativamente com a cabeça, mas não parece convencida, e a mim parece-me que Marcus conseguio engana-la, mas a mim não me vai enganar outra vez.



Notas finais
Quero comentários gente, por favor