A Visão de Tobias Eaton em Insurgente
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Ponho-me á sua frente está a acordar agora, ainda bem que o fez agora porque vamos ter que saltar a qualquer momento. O comboio continua pelos carris fora aos solavancos, Peter, Caleb e Marcus estão agarados á porta do vagão prontos para saltarem.
– Vá, Tris- digo olhaando para ela no meio da escuridão, os seus olhos azuis claros fazem-se notar- Temos de saltar
Pego-lhe na mão e ajudo-a a levantar-se guio-a até a porta do vagão, os outros saltam primeiro ela aperta-me a mão com mais força quando é a nossa vez de saltar como se tivesse medo de que se a largasse se ia perder para sempre.
Saltamos e aterramos de pé, lembro-me da primeira vez que saltei de um comboio em movimento dessa vez saltei porque não podia ficar para trás, queria mostrar a minha força apesar de ser um Empata, queria ser um Intrépido, queria estar livre de Marcus coisa que não acontece agora visto que ele está a metros de mim.
Tris vai a correr ter com o irmão é me estranho ver como alguém se preocupa tanto com um membro da família, visto que não tenho ninguém com que me preocupar.
Estamos perto da vedação, mas longe do setor dos Cordias. Os portões da vedação estam fechados impedindo-nos de sair da cidade.
–Deviam estar aqui guardas dos Intrépidos- afirma Marcus-Que é feito deles?
–Talvez estejam ainda sobre a influencia do soro- repondo-lhe penso em Zeke no meio da multidão de Intrépidos,confuso e desorientado-Devem estar não se sabe onde, a fazerem não se sabe o quê.-concluo.
Vamos-nos aproximando cada vez mais do portão quando chegamos ao pé dele procuro o caixa de metal onde se introduz o código para o abrir, abro-a.
–Esperemos que os Eruditos não tenham pensado em mudar o código-Digo enquanto o digito, quando acabo o portão abre-se com um estalido.
–Como é que sabias?-pergunta Caleb curiosamente, como só um Erudito sabe fazer
–Trabalhei na sala de controlo dos Intrépidos, a monitorizar o sistema de segurança,só mudávamos o código duas vezes por ano-explico-lhe vendo-o absorver a informação.
–Que sorte — diz
–A sorte não tem nada a haver com isto-observo-Só estava lá a trabalhar porque quis ter a certeza que estaria em posição de escapar- sei que pareço um bocado obcecado mas não me importo.
Começamos a andar no meio do escuro sem nos perder-mos de vista uns aos outros.Agarro a mão de Tris para que ela preceba que estou com ela e que vai ser sempre assim, vou protege-la para sempre.
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