A Visão de Tobias Eaton em Insurgente
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Sorry, desculpem ter demorado tanto tive uma crise literária.
Estou na cantina dos cordiais tentando evitar muitos olhares postos em mim, nas minhas tatuagens e no meu aspeto violento. Tento também evitar o olhar penetrante de Marcus, que parece disposto a matar um batalhão só para falar comigo, mas eu não quero de maneira nenhuma voltar a olhar para a sua cara, traz-me memórias que prefiro que sejam esquecidas embora eu saiba que tal é impossível.
Fico aliviado quando a vejo entrar no refeitório, mas logo reparo que o seu olhar não é normal, é aflito e preocupado. Quando se chega ao pé de mim pouso-lhe a mão no ombro e mesmo tão longe do coração consigo sentir-lhe a pulsação acelarada.– São os eruditos — diz ela com a respiração pesada.– A vir para cá ? — interrogo. Ela não consegue falar e está ofegante mas acena que sim com a cabeça. Sinto o meu coração cair aos pés porque é que a minha vida tinha der ser assim? Porque é que quando algo estava a correr relativamente bem tinha de acontecer algo para estragar a minha felicidade? Porquê a mim?– Temos tempo de fugir? — pergunto sem grandes esperanças. Desta vez fica calada, penso que ia começar a falar mas Susan uma rapariga abnegada que parece conhecer Tris entrevem.– Porque é que precisamos de fugir? Os cordiais decretaram este local como um refúgio E que não são permitidos conflitos. Detesto este tipo de pessoas são tão ingénuas acham mesmo que os eruditos serão travados por uma lei pacifica dos cordiais, afinal eles já não viram o que os eruditos fizeram às suas famílias?– Os cordiais vão ter problemas em aplicar essa política. Como se pode travar um conflito sem entrar em conflito? Para minha surpresa foi o Marcus que falou, fico a pensar por um momento que é mesmo triste termos ambos a mesma opinião.– Mas não podermos ir-nos embora diz Peter, mal tinha reparado que ele estava aqui Não temos tempo. Eles vão ver-nos.– A Tris tem uma arma digo sem me preocupar em ser ouvido por cordiais vizinhos da nossa mesa podemos forçar passagem. Viro-me para ir ter ao dormitório mas ouço-a a dizer:– Esperem. Tenho uma ideia. Disfarces. Os eruditos não podem ter a certaza de que estamos cá. Podemos fingir ser cordiais.– Então aqueles de nós que não estão vestidos como cordiais devem ir para os dormitórios diz Marcus no seu Tom autoritário Quanto aos outros, soltem o cabelo e tentem imitar o comportamento deles. Com isto viro as costas e desato a correr em direção ao dormitório. Quando lá chego procuro desesperadamente uma camisa vermelha ou amarela que me sirva e cubra as tatuagens que tenho de esconder. Neste momento só consigo pensar em tudo no meu corpo que me denuncia: os meus cabelos demasiado curtos, o meu olhar sempre desconfiado, as minha tatuagens que a agora me parecem desnecessárias, o meu ar de poucos amigos e os meus músculos demasiado treinados. Estava a ser impossível não existia nenhuma camisola que me servisse e tapasse as tatuagens . Viro-me quando vejo uma sobra a entrar no meu quarto, é Marcus, desvio o olhar para as minhas mãos.– Olá, Tobias, acho que podias precisar de uma camisa que escondesse essa tinta toda disse ele estendendo uma camisa amarela. Pego-lhe continuando sem olhar para Marcus.– Olha, Tobias, não entendo porque és sempre tão amargo para comigo, filho. Estremeço quando ele me chama filho, não tem esse direito.– Não me chames isso nunca mais! Eu não sou teu filho, e tu não és meu pai, és apenas um doador de genes.– Tobias eu ainda sou a causa para estares aqui neste mundo, se tu és a pessoas a pessoas que és é por minha culpa.– É exatamente esse o problema tu és a culpa de eu ser assim, Marcus, e caso não entendas não é uma coisa boa.– Posso fazer alguma coisa para deixares de me tratar desse modo insolente?– Sim. Há uma coisa que eu quero que tu faças: Afasta-te de mim, nunca mais fales comigo, nunca mais me toques, nunca mais te metas na cabeça da Tris como eu sei muito bem que fizeste, e sobre tudo afasta-te dela. Mal acabo de falar saiu do quarto de rompante e entro noutro para vestir a camisa, quando sai dou de caras com Tris. Ela tem um olhar preocupado e pergunta-me com uma voz insegura:– Achas que os cordiais vão mentir para nos proteger?– Para evitar um conflito? De certeza que sim digo-lhe mas tenho a sensação que estou a dizer aquilo a mim mesmo para me acalmar. Ela olha-me e o seu olhar preocupado é substituído por um sorriso incontido.– Que bonita camisa diz. Franzo o nariz parecendo afetado.– Era a única coisa que me cobria a tatuagem do pescoço, está bem? Caminhamos lado a lado quando os eruditos saem dos seus carros reconheço alguns dos meus antigos colegas de fação. Viro-me para Tris e percebo que está perturbada, pego-lhe na mão e encaminho-a em direção ao dormitório.– Nunca pensei que a nossa fação podesse ser tão estúpida. — digo para tentar acalmá-la Tens a arma contigo, não tens?– Tenho responde Mas não garanto que com a mão esquerda consiga disparar com percisão.
– Devais treinar tinha-me esquecido completamente que tinha levado um tiro.– Hei de treinar, se sobrevivermos. Os meus dedos deslizam pelos seus braços magros mas musculados, pode ser a ultima vez o que o faço. Penso que não estou disposto a perde-la, farei tudo para tira-la daqui com vida.– Balança-te um pouco ao caminhares beijo a sua testa finge que tens medo das suas armas dou-lhe outro beijo um pouco acima do nariz e faz de conta que és a florzinha atrofiada que nunca poderás ser beijo a sua cara e correrá bem.– Certo confirma, as suas mãos agarram-se á volta do meu pescoço e os seus lábios vêm de encontro aos meus. Ouço um sino, ele toca três vezes seguidas e depois o ar enche-se de silencio. Este é o sinal de chamamento para o refeitório, onde os cordiais se encontram de vez em quando, em situações mais formais ( fora das horas de refeição claro). Junto-me á multidão e intrego-me o máximo que consigo. Sento-me numa mesa cheia de abnegados/cordiais fico nervoso porque todos eles fingem muito mal a sua nova personalidade, um casal ao pé de mim dá as mãos mas estão corados por o fazer como se isso fosse demasiado impróprio para se fazer em publico, e á minha frente uma mulheres olha para os dedos e faz uma pequena oração silenciosa. Reparo no olhar de uma intrépida pousa em mim tento fingir que não me importo e ignora-la , mas a minha natureza guerreira impede-me de o fazer, ela para atrás de mim, sinto-me vulnerável e ameaçado.– Tens o cabelo muito curto para um cordial comenta com desdem. Apetece-me virar-me para ela e dizer Queres mesmo discutir de moda comigo, minha menina?! mas em vez disso viro-me e digo num tom mais venenoso do que pertendia:– Está calor. A mulher levanta a mão como se me fosse bater, mas em vez disso puxa o colarinho da minha camisa revelando as minhas tatuagens. Agarro-lhe o pulso e puxo-a para a frente, bate com a cabeça na mesa e cai, do outro lado alguém dispara e outro alguém grita, e toda a gente se esconde debaixo das mesas, mas não toda a gente no meio do refeitório Tris continua de pé. Segura a arma mas não faz nada, está paralisada. Tenho de fazer alguma coisa, agarro a nuca da intrépida traidora que tinha aos pés, pego na sua arma, mas do outro lado do refeitório tenho uma arma apontada para mim, disparo contra um soldado.– Dá-me ajuda Tris grito desesperado. Ela pega na arma mas outro soldado já tem a arma apontada para ela, e ela não faz nada. Caleb lança-se para ela e pega na arma, depois dispara contra o joelho do soldado e eu contar a sua cabeça . Agarro o pescoço da intrépida pelo pescoço e aponto a arma à soldada que falta.– Mais uma palavra ameaço e disparo.– Quem está connosco que comece a correr- ordeno. Uma maré de gente agita o refeitório e montes de pessoas começam a correr em direção à saida, a soldado dispara contra uma pessoa só que a Tris desvia o alvo do sitio onde morreria.– Baixa a arma! — ordeno Eu tenho mesmo muito boa pontaria e tu não deves ter assim tanta. Ela poisa a arma devagar e cuidadosamente e mal o faz começo a correr com os outros, saimos todos do refeitório quando se começam a ouvir tiros e gritos muito seguidos.– Separem-se grita Marcus. Agarro a mão de Tris e ela agarra Caleb que por sua vez agarra Susan e corremos todos pelo meio de um campo de milho muito denso, enquanto corremos sinto as folhas a cortar a minha cara e o peso que faz ter tantas pessoas atrás a atrasar-me. Encontro a vedação e forço-a para podermos passar. Quando chegamos ao outro lado estamos todos ofegantes e cheios de cortes na cara.– Onde estão os outros ? -pergunta Susan.– Mortos diz Tris. Chego-me ao pé dela e arrasto-a para ao pé de mim, não podemos ficar aqui parados, começo a andar levando a comigo. Oriento-me pela linha do comboio, mas passados pouco mais do que 10 minutos Susan já não aguenta mais.– Tenho De parar — diz ofegante, Caleb ajoelha-se ao pé dela. Volto-me para Tris e digo um pouco mais rudemente do que estava à espera.– O que se passou, Tris?– Estás a falar de quê? Fico paralisado, não acredito que ela não sabe, ela podia ter morrido e nem se quer está a dar importância a isso, eu podia tê-la perdido.– Estavas paralisada! Iam matar-te e tu ficas-te ali parada! — quando dou por mim já estou a gritar Pensei que podia confiar em ti, pelo menos para salvares a tua própria vida!– Eh! — Caleb levanta-se Deixa-a em paz por um bocadinho, está bem?– Ela não percisa de paz digo, mas num tom mais suave O que te aconteceu?– Entrei em panico responde envergonhada.– Não volta a acontecer.– Está bem digo, espero que estava certa Temos de encontrar um local que seja seguro. Eles vão reagrupar-se e procurar-nos.– Achas que eles se preocupam assim tanto connosco? -pergunta ela.– Connosco? Sim. Nós éramos provavelmente os únicos de quem eles andavam atrás, para além do Marcus Ao dize-lo lembro-me de que ele não saiu que muito provavelmente já está morto. Tris olha para mim sem saber o que dizer mas não quero que diga nada. Ela tenta começar mas impeço-a e começamos a andar rumo ao destino.
Notas finais
Só posto o proximo se tiver comentários neste
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