Notas iniciais
Aqui está um novo capítulo dessa fabulosa história. Espero que gostem.

Estamos muito mais próximos do quartel general do Cordiais agora consigo destingir pequenas luzes de janelas ao longe, por cima de nós encontram-se enumeras árvores de fruto fazendo um túnel pelo qual passamos. Marcus que estava a ajudar Peter a manter-se em pé abandona-o por um momento e vem ter connosco.

–Sei por onde devemos ir — diz-nos.

Conduz-nos do primeiro edifício que encontramos para o segundo mais à esquerda. Todos os edifícios, com excepção das estufas, são feitos da mesma madeira escura, que não é tratada nem pintada, conseguem se ouvir as gargalhadas dos cordiais ao longe.

Marcus abre uma das portas, sei que nos Cordiais não há seguranças por isso não corremos o risco de sermos reconhecidos, Marcus detém-se perante a porta aberta que dá para a uma sala, que mais parece um pequeno escritório, lá dentro encontra-se Johanna Reyes, a representante dos Cordiais, sentada a olhar para a janela, reconheço-a das poucas vezes que foi a casa de Marcus pouco depois da minha mãe «morrer», a cicatriz que tem na cara está agora escondida pelo cabelo.

–Oh, graças a Deus — diz quando vê Marcus. Dirige se a ele de braços abertos, mas quando chega ao pé dele só lhe toca nos ombros parecendo lembrar-se que os Abnegados não se abraçam.

–Os outros membros do teu grupo já cá chegaram há algumas horas, mas não tinham a certeza que tivesses conseguido escapar — fala com Marcus como se ele fosse um Deus, como se fosse um Marcus que não conheça, mas o problema é que é ela que não o conhece.

Johanna olha para nós para mim primeiro depois Caleb, Tris e Peter o seu olhar detém-se na mancha de sangue na manga de Peter

–Oh, caramba, vou chamar um médico — diz ela — Posso deixar-vos ficarem cá esta noite mas, amanhã a decisão tem de ser tomada pelo conjunto da nossa comunidade. E o seu olhar crava-se em Tris e em mim — não me parece que eles fiquem entusiasmados com o presença de Intrépidos na nossa sede. E é claro que tenho de pedir-vos que entreguem quaisquer armas que tenham convosco.

É óbvio que que os outros Cordiais não vão ficar satisfeitos com a nossa presença aqui, os Intrépidos e os Cordiais pensam completamente de maneiras diferentes.

Decido entregar a minha pistola, mas quando Tris vai a fazer o mesmo impeço-a, pegando-lhe na mão, não que não confie nos Cordiais mas sinto-me sempre mais seguro se tiver uma arma, o que não parece acontecer com ela, parece desconfortável.

–Chamo-me Johanna Reyes — diz ela estendendo a mão a Tris e logo de seguida a mim.

–Este é o T... — diz Marcus mas interrompo-o, não acho que seja necessário que esta mulher saiba que sou filho dele.

–Chamo-me Quatro e estes são a Tris, o Caleb e o Peter.

Não sei se será boa ideia ficar na sede dos cordiais mas é melhor aqui do que presos numa simulação

–Sejam bem-vindos à sede dos Cordiais — diz Johanna — Deixem-nos cuidar de vocês.

Notas finais
Comentem. Preciso de saber se estão a gostar para poder continuar ou não. Comentem!!